Cesarianas continuam a aumentar

[…] Cerca de 35% dos partos realizados no nosso país em 2007 foram cesarianas, um valor superior ao registado em 2001 (29,7%) e que coloca a taxa de nascimentos por cesariana na lista de indicadores do Plano Nacional de Saúde (PNS) 2004-2010 que ficam longe da meta (24,8%).

Uma tendência que, segundo Maria do Céu Machado, alta comissária para a Saúde, tem mais do que uma razão de ser. «A natalidade baixou, mas aumentaram as situações de risco, como a prematuridade, a gravidez em mulheres com mais de 35 anos ou resultante da procriação medicamente assistida», refere ao Destak.

A estes factos acrescenta-se a taxa de cesarianas nas maternidades privadas que, de acordo com a especialista, «é muito superior ao que existe no público».

Ao indicador dos partos juntam-se outros que, segundo o último ponto de situação feito pelo Alto Comissariado da Saúde – o qual o Destak analisou – estão longe do caminho desejado. É o que acontece com a taxa de crianças com baixo peso à nascença, que em 2007 foi 7,9, valor superior ao verificado em 2001 (7,2) e que se afasta da meta de 5,8.

[…] As taxas de mortalidade fetal, neonatal e infantil são motivos de orgulho em Portugal. De acordo com o último balanço, a meta nestes casos foi ultrapassada, assim como na redução de partos em adolescentes, que baixou de 5,9 em cada mil partos em 2001, para 4,5 no ano passado (a meta era de 5).»

Fonte: Destak, 28/10/2008 (Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt)

Óleo de linhaça pode aumentar risco de parto prematuro

«Investigadores canadianos revelaram que os riscos de parto prematuro quadruplicam se for consumido óleo de linhaça nos dois últimos trimestres da gravidez.
[…] A primeira parte da investigação estabeleceu que cerca de 10 por cento das mulheres, entre 1998 e 2003, utilizaram produtos naturais durante a gravidez. Entre os produtos naturais mais consumidos pelas grávidas encontram-se a camomila, utilizada por 19 por cento, o chá verde, consumido por 17 por cento, a hortelã-pimenta e o óleo de linhaça, ambos tomados por 12 por cento das grávidas.
Os investigadores compararam o consumo destes produtos a partos prematuros, tendo apenas um produto apresentado uma forte correlação, o óleo de linhaça.
De acordo com a Dra. Berard [da Faculdade de Farmácia da Universidade de Montreal e do Centro de Investigação do Hospital Sainte-Justine], na população geral, a taxa média de partos prematuros é de 2 a 3 por cento. Contudo, para as mulheres grávidas que consumem óleo de linhaça nos últimos dois trimestres de gestação a taxa sobe para 12 por cento, o que é um risco enorme, acrescentou a Dra. Berard.
A correlação apenas existiu com o óleo de linhaça, contudo, as mulheres que consumiram a semente em si não foram afectadas.»

Fonte: Portal de Farmácia e do Medicamento

Um planeta secreto de dor

«Não existem faixas rosa para usar se você sofreu um aborto espontâneo, nenhuma passeata ou camiseta para encorajar a conscientização e prevenção. E até onde temos uma linguagem para falar sobre o assunto, ela é repleta de frases superficiais: “Não se preocupe, eu também tive um”, ou “Eu tive dois, e então – puf – o Davey nasceu, e nesta semana ele está se formando na faculdade”. Mas, enquanto você pertence ao clube imaginário das Mulheres Sem Filhos, este é um planeta secreto de dor, praticamente invisível ao mundo externo.
Recentemente, sofri meu terceiro aborto espontâneo em um ano. Aconteceu cedo na gravidez, e foi descartado como nada grave – “gravidez química” parece ser o termo artístico. Não vamos reagir exageradamente, não há necessidade de histeria, bola pra frente.

[…] Entretanto, não sei o que você deve dizer a uma mulher que teve abortos espontâneos. Ao mesmo tempo em que pode ser emocionante ouvir histórias de outras mulheres, pode também ser irritante: faz com que nosso momento de extraordinária tristeza se torne comum e dentro da média. Por que eu iria querer ouvir sobre seu aborto quando estou deitada no chão tentando erguer 250 quilos de fracasso, desilusão e hormônios despedaçados em meu peito?
O que posso dizer é: quero que as pessoas saibam. Não quero que seja um segredo ou uma sombra, ou algo carregado individualmente. Quero que as pessoas saibam que eu passei por algo, que estou cansada mas otimista, que fui derrubada mas não me ajude, pois posso me levantar sozinha.
É justo, acho eu, querermos testemunhas para nosso sofrimento. Mas com o sofrimento também vem a esperança. E afinal de contas, somos criaturas flexíveis. Uma amiga minha disse-o muito bem, num e-mail enviado depois que soube de minhas novidades. “Espero que você não desista”, escreveu ela. “Ainda quero tirar uma foto de seu filho ao lado do mais alto girassol.”»

N. West Moss é escritora em Nova Jersey (EUA).

Fonte: Globo, 22/10/2008

Carrinhos de bebé vazios na Assembleia da República

A Associação Portuguesa de Fertilidade promoveu ontem uma manifestação, com carrinhos de bebé, em frente à Assembleia da República, com o objectivo de alertar o Governo para o atraso no apoio aos jovens casais, com problemas de infertilidade.

Outro vídeo sobre este tema em:

http://diario.iol.pt/sociedade/apf-infertilidade-fertilidade-assembleia-da-republica-sao-bento-portugal-diario/1007349-4071.html

Para saber mais: Associação Portuguesa de Fertilidade

Número de nascimentos está a aumentar este ano

«Especialistas dizem que é preciso esperar para ver se a tendência se confirma. Mas a quebra da natalidade foi parada, dizem os números.

Depois de dois anos consecutivos de quebra acentuada da natalidade – fenómeno que nos fez atingir mínimos históricos -, o número de nascimentos está a aumentar este ano. Mas é demasiado cedo para festejar, avisam os especialistas.

Primeiro os factos: até ao final de Setembro, o Instituto de Genética Médica Jacinto de Magalhães fez mais 2100 “testes do pezinho” do que no mesmo período de 2007. A manter-se esta tendência até ao final do ano, vamos poder dizer, com alívio, que este ano nasceram mais cerca de dois milhares de bebés, prevê, satisfeito, o presidente da Comissão Nacional do Diagnóstico Precoce, Rui Vaz Osório. […]»

Pode ler a notícia desenvolvida no Público.

Fonte: Público, 29.10.2008, Alexandra Campos

A gravidez nas telenovelas

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«Seja qual for a perspectiva em que se veja a questão, nas telenovelas ou nas soap-operas, como lembra Munford (1995), a gravidez é algo que acontece com as mulheres e que está, portanto, além do seu controle. A gravidez é sempre vista com passividade. Apesar de serem aptas a descobrir os sintomas de gravidez por elas mesmas, as personagens jamais se dão conta do fato. Elas freqüentemente vão ao médico por conta de sintomas vagos, como náusea, fadiga ou tontura, mas dificilmente notam a ausência do período menstrual e deduzem por elas mesmas a sua condição. Tais “plots” reproduzem a “ignorância” das mulheres sobre seu sistema reprodutivo ou sobre os métodos contraceptivos. Nas telenovelas, somente as vilãs parecem se dar conta de que tais métodos existem e sempre os utilizam de forma moralmente condenável.»

Fonte: “O fascínio de Scherazade: os usos sociais da telenovela”, Roberta Manuela Barros de Andrade, Annablume, 2003, (pág. 83).

Mulheres portuguesas são mães cada vez mais tarde

«As mulheres portuguesas são mães cada vez mais tarde. […] Em 2007, quase um quinto dos bebés eram filhos de mães com mais de 35 anos.

[…] A meta do Plano Nacional de Saúde para 2010 é de 14, 2 por cento de mães com mais de 35 anos. […] A alta-comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, considera que, “se calhar, esta meta não deveria existir”. Não faz sentido pensar que se pode obrigar as mulheres a terem filhos mais cedo.

[…] O fenómeno do adiamento da idade média em que as mulheres têm filhos (e, sobretudo, o primeiro filho) começou a evidenciar-se em Portugal há já alguns anos, ainda que se tivesse acentuado nos últimos.»

Em 1982, a idade média da mulher quando do nascimento do primeiro filho, era de 23,5 anos. «A partir daí foi sempre a crescer (no ano passado era já de 28,2 anos).»

Segundo a OCDE, a nível mundial, a idade média das mães aquando do nascimento do primeiro filho tem aumentado cerca de um ano por década desde 1970.

«Apesar dos riscos inegáveis da maternidade depois dos 35 anos […], Jorge Branco, responsável pelo Programa de Saúde Reprodutiva, lembra que a medicina está hoje “bem apetrechada” para lidar com esta realidade.

E felicita as mulheres:”São mesmo o sexo forte. Conseguem trabalhar bem e, ao mesmo tempo, constituir família”.»

Fonte: Público, 09-06-2008

Saúde da pele na gravidez e pós-parto

«É um importante órgão sensorial e de interacção com o meio ambiente, regula o controlo das perdas de água através da transpiração, tem funções de defesa contra infecções e capacidade de protecção contra agentes irritantes e radiação ultravioleta. […] Na mulher, há três períodos da vida em que a pele experimenta grandes alterações: a gravidez, o pós-parto e a peri-menopausa.

Gravidez e pós-parto
Na gravidez observa-se um aumento da pigmentação da pele do rosto (cloasma – popularmente conhecido por “pano” ou “máscara gravídica”), dos mamilos, e dos genitais e um aumento generalizado do pêlo corporal. Pode também observar–se aparecimento de novos “sinais” ou escurecimento dos já existentes. Recomenda-se, por isso, o uso diário de um foto-protector elevado (índice 50+) em toda a pele exposta. No caso da alteração ou do aparecimento de novos “sinais”, o esclarecimento do seu médico assistente ou do seu dermatologista é fundamental.

As estrias de distensão da pele são provavelmente o problema mais estigmatizante para a grávida. Durante a gestação aconselha-se a aplicação de hidratantes com extracto de centelha asiática ou ácido glicólico na sua composição, nas áreas de maior susceptibilidade – abdómen, coxas e nádegas.Após o parto, podem realizar-se tratamentos complementares, como luz pulsada ou peelings. Também no pós-parto se podem realizar tratamentos das manchas da pele (com despigmentantes, LASER, peeling, dermabrasão) e da queda de cabelo que caracteristicamente se observa nesta altura, com suplementação oral adequada e produtos capilares específicos. […] »
Dra. Marta A. Pereira,
Dermatologista
Centro de Dermatologia Epidermis – Instituto CUF,
Serviço de Dermatologia, Hosp. de S. João, Porto.

Fonte: Saúde em Revista, 19/10/2008

Excesso de gorduras hidrogenadas na gravidez pode aumentar risco de morte do feto

«Além dos muitos malefícios para a saúde cardiovascular, as gorduras hidrogenadas (ou gorduras trans) podem também aumentar os riscos de morte fetal durante a gravidez, segundo um estudo publicado na revista “Fertility and Sterility”.

O estudo, liderado por Charles J. Glueck, do Jewish Hospital Cholesterol Center in Cincinnati, Ohio, avaliou 104 mulheres que tiveram pelo menos uma gravidez durante 25 a 30 anos de acompanhamento. Foi verificado que a taxa de perda do feto aumenta de 30% em mulheres com menor consumo de gordura trans (2,2% do total de calorias) para 52% em mulheres com maior ingestão dessas gorduras (47% do total de calorias).

[…] De acordo com os investigadores são necessários estudos complementares para confirmar a ligação entre a perda fetal e a ingestão destas gorduras, mas, entretanto, aconselham as mulheres limitar a ingestão de gorduras trans durante a gravidez.

A gordura trans encontra-se sobretudo na comida tipo fast food, na comida pré-confeccionada, batatas fritas e alimentos folhados, bolachas, margarinas e cremes de barrar, molhos para saladas, bolos industriais, pipocas para confeccionar no microondas e outros. Estudos clínicos comprovaram que a esta gordura provoca um aumento dos níveis do “mau-colesterol“ (LDL) e uma redução dos níveis de “bom-colesterol” (HDL).»

Fonte: Saúde na Internet ,30/09/2008

Endometriose pode aumentar risco de cólon irritável e doença inflamatória pélvica

«As mulheres com endometriose apresentam um risco mais elevado de também sofrerem de síndrome de cólon irritável ou de doença inflamatória pélvica, segundo descobertas de um grande estudo conduzido no Reino Unido.

A Dra. Karen D. Ballard, da Universidade de Surrey, em Guildford, e colegas identificaram 5.540 mulheres, com idades entre os 15 e os 55 anos, que foram diagnosticadas com endometriose. Posteriormente, compararam estas pacientes a 21. 239 mulheres sem a doença para o controlo.

[…] Segundo os investigadores concluíram na edição de Outubro da “BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology”, se houver doença inflamatória pélvica coexistente, então é necessário tratamento rigoroso para reduzir o risco ainda maior de subfertilidade.

A endometriose
A endometriose é uma doença dolorosa que afecta as mulheres durante os anos reprodutivos e que provoca o crescimento das placas de tecido endometrial que, normalmente, só se encontra no revestimento interno uterino (endométrio), fora do útero. Contudo, as causas da endometriose ainda não são conhecidas.

Em geral, a endometriose costuma afectar só o revestimento da cavidade abdominal ou a superfície dos órgãos abdominais. O tecido endometrial que cresce fora do lugar muitas vezes desenvolve-se sobre os ovários e os ligamentos que sustêm o útero.

[…] A Síndrome do Cólon Irritável
A Síndrome do Cólon Irritável, ou Cólon Irritável, é uma das doenças mais frequentes do tubo digestivo, que atinge cerca de 15 a 25 por cento da população do mundo ocidental.

Esta doença é uma situação crónica e benigna, que se caracteriza por desconforto ou dor abdominal e alteração do hábito intestinal (com obstipação, diarreia ou as duas situações em alternância).

A doença inflamatória pélvica
A doença inflamatória pélvica (salpingite) é uma inflamação das trompas de Falópio, geralmente causada por uma infecção. A inflamação das trompas de Falópio acontece sobretudo em mulheres sexualmente activas, sendo que aquelas que utilizam dispositivos intra-uterinos (DIU) estão especialmente expostas.

Normalmente, a infecção obstrui as trompas de Falópio que, em consequência, incham devido ao líquido retido no seu interior. Isto pode provocar dor crónica, hemorragia menstrual irregular e infertilidade.

A inflamação é o resultado de uma infecção bacteriana, que costuma começar na vagina e que se propaga ao útero e às trompas. Estas infecções raramente aparecem antes da primeira menstruação, depois da menopausa ou durante a gravidez.

Em geral, contraem-se durante as relações sexuais mas, por vezes, são provocadas pela chegada de bactérias às trompas durante um parto normal ou por um aborto, quer seja espontâneo, quer induzido.»

Fonte: Farmacia.com.pt, 22/10/2008