Cuidados a ter com o bebé – Cadeiras de papa e Parques

As crianças não vêem o mundo como os adultos. Por isso, devemos tentar sempre colocarmo-nos no lugar das crianças no sentido de perceber melhor os riscos e assim proteger melhor o seu universo.

image CADEIRAS DE REFEIÇÃO

A cadeira deve ter uma base larga para não inclinar quando alguém, acidentalmente, embater contra ela.

Se for desdobrável, assegure-se de que o dispositivo de fecho esteja bem firme, todas as vezes que a criança se sentar nela.

Prender a criança com o cinto de segurança, sempre que esteja sentada. Nunca permitir que a criança se levante na cadeira.

Nunca colocar a cadeira perto de balcão ou mesa ou ao alcance de objectos quentes e perigosos. A criança pode ser capaz de empurrar com força contra estas superfícies e inclinar a cadeira.

Nunca deixar a criança sozinha numa cadeira alta e não permitir que crianças mais velhas subam ou brinquem nela.

image Uma cadeira que se adapte à mesa, deve encaixar-se bem contra ela. Assegure-se de que a mesa é suficientemente forte para suportar o peso do bebé. (Se os pés do bebé tocarem o suporte da mesa, ele pode empurrar-se contra ela e deslocar a cadeira da mesa).

 

PARQUES

A maior parte dos pais utilizam os parques como um local seguro para colocar o bébé, quando não o podem observar com toda a atenção. No entanto, deve ter em atenção alguns perigos:

image Nunca deixar um lado de rede descido, pois a criança pode rolar para a bolsa criada pela parte bamba da rede, podendo ser enlaçada e sufocada.

Retirar caixas e brinquedos grandes quando a criança se levantar sozinha, para não poder usá-los para trepar e saltar para fora.

Se o parque for de ripas de madeira, estas não devem estar afastadas mais do que 6cm, para que a criança não consiga introduzir a cabeça através delas.

Fonte: Fichas Bébé Confort. Com a colaboração de Laurentina Cavadas, Médica Pediatra.

Cuidados de segurança – Cozinha

 

A cozinha é um local tão perigoso para a criança e como tal, há quem defenda que a criança deve ser excluída dela.

 imageCOZINHA

No entanto, isto é quase impossível porque os pais passam grande parte do tempo nela e a maior parte das crianças quer estar presente onde decorre a acção.

Enquanto a criança está com a mãe na cozinha, deveria estar sentada em cadeira alta para poder observar o que se está a passar, com brinquedos na mão, para que se possa distrair.

Precauções a tomar:

imageGuardar produtos de limpeza num armário alto e fechado à chave, fora da vista e alcance das crianças. Nunca vazar substâncias perigosas para contentores de alimentos (garrafas de água ou de sumos).

Guardar facas, tesouras e outros objectos cortantes em gavetas fechadas e separados dos outros utensílios de cozinha.

Não deixar fios eléctricos pendurados onde a criança possa alcança-los e puxá-los.

Colocar as panelas na parte de trás do fogão para que a criança não possa alcança-los. Nunca segurar chávenas com líquido quente com o bebé ao colo.

imageAo comprar um forno, deve verificar que é bem isolado, para proteger a criança de se queimar, ao tocar na porta. Nunca deixar a porta do forno aberta.

Se o fogão for a gás, deverá fechar a sua saída, sempre que não esteja a cozinhar.

Manter fósforos fora do alcance e da vista das crianças.

Não aquecer biberões no microondas. O líquido aquece mais rapidamente no interior que à periferia, o que pode provocar queimaduras. Os biberões muito aquecidos podem explodir quando se retiram do microondas.

Ter um extintor de fogo na cozinha.

Fonte: Fichas Bébé Confort. Com a colaboração de Laurentina Cavadas, Médica Pediatra.

Segurança dentro de casa – Cama e Muda de Fraldas

Devemos acabar com a ideia de que os acidentes só acontecem quando viajamos de automóvel.
Os acidentes domésticos são a maior causa de hospitalização de crianças.

CAMA

As grades da cama não devem estar afastadas mais de 6cm para que a criança não consiga meter a cabeça entre elas.

Não deve haver ângulos nos cantos das cabeceiras e pés da cama, pois a criança pode colocar lá o pescoço

Os cantos não devem ter guarnições.

Todos os parafusos e ferragens devem ser aparafusados. A actividade da criança pode levar ao desprendimento e colapso da cama, sufocando-a.

Inspeccionar semanalmente as ferragens da cama. Não substituir pequenas partes em casa, mas antes consertar no fabricante.

Se a cama for antiga, por precaução, deve-se retirar a tinta e pintá-la com uma de boa qualidade.

O colchão deve ser colocado bem adaptado aos lados da cama, não devendo existir uma folga maior que um dedo.

Logo que o bebé se sente, convém baixar o colchão para um nível em que o bebé não possa cair da cama. As quedas mais frequentes ocorrem quando o bebé tenta subir e saltar para fora da cama. A cama deve ser substituída quando o bebé atinge os 90cm.

A altura das paredes da cama deve ter no mínimo 10cm acima do colchão, mesmo na posição mais alta. Assegure-se de que os lados da cama estejam bem fechados e que não possam ser abertos pela criança. Deixar sempre as grades subidas quando a criança estiver na cama.

Verificar, periodicamente, o bom estado da cama – ferragens e lascas ou rachadelas na madeira.

Forrar por dentro as grades enquanto o bébé for lactente.

Retirar as forras quando o bebé se puder levantar.

Se se colocar um brinquedo móvel sobre a cama, verificar se está bem seguro e suficientemente alto para que o bebé não possa alcançá-lo; removê-lo quando o bebé for capaz de o segurar nas mãos e joelhos ou quando tiver 5 meses.

Não colocar a cama ao lado da janela.

Muda Fraldas AmplitudeMUDA DE FRALDAS

Escolher uma mesa robusta com guardas de 5cm em todos os lados.

O tampo da mesa deve ser ligeiramente côncavo.

Nunca deixar a criança sozinha na mesa de vestir nem por um só momento.

Colocar a roupa, fraldas e artigos de toilete, ao alcance da mão, para não ter sair do lado do bebé quando o estiver a vestir.

Fonte: Fichas Bébé Confort. Com a colaboração de Laurentina Cavadas, Médica Pediatra.

Cuidados de segurança

Os acidentes são a primeira causa de morte e incapacidade em crianças entre 1 e os 15 anos de idade. Os acidentes de automóveis são, sem dúvida, os responsáveis por grande número de lesões e mortes. Mas muitas crianças morrem ou ficam feridas por equipamentos especificamente designados para o seu uso.

Como é que a criança é lesada? Cada lesão envolve 3 elementos:

1- Factores relacionados com a criança.

2- Objecto que causa a lesão.

3- Ambiente em que a lesão ocorre.

A idade da criança marca a diferença no tipo de protecção de que necessita.

Durante os primeiros 6 meses podemos resguardar a criança de uma forma segura, mas nunca deixá-la sozinha em situação perigosa. Mas, logo que começa a mover-se ela cria perigo a si própria – primeiro rolando na cama, depois arrastando-se para lugares que não devia e, finalmente, procurando activamente coisas para lhe tocar. Logo que a criança começa a deslocar-se, dizemos-lhe – NÃO – se se aproxima de algo potencialmente perigoso. No entanto ela não compreende o verdadeiro significado da nossa mensagem. Mesmo que lhe digamos 20 vezes por dia, para não se aproximar do bidé, ela volta ao quarto de banho cada vez que saímos de lá.

imageAos 9 meses a criança não tem a memória desenvolvida o suficiente para relembrar o ensinamento que lhe demos, quando se aproxima, de novo, do objecto ou situação proibida. O que parece ser uma travessura é, de facto, o teste repetido da realidade. Esta é a via normal de aprendizagem para a criança desta idade.

O 2º ano de vida é, de facto, uma fase muito arriscada para a criança, porque as suas capacidades físicas excedem a compreensão e consequências das suas acções. Apesar de o julgamento melhorar nesta idade, o seu sentido de perigo não é suficiente e o seu auto controle não está desenvolvido para fazê-la parar quando observa algo interessante. Mesmo as coisas que não vê interessam-lhe; a sua curiosidade fá-la ir ao final da prateleira do frigorífico ou à caixa dos medicamentos. Nestas idades jovens as crianças são extraordinariamente mímicas – tentam tomar medicamentos como viram a mãe fazer ou brincar com a máquina de barbear como o pai.

Gradualmente, entre os 2 e os 4 anos, a criança desenvolve um sentido mais maduro de si própria, como pessoa que faz acontecer as coisas – que actua: toca no interruptor e a luz acende. Nesta idade estão tão envolvidas, elas próprias, que apenas vêem a sua parte na acção. Os riscos são misturados com o chamado “pensamento mágico” que significa que a criança procede como se, seguindo os seus desejos, de facto, acontecem. Não podemos esperar que uma criança com 2- 4 anos compreenda que estas acções podem ter consequências perigosas para si própria e para os outros. Por estes motivos, deve-se estabelecer e reforçar regras de segurança, assim como explicar o porquê das regras: “Não deves atirar pedras porque podes magoar o teu amigo” ; “Nunca atravesses a rua sozinho, porque podes ser atropelado” .

Temos que repetir as regras sempre que a criança esteja na iminência de cometer o mesmo erro, até que ela compreenda que actos não seguros são sempre reprováveis. Para a maior parte das crianças são necessárias dezenas de repetições até serem lembradas, mesmo as regras de segurança fundamentais.

Fonte: Fichas Bébé Confort. Com a colaboração de Laurentina Cavadas, Médica Pediatra