Estradas do mundo, de Portugal e da Região Centro

Segundo o relatório “Youth and Road Safety” da Organização Mundial de Saúde recentemente publicado, os acidentes de trânsito são uma das principais causas de morte entre os jovens com menos de 25 anos, com mais de mil mortos por dia em todo o mundo. Foi este o motivo pelo qual as Nações Unidas decidiram dedicar a Primeira Semana Mundial de Segurança Rodoviária a este grupo etário.

Os acidentes rodoviários são a principal causa de morte entre os jovens de 15 a 19 anos e estão entre as primeiras causas de morte entre os menores de 25 anos. Apesar de representarem apenas cerca de 10% da população mundial, os jovens correspondem a 27% das vítimas fatais.

As crianças e os jovens adultos são de facto os utilizadores da estrada mais vulneráveis. Mas, tal como indica o slogan adoptado para esta primeira semana, “road safety is no accident” – a sinistralidade rodoviária pode ser evitada, está nas nossas mãos… ao volante!

Em Portugal, a sinistralidade rodoviária também é assaz elevada. Não temos a mesma proporção de mortos na estrada por cada milhão habitantes que tem a Rússia (241 em 2004) mas, ainda assim, é uma das mais elevadas da OCDE (com 124 mortos por cada milhão de habitantes em 2004). A Suécia, por exemplo, “apenas” teve 53 mortos.

Em Portugal, tal como no resto do mundo, os acidentes de viação também continuam a ser uma das principais causas de morte em crianças e jovens. Segundo o relatório “Sinistralidade Rodoviária 2006” do Observatório de Segurança Rodoviária, entre os passageiros, “o maior número de mortos verificou-se nos grupos situados entre os 15 e os 29 anos (41,4%), o de feridos graves entre os 15 e os 24 anos (35,2%) e entre os feridos ligeiros evidenciou-se o grupo das crianças com idade inferior ou igual a 14 anos (16,1%).”

Ao nível da Região Centro, apesar de se ter registado uma diminuição relativamente ao ano anterior, ao longo de 2006 os acidentes de viação causaram a morte a 266 pessoas e resultaram em 949 feridos graves.

No meio de toda esta tragédia ressalta um factor positivo: tem havido uma evolução apreciável no sentido da diminuição da sinistralidade. Comprova-se o slogan: “a segurança rodoviária não é acidental”.

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