O Primeiro Choro – documentário a não perder na 9.ª Festa do Cinema Francês

Le Premier Cri

Hoje à noite às 21h no Teatro Gil Vicente em Coimbra

Resumo:
Durante a ocorrência de um eclipse total do sol pela lua, avistado em todo o mundo, o destino de várias personagens reais cruza-se num momento único e universal: o nascimento de um bebé. Esta é a emocionante e verdadeira história sobre o nosso primeiro grito da vida, aquele que emitimos quando nascemos e que anuncia a nossa chegada ao mundo. Das areias quentes do Sahara às planícies brancas da Sibéria, da beleza sagrada do Ganges ao Japão tradicional, este é um filme com imagens únicas, onde o cenário é a própria Terra. Um contraste de terras, de pessoas e de culturas, na mais bela e insólita das viagens. O nascimento no grande ecrã, visto à escala do planeta.

 

“Em poucas horas, a vida destas mulheres une-se pelo nascimento dos seus bebés. Mergulhamos no coração da sua intimidade com a modéstia e o respeito que o filme nos permite.”
Aline Paulhe, Première

Nasceu bebé geneticamente seleccionado para salvar irmão

Nasceu em Espanha o primeiro bebé geneticamente seleccionado para curar o irmão que sofre de uma anemia muito grave – Beta Talassemia Maior. Javier, assim se chama o recém-nascido, é a última esperança para a cura de Andrés, de 6 anos.

Andrés sofre da mais grave forma de anemia congénita e a sua vida tem estado dependente, até agora, de constantes transfusões de sangue que originam a acumulação de ferro no coração. Uma situação que, na maioria dos casos, leva à morte.
Para tratar a Beta Talassemia Maior é necessário realizar um transplante de medula com elevados níveis de compatibilidade.
Durante o nascimento do bebé os médicos envolvidos no procedimento recolheram o sangue do cordão umbilical para nas próximas semanas realizar o transplante de medula óssea.
As probabilidades de tratamento do jovem Andrés são elevadas.
Onde entra a necessidade de modificação genética?
Uma vez que se trata de uma doença hereditária, era necessário ter a certeza que o bebé que ia nascer não sofria do mesmo problema.
Depois de aprovado pela Comissão Nacional de Reprodução Assistida espanhola, os médicos utilizaram uma técnica que permite certificar a saúde do embrião antes de o transferir para o útero materno.
O método não só permitiu a concepção de um bebé sem a enfermidade como também um dador totalmente compatível com o doente.
Trata-se do primeiro caso realizado integralmente em Espanha.
Tanto os médicos como os pais estão esperançados que a segunda parte do processo vai correr bem e que Andrés vai superar este momento.

Fonte: RTP, 15/10/2008

Não culpe o útero da sua mãe pelos seus problemas ou o útero como bola de cristal

Um artigo publicado na Slate coloca a seguinte questão: Será que os problemas de saúde futuros começam durante a gestação?

O autor, Darshak Sanghavi, refere diversos estudos e observações que têm relacionado a origem de muitos problemas de saúde com o período de gravidez:

  • Um estudo indica que uma criança de três anos cuja mãe tenha aumentado exageradamente de peso durante a gravidez, terá maiores probabilidades de ter, também ela, peso a mais.
  • A BBC 4 irá emitir brevemente um documentário (War in the Womb) que “investiga a teoria do conflito fetal-maternal, uma ideia que tem sido ligada à pré-eclâmpsia, bem como a outras disfunções que surgem mais tarde, como a depressão e o autismo”.
  • Um grupo de cientistas de Yale, depois de analisar, através de ressonância magnética, os cérebros de mães após o parto, afirma que estes exames sugerem que a resposta do cérebro maternal ao choro do seu próprio bebé é afectado num parto por cesariana. De acordo com este estudo, a sensibilidade ao choro do bebé por parte das mães que têm o parto por cesariana é menor do que as que têm parto vaginal e poderá ter consequências futuras.

Em suma, existem hoje uma série de estudos, publicações e notícias que dão conta da importância crucial que têm os meses de gestação. Estas noções, por sua vez, dão azo e inflacionam a “moderna anxiedade paterna” – o receio por parte dos pais de que as suas acções durante este período inicial tenham consequências irreversíveis.

Darshak Sanghavi, professor de cardiologia pediátrica da Universidade do Massachusetts, considera que muitas destas conclusões são esticadas para além da sua base de suporte. Para Sanghavi, “as previsões do futuro de uma criança centradas no útero” subestimam sempre o papel do ambiente em que essa criança irá viver.

“Procurar no útero a explicação para problemas sociais e de saúde pública complexos, significa em última análise que as pessoas deixaram de tentar mudar as coisas que realmente importam. É pena. A verdade é que nada do que realmente importa neste mundo se consegue com facilidade. E como qualquer estudante aplicado que entrou para a Universidade, pessoa obesa que tenha mudado o seu estilo de vida, ou adulto que tenha ultrapassado uma depressão lhe poderá dizer, em algum momento terá de deixar de culpar o útero da sua mãe pelos seus problemas.”

Pode ler o artigo completo no site da Slate

Dificuldades na implementação do Transporte Colectivo de Crianças

«Mais de dois anos depois da entrada em vigor da lei que obriga ao uso de cadeirinhas nos transportes colectivos de crianças ainda há muita falta de informação e confusão sobre o assunto, segundo a Associação Para a Promoção da Segurança Infantil.

Em Abril de 2006 foi publicada uma lei que define o regime jurídico do transporte colectivo de crianças e jovens até aos 16 anos, de e para os estabelecimentos de ensino ou espaços onde decorram actividades educativas e formativas.

Ao abrigo dessa lei, todos os lugares dos veículos utilizados no transporte de crianças devem estar equipados com cintos de segurança e torna-se obrigatório o uso de sistemas de retenção para crianças (as chamadas cadeirinhas).

Sandra Nascimento, presidente da APSI, explicou em declarações à Lusa que a lei não é clara, faltando explicitar quem tem obrigação de colocar as cadeirinhas – se as escolas ou as famílias -, pelo que não são raras as vezes em que uns empurram a responsabilidade para os outros.

[…] “Já pedimos a constituição deste grupo mais do que uma vez por considerarmos que é importante juntar à mesma mesa todas as entidades e discutir o assunto”, disse.

Os acidentes rodoviários continuam a ser a maior causa de morte e incapacidade permanente em crianças e jovens em Portugal.»

Fonte: RTP 1, 12/10/2008