Alegrias e os riscos de ser mãe depois dos 40

«[…] Os dados confirmam a tendência: hoje em dia são cada vez mais as mulheres escolhem ser mães depois dos 40. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), em apenas uma década, o número de crianças que nasceram de uma mãe com mais de 40 anos aumentou 50,7%: em 1997 nasceram 2046 bebés e em 2007 esse número cresceu para 3083. Mas, apesar do fenómeno ser cada vez mais comum, não deixou de acarretar perigos.
[…] De facto, a esmagadora maioria dos especialista desaconselha a experiência. “A idade materna avançada acarreta um maior risco de alterações dos cromossomas”, alerta o médico obstetra Carlos Aguiar Veríssimo. Ou seja, quanto mais velha a mãe, maiores as probabilidades do bebé nascer com deficiências. […]
No entanto, Carlos Veríssimo lembra que devido ao elevado risco de ocorrência de anomalias depois dos 40 anos de idade, “a maioria dos centros de diagnóstico pré-natal propõe a realização de amniocentese” como “diagnóstico da existência de uma alteração cromossómica”.
Mas não é apenas o bebé que pode sofrer com uma gravidez tardia. De acordo com o médico “ao longo da gravidez existem outras patologias cujo risco está aumentado após os 40, nomeadamente a diabetes gestacional ou hipertensão”.
Com a idade, a própria capacidade de adaptação das grávidas aos novos requisitos pode ficar afectada e a recuperação pós-parto poderá ser mais difícil. […] Apesar de todos os riscos , Carlos Veríssimo apoia o optimismo, sublinhado que “a gravidez após os 40 não deve ser encarada como um abismo repleto de perigos. Há que vivê-la com tranquilidade e naturalidade”.

Fonte: Diário de Notícias, 17/08/2008

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