A Maternidade Bissaya Barreto e a promoção do aleitamento materno

Maternidade Bissaya Barreto incentiva o aleitamento materno

«O aleitamento materno é uma das formas mais eficazes de assegurar a saúde e sobrevivência de uma criança.

[…] Neste contexto, a Maternidade Bissaya Barreto (MBB) tem programas de apoio à amamentação que envolvem todos os profissionais da instituição, com o objectivo último de reforçar o apoio prestado à mulher na prática do aleitamento materno, indo ao encontro do que é preconizado pela Organização Mundial de Saúde. Um destes programas é a Semana do Aleitamento Materno, que [começou] dia 4 de Outubro e se prolonga até dia 9.

[…] Os profissionais da MBB preocupam-se em conhecer as expectativas da mulher/casal quanto à amamentação e estão dispostos a informar sobre as vantagens do aleitamento materno e as técnicas correctas de amamentação. Na Maternidade, os profissionais de saúde colocam o bebé “pele a pele” com a mãe após o nascimento e facilitam a mamada na primeira hora de vida, com melhorias efectivas na produção de leite e no estabelecimento do vínculo afectivo.

[…] Os profissionais da MBB reconhecem as dificuldades da amamentação sentidas pela família e, por isso, criaram o Serviço de Apoio à Amamentação, disponível 24 horas por dia, destinado às mulheres que tenham feito a vigilância pré-natal ou o parto nesta instituição. O serviço de internamento dá resposta a estas solicitações presencialmente ou por via telefónica.»

Pode ler o artigo na íntegra no site www.CienciaPT.net

Aleitamento Materno – Do que se diz ao que se sabe…

Bárbara Sousa e Teresa Pacheco, enfermeiras, a trabalhar há 8 anos na área de Saúde Materna e Obstétrica e conselheiras em Aleitamento Materno, são as autoras do livro “Aleitamento Materno – Do que se diz ao que se sabe…”, publicado recentemente pelas Edições MinervaCoimbra.

Como o próprio título indica, as autoras pretendem esclarecer dúvidas, desfazer mitos e elucidar as mães (e os pais) para que o aleitamento seja feito de um modo mais informado. Como as próprias autoras esclarecem, “não desvalorizamos o que se diz, mas com fundamentação concluímos que nem sempre se vai ao encontro do que se sabe”.

O livro está dividido em quatro partes. Em primeiro lugar, Bárbara Sousa e Teresa Pacheco abordam os anseios e as expectativas que as mamãs têm antes da amamentação. A segunda parte, porventura a mais importante e aquela a que as autoras dedicam atenção no livro, trata das vivências da amamentação. É uma secção que será muito útil para quem esteja a amamentar, porque permite um rápido esclarecimento de uma série de dúvidas ou receios que possam surgir. Na terceira parte, oferece-se uma súmula dos benefícios do leite materno. Por último, as autoras não quiseram deixar de lado as partes legais e práticas do “regresso ao trabalho”.

Ao longo do livro, as enfermeiras Bárbara Sousa e Teresa Pacheco, enumeram e analisam uma série de crenças que, no seu entender, poderão constituir eventuais obstáculos para o êxito do aleitamento materno. A cada uma das questões enunciadas as autoras respondem de um modo simples. Para a maioria delas, a resposta é directa: “sim” ou “não”. Para outras a resposta é um mais cinzento “nem sempre”, ou um “bingo” que não deixa margens para dúvidas.

Com este livro aprende-se, entre muitas outras coisas, que não é por a mamã ter mamilos curtos ou rasos que o bebé vai deixar de mamar; que não se devem lavar os mamilos antes e depois de amamentar; que beber cerveja preta para aumentar a produção de leite é um mito; que o leite pode ser conservado numa arca congeladora durante três meses.

O objectivo das autoras, de informar para facilitar a opção das famílias pela amamentação, foi conseguido com este pequeno livro, que será uma ajuda preciosa para tornar a amamentação cada vez mais uma realidade.

 

Sousa, Bárbara e Pacheco, Teresa (2010). Aleitamento Materno – Do que se diz ao que se sabe… Coimbra: MinervaCoimbra

Maternidades de Coimbra defendem a criação de um banco de leite materno na região

«Responsáveis das duas maternidades de Coimbra defendem as vantagens da criação de um banco de leite materno na região, que possibilite alimentar bebés prematuros. […]

A Maternidade Bissaya Barreto (MBB), em Coimbra, já planeou anteriormente um projecto do género, mas este não avançou. "Não foi obtido financiamento e, neste momento, dadas as carências financeiras da instituição e do país, nada está previsto nesse sentido", afirmou à Lusa Fátima Negrão, pediatra de Neonatologia da MBB.
[…] Também Rosa Ramalho, directora do serviço de obstetrícia da Maternidade Daniel de Matos (MDM), defende a criação de um banco de leite materno em Coimbra, alertando, no entanto, para a "logística pesada de funcionamento e até equipamento" que o serviço implicaria. Considera, no entanto, que o banco de leite materno deveria nascer a partir de um projecto nacional "em que se apurasse quantos bancos de leite materno seriam necessários e se avançasse por regiões, em vez de iniciativas isoladas", afirmou. […]»

Fonte: Público, 05-10-2010

A semana do aleitamento na Maternidade Bissaya Barreto

A Maternidade Bissaya Barreto (MBB), à semelhança de anos anteriores, vai realizar um programa de actividades da instituição integrado na Semana Mundial do Aleitamento Materno, a realizar entre os dias 4 a 9 de Outubro. O objectivo é reforçar o apoio prestado à mulher na prática do aleitamento materno, indo ao encontro do que é preconizado pela Organização Mundial de Saúde.

Do vasto programa da semana do aleitamento da MBB, destaca-se o primeiro dia da iniciativa, 4 de Outubro, que será dedicado à divulgação do aleitamento materno aos utentes da Maternidade, através de meios audiovisuais em vários locais da instituição.

O terceiro dia do programa, 7 de Outubro, estará aberto às grávidas, famílias, amigos e população em geral. A parte da manhã, a partir das 9 horas, será preenchida por sessões de aconselhamento em aleitamento materno a grávidas adolescentes, a cargo das enfermeiras Ana Luísa Barreto, Ana Seabra e Aura Lourenço. O início da tarde, pelas 15 horas, está reservado para uma exposição sobre o aleitamento materno, dedicada a grávidas e famílias. De seguida, enfermeiras, grávidas, família e amigos poderão conhecer a Maternidade, através de uma visita pelas instalações.

Tira-leite manual Bébé Confort

Amamentar o seu bebé, um momento único…
Simples e natural, a amamentação oferece muitos benefícios ao seu bebé. Perfeitamente adaptado às necessidades do recém-nascido, o leite materno contém anticorpos que o protegem das infecções e das alergias. Assim, a OMS Organização Mundial de Saúde) recomenda prolongar a amamentação até aos 6 meses do bebé.

Tira-leite Manual Bébé Confort

Adapta-se à sua sensibilidade.
O sistema de regulação do Tira-leite permite-lhe ajustar a intensidade do fluxo em função das suas sensações, para reproduzir da melhor forma o ritmo natural de sucção do seu bebé.

Respeita a sua morfologia.
Muito confortável graças à sua ponta de silicone, macia e flexível, adapta-se perfeitamente à forma do seu seio. As suas saliências massajadoras estimulam a subida do leite para maior eficácia.

Simples e nómada, facilita a amamentação!
Mais prático com a sua pega ergonómica, acciona-o com uma só mão. Leve e compacto, pode levá-lo para todo o lado (escritório, viagem…). Fácil de desmontar, lava-se e esteriliza-se facilmente.

Astuto e universal:
Graças ao seu adaptador exclusivo, adapta-se a todos os biberões da gama Bébé Confort bem como à maior parte dos biberões do mercado, quer sejam de gargalo estreito ou largo.

image Disponível com um biberão 0% Bisfenol A

Ainda mais conforto para si e para o seu bebé graças aos acessórios macios e práticos (almofadas de amamentação laváveis, compressas anestésicas de amamentação, bicos de silicone, conchas recolhe-leite):

Almofadas de amamentação laváveis  Compressas de amamentação  Bicos de silicone  Conchas para recolher leite

Maternidade Daniel de Matos incentiva aleitamento materno

“No âmbito da Semana Europeia do Aleitamento Materno, que decorre entre [segunda-feira, dia 5] e o próximo domingo, a Maternidade Dr. Daniel de Matos promove terça-feira um conjunto de iniciativas que pretende chamar a atenção para a importância de amamentar o bebé.

Às 9h30, na biblioteca da maternidade decorre uma sessão, com a presença do Conselho de Administração dos HUC e das direcções dos serviços de Obstetrícia e Neonatologia, que inclui a apresentação do logótipo do aleitamento materno nos Hospitais da Universidade de Coimbra, de autoria das enfermeiras Bárbara Morais de Sousa e Teresa Pacheco. A meio da manhã e até cerca das 2ohoo, no hall da maternidade, abre uma exposição de materiais e ajudas técnicas, seguindo-se, entre as 11h30 e as 14h30, uma sessão de educação para a saúde na sala de espera da consulta externa, com distribuição de panfletos e laço dourado.”

Fonte: Diário de Coimbra, 4 de Outubro de 2009

O que precisam saber as mulheres que amamentam acerca do novo vírus da gripe A (H1N1)v

A Direcção-Geral de Saúde publicou um conjunto de recomendações sobre o vírus da Gripe A (H1N1)v no Portal da Saúde. Transcrevemos abaixo as recomendações da DGS para mulheres que amamentam:

Considerações:

  • As mães não doentes com o vírus da gripe A(H1N1)v, deverão ser encorajadas a iniciar precocemente a amamentação e a amamentar com frequência os seus filhos.
  • Idealmente os bebés deverão receber sobretudo leite materno. Eliminar a desnecessária substituição com fórmulas para lactentes, ajudará os bebés a adquirir um maior número de anticorpos maternos (Anticorpos são proteínas fabricadas no corpo pelo sistema imunitário que ajudam a combater a infecção).
  • Os recém-nascidos têm um elevado risco de doença grave com este novo vírus da gripe A(H1N1)v e muito pouco se sabe, ainda, sobre a prevenção da gripe A. Se viável apenas os adultos saudáveis deverão cuidar dos recém-nascidos, inclusive para os alimentar.
  • O risco de transmissão através do leite é desconhecido. No entanto, os estudos efectuados sobre a presença de vírus no leite humano na gripe sazonal, sugerem que esse risco é raro, pelo que se supõe que a passagem deste vírus no leite seja também pouco provável.
  • As mulheres doentes com a infecção pelo vírus da gripe A(H1N1)v podem extrair o leite, para recipientes próprios, e solicitar a um membro da família que esteja saudável que o dê ao bebé.

1. O que posso fazer para proteger o meu bebé deste vírus?

  • Tenha um cuidado extra em lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, durante 15 a 20 segundos, ou com uma solução alcoólica.
  • Mantenha o bebé afastado de pessoas doentes.
  • Limite a permuta de brinquedos com outras crianças sobretudo se os levam à boca.
  • Lave frequentemente com água e sabão os objectos que o bebé ponha na boca.

2. Amamentar protege os bebés desta nova gripe?

  • Os bebés não amamentados estão mais vulneráveis à infecção e à hospitalização, por doença respiratória grave, do que os amamentados.
  • Os recém-nascidos não amamentados têm menor capacidade de se defenderem da infecção pois não dispõem dos anticorpos protectores que passam no leite das mães.
  • Como se trata de um vírus novo não se conhece ainda a protecção específica para esta situação.

3. E se Eu estiver doente? Posso amamentar o meu bebé?

Sim. O aleitamento materno deve ser apoiado também perante esta doença, porque protege os bebés de infecções respiratórias.

  • A mãe doente com gripe A(H1N1)v deve ser encorajada a fazer a extracção do seu leite. Durante o período de contágio, o bebé deverá receber o leite que a mãe extraiu, dado por uma pessoa/familiar não doente.
  • A mãe doente com gripe A(H1N1)v, sem mais ninguém que possa cuidar ou alimentar o seu bebé, é importante reforçar os cuidados: 
    • Ter cautela em não tossir ou espirrar a menos de 1 metro do bebé ou para a sua face;
    • Proteger o nariz e a boca com um lenço quando tosse ou espirra;
    • Lavar as mãos depois de espirrar ou tossir;
    • Utilizar máscara quando cuida do bebé. (Substitua-a se a sentir húmida);
    • Retirar a máscara tocando apenas nos atilhos/elásticos e não na frente (se tocar na parte da frente da máscara deve lavar cuidadosamente as mãos antes de tocar no seu bebé).

4. Poderei continuar a amamentar se estiver a tomar medicamentos para prevenir ou tratar esta gripe?

Sim. O tratamento ou profilaxia com medicação antiviral não constitui contra-indicação para a amamentação.

5. Interrompo a amamentação se suspeitar que tive contacto com o vírus da gripe A(H1N1)v?

Não. As mães produzem anticorpos para combater as infecções com as quais entram em contacto e o seu leite fica adequado a debelar as mesmas infecções nos seus filhos. O aleitamento materno ajuda a desenvolver a capacidade do bebé para se defender das doenças infecciosas, deve no entanto utilizar as medidas preventivas anteriormente descritas.

6. E se o meu bebé ficar doente, posso amamentá-lo?

Sim. O melhor que pode fazer pelo seu bebé doente é manter o aleitamento. Ofereça-lhe a mama com maior frequência.

  • Os bebés que estão doentes têm maior necessidade de líquidos. O que obtêm quando mamam é superior a qualquer outro, melhor que a água, o sumo ou soluções de reposição hidroelectrolítica, porque também ajuda a proteger o sistema imunitário do bebé.
  • Se o seu filho está tão doente que não consegue mamar, pode oferecer o seu leite por copo, biberão, seringa ou conta gotas.

Fonte: “Doença pelo novo vírus da gripe A (H1N1)v – Mulheres grávidas ou a amamentar“, Direcção-Geral da Saúde (Portal da Saúde).

Dia Mundial do Aleitamento Materno – 1 de Agosto de 2009

OE_CartazAmamentacao2009Considerando que o Aleitamento Materno deve ser encarado como prática alimentar de excelência para os recém-nascidos e crianças mais pequenas – e por isso continua a ser necessário um esforço conjunto dos enfermeiros, para assim contribuir para a saúde e bem-estar da população – a Ordem dos Enfermeiros comemora, mais uma vez, o Dia Mundial do Aleitamento Materno, assinalado a 1 de Agosto.

[…] «Amamentação: uma resposta emergente e vital. Está preparado(a)?» foi o lema adaptado a partir da mensagem escolhida pela WABA (World Alliance for Breastfeeding Action). A Comissão de Especialidade em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da Ordem dos Enfermeiros escolheu esta temática tanto para as comemorações do Dia Mundial do Aleitamento Materno, como para a Semana Europeia do Aleitamento Materno, que, este ano, se assinala entre os dias 5 e 11 de Outubro. Para essa altura estão previstas mais actividades por parte da Ordem dos Enfermeiros, nomeadamente acções de educação para a saúde promotoras do aleitamento materno em escolas do 1º Ciclo de vários pontos do país.»

Fonte:  Ordem dos Enfermeiros comemora Dia Mundial do Aleitamento Materno – 1 de Agosto de 2009.

Selo de Qualidade para o Cantinho da Amamentação do Centro de Saúde Norton de Matos

«[…] Ajudar as mães e promover a saúde física e emocional dos bebés. A tarefa, nobre, foi assumida com convicção e empenho num projecto com o qual o Centro de Saúde Norton de Matos, em Coimbra, pretende alargar a prática da amamentação materna junto da população que serve. O Cantinho da Amamentação, coordenado pela enfermeira Amélia Cunha, recebeu agora a Declaração de Selo de Qualidade, atribuído pela Direcção Geral de Saúde (DGS) e pela Associação Mama Mater.

[…] De acordo com Amélia Cunha, enfermeira especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, o Cantinho da Amamentação do Centro de Saúde Norton de Matos foi um dos cinco primeiros a nível nacional a obter a declaração de qualidade pela DGS em parceria com a Associação Mama Mater, o que aconteceu no IV Encontro Nacional de Conselheiros, realizado no Estoril em Maio último.
É no Cantinho da Amamentação do Centro de Saúde Norton de Matos – o primeiro a ser criado em Coimbra e a integrar a rede nacional –, que Amélia Cunha se disponibiliza [de segunda a sexta-feira, num horário flexível] a ajudar mães e bebés a ultrapassarem as dificuldades que possam surgir no aleitamento. […]»

Fonte: As Beiras, 08-07-2009