Mamilos gretados

No início a aleitação materna pode causar sensação dolorosa, especialmente durante a primeira semana, com a chamada “subida do leite”. No entanto, esta dor não deve ser sustentada nem causar desconforto ou fissuras.

Se a zona do mamilo ou outras áreas do seio forem muito dolorosas deve consultar o médico.

Durante o banho os seios devem ser lavados apenas com água. Os cremes, loções ou a fricção vigorosa podem macerar os mamilos. Também se deve modificar a posição do bebé a cada mamada.

Os mamilos devem estar secos, (se possível expô-los ao ar) e os pensos do aleitamento não devem ser plastificados. Depois da mamada deve-se deixar secar um pouco de leite em cima do mamilo, pois este leite depois de seco forma uma camada protectora que favorece a cicatrização.

 

Se com estas medidas não resolver o problema, deve consultar o médico porque associadamente pode haver uma infecção fúngica ou bacteriana.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Creme 100% lanolina pura (gordura natural), para tratamento e prevenção de mamilos sensíveis ou gretados.

Mastite

A mastite é uma infecção bacteriana do tecido mamário que causa febre, arrepios, dores de cabeça, náuseas e falta de forças. O seio fica vermelho, inchado, quente e doloroso. Quando isto acontece deverá ser observada pelo médico podendo, no entanto, continuar a amamentar o bebé.

A infecção é tratada pela remoção do leite (com bomba ou dando de mamar) com repouso, ingerindo líquidos e tomando antibióticos adequados à amamentação. Não se deve deixar de amamentar, pois o leite não está infectado e estes antibióticos não causam alterações na composição do leite. A mastite pode ser um sinal de diminuição das defesas do organismo, devendo a mãe descansar, dormir e diminuir a actividade física, o que vai ajudar à recuperação.

Se a amamentação do seio com mastite causar dor intensa, deverá iniciar a mamada no seio saudável, ao mesmo tempo que deixa sair o leite do seio doente; esta atitude faz diminuir a pressão, permitindo completar a mamada neste seio, agora com menos desconforto.

Contudo, algumas mães sentem menos dor se o leite for retirado com a bomba e posteriormente utilizado.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

O leite materno

O leite materno pode ser extraído manualmente ou com bomba. A extracção manual pode ser rápida e eficaz mas requer aprendizagem e prática. A bomba é mais fácil de usar, devendo remover completamente o leite para não provocar retenção e, gradualmente, levar à menor produção.

Para a extracção manual deve-se, em primeiro lugar, estimular o seio, massajando-o suavemente com a palma das mãos; em seguida colocando o polegar acima da aréola e os outros dedos por baixo do seio, apertar a mão, suave mas firmemente, ao mesmo tempo que se comprime o seio contra a parede torácica. Não se deve deslizar os dedos para o mamilo porque pode provocar ulcerações.

As bombas manuais tradicionais consistem em dois cilindros sobrepostos ligados a um dispositivo rígido em forma de funil, que se adapta ao seio. Quando se move o cilindro externo forma-se uma pressão negativa na área do mamilo, fazendo sair o leite que é recolhido no recipiente. As bombas eléctricas são ainda mais eficazes embora mais dispendiosas.

O leite deve ser armazenado em recipientes preferivelmente de vidro ou plástico rígido (tipo biberão) ou em sacos de plástico especiais para este efeito.

Para um bebé saudável não é necessária a esterilização da bomba nem dos recipientes para o leite, devendo no entanto estarem escrupulosamente limpos.

Se o leite for utilizado dentro de 48 horas, deve ser guardado de imediato no frigorífico, bem fechado. Se não for usado neste período terá que ser rejeitado. O leite que esteja no frigorífico até 24 horas pode ainda ser congelado.

Se se prevê que o leite não seja usado dentro de dois dias, deverá ser congelado de imediato sendo conservado com segurança durante um mês (num bom congelador pode ser congelado por 3 a 6 meses). Devido à presença de gordura, o leite materno deverá ser utilizado logo que possível.

Os recipientes devem ter um rótulo com a data e a capacidade de 90-120 ml que é a quantidade média para uma refeição. Também se pode congelar porções mais pequenas de 30-60 ml, como complemento extra de uma refeição.

O leite congelado deve ser aquecido em banho-maria até à temperatura de 20-22º Celsius, rodando o recipiente frequentemente. Não se deve aquecer o leite no microondas porque há um sobreaquecimento no centro do recipiente, parecendo pouco quente à periferia – o que pode levar a queimaduras na boca do bebé. O aquecimento excessivo pode destruir algumas propriedades anti-infecciosas e protectoras do leite.

Se se notar no leite descongelado a gordura separada, basta agitar suavemente para homogeneizar. Este leite pode ser utilizado com segurança.

O leite descongelado deve ser usado dentro de 24 horas e nunca deve ser congelado de novo. Deve rejeitar-se o leite que sobejou da mamada.

Como nem todos os bebés reagem da mesma maneira ao biberão, este leite pode ser dado pela chávena, mesmo a prematuros.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Como saber se o leite é suficiente

  • Durante o primeiro mês e após ter aumentado a produção de leite, o bebé deverá ter 6 ou mais micções e 3, 4 ou mais dejecções por dia – normalmente uma pequena dejecção após cada mamada. Mais tarde poderá ter menos dejecções, podendo mesmo haver intervalos de mais de 24 horas. Será normal se as fezes forem moles e o bebé estiver a progredir bem.

  • Ouvir o bebé a deglutir o leite após uma série de sucções.

  • Sentir o bebé satisfeito durante pelo menos 2 horas após a mamada.

  • Se nos primeiros dias de vida o bebé dormir mais de 4 horas e parecer demasiado sossegado, deverá consultar o pediatra.

  • Pesar o bebé por volta dos 10 dias de vida. Durante a primeira semana o bebé pode perder 7 a 10 % do peso ao nascer, recuperando rapidamente este peso no final da 2ª semana. A partir desta altura deverá ganhar 18 a 28 gramas por dia nos primeiros 3 meses e cerca de metade nos 3 meses seguintes.

 

A aleitação materna deve ser exclusiva nos primeiros 6 meses de vida e, só então, iniciar gradualmente alimentos sólidos. Poderá manter-se até ao 1º aniversário e posteriormente enquanto a mãe e o bebé o desejarem.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

A preparação para a amamentação

A boa saúde materna, o equilíbrio entre o repouso e o exercício, a ausência de preocupações, o tratamento precoce e adequado de qualquer doença intercorrente e uma alimentação bem balanceada são factores que induzem o sucesso da boa amamentação.

Logo desde o início da gravidez o corpo inicia a preparação para a produção de leite – a área que circunda o mamilo torna-se mais escura (aréola), os seios aumentam de tamanho, multiplicam-se as células produtoras de leite e desenvolvem-se os canais de transporte de leite para o mamilo.

Por outro lado o corpo vai armazenar gordura em determinadas áreas para providenciar energia extra, necessária para a gravidez e lactação.Cerca das 16 semanas de gestação os seios estão prontos para produzir leite logo que o bebé nasça.

Não se deve estirar, puxar ou rodar os mamilos no final da gravidez, pois algumas destas manobras podem prejudicar as delicadas glândulas da aréola, que segregam um líquido que lubrifica o mamilo como preparação para a amamentação.  O banho normal e a secagem delicada são a melhor maneira de cuidar dos seios durante a gravidez.Mamilos retraídos ou invertidos não são uma contra indicação para a amamentação. Diz-se que são retraídos quando, ao comprimir a aréola entre dois dedos, o mamilo em vez de se tornar mais saliente fica mais aplanado. Esta situação é uma variante do normal.À medida que a gravidez progride normalmente estes mamilos começam a exteriorizar-se; se no entanto se mantiverem retraídos na altura do parto, deverá colocar esta questão ao pediatra ou parteira para a colocação de ventosas.

A tonicidade dos seios será preservada pelo uso de soutien adequadamente ajustado ao tamanho do peito, sem aros nem varetas, principalmente antes do parto e durante todo o período de amamentação.

Fonte: Fichas Bebé Confort

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Vantagens da amamentação

Pela sua composição nutricional o leite humano é o alimento ideal do recém-nascido. Está sempre disponível, à temperatura certa e não requer preparação. É mais económico.

É sempre fresco e isento de contaminação bacteriana, reduzindo assim as possibilidades de perturbações gastrointestinais.

Os principais ingredientes do leite materno são: açúcar (lactose), proteínas de fácil digestão (lactoalbumina e caseína) e gorduras (ácidos gordos de excelente digestão). Para além disso contém biofactores – substancias que promovem o desenvolvimento harmonioso dos sistemas biológicos do lactente, nomeadamente ao nível do sistema nervoso central, desenvolvimento visual e cognitivo, sistema imunológico, aparelho gastrointestinal. Assim, com a amamentação materna há uma menor incidência de alergias e intolerâncias ao leite de vaca, que inclui diarreias, cólicas intestinais, sangue oculto nas fezes e eczema atópico (reacção alérgica da pele), bem como uma menor incidência de alergias na vida adulta.

O leite materno contém anticorpos bacterianos e víricos que proporcionam imunidade gastrointestinal local contra micro organismos que entram no corpo por esta via. Isto traduz-se, pelo menos em parte, pela menor incidência de diarreia, otite média (infecção do ouvido médio), pneumonias e meningites durante o primeiro ano de vida.Certas substâncias do leite materno como enzimas e o pH mais baixo das fezes destes lactentes, contribuem para uma flora intestinal mais favorável, contendo mais bifidobactérias e lactobacilos que ajudam a proteger contra infecções.

Sabe-se também que o leite materno tem um papel importante na prevenção da obesidade e da diabetes de aparecimento quer na criança quer na idade adulta.Há também vantagens psicológicas – a mãe fica pessoalmente envolvida em criar o seu próprio filho, resultando num sentimento de bem-estar e sensação de dever cumprido, enquanto o filho é agraciado com uma íntima e confortável relação física com a sua mãe.

As mesmas hormonas que estimulam a produção e libertação do leite também promovem sensações que realçam a maternidade. Quase todas as mães que amamentam sentem que esta experiência as torna mais ligadas e protectoras para com os seus filhos e mais confiantes nas suas capacidades maternais.

Fonte: Fichas Bebé Confort

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Amamentação

As necessidades nutricionais do lactente durante o período de rápido crescimento da infância são maiores do que em qualquer outra fase da sua vida, pois aproximadamente ao ano de idade o bebé triplica o peso do nascimento.

Amamentar o seu bebé é dar-lhe muito mais do que uma correcta nutrição, porque ao mesmo tempo que o alimenta está a segurá-lo junto a si, a abraçá-lo e a olhá-lo directamente nos olhos. Estes são momentos relaxantes e agradáveis que fortalecem emocionalmente a proximidade de ambos.

Fonte: Fichas Bebé Confort

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)