Entradas com o tema 'knickknack'
A jornalista Kate Carter, do Guardian está a aceitar comentários no blog Word of Mouth para a seguinte questão:
A questão surgiu a propósito do recente estudo que sugere que a ingestão de quantidades muito diminutas de álcool durante a gravidez “poderá ser bom para os rapazes”.
Mesmo que não queira participar é interessante ler algumas das repostas.
Partilhar esta Entrada
Temas: álcool · gravidez · Guardian · Japão · Kate Carter · Laos · marisco · meninos · rapazes · sushi · Word of Mouth
«As mulheres portuguesas são mães cada vez mais tarde. […] Em 2007, quase um quinto dos bebés eram filhos de mães com mais de 35 anos.
[…] A meta do Plano Nacional de Saúde para 2010 é de 14, 2 por cento de mães com mais de 35 anos. […] A alta-comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, considera que, “se calhar, esta meta não deveria existir”. Não faz sentido pensar que se pode obrigar as mulheres a terem filhos mais cedo.
[…] O fenómeno do adiamento da idade média em que as mulheres têm filhos (e, sobretudo, o primeiro filho) começou a evidenciar-se em Portugal há já alguns anos, ainda que se tivesse acentuado nos últimos.»
Em 1982, a idade média da mulher quando do nascimento do primeiro filho, era de 23,5 anos. «A partir daí foi sempre a crescer (no ano passado era já de 28,2 anos).»
Segundo a OCDE, a nível mundial, a idade média das mães aquando do nascimento do primeiro filho tem aumentado cerca de um ano por década desde 1970.
«Apesar dos riscos inegáveis da maternidade depois dos 35 anos […], Jorge Branco, responsável pelo Programa de Saúde Reprodutiva, lembra que a medicina está hoje “bem apetrechada” para lidar com esta realidade.
E felicita as mulheres:”São mesmo o sexo forte. Conseguem trabalhar bem e, ao mesmo tempo, constituir família”.»
Fonte: Público, 09-06-2008
Partilhar esta Entrada
Temas: Alta-comissária da Saúde · estatísticas · Jorge Branco · mais de 35 anos · Maria do Céu Machado · maternidade · OCDE · Plano Nacional de Saúde · primeiro filho · Programa de Saúde Reprodutiva
«Os níveis da poluição atmosférica são responsáveis por alterações pulmonares nos feto, conclui um estudo suíço apresentado esta semana em Berlim, citado pela agência Efe.
[…] Também um cientista da Universidade de Berna, na Suíça, investigou a relação entre a poluição atmosférica e os problemas pulmonares no caso de 241 recém-nascidos.
Philipp Latzin chegou à conclusão de que os filhos daquelas mães que tinham respirado ar com elevadas concentrações de partículas em suspensão mostravam alterações respiratórias. Os filhos de mulheres que vivem junto a estradas com muito tráfego respirariam mais rapidamente - 48 vezes por minuto. Este estudo conclui assim que os bebés cujas mães respiraram ar muito poluido no último trimestre da gravidez sofriam mais infecções nas vias respiratórias do que os outros.»
Fonte: Diário IOL, 11/10/2008
Partilhar esta Entrada
Temas: alterações respiratórias · fetos · partículas · poluição · recém-nascidos · respiração · Suiça · tráfego · Universidade de Berna
«Angelina Jolie confessou, em entrevista à revista W, que mudou de opinião em relação a várias coisas, depois de conhecer o companheiro, Brad Pitt, nomeadamente no que toca à «vontade de engravidar».
A actriz, que tem seis filhos com Brad Pitt, três adoptivos e três biológicos, dois deles gémeos, revelou que o marido a despertou para a maternidade, assumindo um papel fundamental na sua decisão de ser mãe.
A capa da publicação deste mês mostra a protagonista de «O Procurado» a amamentar um dos gémeos, Vivienne ou Knox, que nasceram há cerca de três meses. A fotografia foi tirada pelo próprio Brad Pitt, que terá feito uma sessão caseira com a musa. […]»
Fonte: Diário Digital
Partilhar esta Entrada
Temas: Angelina Jolie · Brad Pitt · engravidar · filhos · filhos adoptivos · mãe · maternidade · O Procurado · W
Nasceu em Espanha o primeiro bebé geneticamente seleccionado para curar o irmão que sofre de uma anemia muito grave – Beta Talassemia Maior. Javier, assim se chama o recém-nascido, é a última esperança para a cura de Andrés, de 6 anos.
Andrés sofre da mais grave forma de anemia congénita e a sua vida tem estado dependente, até agora, de constantes transfusões de sangue que originam a acumulação de ferro no coração. Uma situação que, na maioria dos casos, leva à morte.
Para tratar a Beta Talassemia Maior é necessário realizar um transplante de medula com elevados níveis de compatibilidade.
Durante o nascimento do bebé os médicos envolvidos no procedimento recolheram o sangue do cordão umbilical para nas próximas semanas realizar o transplante de medula óssea.
As probabilidades de tratamento do jovem Andrés são elevadas.
Onde entra a necessidade de modificação genética?
Uma vez que se trata de uma doença hereditária, era necessário ter a certeza que o bebé que ia nascer não sofria do mesmo problema.
Depois de aprovado pela Comissão Nacional de Reprodução Assistida espanhola, os médicos utilizaram uma técnica que permite certificar a saúde do embrião antes de o transferir para o útero materno.
O método não só permitiu a concepção de um bebé sem a enfermidade como também um dador totalmente compatível com o doente.
Trata-se do primeiro caso realizado integralmente em Espanha.
Tanto os médicos como os pais estão esperançados que a segunda parte do processo vai correr bem e que Andrés vai superar este momento.
Fonte: RTP, 15/10/2008
Partilhar esta Entrada
Temas: anemia congénita · bebé geneticamente seleccionado · Beta Talassemia · Comissão Nacional de Reprodução Assistida · cordão umbilical · Espanha · modificação genética · transplante de medula
Um artigo publicado na Slate coloca a seguinte questão: Será que os problemas de saúde futuros começam durante a gestação?
O autor, Darshak Sanghavi, refere diversos estudos e observações que têm relacionado a origem de muitos problemas de saúde com o período de gravidez:
- Um estudo indica que uma criança de três anos cuja mãe tenha aumentado exageradamente de peso durante a gravidez, terá maiores probabilidades de ter, também ela, peso a mais.
- A BBC 4 irá emitir brevemente um documentário (War in the Womb) que “investiga a teoria do conflito fetal-maternal, uma ideia que tem sido ligada à pré-eclâmpsia, bem como a outras disfunções que surgem mais tarde, como a depressão e o autismo”.
- Um grupo de cientistas de Yale, depois de analisar, através de ressonância magnética, os cérebros de mães após o parto, afirma que estes exames sugerem que a resposta do cérebro maternal ao choro do seu próprio bebé é afectado num parto por cesariana. De acordo com este estudo, a sensibilidade ao choro do bebé por parte das mães que têm o parto por cesariana é menor do que as que têm parto vaginal e poderá ter consequências futuras.
Em suma, existem hoje uma série de estudos, publicações e notícias que dão conta da importância crucial que têm os meses de gestação. Estas noções, por sua vez, dão azo e inflacionam a “moderna anxiedade paterna” - o receio por parte dos pais de que as suas acções durante este período inicial tenham consequências irreversíveis.
Darshak Sanghavi, professor de cardiologia pediátrica da Universidade do Massachusetts, considera que muitas destas conclusões são esticadas para além da sua base de suporte. Para Sanghavi, “as previsões do futuro de uma criança centradas no útero” subestimam sempre o papel do ambiente em que essa criança irá viver.
“Procurar no útero a explicação para problemas sociais e de saúde pública complexos, significa em última análise que as pessoas deixaram de tentar mudar as coisas que realmente importam. É pena. A verdade é que nada do que realmente importa neste mundo se consegue com facilidade. E como qualquer estudante aplicado que entrou para a Universidade, pessoa obesa que tenha mudado o seu estilo de vida, ou adulto que tenha ultrapassado uma depressão lhe poderá dizer, em algum momento terá de deixar de culpar o útero da sua mãe pelos seus problemas.”
Pode ler o artigo completo no site da Slate
Partilhar esta Entrada
Temas: adivinhação · BBC · cardiologia pediátrica · cesariana · choro do bebé · Darshak Sanghavi · gestação · Slate · Universidade do Massachusetts · útero · War in the Womb · Yale
«Mais de dois anos depois da entrada em vigor da lei que obriga ao uso de cadeirinhas nos transportes colectivos de crianças ainda há muita falta de informação e confusão sobre o assunto, segundo a Associação Para a Promoção da Segurança Infantil.
Em Abril de 2006 foi publicada uma lei que define o regime jurídico do transporte colectivo de crianças e jovens até aos 16 anos, de e para os estabelecimentos de ensino ou espaços onde decorram actividades educativas e formativas.
Ao abrigo dessa lei, todos os lugares dos veículos utilizados no transporte de crianças devem estar equipados com cintos de segurança e torna-se obrigatório o uso de sistemas de retenção para crianças (as chamadas cadeirinhas).
Sandra Nascimento, presidente da APSI, explicou em declarações à Lusa que a lei não é clara, faltando explicitar quem tem obrigação de colocar as cadeirinhas - se as escolas ou as famílias -, pelo que não são raras as vezes em que uns empurram a responsabilidade para os outros.
[…] “Já pedimos a constituição deste grupo mais do que uma vez por considerarmos que é importante juntar à mesma mesa todas as entidades e discutir o assunto”, disse.
Os acidentes rodoviários continuam a ser a maior causa de morte e incapacidade permanente em crianças e jovens em Portugal.»
Fonte: RTP 1, 12/10/2008
Partilhar esta Entrada
Temas: APSI · cadeirinhas · estabelecimentos de ensino · Sandra Nascimento · transporte colectivo de crianças
O sistema de saúde francês costuma ser referenciado como um exemplo de boas práticas. Tal como em Portugal, tem-se assistido ao longo dos últimos anos a uma concentração dos partos nos grandes centros hospitalares franceses.
Esta centralização não parece ter influenciado os sentimentos das grávidas francesas. Segundo um inquérito recente mais de 95% das grávidas declaram-se satisfeitas com o acompanhamento da sua gravidez e parto. Mais de 95% é um valor deveras surpreendente! Seria curioso saber os dados relativos a Portugal.
Um outro dado interessante que este mesmo estudo indica é que as grávidas francesas dão mais relevo às qualidades humanas dos profissionais de saúde do que às suas prestações técnicas. Paradoxalmente gostariam de estar melhor informadas sobre os actos médicos praticados durante o parto.
Fonte: Le Monde, 01-10-2008
Partilhar esta Entrada
Temas: estudo · fecho de maternidades · gravidez · inquérito · obstetras · partos · sistema de saúde francês
A Comissão apresentou uma proposta que prevê o alargamento do período mínimo de maternidade de 14 para 18 semanas e recomenda a remuneração a 100% das mulheres nesse período.
Comunicado de imprensa (de 3/10/2008) da Comissão Europeia sobre este assunto:
«Nos termos das propostas apresentadas hoje pela Comissão Europeia, milhões de mulheres em toda a Europa terão direito a uma licença de maternidade mais longa e em condições mais favoráveis. Uma proposta separada prevê igualmente melhorar a situação das trabalhadoras independentes, ao garantir possibilidades equivalentes de acesso à licença de maternidade, numa base voluntária. As duas iniciativas integram um pacote de medidas para melhorar, na Europa, o equilíbrio entre vida profissional e privada dos homens e das mulheres. Visam ainda actualizar e aperfeiçoar a legislação comunitária vigente e vão ser agora enviadas ao Parlamento Europeu e aos governos nacionais para discussão. Paralelamente, os parceiros sociais europeus encetaram negociações para melhorar outros tipos de licenças relacionadas com a família, como a licença parental.
«A conjugação da vida profissional, privada e familiar constitui um enorme desafio para milhões de homens e mulheres na Europa», afirmou o Comissário para o emprego, os assuntos sociais e a igualdade de oportunidades, Vladimír Špidla. «No entanto, demasiadas vezes, o facto de ter filhos implica para as mulheres perda de rendimentos e de perspectivas de carreira. Apenas 65,5% das mulheres com filhos a cargo estão empregadas, comparativamente a 91,7% dos homens. As nossas propostas para melhorar a licença de maternidade vão ajudar as mulheres a conciliar o trabalho com a vida familiar, proporcionando-lhes, assim como às respectivas famílias, mais qualidade de vida. Também vão contribuir para uma maior participação das mulheres no mercado de trabalho e ajudar a responder aos desafios do envelhecimento demográfico: com efeito, os países onde mais mulheres trabalham têm também taxas de natalidade mais elevadas.»
Licença de maternidade melhorada
A proposta da Comissão relativa à licença de maternidade (que revê a Directiva 92/85/CEE de 1992), prevê que o período mínimo de licença de maternidade seja alargado de 14 para 18 semanas e recomenda que, durante esse período, as mulheres sejam remuneradas a 100% do seu salário, mas com a possibilidade de os Estados-Membros fixarem um limite correspondente ao subsídio de doença. Por outro lado, as mulheres teriam maior flexibilidade quanto ao momento de gozar o período não obrigatório da sua licença (antes ou depois do parto), deixando de estar obrigadas a tirar uma determinada parte da licença antes do parto, como é actualmente o caso em alguns Estados-Membros.
Previstos estão igualmente uma maior protecção contra despedimentos e um direito de regressar ao mesmo posto de trabalho ou equivalente após a licença de maternidade. Por último, será introduzido o direito de solicitar ao empregador regimes de trabalho flexíveis após o termo da licença de maternidade, ainda que o empregador possa recusar esse pedido.
Mais direitos para as trabalhadoras independentes
A proposta referente às trabalhadoras independentes garante-lhes um acesso à licença de maternidade equivalente ao garantido às trabalhadoras por conta de outrem, mas numa base voluntária (em substituição da Directiva 86/613/CEE). Ao mesmo tempo, os cônjuges e os parceiros de facto (reconhecidos como tal na legislação nacional) que trabalham numa base informal em pequenas empresas familiares, como as explorações agrícolas ou os consultórios médicos (os chamados «cônjuges colaboradores»), terão acesso, a seu pedido, a uma cobertura de segurança social pelo menos equivalente à que é garantida aos trabalhadores independentes.
Outras disposições para conciliar vida profissional e familiar
Enquanto parte do mesmo pacote, a Comissão apresentou também hoje um relatório sobre a provisão de serviços de acolhimento de crianças na União Europeia e os desempenhos de cada Estado-Membro em relação às metas acordadas pelos líderes europeus em Barcelona, em 2002 (ver IP/09/1449).
Em 17 de Setembro de 2008, os parceiros sociais europeus encetaram negociações sobre a licença parental, com vista à revisão da legislação comunitária vigente (Directiva 96/334/CE), já baseada num acordo-quadro celebrado pelos representantes dos empregadores e dos sindicatos europeus. O objectivo é concluir as negociações no prazo de nove meses.
A mais longo prazo, a Comissão também gostaria de melhorar outros tipos de licenças relacionadas com a família, como a licença de paternidade (um curto período de licença para os pais aquando do nascimento ou da adopção de um filho), a licença de adopção (licença idêntica à licença da maternidade aquando da adopção de um filho) e a licença filial (para cuidar de familiares dependentes).
Próximas etapas
As duas propostas serão discutidas no âmbito do processo de co-decisão pelo Parlamento Europeu e os Estados-Membros reunidos no Conselho (voto por maioria qualificada), esperando-se um acordo durante 2009. Os países da UE disporão então de dois anos para transpor a legislação comunitária para o direito nacional.»
Fonte: Comissão Europeia
Partilhar esta Entrada
Temas: Comissão Europeia · emprego · família · filhos · legislação comunitária · licença de maternidade · mulheres · parto · taxas de natalidade · trabalhadores independentes · trabalho · União Europeia · vida familiar
“Só recentemente é que começou a estudar-se a perspectiva masculina da gravidez. «Hoje, o homem tem uma experiência emocionalmente mais próxima da mulher», considera a psicóloga Maria Cristina Canavarro, da Maternidade Doutor Daniel de Matos, em Coimbra. Tanto assim é, que se identificou o chamado “Síndrome de Couvade”: «O psiquiatra britânico Trethowan identificou nos companheiros das mulheres grávidas um conjunto de sintomas físicos (enjoos, vómitos) e psicológicos (tensão, insónia e irritabilidade), que designou por “Síndrome de Couvade”, por referência a uma cerimónia presente nalgumas sociedades primitivas, em que, quando se aproximava a hora do nascimento de uma criança, os homens simulavam a agonia do parto», explica Maria Cristina Canavarro. No entanto, a psicóloga e também docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, da Universidade de Coimbra, alerta que a prevalência destes sintomas físicos é muito pequena.
[…] Os pais que sentem «Síndrome de Couvade» podem apresentar vários sintomas, que são mais intensos no terceiro e quarto mês, e perto do final da gravidez:
- Variações de apetite
- Engordar
- Enjoos
- Insónias
- Indigestão
- Diarreia e prisão de ventre
- Flutuações de humor
- Dores de costas
- Desejos de comida”*
*Fonte: Pais e Filhos, 17/03/2007
Partilhar esta Entrada
Temas: antropologia · Coimbra · Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação · gravidez masculina · Maria Cristina Canavarro · Maternidade Daniel de Matos · nascimento · psiquiatria · Síndrome de Couvade · sintomas · Trethowan · Universidade de Coimbra