Portugal é o 11º país mais velho do mundo

«A ligeira subida da taxa de natalidade não atenua o declínio da população, agravado pela falta de atractividade do país.

A taxa de natalidade em Portugal aumentou, mas não o suficiente para descansar os especialistas. No ano passado, registaram-se mais dois mil nascimentos do que em 2007. Se é certo que é a primeira subida da taxa de natalidade registada em cinco anos, também é verdade que não servirá para atenuar o declínio que se verificou até 2007. […]»

«[…] O número de portugueses com mais de 65 anos já supera os que têm até 15 anos. Quando tanto se fala do que deixamos às próximas gerações, aí está um problema – a natalidade – que deveria estar no centro do debate político.

[…] Qual a viabilidade de um país com cada vez mais velhos e cada vez menos jovens? A resposta a esta pergunta deveria constar dos programas eleitorais que vão ser colocados à discussão para as legislativas de 27 de Setembro. Porque não basta continuar a dizer que se vai exigir mais anos de trabalho. É necessária uma política activa de natalidade para inverter a tendência das últimas décadas. Para promover o aumento da competitividade e a sustentabilidade dos sistemas de saúde e segurança social. E isso não se faz, apenas, com mais apoios sociais para quem tem mais filhos.[…]»

Fonte: Diário Económico, 27/07/2009

Uma consulta com um Hal simpático e um médico sem tempo para empatia

«Impressionado e alarmado pelos avanços em inteligência artificial, um grupo de informáticos está a debater se deve haver limites à investigação que possa levar à perda de controle dos seres humanos sobre os sistemas baseados em computadores que são responsáveis por uma parte crescente das tarefas da sociedade, desde a guerra até conversar com os clientes ao telefone.

[…] Apesar das suas preocupações, o Dr. Horvitz [investigador da Microsoft e presidente da Association for the Advancement of Artificial Intelligence] disse que estava esperançoso de que a investigação em inteligência artificial iria beneficiar os seres humanos, e talvez até compensar as falhas humanas. O Dr. Horvitz demonstrou recentemente um sistema baseado na voz que projectou para questionar os pacientes sobre os seus sintomas e para lhes responder com empatia. Quando uma mãe disse que o seu filho estava com diarreia, o rosto no monitor disse, “Oh não, lamento ouvir isso.”
Um médico disse-lhe logo que era maravilhoso que o sistema respondesse à emoção humana. “Que grande ideia”, disse o médico ao Dr. Horvitz. “Não tenho tempo para isso.”»

Pode ver o vídeo da triagem efectuada pelo sistema computacional basaeado na voz aqui (site da Microsoft).

Fonte: “Scientists Worry Machines May Outsmart Man”, New York times, 25/07/2009

Transporte de crianças – Fiscalização do IMTT resulta em 1.115 contra-ordenações

«Em comunicado, o IMTT adianta que, no total, foram fiscalizados 84 veículos, durante cinco acções de controlo rodoviário que envolveram mais de 70 elementos do IMTT, da PSP e da GNR. Destes 84 veículos, seis vão ser submetidos a inspecção extraordinária para verificação das suas condições de segurança.

Na sequência destas acções, vão ser elaborados 1.115 autos de contra-ordenação, correspondendo, a maior parte, ao número de crianças transportadas sem sistemas de retenção. O não cumprimento da Lei que define o regime jurídico do transporte colectivo de crianças e jovens até aos 16 anos, nomeadamente no que se refere aos sistemas de retenção, pode colocar em risco a segurança das crianças. […]»*

«[…] As infracções à Lei n.º 13/2006, em especial por falta de sistemas de retenção para crianças, verificaram-se em maior número nos veículos pesados de passageiros.

Outra das infracções detectadas foi a falta de certificado dos vigilantes, que, entre outras coisas, se destina a atestar a idoneidade dos mesmos para zelar pela segurança das crianças.

As fiscalizações/inspecções decorreram junto às praias da Mata e Fonte da Telha (Costa da Caparica), da Foz do Arelho (Caldas da Rainha) e de Leça, Póvoa de Varzim e Canidelo Norte (Grande Porto).

As acções localizaram-se nos parques de estacionamento contíguos às praias ou perto destas, de forma a minimizar os tempos de permanência das crianças no interior do veículo. […]»**

Fontes:

* “Fiscalização do IMTT a Transporte de Crianças resulta em 1.115 Contra-Ordenações”, Portal do Cidadão, 20/07/2009

** “Transporte de Crianças – Acções de Controlo desencadeadas pelo IMTT”, IMTT, 17/07/2009

Gripe A: avisos para grávidas dados em Inglaterra não se justificam em Portugal

«As grávidas são consideradas um grupo de risco em qualquer gripe, mas não se justificam em Portugal os avisos que as autoridades de saúde britânicas fizeram a propósito do vírus H1N1, disse o pneumologista Filipe Froes, do Hospital Pulido Valente.
O consultor da Direcção-Geral da Saúde acentuou que as recomendações das autoridades sanitárias britânicas dirigidas às grávidas, entre as quais evitarem multidões e viajarem em transportes públicos, “baseiam-se numa realidade epidemiológica muito diferente”.
[…] No entanto, o médico sublinhou que “as grávidas são consideradas um grupo de risco quer para a gripe endémica quer para a gripe sazonal”, embora a Direcção-Geral de Saúde tenha feito apenas alertas especiais para as crianças, as pessoas com mais de 65 anos e os portadores de doenças crónicas.
[…] O subdirector-geral da Saúde, José Robalo, referiu na Comissão Parlamentar de Saúde na semana passada que as grávidas e as crianças só deverão receber a vacina contra a Gripe A (H1N1) em Fevereiro de 2010. […]»

Fonte: Público, 20/07/2009

Saldos de Verão 2009 em Roupa de Grávida e de Bebé

Colecção de Grávida Primavera / Verão 2009: 40%

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Selecção de alguns artigos a preço ultraespecial:

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    Babygrow Primavera / Verão todos com 30% de desconto (já não há muitos…)

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    Válido para os produtos assinalados na loja. Período de Saldos de Verão: 15 de Setembro a 15 de Julho de 2009.

    Selo de Qualidade para o Cantinho da Amamentação do Centro de Saúde Norton de Matos

    «[…] Ajudar as mães e promover a saúde física e emocional dos bebés. A tarefa, nobre, foi assumida com convicção e empenho num projecto com o qual o Centro de Saúde Norton de Matos, em Coimbra, pretende alargar a prática da amamentação materna junto da população que serve. O Cantinho da Amamentação, coordenado pela enfermeira Amélia Cunha, recebeu agora a Declaração de Selo de Qualidade, atribuído pela Direcção Geral de Saúde (DGS) e pela Associação Mama Mater.

    […] De acordo com Amélia Cunha, enfermeira especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, o Cantinho da Amamentação do Centro de Saúde Norton de Matos foi um dos cinco primeiros a nível nacional a obter a declaração de qualidade pela DGS em parceria com a Associação Mama Mater, o que aconteceu no IV Encontro Nacional de Conselheiros, realizado no Estoril em Maio último.
    É no Cantinho da Amamentação do Centro de Saúde Norton de Matos – o primeiro a ser criado em Coimbra e a integrar a rede nacional –, que Amélia Cunha se disponibiliza [de segunda a sexta-feira, num horário flexível] a ajudar mães e bebés a ultrapassarem as dificuldades que possam surgir no aleitamento. […]»

    Fonte: As Beiras, 08-07-2009

    João e Maria e a fantástica onomástica

    O Público traz um bom artigo de Natália Faria sobre os nomes próprios mais atribuídos a bebés em 2008 e a questão da admissibilidade dos nomes em Portugal.

    Publicam-se de seguida alguns excertos do artigo:

    «A fase das Kátias Vanessas parece definitivamente enterrada. Maria foi o nome mais dado às meninas nascidas no ano passado, segundo o Instituto dos Registos e do Notariado (IRN). Do lado dos rapazes, João encabeça a lista dos nomes próprios mais escolhidos. Seguem-se nomes igualmente tradicionalistas como Rodrigo, Martim, Diogo, Tomás e Afonso. De volta às raparigas, a seguir ao Maria – que nos últimos anos se laicizou, deixando cair complementos como da Piedade, de Fátima ou da Luz – surgem Beatriz, Ana, Leonor, Mariana e Matilde. Até aqui, nada de controverso. Os problemas nesta matéria dos nomes a dar aos bebés começam nas excepções à regra. Um mergulho na Internet e sucedem-se as histórias de indignação como a daquele pai que viu recusado o nome Lira para a sua filha. Ou daquele outro que queria chamar Luís Figo ao bebé e esbarrou com a recusa do funcionário da conservatória.

    Nestes casos, reclamar compensa, porque, como explicou ao PÚBLICO Ivo Castro, o especialista em onomástica que nos últimos dez anos tem trabalhado com o IRN na resolução de alguns destes conflitos emitindo pareceres, não há regras absolutas. A própria lista dos registos que classifica centenas de nomes como admitidos ou não-admitidos não é taxativa, resultando antes das consultas que, nos últimos sessenta anos, alguns pais foram fazendo ao INR e cuja análise obedeceu a critérios que poderão já estar desactualizados.
    […]
    Lição a tirar: vale a pena reclamar. O pedido de consulta sobre a admissibilidade de um nome – que levará o INR a socorrer-se do parecer de um técnico de onomástica a quem cabe estudar a palavra do ponto de vista morfológico, gráfico, sociológico e cultural – custa 50 euros. “Metade das pessoas que refilam ganham”, incentiva Ivo Castro. Segundo este especialista, no início da década havia uma média de 200 reclamações por ano. Nos anos mais recentes, “tem havido entre trinta a quarenta reclamações por ano”. Este ano, “há 17 reclamações”.

    […] Para Ivo Castro, os portugueses até são tradicionalistas nos nomes que adoptam. “Não são muito de modas, o que não quer dizer que não haja modas pontuais de culto da personalidade que levam muitos pais a escolher o nome de uma personagem de telenovela ou de um jogador de futebol”. Nada de novo. Após a instauração da República, em 1910, alguns pais baptizaram os filhos com nomes como Aurora de Cinco de Outubro e Outubrina. Geralmente, “a geração seguinte tem o cuidado de não repetir a brincadeira”, segundo Ivo Castro, para quem as propostas de nomes incomuns são “uma dezena num milhar”.

    […] “Uma família pode dar nomes carinhosos aos seus membros mas não pode esperar que o Estado português tenha alguma coisa a ver com isso”, descarta o especialista, para quem o mais certo é que a criança vá mais tarde lamentar o mau gosto dos pais. Os números parecem dar-lhe razão, já que a maior parte dos pedidos de alteração de nome que chegam à conservatória são “para passar de um nome invulgar para um vulgar”*

    Excertos do artigo de Natália Faria: “Há cada vez menos Kátias Vanessas, trocadas pelos tradicionais João e Maria“, Público, 05.07.2009.

    Notas: *ênfase nosso; Na tabela acima apresentam-se os nomes próprios mais seleccionados pelos pais em Portugal durante 2008.

    Mãe! – um poema de Almada Negreiros

       Mãe!
       Vem ouvir a minha cabeça contar histórias ricas que ainda não viajei! Traze tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue verdadeiro, encarnado!
       Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
       Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! Eu prometo saber viajar.

       Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me ao teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.

       Mãe! ata as tuas mãos às minhas e dá um nó cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.

       Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!
       Quando passas a tua mão na minha cabeça é tudo tão verdade!

    Poema de Almada Negreiros (1893-1970)

    in Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim, pág. 1337.