Para um bebé de 5 meses devo colocar a cadeira virada para trás ou posso colocá-la virada para a frente?

Uma leitora do blog enviou-nos esta pergunta ontem. Recebemos questões destas recorrentemente – todas as semanas, às vezes, todos os dias. Basicamente, quando o bebé passa para uma fase em que está mais desperto e alerta, os pais consideram a hipótese de os virar para si, para a frente, instalando a cadeira no sentido da marcha. Coisa que decididamente não podem fazer. Aqui fica a questão da nossa leitora e a nossa resposta:

PERGUNTA

“Para um bebé de 5 meses devo colocar a cadeira virada para trás ou posso colocá-la virada para a frente? Comprei ontem uma cadeira e na loja disseram-me que podia fazer com que o bebé se sentisse melhor…”

RESPOSTA

“Tem que colocar a cadeira no sentido oposto ao da marcha!

VIRADA PARA TRÁS!
DE COSTAS PARA A ESTRADA!

Não há outra forma. Não é uma questão de “poder ou não”. O ÚNICO MODO DE TRANSPORTAR UM BEBÉ COM 5 MESES NUMA CADEIRA AUTOMÓVEL É INSTALANDO A CADEIRA VIRADA PARA TRÁS!

Pedimos desculpa por ser tão enfáticos mas esta é uma questão decisiva para a segurança do seu bebé e uma que não admite dúvidas ou erros.
Ainda bem que perguntou, significa que se preocupa com a segurança do seu bebé. Parabéns.”

Um quarto das crianças gémeas nascem de Procriação Medicamente Assistida

«Na primeira metade da década de 1990 nasciam por ano pouco mais de dois mil gémeos em Portugal, mas nos últimos cinco anos esse número tem quase chegado aos três mil, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). A subida deve-se ao aumento dos tratamentos de infertilidade, explicam os especialistas.
Em fóruns de discussão na Internet diz-se que a probabilidade de um casal ter gémeos aumenta com a idade da mãe, quando a sua dieta é rica em leite, com a poluição, e a lista continua. “Tudo mitos”, resume Calhaz Jorge, responsável pela unidade de reprodução do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
O único factor espontâneo associado ao nascimento de gémeos explica-se pela tendência biológica de uma mulher produzir mais do que um óvulo por mês (“o padrão da espécie é um óvulo mensal”). “Quando existem na família pares de gémeos não iguais isso pode querer dizer que existe esta tendência biológica.” Mas a taxa espontânea de gémeos não vai além de um a dois por cento, afirma o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução (SPMR), Silva Carvalho.
Então, como se explica que em 1990 os gémeos representavam 1,7 por cento dos 116.321 nascimentos nesse ano e em 2007 já sejam 2,7 por cento dos 102.492 recém-nascidos? Para Silva Carvalho, a resposta é óbvia e deve-se ao aumento dos tratamentos de infertilidade.
Num estudo que fez em 2006, com Vladimiro Silva, o presidente da SPMR situa em 1987 – um ano após o começo dos tratamentos para a infertilidade no país – o início da subida dos partos gemelares, que até aí se tinham mantido estáveis. Essa subida é particularmente visível no caso dos trigémeos, por serem “os que menos ocorrem espontaneamente”, que cresceram 500 por cento de 1987 a 2002. Ainda assim, os números são baixos: os últimos dados do INE, referentes a 2005, dão conta de 38 partos de trigémeos (em três casos um dos fetos nasceu morto) e quatro partos gemelares superiores a três crianças nesse ano.
“Um quarto das crianças gémeas nascem de Procriação Medicamente Assistida [PMA]”, constata Silva Carvalho, o que inclui a fertilização in vitro e a injecção introcitoplasmática de espermatozóides. […] Silva Carvalho explica que estimativas internacionais apontam para 23,8 por cento de taxas de gémeos resultado de estimulação ovárica e 9,5 por cento de inseminação artificial. […]
Porque ter gémeos traz riscos, é visto como positivo o facto de o seu número parecer estar a estabilizar e até ter tendência para diminuir, concordam os dois especialistas. E isso tem uma explicação técnica: é que quanto mais embriões forem transferidos para o útero da mulher maior é a probabilidade de engravidar de gémeos, e esse número tem vindo sempre a cair na última década.
Há dez anos, a transferência de quatro embriões era prática corrente em Portugal; em 2000, em quase 60 por cento dos casos eram transferidos três embriões; e hoje a norma é um ou dois: em 2005 (último ano em que há dados de PMA), mais de 60 por cento dos tratamentos já se fizeram só com dois embriões. Há cerca de cinco anos descobriu-se que a partir de dois embriões a taxa de gravidez não diminuía mas reduziam-se as hipóteses de gravidez gemelar, diz Calhaz Jorge, mas “o ideal seria a transferência de apenas um”.
O problema é que os casais inférteis que recorrem a centros privados – alguns dos centros públicos têm listas de espera e impõem limites de idade mais estritos – são obrigados a gastar cerca de quatro mil euros (com medicação) por ciclo de tratamento e não querem arriscar diminuir a sua probabilidade de engravidar (as taxas de sucesso das PMA andam pelos 30 por cento), admite Silva Carvalho. […]
O coordenador do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva, Jorge Branco, realça que “na PMA a gravidez gemelar é considerada uma complicação” e é, por isso, desejável que seja reduzida. Admite que “talvez haja algum exagero no privado no número de embriões transferidos” e espera que a comparticipação venha a diminuir o número de gémeos.»

Fonte: Jornal Público, 07-09-2008 (Catarina Gomes)

"Já para a cadeirinha" ou o hábito de não negociar o essencial

«Segundo a Direcção-Geral de Viação, uma colisão a 50km/h equivale a uma queda do terceiro andar. Mesmo assim, ainda há crianças que viajam de pé, ajoelhadas no banco, viradas para trás, e a dizer adeus aos outros condutores com a cabeça fora da janela…

Há quem diga que é difícil fazer com que as crianças se habituem a andar de cadeirinha. Mentira: só é difícil se começar a habituá-las aos 3 anos… Se sempre tiverem andado protegidas, a cadeirinha para elas é tão natural que nem ligam.

Claro que há aqueles dias em que elas fazem birra por tudo e por nada: mas ir ou não na cadeirinha não é negociável. Afinal, elas também choram para levarem as vacinas, e não é por causa disso que deixam de ser vacinadas…»

Excerto do artigo “Já para a cadeirinha!”; (bem) escrito por Catarina Fonseca e publicado na revista Activa de Julho.

As “águas rebentam” sempre?

Pais & Filhos

A culpa é dos filmes. Grávida de fim de tempo que apareça numa fita vê o nascimento do ‘seu’ bebé ser quase sempre precedido de uma repentina inundação à qual se seguem, instantaneamente, gritos, dores lancinantes e viagens alucinadas a caminho da maternidade. Mito.

[…]
O número de mulheres a quem as ‘águas rebentam’ antes das contracções é, por isso, bastante reduzido: uma em dez. Também não se pode dizer que o rompimento da bolsa amniótica seja o equivalente a um dilúvio. Para muitas mulheres, a saída de líquido faz-se de forma progressiva, a conta gotas quase, dependendo do local onde se deu a ruptura.

[…]
E quando a bolsa não rompe?
Cada vez menos mulheres passam pela experiência de sentir as suas águas rebentarem. Isto porque o rompimento artificial da bolsa amniótica – a amniotomia – se tornou um dos procedimentos mais comuns em obstetrícia. É uma das consequências da excessiva medicalização do parto. O objectivo é induzir o nascimento ou acelerá-lo.

[…]
Num número muito reduzido de partos – cerca de um em mil – pode ocorrer um fenómeno que os antigos consideravam um bom presságio: a bolsa não rompe de todo e o bebé nasce envolto pela sua casa de água. Acreditava-se que alguém nascido assim ficaria para sempre protegido de morrer afogado.

Bebé magro, criança magra?

PESO E MEDIDA

“Bebé magro, criança magra.” Facto ou mito? Fica a resposta do site do Público e da Faculdade de Motricidade Humana “Peso & Medida”:

Mito. Uma criança que nasceu com baixo peso para a sua idade gestacional está em maior risco de desenvolver obesidade do tipo abdominal, o que lhe confere um risco aumentado de doença cardiovascular.