“O amor pelos filhos não se divide, antes se multiplica de cada vez que se recebe”

Sónia Morais Santos, jornalista responsável pela “Viagem da Cegonha”, na Antena 1, tem numa crónica sobre a sua terceira gravidez, na Pais & Filhos de Junho,  uma frase deliciosa:

A segunda gravidez foi o medo: e se eu não o amo tanto como amo o primeiro filho? Como será possível, de resto igualar um amor assim? Um receio só ultrapassado quando, acabado de sair de mim, o Martim chorou, e eu também, e assim aprendi que o amor pelos filhos não se divide, antes se multiplica de cada vez que se recebe.”

Fonte: Pais & Filhos, Junho 2009, pág. 76

Arranca dentro de semanas o primeiro banco público de células do cordão umbilical

«Após anos de indecisão pública, e depois do aparecimento de seis empresas privadas, o Governo já assinou o despacho que cria este banco no Porto, no Centro de Histocompatibilidade do Norte.

Aqui vão ficar armazenadas as dádivas dos pais de recém-nascidos. Depois, as células do cordão umbilical podem ser disponibilizadas de forma gratuita a quem delas precisar.

José António Belo, da Sociedade de Células Estaminais, diz que Portugal só peca pela demora e faz a comparação com Espanha, onde só existem bancos públicos já que o Governo nunca autorizou esta prática a empresas privadas. “A ideia é essa: é que as pessoas doem o cordão para que lhe seja retirado o sangue e serem congeladas aquelas células progenitoras”.

“Essas células” – explicou – “são tipadas em termos de histocompatibiliadde e ficam num registo. Da mesma maneira como temos um banco de dados de dadores de medula óssea passamos a ter um banco de células que estão lá, prontas a ser usadas”.»

Fonte: Renascença, 26/06/2009

Portugal com a melhor taxa anual de redução da mortalidade infantil nas estradas

«Portugal reduziu em 47 por cento o número de mortes na estrada entre 2001 e 2008, colocando-se a três pontos percentuais do “objectivo ambicioso” da União Europeia de diminuir esses valores para metade até 2010.
A observação consta do 3º relatório Pin (Performance Índex) de segurança rodoviária, que esta segunda-feira é divulgado em Bruxelas.

[…] O caso português é indicado como o que tem a melhor taxa anual de redução da mortalidade infantil nas estradas, com 15 por cento. Nos últimos dez anos, cerca de 18.500 crianças até aos 14 anos morreram em colisões rodoviárias.
Contudo, Portugal ainda não conseguiu estar no quadrante mais favorável na comparação entre redução recente de mortos e a comparação total entre 2001 e 2008, assim como na mesma comparação em termos de mortalidade infantil. […]»

Fonte: “Relatório da UE sobre segurança rodoviária – Portugal reduziu em 47 por cento o número de mortes entre 2001 e 2008”, Público, 22/06/2009

O calor de Verão torna especialmente perigoso deixar as crianças sozinhas nos carros

A National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) dos EUA alertou, através de comunicado de imprensa de 9 de Junho passado, que o risco de uma lesão grave ou morte durante o tempo quente é agravado para crianças deixadas sozinhas em veículos. Uma nova pesquisa mostra que para as crianças a hipertermia (choque de calor) é a principal causa de mortes em veículos não devidas a uma colisão.

De acordo com Ronald Medford, Administrador da NHTSA, “mesmo com as janelas abertas 5cm, são apenas necessários 10 minutos para que o interior do veículo atinja temperaturas letais num dia quente de Verão”. “As crianças nunca devem ser deixadas sozinhas dentro ou perto de um veículo a motor, nem mesmo para fazer um recado rápido. Muitas coisas podem correr mal num abrir e fechar de olhos.”

Nos Estados Unidos, em cada ano, 262 crianças com idade inferior a 14 anos morrem e 115.000 ficam feridas em incidentes não relacionados com o trânsito em estradas privadas, acessos e estacionamentos, segundo um novo estudo da NHTSA. Destas, 44 mortes e 105.000 feridos são resultado de incidentes sem colisão. Estes incidentes incluem hipertermia, estrangulamento por janelas eléctricas, envenenamento por monóxido de carbono e outros.

Muitas das restantes mortes e ferimentos, em incidentes não relacionados directamente com o trânsito, ocorrem quando o condutor faz marcha atrás sem se aperceber que há uma criança na retaguarda do veículo.

Algumas dicas de segurança da NHTSA para prevenir a hipertermia:

• Nunca deixe uma criança sozinha num veículo.

• Não deixe as crianças a brincar sozinhas num veículo . Ensine-lhes que um veículo não é uma zona de brincadeira.

• Nunca deixe bebés ou crianças num veículo estacionado, mesmo que as janelas estejam parcialmente abertas ou que o motor esteja a funcionar e o ar condicionado esteja ligado.

• Tome por hábito inspeccionar o habitáculo do veículo, à frente e atrás, antes de fechar as portas e se ausentar.

• Coloque a sua bolsa, pasta ou qualquer outra coisa de que necessite no banco da retaguarda de modo a que tenha de olhar para trás antes de sair do carro.

• Bloqueie sempre as portas e a mala do veículo e mantenha as chaves fora do alcance das crianças

• Se vir uma criança sozinha num veículo quente, chame a polícia ou o 112. Sinais de aviso podem incluir: pele vermelha, quente, húmida ou seca, sem transpiração, pulso forte ou fraco, náusea e comportamento estranho.

Fontes:

CONSUMER ADVISORY: Parents and Caregivers Reminded that Summer Heat Makes It Especially Dangerous to Leave Children in Cars”, National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), 9 de Junho de 2009

Not-in-Traffic Surveillance 2007 – Children”, NHTSA’s National Center for Statistics and Analysis, Junho 2009

Ondas de calor – Recomendações para a população da Direcção Geral de Saúde

«Para a prevenção dos efeitos do calor recomendam-se as seguintes medidas:

– Aumentar a ingestão de água, ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede. 
– As pessoas que sofram de doença crónica, ou que estejam a fazer uma dieta com pouco sal,  ou com restrição de líquidos, devem aconselhar-se com o seu médico, ou contactar o Serviço Saúde 24: 808 24 24 24 
– Evitar bebidas alcoólicas e com elevados teores de açúcar.
– Os recém-nascidos, as crianças, as pessoas idosas e as pessoas doentes, podem não sentir, ou não manifestar sede, pelo que são particularmente vulneráveis – ofereça-lhes água e esteja atento e vigilante.
– Devem fazer-se refeições leves e mais frequentes. São de evitar as refeições pesadas e muito condimentadas.
– Permanecer duas a três horas por dia num ambiente fresco, ou com ar condicionado, pode evitar as consequências nefastas do calor, particularmente no caso de crianças, pessoas idosas ou pessoas com doenças crónicas. Se não dispõe de ar condicionado, visite centros comerciais, cinemas, museus ou outros locais que disponham de ar condicionado. Evite as mudanças bruscas de temperatura. Informe-se sobre a existência de  locais de “abrigo climatizados” perto de si.
– No período de maior calor, tome um duche de água tépida ou fria. Evite, no entanto, mudanças bruscas de temperatura (um duche gelado, imediatamente depois de se ter apanhado muito calor, pode causar hipotermia, principalmente em pessoas idosas ou em crianças).
– Evite a exposição directa ao sol, em especial entre as 11h e as 16 horas. Sempre que se expuser ao sol, ou andar ao ar livre, use um protector solar, com um índice de protecção elevdo (superior a 30). 
– Sempre que andem ao ar livre, crianças e pessoas de pele clara, devem usar chapéu, de preferência de abas largas e óculos escuros.
Evite a permanência em viaturas expostas ao sol, principalmente nos períodos de maior calor, sobretudo em filas de trânsito e parques de estacionamento. Se não tiver ar condicionado, não feche completamente as janelas; Leve água suficiente ou sumos de fruta naturais sem adição de açúcar, para a viagem, ou pare para os beber. Sempre que possível viaje de noite.
– Nunca deixe crianças, doentes ou pessoas idosas dentro de veículos expostos ao sol. 
– Sempre que possível, diminua os esforços físicos e repouse frequentemente em locais à sombra, frescos e arejados.
– Use roupa solta, de preferência de algodão e em conformidade com a Circular Informativa nº 21/DA/08 de 07/08/2008
– Use menos roupa na cama, sobretudo nos bebés e doentes acamados.
– Evite que o calor entre dentro das habitações. Corra as persianas, ou portadas e mantenha o ar circulante dentro de casa. Abrir janelas durante a noite pode ajudar a diminuir a temperatura dentro de casa
– Não hesite em pedir ajuda a um familiar ou a um vizinho no caso de se sentir mal com o calor.
– Informe-se periodicamente sobre o estado de saúde das pessoas isoladas, idosas, frágeis ou  com dependência que vivam perto de si e ajude-as a protegerem-se do calor.
– As pessoas idosas e os bebés não devem ir à praia nos dias de grande calor. As radiações solares podem provocar queimaduras da pele, mesmo debaixo de um chapéu de sol; a água do mar também reflecte os raios solares e não evita as queimaduras solares das zonas expostas. As queimaduras solares diminuem a capacidade da pele para arrefecer. 
– Evite actividades que exijam esforço físico.»

Nota: sublinhados nossos

Fonte: “Ondas de Calor – Recomendações”, Direcção-Geral de Saúde

Síndroma de Morte Súbita do Lactente – recomendações da Sociedade Portuguesa de Pediatria

A Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) e a a Secção de Neonatologia da SPP actualizou e reviu este ano (2009) a sua proposta de consenso para a redução do risco da Síndroma da Morte Súbita do Lactente.

Segundo a SPP a Síndroma de Morte Súbita do Lactente (SMSL) «é a morte súbita e sem explicação de um bebé durante o primeiro ano de vida. É uma situação assustadora porque acontece sem aviso prévio num bebé aparentemente saudável. A maioria dos casos está associada ao sono e por isso é conhecida como “morte no berço”.»

«[…] A ocorrência de morte súbita é rara no primeiro mês de vida, aumenta até um valor máximo entre os 2 e os 4 meses e cerca de 95% dos casos surgem antes dos 6 meses de idade. […] Um estudo retrospectivo português mostrou um aumento do número de casos de 1974 a 1990, com decréscimo a partir de 1992. Verificou-se um predomínio acentuado no lactente no sexo masculino, entre 1 e 4 meses, nos meses de Dezembro a Março, aos fins-de-semana, no domicílio, em períodos de sono e à noite.»

Resumimos de seguida as principais recomendações enunciadas no documento da SPP, mas aconselhamos vivamente a sua leitura (pode ler o documento aqui e descarregar o folheto [.ppt] com as recomendações aqui):

O SEU FILHO DEVE DORMIR SEMPRE DE COSTAS! «Vários estudos epidemiológicos, incluindo milhares de lactentes, demonstram que a posição mais segura para dormir é em decúbito dorsal. A publicidade a favor da posição de costas para dormir, permitiu reduções da mortalidade entre 20 e 67%, sem aumento do número de mortes por aspiração de vómito. […] A posição em decúbito ventral é um factor de risco para a SMSL. […] Dormir de lado não é tão seguro como de costas.»

O SEU FILHO DEVE DORMIR NUMA CAMA APROPRIADA! «Até aos 2 anos o bebé deve dormir numa cama de grades, sobre um colchão firme e bem adaptado ao tamanho da cama ou berço, para que não fique qualquer espaço entre o colchão e as grades. […]»

DESTAPE A CABEÇA DO BEBÉ! «A roupa da cama não deve cobrir a cabeça do bebé. […]»

NÃO FUME DURANTE A GRAVIDEZ. NEM DEPOIS! «O risco de SMSL aumenta se a mãe fumou durante a gravidez e se continua a fumar após o parto. Quando o pai também fuma, o risco agrava-se mais. […]»

EVITE O SOBREAQUECIMENTO! «[…] Para prevenir isto deve usar o bom senso e adequar a temperatura do quarto, a roupa do bebé e a roupa da cama à estação do ano e ao lugar que habita.

A temperatura ideal do quarto deverá estar entre 18-21 ºC»

NÃO COLOQUE O BEBÉ NA SUA CAMA PARA DORMIR! «Dormir na cama com o bebé aumenta o risco de SMSL e o risco de asfixia. Este risco aumenta consideravelmente se os adultos que partilham a cama fumarem, estiverem muito cansados, se tomaram medicamentos calmantes ou se ingeriram bebidas alcoólicas.
Nunca adormeça no sofá com o seu bebé. […]»

O BEBÉ ACORDADO PODE ESTAR NOUTRAS POSIÇÕES! «Quando está acordado pode colocar o bebé de barriga para baixo para brincar. […]»

A CHUPETA PODE REDUZIR O RISCO DE MORTE SÙBITA! «Ofereça uma chucha ao bebé para dormir mas se ele a rejeitar não force. Se o bebé for amamentado, a chupeta não deve ser oferecida nas primeiras semanas de vida, pois pode prejudicar a adaptação de bebé à mama.»

Amamentação e Gripe Suína

A associação ILCA (International Lactation Consultant Association) insta as mães, trabalhadores da saúde e a comunidade em geral para promover, apoiar e incentivar a amamentação, que providencia aos bebés anticorpos humanos que podem ajudar a combater doenças.

A ILCA apoia as recomendações dos CDC (Centers for Disease Control and Prevention), “Interim Guidance – Pregnant Women and Swine Influenza: Considerations for Clinicians”, que aconselham as mães lactantes para continuar a amamentar enquanto estiverem a tomar medicações antivirais, quando houver essa indicação. O guia dos CDC, disponível em http://www.cdc.gov/swineflu/clinician_pregnant.htm, recomenda que as mães que amamentam, que venham a a contrair a gripe, tomem medidas para minimizar a exposição do lactente, incluindo a lavagem das mãos e eventualmente cubrindo a boca/nariz da mãe com uma máscara.

Os CDC reportam ainda que, ainda que se desconheça o risco de transmissão da gripe suína da mãe para o bebé através da amamentação, os relatos de transmissão da gripe sazonal são raros.

Fontes:

“BREASTFEEDING SHOULD CONTINUE DURING SWINE FLU OUTBREAK”, ILCA, 1/05/2009

“Recomendações da ILCA – International Lactation Consultant Association sobre Leite Materno e Humano e Gripe A”, Sociedade Portuguesa de Neonatologia

Música pode ajudar desenvolvimento de bebés prematuros

“Os hospitais que empregam a política de passar música para bebés prematuros pode contribuir para o desenvolvimento destas crianças e ajudar os pais, segundo um estudo canadiano da Universidade de Alberta.

[…] «Há provas preliminares que sugerem que a música pode ter outros efeitos benéficos em termos de parâmetros fisiológicos, estados de comportamento e redução da dor durante procedimentos médicos dolorosos», disse o investigador Manoj Kumar. Por outro lado, «estes benefícios precisam de ser confirmados em testes de alta qualidade», lembrou. […]”

Fonte: Diário Digital, 28/05/2009

Maridos de grávidas também ganham peso (e bebem mais cerveja)

«Uma pesquisa britânica sugere que homens ganham em média 6,3 kg quando suas parceiras ficam grávidas.

O estudo, realizado pela empresa de marketing britânica Onepoll, descobriu que os homens que ganharam peso durante a gravidez das parceiras geralmente tiveram um aumento de cerca de 5 centímetros em suas cinturas.
Cerca de 25% dos 5 mil entrevistados também afirmaram ter comprado novas roupas, devido ao ganho de peso causado pela paternidade.
Um quinto dos pais pesquisados afirmou que só percebeu que tinha ganhado peso quando suas roupas não serviram mais.

Mas 19% deles afirmaram que seus amigos alertaram que eles estavam mais gordos que antes, geralmente com piadas.

[…] Entre os lanches prediletos dos pesquisados durante a gestação das parceiras estavam pizza, chocolate, batata frita e cerveja.

A pesquisa também concluiu que 25% dos homens consomem mais comida para fazer com que as parceiras grávidas se sintam melhores a respeito do próprio ganho de peso durante a gestação.

“A mulher normal ganha quase 13 kg durante a gravidez, e não é totalmente incomum para ela ter desejos por comidas mais gordurosas. Elas precisam de lanches mais regulares”, afirmou um porta-voz da Onepoll.

“As mulheres são estimuladas a consumir 300 calorias a mais por dia, comendo lanches saudáveis, para garantir que as necessidades nutricionais do bebê sejam atendidas.”

“Então, se os armários da cozinha, de repente, estão cheios de lanches e comida, não é de se admirar que os homens fiquem tentados a comer também”, afirmou o porta-voz.

“O único problema parece ser que os homens estão escolhendo lanches como doces e bolos, e não acho que as mulheres possam ser responsabilizadas pelo fato de os maridos beberem mais cerveja.” […]»

Fonte: BBC, 22/05/2009

Fármaco para náuseas e o risco (ou ausência dele) para feto

«Um estudo israelita concluiu que o fármaco metoclopramida para as náuseas e vómitos, que é utilizado generalizadamente, mas pouco testado em relação à segurança nas mulheres grávidas, não provoca danos evidentes no feto.
Os investigadores, num estudo com milhares de utilizadoras, não descobriram qualquer aumento na morte ou malformações entre os bebés das mulheres que tomaram metoclopramida durante o primeiro trimestre da gravidez.
Este fármaco é utilizado amplamente em Israel e em alguns países da Europa, mas nos Estados Unidos e no Canadá só é administrado para contrariar os casos mais graves de enjoos matinais.
Até 80 por cento das mulheres grávidas sofrem, pelo menos, um episódio de naúseas e vómitos durante os primeiros três meses de gravidez. […]»

Fonte: Farmacia.com.pt

Consulte aqui a informação no Prontuário Terapêutico (Infarmed) sobre a metoclopramida.