Unicef: Portugal deve apostar na humanização do parto

«Conquistada uma posição cimeira na saúde materno-infantil, Portugal deve agora apostar na humanização do parto, defende Purificação Araújo, ginecologista e uma das fundadoras da Unicef portuguesa.

Portugal está classificado em dados internacionais como um dos países com menor taxa de mortalidade materna e infantil, realidade que Purificação Araújo considera muito positiva.

[…] Segundo Purificação Araújo, Portugal teve uma recuperação “fantástica” em pouco mais de 30 anos. O problema foi estudado e foram estabelecidas políticas de saúde com objectivos bem definidos.

Os valores de 1975, explicou, eram muito elevados para o nível dos países europeus e nessa altura o sistema de saúde concentrou-se numa estratégia e tomou como prioritário o programa de desenvolvimento da melhoria da saúde materno-infantil.

[…] Com a conquista desta etapa na história da saúde materno-infantil, adiantou, falta agora apostar na humanização dos serviços.

“Agora queremos mais qualidade nos serviços, maior humanização do clima técnico de um hospital que passa, por exemplo, pelo acompanhamento por um familiar”, disse.

Este é, segundo Purificação Araújo, o caminho certo e não o regresso aos partos em casa como “algumas correntes têm vindo a defender”.

“Qualquer parto tem de ser feito num local onde seja assegurado que perante qualquer complicação existe capacidade para uma intervenção cirúrgica rápida”, disse.

O perigo em obstetrícia, frisou, surge de um momento para o outro e quando surge é sempre grave.»

Fonte: Expresso, 15-01-2009 

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *