Porque é que adoramos bebés?

«[…] Um grupo de pediatras, psiquiatras e neurologistas britânicos afirma ter localizado na área do cérebro conhecida como “córtex orbitofrontal medial” (localizada acima dos olhos) a região que é activada quando os adultos visionam as crianças, criando uma necessidade de as proteger e cuidar. A área cerebral em causa está ligada à região que trata do reconhecimento de rostos e é também uma peça-chave para o controlo das emoções, segundo os especialistas.

Além de contribuir para compreender os chamados instintos paternal e maternal, os investigadores afirmam que o estudo pode ser útil na identificação e tratamento da depressão pós-parto, sintoma que afecta cerca de 15 por cento das mulheres e três por cento dos homens nos países desenvolvidos.

Para medir a função que a região do cérebro em causa desenvolve nos instintos humanos, os cientistas analisaram a actividade cerebral de voluntários que, sentados diante de um monitor, tiveram de carregar num botão assim que uma imagem de uma cruz projectada mudava de cor. Entre as imagens projectadas, também foram exibidas rapidamente fotos de adultos e crianças que os voluntários não conheciam.

O mapeamento cerebral instantâneo realizado evidenciou que, enquanto não havia qualquer reacção perante as imagens dos adultos, um grande estímulo cerebral era detectado quando os voluntários viam as fotos das crianças. […]

De acordo com os investigadores britânicos, a velocidade com a qual o “córtex orbitofrontal medial” dos voluntários era activado (um sétimo de segundo) quando visionavam as crianças, indica que a reacção não pode ter uma origem consciente ou cultural.

“Acreditamos que a resposta imediata nos leva a tratar crianças de maneira especial”, considerou Morten Kringelbach, neurocientista e um dos principais autores do estudo, citado pela agência de notícias britânica Reuters. “A resposta cerebral é tão rápida que temos quase a certeza absoluta de que não há controlo consciente sobre ela”, acrescentou.»

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1321060

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