Demografia: Quase 10% das crianças nascidas em Portugal em 2007 são filhas de estrangeiros

«Os portugueses têm cada vez menos filhos e o peso dos bebés com mães imigrantes é cada vez maior. A tendência não é nova, tem sido observada ao longo dos anos, mas um estudo recente de Instituto Nacional de Estatística revela algo inédito: se, até 2006, as mulheres de nacionalidade africana eram as que mais contribuíam para a natalidade no país, em 2007 “as mães de nacionalidade brasileira” passaram a ser as mais representativas. 

Segundo um artigo publicado na última edição da Revista de Estudos Demográficos, 3,3 por cento dos bebés (3355) que nasceram com vida em 2007 são filhos de mãe brasileira. Já as “mães nacionais dos países africanos de língua portuguesa*’ foram responsáveis por apenas 2534 nascimentos, 2,47 por cento do total. Feitas as contas, as mulheres estrangeiras deram à luz 9887 crianças (mais 3988 do que seis anos antes), o que representa 9,7 por cento das 102.492 crianças nascidas em Portugal. […]»

Fonte: ACIME, 20-01-2009

 

Verdade e mitos da criopreservação

«Quem são os pais que resistem, por muitos sacrifícios que tenham que fazer, a “comprar” um suposto seguro de vida para o seu recém-nascido, habilmente oferecido durante a gravidez ou mesmo à porta da sala de parto?

Não espanta, por isso, que os bancos de criopreservação de células estaminais sejam dos negócios que mais floresceram nos últimos anos, multiplicando-se como cogumelos as empresa e as propostas. As células estaminais embrionárias são, de facto, células maravilha.

Não diferenciadas, ou seja, como ainda não lhes foi atribuída uma função particular, são capazes de evoluir para substituir qualquer célula humana. Na prática, podem «fazer as vezes» de tecidos danificados, boicotando doenças mortais. São mágicas portanto.

Teoricamente, então, faria todo o sentido que os pais as conservassem, custasse o que custasse, como arma de reserva para vir em auxílio do seu filho, caso este desenvolvesse alguma das doenças que a medicina já começa a saber tratar através deste método.

Contudo, e aí é que está o cerne da questão, os especialistas recordam (mas as empresas tendem a colocar a informação em letras pequeninas) que raramente as células estaminais de alguém que venha a sofrer, por exemplo de leucemia, lhe vão poder valer, já que se encontram feridas do mesmo defeito que o levou a adoecer.

Ou seja, em termos práticos, são raras as situações em que poderá ser tratado por células homólogas. Sendo assim vista como «salvação» do próprio filho, a criopreservação não será o milagre que se apregoa, mas é perfeitamente verdade que pode ser (e já foi) no caso de um irmão ou de um familiar próximo.

Contudo, seriam ainda mais úteis num banco público a que, como acontece com os bancos de sangue e de órgãos, qualquer pessoa pudesse aceder. Esse banco teria um leque de oferta de células compatíveis muito maior, acabando por servir, e gratuitamente, todos os doentes que dele necessitassem, inclusivamente, claro, o nosso próprio filho.

O cientista Mário de Sousa já apresentara uma proposta neste sentido a Correia de Campos, que a recusou. Sócrates voltou ontem ao tema. Espera-se que as inevitáveis pressões dos interesses privados não o desviem da sua intenção.»

Fonte: editorial de Isabel Stilwell em Destak, 15-01-2009 

 

Estudo: Fumar na gravidez afecta tiróide de mãe e filho

“Fumar durante a gravidez pode prejudicar o funcionamento da glândula tiróide da grávida e do feto, de acordo com um estudo britânico publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.[…] Foram acompanhados os casos de dois grupos de mulheres em diferentes fases da gravidez (1428 no primeiro grupo e 927 no segundo), bem como um grupo de 618 bebés recém-nascidos.[…] «Nos dois grupos descobrimos que o tabagismo durante a gestação está associada a mudanças nos níveis da hormona tiroideia das mães», disseram os autores. «A medida dos níveis da hormona tiroideia no cordão umbilical de filhos de fumadoras indicou que as mudanças relacionadas com o fumo na função da tiróide também afectam os recém-nascidos».”Fonte: Diário Digital 

Cá e lá…

Segundo um relatório publicado a sete de Janeiro pelo Centro Nacional de Estatísticas da Saúde dos  E.U.A. , nasceram mais bebés nos Estados Unidos em 2006 do que em qualquer outro ano desde 1961. As diferenças com o que se passa em Portugal são abissais…

 Fonte: New York Times