Lista dos 40 nomes mais populares em Portugal em 2010

Menina Menino
1 Maria
2
Rodrigo
3 Leonor
4
João
5
Martim
6 Beatriz
7 Matilde
8
Afonso
9 Ana
10 Mariana
11 Lara
12
Tomás
13 Inês
14
Tiago
15
Gonçalo
16
Diogo
17
Francisco
18
Guilherme
19
Miguel
20
Pedro
21 Carolina
22
Gabriel
23
Rafael
24 Margarida
25 Joana
26
Simão
27
Santiago
28 Sofia
29
Dinis
30
David
31
José
32 Diana
33 Francisca
34
Duarte
35 Madalena
36 Rita
37 Sara
38
Lucas
39 Laura
40
André

Se está a pensar em dar um nome popular ao seu filho, ou, pelo contrário, um nome diferente, esta pode ser uma lista útil. O problema é que as opções dos pais vão mudando. Embora não se modifiquem com a mesma rapidez de outros países, as preferências dos pais portugueses também se vão alterando ao longo do tempo, pelo que estas listas estão sempre em constante (des)actualização.

Uma tendência genérica que se poderá retirar desta lista, é a preferência por nomes tradicionais. Apesar disso, há sempre lugar para a diferença: “Quévin, Sophia, Lady, Cloé, Artemiy, Jonatã são algumas das inovações do rol de nomes de 2010, que conta ainda com registos únicos para nomes como Adinalda, Timofio ou Antía”.

Fonte: Jornal de Notícias

João e Maria e a fantástica onomástica

O Público traz um bom artigo de Natália Faria sobre os nomes próprios mais atribuídos a bebés em 2008 e a questão da admissibilidade dos nomes em Portugal.

Publicam-se de seguida alguns excertos do artigo:

«A fase das Kátias Vanessas parece definitivamente enterrada. Maria foi o nome mais dado às meninas nascidas no ano passado, segundo o Instituto dos Registos e do Notariado (IRN). Do lado dos rapazes, João encabeça a lista dos nomes próprios mais escolhidos. Seguem-se nomes igualmente tradicionalistas como Rodrigo, Martim, Diogo, Tomás e Afonso. De volta às raparigas, a seguir ao Maria – que nos últimos anos se laicizou, deixando cair complementos como da Piedade, de Fátima ou da Luz – surgem Beatriz, Ana, Leonor, Mariana e Matilde. Até aqui, nada de controverso. Os problemas nesta matéria dos nomes a dar aos bebés começam nas excepções à regra. Um mergulho na Internet e sucedem-se as histórias de indignação como a daquele pai que viu recusado o nome Lira para a sua filha. Ou daquele outro que queria chamar Luís Figo ao bebé e esbarrou com a recusa do funcionário da conservatória.

Nestes casos, reclamar compensa, porque, como explicou ao PÚBLICO Ivo Castro, o especialista em onomástica que nos últimos dez anos tem trabalhado com o IRN na resolução de alguns destes conflitos emitindo pareceres, não há regras absolutas. A própria lista dos registos que classifica centenas de nomes como admitidos ou não-admitidos não é taxativa, resultando antes das consultas que, nos últimos sessenta anos, alguns pais foram fazendo ao INR e cuja análise obedeceu a critérios que poderão já estar desactualizados.
[…]
Lição a tirar: vale a pena reclamar. O pedido de consulta sobre a admissibilidade de um nome – que levará o INR a socorrer-se do parecer de um técnico de onomástica a quem cabe estudar a palavra do ponto de vista morfológico, gráfico, sociológico e cultural – custa 50 euros. “Metade das pessoas que refilam ganham”, incentiva Ivo Castro. Segundo este especialista, no início da década havia uma média de 200 reclamações por ano. Nos anos mais recentes, “tem havido entre trinta a quarenta reclamações por ano”. Este ano, “há 17 reclamações”.

[…] Para Ivo Castro, os portugueses até são tradicionalistas nos nomes que adoptam. “Não são muito de modas, o que não quer dizer que não haja modas pontuais de culto da personalidade que levam muitos pais a escolher o nome de uma personagem de telenovela ou de um jogador de futebol”. Nada de novo. Após a instauração da República, em 1910, alguns pais baptizaram os filhos com nomes como Aurora de Cinco de Outubro e Outubrina. Geralmente, “a geração seguinte tem o cuidado de não repetir a brincadeira”, segundo Ivo Castro, para quem as propostas de nomes incomuns são “uma dezena num milhar”.

[…] “Uma família pode dar nomes carinhosos aos seus membros mas não pode esperar que o Estado português tenha alguma coisa a ver com isso”, descarta o especialista, para quem o mais certo é que a criança vá mais tarde lamentar o mau gosto dos pais. Os números parecem dar-lhe razão, já que a maior parte dos pedidos de alteração de nome que chegam à conservatória são “para passar de um nome invulgar para um vulgar”*

Excertos do artigo de Natália Faria: “Há cada vez menos Kátias Vanessas, trocadas pelos tradicionais João e Maria“, Público, 05.07.2009.

Notas: *ênfase nosso; Na tabela acima apresentam-se os nomes próprios mais seleccionados pelos pais em Portugal durante 2008.

Não haverá Cash nos Estados Unidos em 2012

Dois investigadores publicaram recentemente um artigo em que analisaram o que leva as preferências culturais a serem abandonadas, com recurso a uma análise dos nomes próprios adoptados em França e nos Estados Unidos durante cerca de um século.

O estudo incidiu sobre os nomes próprios dados a bebés, porque a escolha de um nome está menos sujeita à influência de factores externos, como sejam a tecnologia ou o marketing. Segundo os autores, a adopção de determinado nome depende em grande medida de factores internos, como a história da sua popularidade.

A investigação foi conduzida através de dois estudos complementares.

Por um lado analisaram a velocidade de adopção de nomes dados a bebés em França, entre 1900 e 2004 e a respectiva taxa de abandono. A principal conclusão a que chegaram foi que “os nomes que experimentam aumentos de popularidade mais bruscos tendem a desaparecer mais rapidamente”. Para além disso os resultados sugerem que os nomes de meninas tendem a variar mais e que a “idade” de um nome influencia a sua persistência, ou seja, há uma certa obsolescência dos nomes.

Por outro lado, a análise de um inquérito a futuros pais revelou que estes eram menos propensos a dar aos seus filhos nomes que tivessem tido recentes aumentos súbitos de popularidade. A explicação para este comportamento parece residir na percepção, por parte dos pais, de que nomes adoptados a grande velocidade serão provavelmente apenas uma moda passageira.

Fig_1_Charlene_Kristi

Os autores, Jonah Berger e Gaël Le Mens, dão o exemplo da adopção dos nomes Charlene, Kristi e Tricia nos Estados Unidos (v. gráfico). Enquanto o nome Charlene foi sendo mais utilizado gradualmente (desde 1910 até um máximo de utilização em 1950) e também desapareceu paulatinamente, os nomes Kristi e Tricia, tal como se tornaram populares de um dia para o outro também se eclipsaram quase de imediato.

Este artigo tenta extrapolar estes resultados, obtidos a partir da análise de nomes, para outras áreas mais vastas. Os autores parecem sugerir que a velocidade de adopção de determinada preferência cultural com uma forte carga simbólica (um carro, uma roupa, um nome) influencia a sua persistência no tempo. Quanto mais rápida é a sua adopção mais depressa se abandona. Independentemente da audácia desta proposição, parece faltar a este estudo uma consideração de outros factores, como seja, por exemplo, a proximidade de alternativas para um nome em particular (poderá haver menos alternativas parecidas com Charlene do que com Kristi e Tricia).

Justin Wolfers, no popular blog Freakonomics, baseando-se nos resultados destes estudos, faz uma previsão ainda mais arrojada: “There will be no more Cash in the United States in 2012.” A explicação que avança é bastante simples: Como o nome Cash tem sido dado a cada vez mais crianças nos últimos anos (atingindo a 253.ª posição dos nomes mais populares nos EUA em 2008), caso Berger e Le Mens estejam certos, Cash irá desaparecer em breve. É caso para dizer que quanto mais depressa aparece o Cash mais fugaz ele é… (Curiosidade: Justin Wolfers também prevê o desaparecimento do Twitter em breve, vítima do seu próprio êxito sideral].

Uma coisa é certa, em Portugal não há Cash! Mas felizmente o Instituto dos Registos e Notariado aceita Milagres como segundo elemento do nome…

Em Portugal as estatísticas dos nomes atribuídos a bebés é muito mais difícil de obter. Enquanto a Segurança Social dos EUA disponibiliza estes dados online, a única coisa a que os futuros pais tem acesso em Portugal, tanto quanto é do nosso conhecimento, é à lista dos vocábulos admitidos, ou não, como nomes próprios. Não que daí venha algum mal ao mundo, mas estas análises de tendências em Portugal não são tão prosaícas.

Por isso perguntamos:

Quais são os nomes que vos parecem estar a ganhar uma grande popularidade recentemente e que poderão regressar à obscuridade em breve? Está aberta a discussão. Comentem!

Nota: na figura acima mostram-se as trajectórias de popularidade de três nomes próprios nos EUA. Estes exemplos pretendem ilustrar o facto de a maioria dos nomes próprios apresentar um período de aumento quase consistente de popularidade, seguido de um declínio que leva ao seu abandono; mas, como também se pode verificar neste gráfico, os nomes diferem quanto à rapidez com que a sua popularidade sobe ou diminui.

Fontes:

Jonah Berger e Gaël Le Mens, “How adoption speed affects the abandonment of cultural tastes”, PNAS 2009 106:8146-8150; 4 de Maio de 2009, doi:10.1073/pnas.0812647106

IRN, Vocábulos Admitidos ou Não Admitidos como Nomes Próprios

Justin Wolfers, “Forecast: There Will Be No More Cash in 2012”, Freakonomics, 19 de Maio de 2009

U. S. Social Security Online, Popular Baby Names

The Revolution Will Be Notarized – os nomes e as trivialidades que fazem o mundo

«Eleição de um Presidente negro, ameaça de falência da General Motors, crise financeira… Esqueçam, a grande revolução americana aconteceu nos notários. Ao fim de 12 anos no cimo da lista dos nomes mais escolhidos para rapariga, Emily foi destronado por Emma e também por Isabella. Já Jacob, entre os rapazes, permanece o nome mais querido pelo décimo ano consecutivo. Aliás, os cinco primeiros continuam na mesma posição, em 2007 e 2008: Jacob, Michael, Ethan, Joshua and Daniel, todos nomes bíblicos.

[…] Todos os anos, a coincidir com o fim-de-semana do Dia da Mãe, a Administração da Segurança Social americana fornece a lista do ano anterior, com todos os nomes dados aos bebés, do país e por cada estado. […] E as instituições não fornecem só dados (factos, factos, factos), elas também têm a noção publicitária de os revelar numa data (Dia da Mãe) que lhes dá mais força. E, sobretudo, têm a sensibilidade de reconhecer neles um assunto que é popular. Este fim-de-semana muito se falou nos Estados Unidos sobre a tendência de os nomes femininos começarem por vogal e acabarem em “a” – como se confirma na vitória das Emma e Isabella.

Trivialidades? Talvez, mas seguramente foi assunto, próprio ou de pessoas próximas, que já ocupou mais tempo, teve mais interesse e levou a mais polémicas, que magnas matérias que julgamos de interesse geral (Governo de Bloco Central ou minoritário?…) Se ouvíssemos com humildade essas conversas banais perceberíamos melhor o mundo.»

Fonte: Ferreira Fernandes, “Barack derrotado na América“, Diário de Notícias de 10 de Maio de 2009

Nota: para perceber porque é que Barack foi derrotado leia o artigo na íntegra na página do DN…

Os nomes de bebé preferidos pelos italianos

Maria e José continuam a ser os nomes de bebé preferidos pelos italianos. Da lista dos 10 nomes preferidos, que encerra com Catarina e Salvador, depreende-se que a escolha dos nomes de bebé em Itália recai sobre opções familiares e tradicionais.

Esta lista serve para dar um “cheirinho” sobre o que se passa noutro país do sul da Europa, que partilha connosco uma proximidade muito grande dos nomes próprios. Quem sabe não dá uma ajuda na decisão final sobre o nome a dar a um bebé…

Top 10: Leia-se da esquerda para a direita e de cima para baixo.

Fonte: “Favourite baby names”, The Noppies Times, April 2009

A criatividade na atribuição de nomes próprios e as suas implicações

«Ao responder ao padre, atribuindo um nome à criança, os pais ou padrinhos estão a realizar um acto constitutivo com um elevado teor de criatividade. […] Criativo porque as opções de escolha são sempre muito elevadas. Mesmo em Portugal, onde a série dos nomes próprios mais usados é relativamente pequena face a outros contextos lusófonos, a liberdade de escolha continua a ser considerável. O aspecto principal de criatividade, porém, é o facto de a escolha transportar sempre implicações semânticas – não só na etimologia do nome, na referência hagiográfica ou histórica ou na referência às modas vigentes mas, e sobretudo, pelo facto de a escolha de um nome criar serialidades (intergeracionais, no caso português em que as pessoas recebem o nome dos avós, dos padrinhos ou dos actores da moda; intrageracionais, no caso brasileiro em que os nomes de uma série de irmãos ou primos partilham todos de um elemento comum).»

In João de Pina Cabral, “Outros nomes, histórias cruzadas: apresentando o debate; etnográfica, maio de 2008, 12 (1): 5-16

Nascer em berço de ouro – Nomes de Bebés com Medalhas Olímpicas

O que se segue é um pequeno contributo do blog da Bébé Confort Coimbra para aquilo que se convencionou chamar no mundo editorial a “silly season” – uma época estival caracterizada por notícias que não aquecem nem arrefecem.

Segundo Homer Adkins “a investigação fundamental é como disparar uma seta para o ar e, onde esta aterrar, pintar um alvo…” Decidimos também nós fazer uma investigação profunda da relação entre os nomes dos atletas portugueses e a capacidade de alcançarem as tão desejadas medalhas olímpicas. Em resumo poder-se-ia dizer que esta análise rigorosa é um cruzamento ousado entre a antroponímia, a medalhística e o olimpismo…

A questão essencial a responder é a de saber qual será o nome mais medalhável. Munidos dos nomes dos atletas portugueses que já ganharam medalhas olímpicas fazemos uma projecção para o futuro e ajudamos os pais a escolher nomes para bebé que já tiveram medalhas. O fundamento da projecção é a hipótese do aforismo “a história repete-se” se repetir de facto.

Assim sendo, constatamos que os dois nomes com mais hipóteses de ganhar medalhas são José e Luís (três medalhas olímpicas cada um). A seguir, com duas medalhas cada, temos Nuno, António, Francisco, Fernando e Mário. Curiosamente nem João, nem Carlos conseguiram ter mais do que uma medalha olímpica, embora que a do Carlos fosse de ouro!

Se se tratar de uma menina as opções são mais restritas – Rosa, Fernanda ou Vanessa. Mas as probabilidade de ganhar uma medalha de ouro (Rosa e Fernanda) ou de prata (Vanessa) são maiores. Aparentemente para as mulheres portuguesas – bronze só na praia.

Portanto, se o seu alvo é ter um filho com uma medalha olímpica daqui a vinte, vinte e quatro ou vinte e oito anos, baptize-o José ou Luís. Se se tratar de uma menina, o nosso estudo indica duas opções a tomar: ou a baptiza Rosa, Fernanda ou Vanessa, ou então escolhe um outro nome, pois até ao momento nenhum nome se repetiu.

Quanto às modalidades que o seu filho deverá praticar não há muitas dúvidas: ponha o seu filho a correr o mais cedo possível! O atletismo já trouxe oito medalhas para Portugal. Se viver na costa a vela também é uma boa hipótese (quatro medalhas), ou não fosse Portugal um país de navegadores. A equitação leva o bronze com apenas três medalhas. Outras modalidades como o tiro, por exemplo, só tiveram uma medalha.

Depois de termos pintado o alvo e termos atirado as setas para o ar, só nos resta desejar-vos boa sorte!

Nomes: Género, Etnicidade e Família

moz-screenshot-1«”O conhecimento dos nomes não é negócio de importância somenos,” disse Sócrates. Nos nossos nomes está imersa a história de cada um mas essa história alarga-se, em círculos, muito para além de nós mesmos. É que “nomear também é acção”: apelando e sendo apelado, a pessoa torna-se um ser auto-identificado responsabilizável.
Esta recolha de ensaios sobre os nomes em português dedica-se a explorar a ética dos nomes, isto é, o encadeamento afectivo que subjaz ao reconhecimento identitário das pessoas. Como é que o nome atribui ligações básicas às pessoas (através da perfilhação)? Como é que o nome faz família? Como é que o nome estabelece género? Como é que o uso do nome remete para a identidade étnica (raça, etnicidade, etc.)? Como é que o nome veicula imagens dominantes sobre o valor da pessoa (consumo mediático, etc.)? Como é que o anonimato pode ser um factor de subalternidade ou mesmo, de repente, um factor terapêutico? As especificidades da tradição nominativa lusófona, que a demarcam de outras, não tinham recebido a atenção que merecem. Este livro abre novas perspectivas teóricas no estudo da pessoa mas também revela a importância que os nomes têm nas mais diversas áreas do comportamento sociocultural.»

Fonte: Editora Almedina

"Portugueses dão muita importância aos apelidos, mas arriscam pouco ao dar o nome aos filhos"

Os portugueses dão muita importância aos apelidos de famílias tradicionais, gostam de os usar, mas arriscam pouco quando decidem os nomes dos filhos, ao contrário dos brasileiros, para quem o diferente é que é «chique»
Esta é uma das conclusões do livro “Nomes: Géneros, Etnicidade e Família”, dos antropólogos João de Pina Cabral e Susana Viegas, que vai ser lançado na quarta-feira, em Lisboa.
«As famílias em Portugal têm muito poucos nomes próprios. Repetem os nomes que são dos antepassados mais importantes e a certa altura os primos têm todos os mesmos nomes. Depois vão dando alcunhas uns aos outros para se diferenciarem» , disse o antropólogo João de Pina Cabral.
Outro fenómeno que se verifica é que quem tem um apelido «sonante», mesmo que não seja o último nome, faz questão em o usar.
De acordo com o antropólogo, mesmo não sendo proveniente de uma família tradicional, o português comum «não gosta de ter nomes diferentes», ao contrário dos brasileiros, para quem «quanto mais diferente melhor».
Madeinusa, a Usnavy e Jáfalei são alguns dos exemplos dados por João de Pina Cabral, que garante que os brasileiros dão-se bem com esses nomes e até conseguem rir-se deles.
«Usam os nomes de maneira a fazer piadas» , disse o antropólogo, acrescentando que também no Brasil, nomeadamente em São Paulo, os apelidos têm muita importância, especialmente se forem italianos.
De realçar ainda o facto de ser muito comum entre os brasileiros dar aos rapazes o nome do pai, seguido de filho ou júnior, inclusivamente aos filhos nascidos fora do casamento.
Relativamente aos outros países lusófonos, João de Pina Cabral destaca que em Timor-Leste estão a ser dados muitos nomes portugueses, mas não fazem uma distinção entre os nomes próprios e os apelidos.
«Essa é uma tradição europeia. Em Timor-Leste não há a tradição de os membros de uma família usarem todos o mesmo apelido» , disse.
Em Moçambique, a maioria dos habitantes tinham nomes indígenas, mas começaram recentemente a adoptar nomes portugueses.
[…]No entanto, o antropólogo adiantou que, em Angola, a elite de Luanda também dá muita importância aos apelidos de família.
O livro Nomes: Géneros, Etnicidade e Família é uma «primeira abordagem à questão de como os nomes marcam as pessoas» […]

Fonte: Universia (Ênfase nosso)