Entradas com o tema 'Conselhos'
«[…] Grande parte dos médicos só as aconselha quando o bebé já mama bem, e sempre com moderação na hora de dormir. Entre os mais cépticos está Mário Cordeiro. A chupeta deve ser usada como “último recurso, em períodos em que o bebé tem necessidade de chuchar e apenas quando vai dormir”, diz o especialista.
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[…] O chefe de Serviço de Pediatria e responsável pela Unidade de Neonatologia do Centro Hospitalar de Cascais, Luís Pinheiro – que tem um site na Internet onde responde às dúvidas dos pais – vai logo advertindo que prefere que o bebé “mame na chupeta do que no dedo” que é um vício difícil de abandonar. Já a chucha só se transforma em vício “quando os pais a deixam usar a torto e a direito”. Defende por isso que a partir dos 18 meses o seu uso deve restringir-se à hora de dormir.
Também alguns estudos têm demonstrado que o uso de chupeta pode reduzir a incidência de síndroma da morte súbita do lactente.
[…] O ideal, defende Hercília Guimarães [directora do Serviço de Neonatologia do Hospital de S. João], é utiliza-la a partir do segundo mês de vida. Mas apenas para acalmar “o bebé que é muito exigente, que está sempre a chorar e procura mamar em tudo desde o dedo ao cobertor”. Muito importante é que a criança “nunca seja obrigada a usar chupeta”.
[…] Rosa Gouveia, da direcção da Secção de desenvolvimento da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), refere que “só deve ser oferecida ao recém-nascido depois da amamentação estar bem estabelecida, de modo a não o confundir”, mas sem, contudo, apontar períodos de adaptação. “Não havendo esta aprendizagem, a maior parte dos bebés irá chuchar no dedo”, alerta.
[…] Pelo contrário, a Alta Comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, defende que não existe qualquer incompatibilidade entre o uso da chucha e a amamentação.
Mesmo assim, a pediatra aconselha a usá-la “a partir da segunda semana para a mãe se habituar a acalmar o recém-nascido com a voz e não com a chupeta”. Mas, avisa, “sem exageros”. E com o tempo, só para adormecer.
Dos problemas que podem surgir com a chucha, dependendo do seu formato, é a deformação dentária. Segundo Mário Cordeiro, existem no mercado chupetas “ortodônticas, que são achatadas e interferem menos com a dentição, tendo também a vantagem de simular melhor o mamilo materno”.»
Pode ler o artigo completo em: Diário de Notícias, 18/10/2009 (artigo de Susana Pinheiro).
Temas: amamentar · chucha · Chupeta · Hercília Guimarães · Luís Pinheiro · Maria do Céu Machado · Mário Cordeiro · neonatologia · ortodônticas · pediatria
A Direcção-Geral de Saúde publicou no YouTube um vídeo sobre os sintomas da Gripe A (H1N1) e as precauções a tomar:
Vídeo sobre os sintomas da Gripe A (H1N1)
Temas: 808242424 · bebé · grávidas · gravidez · gripe · Gripe A · H1N1 · recomendações · Relenza® · Saúde 24 · Tamiflu® · vírus
A Direcção-Geral de Saúde publicou um conjunto de recomendações sobre o vírus da Gripe A (H1N1)v no Portal da Saúde. Transcrevemos abaixo as recomendações da DGS para mulheres que amamentam:
Considerações:
- As mães não doentes com o vírus da gripe A(H1N1)v, deverão ser encorajadas a iniciar precocemente a amamentação e a amamentar com frequência os seus filhos.
- Idealmente os bebés deverão receber sobretudo leite materno. Eliminar a desnecessária substituição com fórmulas para lactentes, ajudará os bebés a adquirir um maior número de anticorpos maternos (Anticorpos são proteínas fabricadas no corpo pelo sistema imunitário que ajudam a combater a infecção).
- Os recém-nascidos têm um elevado risco de doença grave com este novo vírus da gripe A(H1N1)v e muito pouco se sabe, ainda, sobre a prevenção da gripe A. Se viável apenas os adultos saudáveis deverão cuidar dos recém-nascidos, inclusive para os alimentar.
- O risco de transmissão através do leite é desconhecido. No entanto, os estudos efectuados sobre a presença de vírus no leite humano na gripe sazonal, sugerem que esse risco é raro, pelo que se supõe que a passagem deste vírus no leite seja também pouco provável.
- As mulheres doentes com a infecção pelo vírus da gripe A(H1N1)v podem extrair o leite, para recipientes próprios, e solicitar a um membro da família que esteja saudável que o dê ao bebé.
1. O que posso fazer para proteger o meu bebé deste vírus?
- Tenha um cuidado extra em lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, durante 15 a 20 segundos, ou com uma solução alcoólica.
- Mantenha o bebé afastado de pessoas doentes.
- Limite a permuta de brinquedos com outras crianças sobretudo se os levam à boca.
- Lave frequentemente com água e sabão os objectos que o bebé ponha na boca.
2. Amamentar protege os bebés desta nova gripe?
- Os bebés não amamentados estão mais vulneráveis à infecção e à hospitalização, por doença respiratória grave, do que os amamentados.
- Os recém-nascidos não amamentados têm menor capacidade de se defenderem da infecção pois não dispõem dos anticorpos protectores que passam no leite das mães.
- Como se trata de um vírus novo não se conhece ainda a protecção específica para esta situação.
3. E se Eu estiver doente? Posso amamentar o meu bebé?
Sim. O aleitamento materno deve ser apoiado também perante esta doença, porque protege os bebés de infecções respiratórias.
- A mãe doente com gripe A(H1N1)v deve ser encorajada a fazer a extracção do seu leite. Durante o período de contágio, o bebé deverá receber o leite que a mãe extraiu, dado por uma pessoa/familiar não doente.
- A mãe doente com gripe A(H1N1)v, sem mais ninguém que possa cuidar ou alimentar o seu bebé, é importante reforçar os cuidados:
- Ter cautela em não tossir ou espirrar a menos de 1 metro do bebé ou para a sua face;
- Proteger o nariz e a boca com um lenço quando tosse ou espirra;
- Lavar as mãos depois de espirrar ou tossir;
- Utilizar máscara quando cuida do bebé. (Substitua-a se a sentir húmida);
- Retirar a máscara tocando apenas nos atilhos/elásticos e não na frente (se tocar na parte da frente da máscara deve lavar cuidadosamente as mãos antes de tocar no seu bebé).
4. Poderei continuar a amamentar se estiver a tomar medicamentos para prevenir ou tratar esta gripe?
Sim. O tratamento ou profilaxia com medicação antiviral não constitui contra-indicação para a amamentação.
5. Interrompo a amamentação se suspeitar que tive contacto com o vírus da gripe A(H1N1)v?
Não. As mães produzem anticorpos para combater as infecções com as quais entram em contacto e o seu leite fica adequado a debelar as mesmas infecções nos seus filhos. O aleitamento materno ajuda a desenvolver a capacidade do bebé para se defender das doenças infecciosas, deve no entanto utilizar as medidas preventivas anteriormente descritas.
6. E se o meu bebé ficar doente, posso amamentá-lo?
Sim. O melhor que pode fazer pelo seu bebé doente é manter o aleitamento. Ofereça-lhe a mama com maior frequência.
- Os bebés que estão doentes têm maior necessidade de líquidos. O que obtêm quando mamam é superior a qualquer outro, melhor que a água, o sumo ou soluções de reposição hidroelectrolítica, porque também ajuda a proteger o sistema imunitário do bebé.
- Se o seu filho está tão doente que não consegue mamar, pode oferecer o seu leite por copo, biberão, seringa ou conta gotas.
Fonte: “Doença pelo novo vírus da gripe A (H1N1)v – Mulheres grávidas ou a amamentar“, Direcção-Geral da Saúde (Portal da Saúde).
Temas: 808242424 · aleitamento · bebé · gripe · Gripe A · H1N1 · lactentes · mãe · mamã · recomendações · Relenza® · Saúde 24 · Tamiflu® · vírus
A Direcção-Geral de Saúde publicou um conjunto de recomendações sobre o vírus da Gripe A (H1N1)v no Portal da Saúde. Transcrevemos abaixo as recomendações da DGS para mulheres grávidas:
1. E se eu estiver grávida e contrair esta nova gripe?
As mulheres grávidas têm maior probabilidade de ter complicações graves com a nova gripe A(H1N1)v tal como acontece com a gripe sazonal, mas não há evidência que tenham maior probabilidade de contrair esta infecção.
Saiba que se ficar doente pode fazer o mesmo tratamento que o resto da população.
2. O que posso eu fazer para me proteger a mim, ao meu bebé e família?
Não existe actualmente vacina para esta infecção.
As medidas preventivas são muito importantes.
Siga estes passos para prevenir a propagação de vírus e proteger a sua saúde:
- Cubra o nariz e a boca com um lenço de papel sempre que tosse, espirra ou alguém o faz perto de si. Deite o lenço no lixo após a utilização;
- Lave frequentemente as mãos, com água quente e sabão, durante 15 a 20 segundos; especialmente depois de um espirro ou tosse. Se utilizar um gel de lavagem de mãos à base de álcool, não adicione água e espalhe o gel nas mãos até que evapore/seque;
- Em ambientes muito movimentados, evite tocar nos olhos, nariz e boca, antes de lavar as mãos. O vírus também se propaga deste modo;
- Se for indicada a sua utilização, use correctamente as máscaras faciais.
- Evite o contacto com pessoas doentes.
3. Quais os sintomas de gripe A (H1N1)v?
Os sintomas são parecidos com os da gripe sazonal habitual e incluem o seguinte:
- Febre
- Tosse
- Dores de garganta
- Dores musculares
- Dores de cabeça
- Erupção cutânea
- Arrepios e fadiga
- Por vezes diarreia e vómitos
4. O que devo fazer se ficar doente?
- Se teve contacto próximo com alguém infectado com a gripe A, ou que esteja a ser tratado por contacto com o vírus da gripe A(H1N1)v, contacte a Linha “Saúde 24” 808 24 24 24 e esclareça se precisa de tratamento.
- Se houver casos de gripe A(H1N1)v na sua comunidade preste atenção especial ao seu corpo e ao que está a sentir.
- Se sentir sintomas ligeiros de gripe, permaneça em casa, limite o contacto com outras pessoas e telefone para a Linha “Saúde 24” 808 24 24 24.
5. Como é tratada esta gripe?
- Trate a febre. Manter a temperatura dentro dos seus valores habituais é muito importante para o seu bebé. O Paracetamol é o melhor tratamento para a febre durante a gravidez e pode ser tomado 1gr de 8/8horas. Se tiver dúvidas pode ligar para a Linha “Saúde 24” 808 24 24 24.
- Beba água ou outros líquidos, em abundância para repor os que perdeu por estar com febre.
- Os medicamentos antivirais como o Tamiflu® (oseltamivir) ou Relenza® (zanamivir) só devem ser utilizados sob prescrição médica. Não estão descritas complicações na grávida ou no feto com a utilização destes fármacos.
Fonte: “Doença pelo novo vírus da gripe A (H1N1)v – Mulheres grávidas ou a amamentar“, Direcção-Geral da Saúde (Portal da Saúde).
Temas: 808242424 · bebé · grávidas · gravidez · gripe · Gripe A · H1N1 · recomendações · Relenza® · Saúde 24 · Tamiflu® · vírus

«Alimentação em Tempos de Gripe» é o primeiro livro electrónico da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) desenvolvido com o objectivo de disponibilizar à comunidade ferramentas para planear a sua alimentação de forma a fazer face a uma eventual “situação de mudança de rotinas sem alarmismos”. A obra da autoria de docentes da FCNAUP (Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto) foi lançada no dia 17 de Julho e destina-se à população em geral.
O livro pode ser lido aqui!Algumas dicas:
- Uma pessoa bem nutrida estará mais apta, à partida, para aguentar melhor qualquer doença;
- Como se trata de uma infecção, a alimentação só por si não previne o aparecimento da doença;
- Consuma alimentos que reforcem as suas defesas: vitaminas e minerais. Ou seja, muita fruta e hortícolas.
- Mantenha o corpo bem hidratado: água, sumos, chá, tisanas, leite e iogurtes.
- Se adoecer com gripe e lhe faltar o apetite: coma pouco de cada vez, mas coma mais vezes ao longo do dia;
- Cuidados a ter: As bebidas e comidas muito quentes fazem com que o doente transpire ainda mais e desidrate mais facilmente.
Fontes:
“Boa alimentação ajuda a curar gripe A”, Diário de Notícias, 01/08/2009
“«Alimentação em Tempos de Gripe”, o 1.º E-Book da FCNAUP»”, Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, 17 de Julho de 2009
Temas: alimentação · Alimentação em Tempos de Gripe · ebook · fruta · grávida · gravidez · Gripe A · H1N1 · nutrição · prevenção
A National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) dos EUA alertou, através de comunicado de imprensa de 9 de Junho passado, que o risco de uma lesão grave ou morte durante o tempo quente é agravado para crianças deixadas sozinhas em veículos. Uma nova pesquisa mostra que para as crianças a hipertermia (choque de calor) é a principal causa de mortes em veículos não devidas a uma colisão.
De acordo com Ronald Medford, Administrador da NHTSA, “mesmo com as janelas abertas 5cm, são apenas necessários 10 minutos para que o interior do veículo atinja temperaturas letais num dia quente de Verão”. “As crianças nunca devem ser deixadas sozinhas dentro ou perto de um veículo a motor, nem mesmo para fazer um recado rápido. Muitas coisas podem correr mal num abrir e fechar de olhos.”
Nos Estados Unidos, em cada ano, 262 crianças com idade inferior a 14 anos morrem e 115.000 ficam feridas em incidentes não relacionados com o trânsito em estradas privadas, acessos e estacionamentos, segundo um novo estudo da NHTSA. Destas, 44 mortes e 105.000 feridos são resultado de incidentes sem colisão. Estes incidentes incluem hipertermia, estrangulamento por janelas eléctricas, envenenamento por monóxido de carbono e outros.
Muitas das restantes mortes e ferimentos, em incidentes não relacionados directamente com o trânsito, ocorrem quando o condutor faz marcha atrás sem se aperceber que há uma criança na retaguarda do veículo.
Algumas dicas de segurança da NHTSA para prevenir a hipertermia:
• Nunca deixe uma criança sozinha num veículo.
• Não deixe as crianças a brincar sozinhas num veículo . Ensine-lhes que um veículo não é uma zona de brincadeira.
• Nunca deixe bebés ou crianças num veículo estacionado, mesmo que as janelas estejam parcialmente abertas ou que o motor esteja a funcionar e o ar condicionado esteja ligado.
• Tome por hábito inspeccionar o habitáculo do veículo, à frente e atrás, antes de fechar as portas e se ausentar.
• Coloque a sua bolsa, pasta ou qualquer outra coisa de que necessite no banco da retaguarda de modo a que tenha de olhar para trás antes de sair do carro.
• Bloqueie sempre as portas e a mala do veículo e mantenha as chaves fora do alcance das crianças
• Se vir uma criança sozinha num veículo quente, chame a polícia ou o 112. Sinais de aviso podem incluir: pele vermelha, quente, húmida ou seca, sem transpiração, pulso forte ou fraco, náusea e comportamento estranho.
Fontes:
“CONSUMER ADVISORY: Parents and Caregivers Reminded that Summer Heat Makes It Especially Dangerous to Leave Children in Cars”, National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), 9 de Junho de 2009
“Not-in-Traffic Surveillance 2007 – Children”, NHTSA’s National Center for Statistics and Analysis, Junho 2009
Temas: automóvel · carro · choque de calor · crianças · hipertermia · NHTSA · onda de calor · veículo · Verão
«Para a prevenção dos efeitos do calor recomendam-se as seguintes medidas:
- Aumentar a ingestão de água, ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede.
- As pessoas que sofram de doença crónica, ou que estejam a fazer uma dieta com pouco sal, ou com restrição de líquidos, devem aconselhar-se com o seu médico, ou contactar o Serviço Saúde 24: 808 24 24 24
- Evitar bebidas alcoólicas e com elevados teores de açúcar.
- Os recém-nascidos, as crianças, as pessoas idosas e as pessoas doentes, podem não sentir, ou não manifestar sede, pelo que são particularmente vulneráveis – ofereça-lhes água e esteja atento e vigilante.
- Devem fazer-se refeições leves e mais frequentes. São de evitar as refeições pesadas e muito condimentadas.
- Permanecer duas a três horas por dia num ambiente fresco, ou com ar condicionado, pode evitar as consequências nefastas do calor, particularmente no caso de crianças, pessoas idosas ou pessoas com doenças crónicas. Se não dispõe de ar condicionado, visite centros comerciais, cinemas, museus ou outros locais que disponham de ar condicionado. Evite as mudanças bruscas de temperatura. Informe-se sobre a existência de locais de “abrigo climatizados” perto de si.
- No período de maior calor, tome um duche de água tépida ou fria. Evite, no entanto, mudanças bruscas de temperatura (um duche gelado, imediatamente depois de se ter apanhado muito calor, pode causar hipotermia, principalmente em pessoas idosas ou em crianças).
- Evite a exposição directa ao sol, em especial entre as 11h e as 16 horas. Sempre que se expuser ao sol, ou andar ao ar livre, use um protector solar, com um índice de protecção elevdo (superior a 30).
- Sempre que andem ao ar livre, crianças e pessoas de pele clara, devem usar chapéu, de preferência de abas largas e óculos escuros.
- Evite a permanência em viaturas expostas ao sol, principalmente nos períodos de maior calor, sobretudo em filas de trânsito e parques de estacionamento. Se não tiver ar condicionado, não feche completamente as janelas; Leve água suficiente ou sumos de fruta naturais sem adição de açúcar, para a viagem, ou pare para os beber. Sempre que possível viaje de noite.
- Nunca deixe crianças, doentes ou pessoas idosas dentro de veículos expostos ao sol.
- Sempre que possível, diminua os esforços físicos e repouse frequentemente em locais à sombra, frescos e arejados.
- Use roupa solta, de preferência de algodão e em conformidade com a Circular Informativa nº 21/DA/08 de 07/08/2008.
- Use menos roupa na cama, sobretudo nos bebés e doentes acamados.
- Evite que o calor entre dentro das habitações. Corra as persianas, ou portadas e mantenha o ar circulante dentro de casa. Abrir janelas durante a noite pode ajudar a diminuir a temperatura dentro de casa
- Não hesite em pedir ajuda a um familiar ou a um vizinho no caso de se sentir mal com o calor.
- Informe-se periodicamente sobre o estado de saúde das pessoas isoladas, idosas, frágeis ou com dependência que vivam perto de si e ajude-as a protegerem-se do calor.
- As pessoas idosas e os bebés não devem ir à praia nos dias de grande calor. As radiações solares podem provocar queimaduras da pele, mesmo debaixo de um chapéu de sol; a água do mar também reflecte os raios solares e não evita as queimaduras solares das zonas expostas. As queimaduras solares diminuem a capacidade da pele para arrefecer.
- Evite actividades que exijam esforço físico.»
Nota: sublinhados nossos
Fonte: “Ondas de Calor – Recomendações”, Direcção-Geral de Saúde
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A Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) e a a Secção de Neonatologia da SPP actualizou e reviu este ano (2009) a sua proposta de consenso para a redução do risco da Síndroma da Morte Súbita do Lactente.
Segundo a SPP a Síndroma de Morte Súbita do Lactente (SMSL) «é a morte súbita e sem explicação de um bebé durante o primeiro ano de vida. É uma situação assustadora porque acontece sem aviso prévio num bebé aparentemente saudável. A maioria dos casos está associada ao sono e por isso é conhecida como “morte no berço”.»
«[…] A ocorrência de morte súbita é rara no primeiro mês de vida, aumenta até um valor máximo entre os 2 e os 4 meses e cerca de 95% dos casos surgem antes dos 6 meses de idade. […] Um estudo retrospectivo português mostrou um aumento do número de casos de 1974 a 1990, com decréscimo a partir de 1992. Verificou-se um predomínio acentuado no lactente no sexo masculino, entre 1 e 4 meses, nos meses de Dezembro a Março, aos fins-de-semana, no domicílio, em períodos de sono e à noite.»
Resumimos de seguida as principais recomendações enunciadas no documento da SPP, mas aconselhamos vivamente a sua leitura (pode ler o documento aqui e descarregar o folheto [.ppt] com as recomendações aqui):
O SEU FILHO DEVE DORMIR SEMPRE DE COSTAS! «Vários estudos epidemiológicos, incluindo milhares de lactentes, demonstram que a posição mais segura para dormir é em decúbito dorsal. A publicidade a favor da posição de costas para dormir, permitiu reduções da mortalidade entre 20 e 67%, sem aumento do número de mortes por aspiração de vómito. […] A posição em decúbito ventral é um factor de risco para a SMSL. […] Dormir de lado não é tão seguro como de costas.»
O SEU FILHO DEVE DORMIR NUMA CAMA APROPRIADA! «Até aos 2 anos o bebé deve dormir numa cama de grades, sobre um colchão firme e bem adaptado ao tamanho da cama ou berço, para que não fique qualquer espaço entre o colchão e as grades. […]»
DESTAPE A CABEÇA DO BEBÉ! «A roupa da cama não deve cobrir a cabeça do bebé. […]»
NÃO FUME DURANTE A GRAVIDEZ. NEM DEPOIS! «O risco de SMSL aumenta se a mãe fumou durante a gravidez e se continua a fumar após o parto. Quando o pai também fuma, o risco agrava-se mais. […]»
EVITE O SOBREAQUECIMENTO! «[…] Para prevenir isto deve usar o bom senso e adequar a temperatura do quarto, a roupa do bebé e a roupa da cama à estação do ano e ao lugar que habita.
A temperatura ideal do quarto deverá estar entre 18-21 ºC»
NÃO COLOQUE O BEBÉ NA SUA CAMA PARA DORMIR! «Dormir na cama com o bebé aumenta o risco de SMSL e o risco de asfixia. Este risco aumenta consideravelmente se os adultos que partilham a cama fumarem, estiverem muito cansados, se tomaram medicamentos calmantes ou se ingeriram bebidas alcoólicas.
Nunca adormeça no sofá com o seu bebé. […]»
O BEBÉ ACORDADO PODE ESTAR NOUTRAS POSIÇÕES! «Quando está acordado pode colocar o bebé de barriga para baixo para brincar. […]»
A CHUPETA PODE REDUZIR O RISCO DE MORTE SÙBITA! «Ofereça uma chucha ao bebé para dormir mas se ele a rejeitar não force. Se o bebé for amamentado, a chupeta não deve ser oferecida nas primeiras semanas de vida, pois pode prejudicar a adaptação de bebé à mama.»
Temas: cama · chucha · Chupeta · colchão · dormir · dormir de costas · neonatologia · Síndroma de Morte Súbita do Lactente · SMSL · Sociedade Portuguesa de Pediatria · sono
A associação ILCA (International Lactation Consultant Association) insta as mães, trabalhadores da saúde e a comunidade em geral para promover, apoiar e incentivar a amamentação, que providencia aos bebés anticorpos humanos que podem ajudar a combater doenças.
A ILCA apoia as recomendações dos CDC (Centers for Disease Control and Prevention), “Interim Guidance – Pregnant Women and Swine Influenza: Considerations for Clinicians”, que aconselham as mães lactantes para continuar a amamentar enquanto estiverem a tomar medicações antivirais, quando houver essa indicação. O guia dos CDC, disponível em http://www.cdc.gov/swineflu/clinician_pregnant.htm, recomenda que as mães que amamentam, que venham a a contrair a gripe, tomem medidas para minimizar a exposição do lactente, incluindo a lavagem das mãos e eventualmente cubrindo a boca/nariz da mãe com uma máscara.
Os CDC reportam ainda que, ainda que se desconheça o risco de transmissão da gripe suína da mãe para o bebé através da amamentação, os relatos de transmissão da gripe sazonal são raros.
Fontes:
“BREASTFEEDING SHOULD CONTINUE DURING SWINE FLU OUTBREAK”, ILCA, 1/05/2009
“Recomendações da ILCA – International Lactation Consultant Association sobre Leite Materno e Humano e Gripe A”, Sociedade Portuguesa de Neonatologia
Temas: Amamentar · CDC · gripe · ILCA · International Lactation Consultant Association · lactante · lactente

“Não fume na presença de crianças e grávidas. Todos sabemos que fumar prejudica a saúde, mas com frequência esquecemos que ao fumar em locais fechados estamos a prejudicar a saúde dos outros.”
No âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia lançou uma campanha de sensibilização que tem por objectivo alertar para os malefícios do tabaco e da exposição ao fumo passivo.
«A Dra. Ivone Pascoal, Coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) explica que “a principal mensagem desta campanha vai para o tabagismo na gravidez e para o perigo do fumo passivo, uma vez que traz graves consequências de saúde para as crianças e grávidas. Infelizmente, em Portugal as mulheres em idade fértil fumam cada vez mais, o que faz com que nasçam bebés prematuros e com baixo peso.
”A intenção não é culpabilizar a grávida mas reforçar a importância de uma gravidez sem tabaco. A mulher deve ser ajudada a parar de fumar, idealmente antes de engravidar. A cessação tabágica deveria fazer parte da preparação para a gravidez e o tabagismo do pai também não deve ser esquecido”, comenta a especialista.»
Fonte: Sociedade Portuguesa de Tabacologia
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