Como ter certeza de que estou grávida?

«Havendo a suspeita do estado de gravidez, seja pelo atraso da menstruação, seja pela presença de sintomas sugestivos, a melhor medida é procurar o médico ginecologista e ele, após a consulta, solicitará a realização de um teste no sangue ou na urina que irá confirmar esse diagnóstico. Alguns testes comprados em farmácias poderão ser úteis, mas é melhor conversar com o médico para evitar fazer exames não-confiáveis e pouco conclusivos.»

Fonte: “Saúde: entendendo as doenças. A enciclopédia médica da família”, pág. 111

Os riscos da gravidez em zonas poluídas

«Os níveis da poluição atmosférica são responsáveis por alterações pulmonares nos feto, conclui um estudo suíço apresentado esta semana em Berlim, citado pela agência Efe.

[…] Também um cientista da Universidade de Berna, na Suíça, investigou a relação entre a poluição atmosférica e os problemas pulmonares no caso de 241 recém-nascidos.

Philipp Latzin chegou à conclusão de que os filhos daquelas mães que tinham respirado ar com elevadas concentrações de partículas em suspensão mostravam alterações respiratórias. Os filhos de mulheres que vivem junto a estradas com muito tráfego respirariam mais rapidamente – 48 vezes por minuto. Este estudo conclui assim que os bebés cujas mães respiraram ar muito poluido no último trimestre da gravidez sofriam mais infecções nas vias respiratórias do que os outros.»

Fonte: Diário IOL, 11/10/2008

Do biberão à colher. Amamentar Adequadamente a Criança de 0 a 1 Ano

“Todos os conceitos de alimentação adequada são revistos nesta publicação, desde a amamentação até como habituar o bebé à colher, o que por vezes não é fácil porque ainda tem reflexo de extrusão. E ainda regras de introdução de novos alimentos, como evitar o risco de sufocação e como enfrentar o problema das cólicas. E não se envergonhe de pedir ajuda se se sentir esgotada nas primeiras semanas ou culpabilizada por o bebé chorar com frequência e for difícil de consolar. É com certeza tão boa mãe como todas as mães do mundo.”

Maria do Céu Soares Machado, do «Prefácio»

Do biberão à colher. Alimentar Adequadamente a Criança de 0 a 1 Ano

Linda Benabdesselam

Colecção: Crescer & Viver

Editora: Climepsi

Flagrantes Irreais

«Estando a minha mulher grávida, participámos num encontro patrocinado por uma marca de roupa para grávidas e bebés. A dada altura, a oradora perguntou quais são os primeiros sintomas de gravidez. Depois de várias respostas, um marido, visivelmente satisfeito, exclamou: – Aumento dos seios!

Paulo Sequeira, Alcains, Portugal»

in Selecções do Reader’s Digest, “Flagrantes da Vida Real”

Se eles soubessem que eu estou grávida…

«romance

Não tardou a acusar os sintomas de gravidez. Quando o médico confirmou o estado, voltou para casa, comovidíssima. No ônibus, veio de pé, enquanto sujeitos fortes, atléticos, viajavam solidamente sentados. Pensou: “Se eles soubessem que eu estou grávida…” E só imaginava a surpresa maravilhosa do marido quando ela desse a notícia. À tardinha, chegou Guilherme. Deu-lhe um beijo frívolo na face. Já em mangas de camisa, sentou-se para ler, no jornal, a página de futebol. Então, nervosíssima, os olhos marejados, Regina diz:
– Eu estou!
– O quê?
Baixa a cabeça
– Vou ter neném!
Guilherme encostou o jornal, atônito: “No duro? Batata?”
Na sua emoção, na sua candura, Regina suspira:
– Assim disse o médico. Garantiu.
Apanhou, de novo, o jornal; rosnou:
– Que espeto!
Passado o encanto da lua-de-mel, via na maternidade só os aspectos desagradáveis, sobretudo o problema econômico. Perdia muito dinheiro no jóquei, na sinuca e… Continuou a ler o jornal de cara amarrada.»

Extracto de “A Vida como ELA é…” de Nelson Rodrigues

Mortalidade Infantil em Portugal e nos E.U.A

Portugal é um dos cinco países que mais notáveis progressos fez na redução da taxa de mortalidade desde 1970. No relatório de 2008 “Cuidados de Saúde Primários – Agora mais do que sempre”, da Organização Mundial de Saúde (OMS), salienta-se que “o desempenho de Portugal para reduzir a taxa de mortalidade em várias faixas etárias é dos mais consistentes e bem sucedidos nas últimas três décadas”.

Neste relatório da OMS pode constatar-se que, entre 1970 e 1980, em Portugal a mortalidade perinatal foi reduzida em 71%, a mortalidade infantil em 86%, a de crianças em 89% e a mortalidade maternal em 96%.

A mortalidade infantil (óbitos de crianças nascidas vivas que faleceram com menos de um ano) é sem dúvida um dos indicadores por excelência da qualidade do sistema de saúde e mesmo da qualidade de vida de um país. Apesar de todas as críticas que lhe são feitas, este progresso denota que o acesso aos cuidados de saúde em Portugal tem melhorado substancialmente nas últimas décadas.

Por mais surpreendente que possa parecer, a trajectória de Portugal é exactamente oposta à dos Estados Unidos (E.U.A.), por exemplo. Enquanto em 1960 os E.U.A. ocupavam a 12.ª posição no ranking mundial da mortalidade infantil, Portugal, nesse ano, estava num sombrio 35.º lugar. Segundo dados de 2004 do Centers for Disease Control and Prevention, Portugal passou a ocupar o 10.º lugar nesse ranking e os E.U.A. o 29.º.

Este percurso inverso ainda se torna mais parodoxal quando se consideram as despesas com saúde per capita em Portugal –  1.897$ – e nos E.U.A. – 6.096$.

Segundo a OMS, o progresso registado em Portugal ficou a dever-se à aludida melhoria “no acesso às redes de saúde, que foram expandidas”, a “um compromisso político sustentável” e a “um crescimento económico que permitiu continuar a investir no sector de saúde”.

Nos E.U.A o debate sobre as causas do seu mau desempenho distribui-se por vários temas, desde a obesidade ao consumo de drogas, a falhas generalizadas no sistema de saúde e a um aumento dos partos prematuros (1), muitos dos quais por cesariana (2).

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1) De 9% de todos os partos em 2000, para 12,7% em 2005;

2) Possivelmente 92% destes partos prematuros adicionais.

Fonte: New York Times, 15/10/2008; Editorial do New York Times, 19/10/2008, Diário As Beiras, 15/10/2008.

A mulher grávida merece tudo

«O Pai

Há quinze anos atrás, os dois se casaram, no civil e religioso, e, como todo mundo, numa paixão recíproca e tremenda. A lua-de-mel durou o quê?

Uns quinze, dezesseis dias. Mas, no décimo sétimo dia, encontrou-se Aderbal com uns amigos e, no bar, tomando uísque, de disse, por outras palavras, o seguinte: “O homem é polígamo por natureza. Uma mulher só não basta!”. Quando chegou em casa, tarde, semibêbado, Clara o interpelou:

“Que papelão, sim senhor!”. Ele podia ter posto panos quentes, mas o álcool o enfurecia. Respondeu mal; e ela, numa desilusão ingênua e patética, o acusava — “Imagine! Fazer isso em plena lua-de-mel!”. A réplica foi grosseira:

— Que lua-de-mel? A nossa já acabou!

Durante três dias e três noites, Clara não fez outra coisa senão chorar.

Argumentava: “se ele fizesse isso mais tarde, vá lá. Mas agora…”. A verdade é que jamais foi a mesma. Um mês depois, acusava os primeiros sintomas de gravidez, que o exame médico confirmou. E, então, aconteceu o seguinte: enquanto ela, no seu ressentimento, esfriava, Aderbal se prostrava a seus pés em adoração. Sentimental da cabeça aos pés, não podia ver uma senhora grávida que não se condoesse, que não tivesse uma vontade absurda de protegê-la. Lírico e literário, costumava dizer: “A mulher grávida merece tudo!”. No caso de Clara, ainda mais, porque era o seu amor. No fim do período, nasceu uma menina. E foi até interessante: enquanto Clara gemia nos trabalhos de parto, Aderbal, no corredor, experimentava a maior dor de dente de sua vida. Mas ao nascer a criança a nevralgia desapareceu, como por milagre. E, desde o primeiro momento, ele foi, na vida, acima de tudo, o pai. Esquecia-se da mulher ou negligenciava seus deveres de esposo. Mas, jamais, em momento algum, deixou de adorar a pequena Mirna. Incidia em todas as inevitáveis infantilidades de pai.

Perguntava: “Não é a minha cara?”. Os parentes, os amigos, comentavam:

— Aderbal está bobo com a filha!»

Extracto de “A vida como ELA é…” de Nelson Rodrigues.

Sintomas precoces da Gravidez

«Embora não sejam exclusivos da gravidez, esta faz-se frequentemente acompanhar de algumas queixas que, dentro de certos limites, são consideradas sem relevância clínica e não têm consequências negativas nem para a grávida nem para o feto.
Assim, pouco tempo depois da falta menstrual, ou mesmo um pouco antes dela, é normal sentir um ou mais dos seguintes sintomas:

Hipersensibilidade mamária ou mamilar
Hemorragia genital ligeira
Fadiga e sono
Náuseas e vómitos
Aumento da frequência urinária
Aversão a alguns alimentos
Obstipação
Alterações do humor
Cefaleias»

Fonte: Maternidade Alfredo da Costa, “Sintomas Precoces da Gravidez” pelo Prof. Dr. Jorge Branco

"Brad Pitt despertou a maternidade de Angelina Jolie"

«Angelina Jolie confessou, em entrevista à revista W, que mudou de opinião em relação a várias coisas, depois de conhecer o companheiro, Brad Pitt, nomeadamente no que toca à «vontade de engravidar».

A actriz, que tem seis filhos com Brad Pitt, três adoptivos e três biológicos, dois deles gémeos, revelou que o marido a despertou para a maternidade, assumindo um papel fundamental na sua decisão de ser mãe.

A capa da publicação deste mês mostra a protagonista de «O Procurado» a amamentar um dos gémeos, Vivienne ou Knox, que nasceram há cerca de três meses. A fotografia foi tirada pelo próprio Brad Pitt, que terá feito uma sessão caseira com a musa. […]»

Fonte: Diário Digital

Redução do IVA nas cadeiras de segurança automóvel

Ao contrário do que noticia hoje o Jornal Público, no seu suplemento de economia, na proposta de Orçamento do Estado para 2009 não está contemplado que “os carrinhos para transportes de crianças vão ser tributados a uma taxa de cinco por cento”.

A medida, tal como está, aplica-se apenas aos sistemas de retenção para crianças utilizados em automóveis.

Transcrevemos o artigo 63.º da proposta de lei:

Artigo 63.º

Aditamento à lista I anexa ao Código do IVA

São aditadas à lista I anexa ao Código do IVA, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 394-B/84, de 26 de Dezembro, as verbas 2.29 e 2.30 com a seguinte redacção:

   «2.29 – Assentos próprios para o transporte de crianças em veículos automóveis.

   2.30 – Prestações de serviços de manutenção ou reparação de próteses, equipamentos, aparelhos, artefactos e outros bens referidos nas verbas 2.6, 2.8 e 2.9.»