Roupa de bebé cor-de-rosa, ursinho azul e bebés embalados

«Pensem na última vez que falaram com alguém que estava à espera de bebé… Aposto que perguntaram se preferia ter um rapaz ou uma rapariga. A resposta usual é que tanto faz, desde que seja saudável, mas a verdade é que a maior parte das pessoas tem preferência por um rapaz ou por uma rapariga.
E vocês?
Será que já alguma vez se perguntaram POR QUE é que as pessoas preferem um ou outro sexo? Ao fim e ao cabo, embora possam ter tamanhos, formas e cores diferentes, os bebés são todos muito parecidos, seja qual for o sexo.
No entanto, embora sejam muito parecidos e façam exactamente as mesmas coisas, as pessoas tratam os bebés de maneira muito diferente, consoante sejam rapazes ou raparigas. Se souberem destrinçar essas diferenças, ser-lhes-á fácil perceber se estão perante um rapaz ou uma rapariga. Para isso só precisarão de espírito detectivesco e de um bocadinho de prática. Leiam estas páginas do Guia dos Extraterrestres, referentes aos pequenos humanos.

PEQUENOS

humanos

como distinguir os pequenos seres terrestres

1. Roupa de bebé

No mundo da moda para bebés, o amarelo é aceitável tanto para rapazes como para raparigas; por isso esta cor não ajuda lá muito a destrinçar quem é quem. Mas, se o bebé estiver vestido com roupa cor-de-rosa ou com rendas, podem ter a certeza de que se trata de uma rapariga; se estiver vestido de azul, ou a roupa tiver um desenho de um avião, de um barco ou de um comboio, é com certeza um rapaz.

2. Brinquedos

A maior parte dos bebés tem peluches. Mais uma vez, a pista reside na cor do brinquedo: ursinhos cor–de-rosa, coelhinhos ou patos indicam a presença de uma rapariga; ursinhos azuis e dinossauros significam que o dono é um rapaz. Também é vulgar os rapazes terem rocas de plástico para chocalharem.

3. Os pais

O comportamento dos pais não ajuda grande coisa a desvendar o mistério — todos os bebés são embalados! No entanto, as raparigas são embaladas docemente, enquanto os rapazes são embalados de forma muito mais enérgica. Prestem atenção ao que os pais dizem. Se for rapariga, tratam-na por «linda» e «querida»; se for rapaz, chamam-lhe «diabrete» e «rapazola».

Se o bebé for irrequieto e os pais disserem que «não se porta bem», é porque se trata de uma rapariga; se disserem que é um bebé «muito vivo» ou «cheio de vida», é com certeza um rapaz!

4. Em caso de dúvida, espreitem para dentro da fralda.»


Citação de “Os direitos das mulheres” de Victoria Parker; Lisboa: Gradiva, 2000.

Operação Cadeirinha em Aveiro

«A PSP de Aveiro realizou, durante a manhã de ontem, uma acção de fiscalização que incidiu na verificação da utilização de sistemas de retenção para crianças, junto de cinco estabelecimentos de ensino.
Foram fiscalizadas 150 viaturas e levantados cinco autos de contra-ordenação, dos quais
quatro por falta de sistema de retenção para crianças e um por transposição do traço continuo. Foi ainda apreendido um documento, por não pagamento voluntário de coima.
A operação envolveu agentes dos Programas Especiais, Esquadra de Trânsito e Brigadas de Intervenção Rápida, num total de cerca de 23 elementos.»

Fonte: As Beiras, 13 de Março de 2008

Apesar de todas as campanhas de prevenção, de toda a legislação e da maior sensibilização da sociedade para esta questão, há pais que continuam a não proteger os seus filhos devidamente. A utilização de sistemas de retenção para crianças adequados mais do que uma obrigação legal é uma exigência ética.

Há poucos dias dávamos conta no nosso blog da identificação de uma área do cérebro “que é activada quando os adultos visionam as crianças, criando uma necessidade de as proteger e cuidar”. Esse impulso primordial tem de ser aproveitado do melhor modo possível. Atendendo à perigosidade por demais conhecida das nossas estradas, é triste que muitos pais ainda não protejam convenientemente os seus filhos no automóvel.

Mas nem tudo é mau. Tem-se assistido a uma maior atenção por parte dos pais. Embora seja uma avaliação eminentemente casuística, repare-se que há cerca de um ano, numa operação semelhante em Aveiro, a PSP detectou 12 condutores a transportar crianças em viatura automóvel sem utilizarem o devido sistema de retenção; há seis meses atrás, também junto de cinco estabelecimentos de ensino em Aveiro (junto da Escola de Ensino Básico do Solposto e dos Infantários de Santa Joana, Esgueira, São Bernardo e Aradas), foram levantados cinco autos de contra-ordenação por falta de uso de sistema de retenção para crianças. Ontem foram apenas quatro…

Daqui parece deduzir-se que a fiscalização tem de de facto uma acção pedagógica ou, dito de outro modo, que a “necessidade de proteger e cuidar” se materializa mais sob o espectro de uma coima de 120 a 600 euros…

Seja como for a tendência parece ser a de uma maior e melhor utilização dos sistemas de retenção para crianças. Pode ser que daqui a alguns anos a PSP já não levante nenhum auto de contra-ordenação por falta de uso de “cadeirinha” nas escolas e infantários de Aveiro (e do resto do país).

Curso de Preparação para o Nascimento e Recuperação Pós-Parto em Viseu

«O Hospital de Viseu disponibiliza, desde 11 de Fevereiro, um Curso de Preparação para o Nascimento e Recuperação Pós-Parto. A formação, segundo a enfermeira responsável, Isabel Sampaio, surge para colmatar a falta de informação. “Já há muito tempo que os enfermeiros especialistas em saúde Materna estavam a preparar esta formação, mas não havia recursos humanos disponíveis”, refere.

[…] Durante a formação, serão ministrados conhecimentos sobre práticas de respiração e relaxamento, sobre o aleitamento materno, bem como serão desenvolvidas sessões teóricas e práticas sobre o cuidar do bebé.

O curso contempla, ainda, sessões sobre atitudes posturais da gravidez nas actividades do dia-a-dia, sessões de sensibilização para prevenção da incontinência urinária e sessões sobre massagens aos recém-nascidos.

A visita à maternidade é outra das actividades realçadas por Isabel Sampaio. “Queremos tornar conhecido o desconhecido. Por isso, já realizamos uma visita aberta, todas as terças-feiras, às 11h30. A grávida procede à visita às instalações, às urgências, ao bloco de partos e às salas de internamento”, explica.

Na primeira fase do curso, podem participar as grávidas, a partir das 28 semanas de gestação, que são acompanhadas na consulta externa. Segundo Isabel Sampaio, o curso tem especial importância para as grávidas adolescentes, que são seguidas nas consultas para adolescentes. A formação decorre às segundas, terças e sextas-feiras, entre as 17 e as 18 horas, no Ginásio do Serviço de Medicina Física e Reabilitação. As inscrições são efectuadas através do preenchimento da ficha de dados, que será entregue na consulta externa.»

 

Fonte: Jornal do Centro, ed. 312, 07 de Março de 2008

Porque é que adoramos bebés?

«[…] Um grupo de pediatras, psiquiatras e neurologistas britânicos afirma ter localizado na área do cérebro conhecida como “córtex orbitofrontal medial” (localizada acima dos olhos) a região que é activada quando os adultos visionam as crianças, criando uma necessidade de as proteger e cuidar. A área cerebral em causa está ligada à região que trata do reconhecimento de rostos e é também uma peça-chave para o controlo das emoções, segundo os especialistas.

Além de contribuir para compreender os chamados instintos paternal e maternal, os investigadores afirmam que o estudo pode ser útil na identificação e tratamento da depressão pós-parto, sintoma que afecta cerca de 15 por cento das mulheres e três por cento dos homens nos países desenvolvidos.

Para medir a função que a região do cérebro em causa desenvolve nos instintos humanos, os cientistas analisaram a actividade cerebral de voluntários que, sentados diante de um monitor, tiveram de carregar num botão assim que uma imagem de uma cruz projectada mudava de cor. Entre as imagens projectadas, também foram exibidas rapidamente fotos de adultos e crianças que os voluntários não conheciam.

O mapeamento cerebral instantâneo realizado evidenciou que, enquanto não havia qualquer reacção perante as imagens dos adultos, um grande estímulo cerebral era detectado quando os voluntários viam as fotos das crianças. […]

De acordo com os investigadores britânicos, a velocidade com a qual o “córtex orbitofrontal medial” dos voluntários era activado (um sétimo de segundo) quando visionavam as crianças, indica que a reacção não pode ter uma origem consciente ou cultural.

“Acreditamos que a resposta imediata nos leva a tratar crianças de maneira especial”, considerou Morten Kringelbach, neurocientista e um dos principais autores do estudo, citado pela agência de notícias britânica Reuters. “A resposta cerebral é tão rápida que temos quase a certeza absoluta de que não há controlo consciente sobre ela”, acrescentou.»

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1321060

Um em cada três partos realizados em 2006 foi cesariana

Um em cada três partos realizados em 2006 em Portugal foi por cesariana, valor hoje considerado um “problema de saúde pública” pelo médico Vicente Pinto, que defendeu como solução “tratar como natural o que é natural”.
Numa discussão sobre riscos do aumento do número de cesarianas nos países em desenvolvimento, no âmbito do 20º Congresso Europeu de Ginecologia e Obstetrícia, o especialista português lembrou que a meta do Plano Nacional de Saúde é fixar em 24,8 por cento a taxa de cesarianas em 2010.Na Europa, o número médio de cesarianas é de 19 por cento.
“Em Portugal, as cesarianas são um problema de saúde pública que está a aumentar e é um procedimento que não beneficia a mãe nem o bebé. Em 2001, o número era de 29,7 por cento, em 2004 de 33 por cento, em 2005 de quase 35 e em 2006 de 33,5 por cento”, apontou, no congresso que termina sábado, em Lisboa.

A redução que se registou entre 2005 e 2006 foi “um bom sinal”, defendeu Vicente Pinto, mas “não foi suficiente e há mais a fazer”.

Para justificar os números ainda elevados, o antigo director da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) referiu à Lusa os pedidos da mulher – por temer complicações no parto vaginal ou consequências na vida sexual posterior – e o adiamento cada vez mais comum do momento da maternidade.

[…] No entanto, o clínico lembrou que uma cesariana é uma operação, que acarreta riscos idênticos a qualquer intervenção cirúrgica, um internamento mais prolongado e inúmeros problemas médicos.
[…] Vicente Pinto defende que o acompanhamento de uma enfermeira-parteira por parturiante, como acontece na Finlândia, “quase resolvia todos os problemas”.

“Há que fazer natural o que o é, e o parto é algo natural”, resumiu Vicente Pinto, lembrando que a Finlândia tinha em 2004 o melhor valor de cesarianas na Europa dos 15 (16,4 por cento).

Frisou ainda que depois de uma cesariana é possível fazer um parto vaginal, desmistificando a ideia que “depois de uma cesariana, segue-se outra”. […]

Fonte: Saúde: Um em cada três partos realizados em 2006 foi cesariana – RTP Notícias

Orquestra de música para bebés actuou na Bélgica

«O concerto de abertura do Babelut, o principal festival internacional de música para bebés, que se realiza desde ontem na Bélgica, foi executado pela Escola de Artes de Pousos, que trabalha nesta área há dez anos.
Segundo Paulo Lameiro, director da Escola de Artes da Sociedade Artística Musical dos Pousos (SAMP), este convite constitui uma “enorme honra”, porque se trata do “maior e mais importante festival do mundo dedicado à música para a primeira infância”.
A decorrer até 9 de Março na localidade de Neerpelt, perto de Antuérpia, este festival conta com executantes de vários países, como Hungria, Holanda, França, Bélgica e Inglaterra, e tem sido considerado um evento de referência em termos internacionais.
No ano passado, os elementos do festival estiveram em Portugal onde assistiram a vários projectos e “fomos nós os escolhidos para abrir o evento”, explicou Paulo Lameiro, que vê assim recompensado o “esforço de anos” em prol da música para bebés. “Portugal, nesta matéria, é considerado a vanguarda da música para bebés”, criando “novos públicos”, mas também fomentando o gosto musical desde tenra idade. […]»

Fonte: As Beiras, 05-03-2008

Conselhos: os passeios de carrinho

Nunca deixe a criança sozinha, mesmo que seja por segundos. Se precisar, leve-a ao colo ou peça a alguém para a vigiar enquanto se ausenta.
• Durante os primeiros meses, o assento na posição virado para os pais é a ideal, depois progressivamente, vire o assento para a frente para o despertar da criança.
• Não instale o seu bebé na posição sentada enquanto não for capaz de sentar-se sozinho (cerca dos 6/9 meses).
• Verifique se o travão do carrinho está posto antes de instalar a criança.
• Engate sempre o travão quando estiver parado, mesmo se for por pouco tempo.
• Não se esqueça de ajustar e de apertar o arnês de segurança mesmo se o passeio for curto. Verifique sempre o seu estado.
• Antes de ir passear, verifique se o saco tem os produtos essenciais como fraldas, toalhitas, colchão muda-fraldas, roupa e os brinquedos preferidos do bebé.
• No Inverno, quando está frio, agasalhe bem o seu bebé, em particular as extremidades (pés, mãos e cabeça). Não se esqueça de que, enquanto passeia com o bebé, este permanece imóvel.
• No Verão, utilize uma sombrinha ou uma capota para proteger o bebé do calor e do sol. Verifique se está suficientemente hidratado e não se esqueça do protector solar!
• Não sobrecarregue o guiador do carrinho com compras.
• Nunca suba escadas com o carrinho e não o levante se o bebé estiver dentro.
• Se o terreno for acidentado, coloque as rodas na posição fixa para maior estabilidade.
• Na cidade, para que o bebé respire um ar mais puro, escolha um itinerário por ruas menos movimentadas e evite as horas de ponta.
• Não se esqueça da manutenção do seu artigo.

Fonte: Bébé Confort

"Balanço negro" no Hospital Pediátrico e na Maternidade Bissaya Barreto, segundo o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses

 

«O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses fez ontem um “balanço negro” da empresarialização do Centro Hospitalar de Coimbra. Gestão em função dos números tem tido consequências negativas, lamentam.

Um ano depois da passagem do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) para Entidade Pública Empresarial (EPE), Paulo Anacleto não tem “qualquer dúvida” ao afirmar que a situação está pior do que em Março de 2007. […]

Apesar de os problemas se estenderem às três unidades do CHC – Hospital Geral, Hospital Pediátrico e Maternidade Bissaya Barreto – Paulo Anacleto apontou o Pediátrico como aquele em que as carências são mais “gritantes”, faltando quase tudo: “medicamentos; material de clínico corrente (cateteres, prolongadores de soro…); vários tipos de leite e papas; fraldas; luvas e batas para os profissionais e familiares….”. […]

Além de materiais, denuncia, faltam enfermeiros nas três unidades. Segundo dados das chefias intermédias do CHC, baseados na circular normativa da Secretaria–Geral do Ministério da Saúde, faltam “33 enfermeiro no Hospital Pediátrico”, cinco deles na urgência que, afirma, “está a abarrotar”. Também na maternidade faltam “20 enfermeiros” e no Hospital Geral “várias dezenas”, acrescenta.»

Fonte: As Beiras

“Heranças Familiares: perspectiva psicanalítica” em debate

No próximo dia 15 de Março irá ser lançado um novo livro da mesma autora (Filomena Bayle) de “À Volta do Nascimento”. Fica aqui a notícia:

«Nos próximos dias 14 e 15 de Março, o Departamento de Psicologia do Instituto Superior Dom Afonso III (INUAF) recebe no Cineteatro de Loulé, o IV Colóquio de Psicologia.

Subordinado ao tema “Heranças Familiares: Perspectiva Psicanalítica”, o colóquio, destinado a técnicos de saúde mental e estudantes de psicologia, pretende propiciar um espaço de debate.

[…] No dia 15 vão estar presentes Eduardo Sá e Carlos Amaral Dias. Nesse dia vai ser ainda lançado o livro “Perturbações da Parentalidade” da autoria de Filomena Bayle e de Serge Martinez, com prefácio de Eduardo Sá.

Filomena Bayle é doutorada em Psicologia na Paris V, Sorbonne, em 1989. […] Serge Martinet doutorou-se em Medicina em 1972. É psiquiatra desde 1977 e foi prático hospitalar e antigo chefe de serviço de Pedopsiquiatria. […]

As inscrições estão abertas até ao dia 8 de Março e a entrada é livre.»

Fonte: Região Sul.