Sem cinto?… Sinto muito.

O blog da BEBE CONFORT COIMBRA

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Entradas com o tema 'Revista de Imprensa'

Le conflit, la femme et la mère – a maternidade naturalmente controversa

23 Fevereiro 2010 Sem notas por parte dos leitores

«Para a filósofa e feminista francesa Elisabeth Badinter, "uma revolução silenciosa" instalou-se nos últimos anos em França depois da revolução feminista dos anos 1960. O resultado é um retrocesso ideológico relativamente ao papel das mulheres, com "um regresso ao naturalismo" na maternidade e a "culpabilização das mães", pressionadas a amamentar os filhos, a abdicar da carreira, a serem uma espécie de "supermães".

O livro "Le conflit, la femme et la mère" (Flammarion) saiu há uma semana em França, está no topo das listas de vendas e tem dominado o debate, envolvendo políticos e intelectuais, feministas e não feministas, mulheres e mães que, nos blogues ou na imprensa, dizem ser a favor ou contra as ideias do livro.
Umas identificam-se plenamente com o alerta lançado por Elisabeth Badinter e dizem ter finalmente encontrado alguém que as compreende; concordam com o princípio de que a sociedade impõe um modelo de maternidade que as faz esquecerem-se de si próprias, do seu corpo, do seu trabalho, da sua sexualidade, e reconhecem a pressão subjacente ao facto de que a identidade feminina se afirma através da maternidade. Outras refutam a ideia de que amamentar e ser uma mãe presente e disponível para os filhos representa um castigo ou uma tirania, como defende a autora.
Estando ou não de acordo, a análise de Badinter é "absolutamente crucial, uma reflexão que não tem sido feita, um grito de alerta muito importante neste momento", disse ao [Público] Ana Cristina Santos, socióloga especializada em Estudos do Género e investigadora no Birbeck Institute for Social Research de Londres.
[…] "Não podemos assumir escolhas pelas pessoas. Essa ênfase no direito à escolha e à autodeterminação individual é a herança comum dos movimentos feministas", frisa.
Em Portugal, especifica, este regresso ao naturalismo não se verifica de forma tão contundente, embora "haja pressão para as mães amamentarem". Muito importante para esse debate sobre os benefícios da amamentação tem sido a posição da comunidade médica e científica – agora diz que o leite materno é melhor para os bebés, mas nos anos 1960 e 1970 dizia que era o leite em pó. […]

Ana Cristina Santos reconhece, como Elisabeth Badinter, que "existe um discurso conservador que tem de ser desafiado". Mas modera a questão, apontando um ponto de vista diferente: "O discurso da mulher como mãe também tem uma componente emancipatória porque tem significado direitos adquiridos [como a licença de maternidade] e tem representado reconhecimento social para as mulheres".»

 

Fonte: Público, 22.02.2010 – 09:32 Por Ana Dias Cordeiro

Pode ler o resto do artigo aqui.

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Revistas difundiram novos hábitos no cuidado com bebés e crianças

5 Janeiro 2010 Sem notas por parte dos leitores

«A maternidade como é exercida hoje não tem nada de “natural” ou “intuitiva”. Hábitos simples e corriqueiros – como o uso de termómetro, berço individual, quarto arejado, a prática de ferver chupetas e bicos e de dar banhos diários nas crianças – surgiram a partir de 1920. É a chamada maternidade científica, fruto de uma aliança entre mulheres e médicos, forjada nas páginas das revistas ilustradas que proliferavam na época.
[…] Em artigos muitas vezes assinados pelos médicos, as mães eram orientadas a deixar para trás antigas crenças e hábitos – como chazinhos, simpatias e amas de leite. “Antes, as mães sabiam que os filhos cresciam porque a roupa apertava. A febre era verificada com a mão. Tudo isso foi desqualificado e ferramentas científicas passam a ser usadas, como a balança e o termómetro.” »
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Imigração e nascimentos em Portugal

3 Janeiro 2010 Sem notas por parte dos leitores

«O fenómeno da imigração em Portugal trouxe novos bebés. […] Em 2008 nasceram em Portugal 13 802 bebés, 13% do total em que pelo menos um dos pais era estrangeiro.»

O Correio da Manhã de 03/01/2010 traz um artigo onde se relatam algumas das experiências de pais estrangeiros que tiveram os seus filhos em Portugal, “a experiência da maternidade quando não se entendem procedimentos ou a língua”.

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Enfermeiras da Maternidade Daniel de Matos distinguidas em congresso de enfermagem neonatal

6 Novembro 2009 Sem notas por parte dos leitores

«Célia Bernardino, Maria dos Anjos Lavrados e Conceição Baptista, enfermeiras da Maternidade Daniel de Matos, conquistaram o primeiro lugar nas comunicações orais do IV Encontro Nacional de Enfermagem Neonatal/Pediátrica, realizado a 24 de Outubro na Figueira da Foz. “Internamento nas Unidades de Cuidados Intensivos e o Neurodesenvolvimento do Recém-Nascido Pré-Termo” foi o tema da apresentação que recordou o percurso de cuidados verificado nesta área da saúde e analisou as medidas que são levadas a cabo da maternidade dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Na Unidade de Cuidados Intensivos ao Recém-Nascido (UCIRN) é promovida a presença dos pais (em especial da mãe) e os cuidados da equipa multidisciplinar vão no sentido de minimizar o impacto do mundo exterior nos bebés que nasceram prematuros. «Tentamos aproximar-nos ao máximo do ambiente do útero materno, colocando baixa iluminação na sala das incubadoras, retirando ruídos e minorando as agressões», explica ao Diário de Coimbra Maria dos Anjos Lavrador, enfermeira na unidade desde 1991.
De acordo com a enfermeira, a manipulação do recém-nascido é regrada e está sujeita a intervalos de tempo, para que o bebé repouse o maior número de horas. «Concentramos cuidados e agrupamos intervenções, temos de estar atentos a sinais de stress», sustenta, lembrando que o desenvolvimento neuro-motor saudável é o grande objectivo.
Ao longo dos anos, os procedimentos nestas unidades têm sido alterados, fruto de novos conhecimentos e a UCIRN tem-nos acompanhado. «No início não se valorizava a presença dos pais como hoje», repara Maria dos Anjos Lavrador.
O Encontro Nacional de Enfermagem Neonatal/Pediátrica, promovido pelo Laboratório Abbot, teve por base a defesa dos 50 Anos da Declaração dos Direitos da Criança e pretendeu identificar os “Percursos no Cuidar”. De entre os múltiplos trabalhos apresentados, foram seleccionados cinco para serem apresentados como comunicações orais. As enfermeiras da Maternidade Daniel de Matos foram distinguidas pela Comissão Científica do congresso com o 1º Prémio, no valor de 500 euros.
Uma parte significativa deste dinheiro será, adiantam, doada à unidade onde trabalham, para aquisição de material, no intuito de contribuir para a melhoria do conforto e do bem-estar dos bebés. Um gesto simbólico sublinhado pelo Conselho de Administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra, em nota de imprensa.»

Fonte: Diário de Coimbra, 5 de Novembro de 2009

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Mais de 60% das grávidas recebe anestesia epidural

15 Outubro 2009 Sem notas por parte dos leitores

«Mais de 60% das grávidas que dão à luz nos hospitais públicos recebem anestesia epidural, revela um estudo feito em todos os serviços de anestesiologia do País, que será divulgado [em 15/10/2009]. O documento, coordenado pela médica Maria Rui Crisóstomo, do Hospital de Braga, mostra que uma média de 64 por cento das mulheres recebe epidural, o "método privilegiado" para aliviar a dor durante o parto.

Segundo Maria Rui Crisóstomo, uma vez que nem todos os hospitais têm serviços de anestesiologia a funcionar 24 horas por dia, 37 por cento a 93 por cento das mulheres podem ter acesso a eles, dependendo da hora a que estejam em trabalho de parto.

[…] "Em 2008 tivemos 104 675 nascimentos no nosso país e torna-se imperativo fazer um bom controlo da dor", declarou.»

 

Fonte: Diário de Notícias, 15/10/2009

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Epidural e o parto sem dor

14 Setembro 2009 Sem notas por parte dos leitores

Andreia Pereira publicou no notícias magazine do Diário de Notícias de 13 de Setembro um artigo interessante sobre o uso da analgesia epidural durante o parto. Não só traça uma evolução do seu uso em Portugal, como analisa as posturas actuais da comunidade médica sobre o tema.

Alguns excertos do referido artigo:

“Um estudo publicado no British Journal of Anaesthesia apresenta informações animadoras para quem está em vias de dar à luz: a analgesia epidural é praticamente isenta de riscos, quando aplicada correctamente. Segundo os dados revelados, apenas uma em cada oitenta mil grávidas a quem foi administrada a epidural poderá apresentar complicações durante ou após o parto. Com base nestes números, estima-se que, num total de cem mil partos que se realizam anualmente em Portugal, se todas as parturientes recebessem analgesia epidural, ocorreriam 1,2 casos/ano com alguma complicação derivada da técnica.
«A analgesia epidural deve ser estimulada, porque nenhuma mulher merece ter dores durante o trabalho de parto», defende Luís Mendes da Graça, director do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

[…] No nosso país, esta técnica foi implementada nos hospitais públicos no início da década de 1990. […] Só no Hospital de Santa Maria, oitenta por cento dos partos que se realizam anualmente «são analgesiados».

[…] Para Luís Mendes da Graça, a ideia «romântica» do parto sofrido tem de passar à história: «Estamos no século XXI e não podemos aceitar que os procedimentos médicos sejam comparáveis a países de Terceiro Mundo.»

[…] «A epidural bem feita retira a sensação dolorosa, permitindo, simultaneamente, que a mulher mantenha sensibilidade e os reflexos automáticos de expulsão», reitera Costa Martins, director do Serviço de Anestesiologia da Maternidade Alfredo da Costa (MAC).

[…] Antes de receber epidural, as mulheres são consultadas. «Nada é feito contra a vontade da parturiente», indica o obstetra [Luís Mendes da Graça]. Por se tratar de uma técnica invasiva, a aplicação da analgesia obriga que, após esclarecimento, seja assinado pela parturiente um termo de consentimento informado. Logo que haja uma autorização expressa, a epidural «é administrada a partir do momento em que a intensidade das contracções é suficientemente forte para provocar dores e desconforto».”

Leia o artigo completo em: “Dar à luz sem sofrimento”, por Andreia Pereira, Diário de Notícias, 13/09/2009

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O seu bebé é mais esperto do que julga.

20 Agosto 2009 Sem notas por parte dos leitores

Alison Gopnik* publicou recentemente um artigo deveras interessante sobre as capacidades de aprendizagem dos bebés e o modo como eles aprendem.

Se ao longo de muito tempo os psicólogos e filósofos consideraram que os bebés e as crianças de tenra idade eram basicamente adultos inacabados, os estudos mais recentes indicam que os bebés são mais inteligentes do que alguma vez se pensou.

Uma dessas experiências foi a formulada por Fei Xu e Vashti Garcia, na Universidade da Colômbia Britânica, destinada a provar que os bebés conseguiam compreender as probabilidades – “Mostraram a bebés de oito meses uma caixa cheia de bolas de ping pong: a maioria eram brancas mas havia também algumas vermelhas. Os bebés ficaram mais surpresos e olharam mais tempo e com mais atenção para a pessoa que realizava a experiência quando quatro bolas vermelhas e uma branca eram retiradas da caixa – um resultado possível mas improvável – do que quando quatro bolas brancas e uma vermelha eram recolhidas.

Vários pesquisas deste género têm confirmado as capacidades surpreendentes dos bebés. Mas os estudos também têm indicado que a inteligência dos bebés é bastante diferente da dos adultos.

O cérebro jovem é assaz plástico e flexível e tem mais ligações neuronais do que o cérebro de um adulto, apesar de ser muito menos eficiente. Os bebés e crianças pequenas são terríveis a planear e a concentrar-se apenas numa situação. Tal constatação levou a que, durante muito tempo, se subestimassem as suas capacidades. Como afirma Gopnik: “Computer scientists talk about the difference between exploring and exploiting — a system will learn more if it explores many possibilities, but it will be more effective if it simply acts on the most likely one. Babies explore; adults exploit.”

É por isto que, segundo Gopnik, a educação de um bebé não pode seguir os mesmos parâmetros da educação escolar. É um erro querer transformar um jardim-de-infância numa escola apostada em ensinar os bebés e as criancinhas de um modo muito planeado e focado em competências muito específicas, como se faz para crianças a partir dos 5/6 anos.

A mensagem de Alison Gopnik, autora de livros como “The Scientist in the Crib”, parece ser, sucintamente: “deixem as crianças explorar naturalmente o mundo que as rodeia”.

Gopnik conclui o seu artigo declarando que não há brinquedos prefeitos nem fórmulas mágicas. Mas uma coisa dá como certa e segura: “aquilo que as crianças observam mais atentamente, exploram mais obsessivamente e imaginam de modo mais vívido, são as pessoas à sua volta.”

*Alison Gopnik é professora de psicologia e filosofia na Universidade da Califórnia em Berkeley.

Adpatado de: “Your Baby Is Smarter Than You Think”, por Alison Gopnik, New York Times, 15/08/2009

Pode também ler aqui no blog um outro artigo sobre o trabalho de Alison Gopnik: O cérebro do bebé: o mundo a seus pés.

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Setembro será um mês fulcral para o desenvolvimento da pandemia da gripe A em Portugal

1 Agosto 2009 Sem notas por parte dos leitores

«[…] O regresso de férias dos portugueses, muitos trazendo o vírus H1N1 com eles, a abertura das escolas, o previsível arrefecimento das temperaturas – tudo em véspera de eleições legislativas e autárquicas. São estes os ingredientes que tornam Setembro um mês muito complicado e fulcral para o desenvolvimento da pandemia da gripe A em Portugal, segundo o especialista Constantino Sakellarides.

“Por enquanto, as férias, o calor e as férias escolares têm contribuído para mitigar a propagação do vírus em Portugal”, explica o director da Escola Nacional de Saúde Pública. Mas tudo isso vai mudar em Setembro. “No Reino Unido está claramente a arrancar a primeira onda pandémica, e nós temos cerca de oito semanas de atraso em relação a eles”, revela o especialista, salientando que esta é um situação que pode mudar em pouco tempo.

Destes, o regresso às aulas é o mais preocupante, porque as crianças tem mostrado ser não só um vector de propagação da doença como um grupo de risco. […]

Mas a combinação de uma pandemia com as campanhas eleitorais também é um tema sensível, reconhece o responsável pelo Centro de Análise da Resposta Social à Gripe Pandémica. […]»

Leia a notícia completa em: “Setembro será crítico no avanço da pandemia”, Diário de Notícias, 01/08/2009

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Mulheres grávidas devem ter prioridade na vacina contra o H1N1.

1 Agosto 2009 Sem notas por parte dos leitores

«A Organização Mundial da Saúde (OMS)  diz que as mulheres grávidas devem integrar os grupos de risco da gripe A e receber com prioridade a vacina contra o H1N1.

Até que a vacina esteja disponível , o que deverá acontecer em Setembro ou Outubro , todas as grávidas doentes devem ser tratadas com antivirais nas primeiras 48 horas, defende a organização num comunicado divulgado no site da Internet.  De acordo com a nota, o Tamiflu e Relenza devem ser dados a estas mulheres ainda antes de serem conhecidos os resultados dos testes à doença, apesar de alguns especialistas recearem os seus efeitos na gravidez. “Vários estudos” realizados nos EUA e noutros países atingidos pela doença “indicam que as grávidas têm um risco acrescido de serem infectados pelo H1N1″, explicou a porta-voz da OMS, Aphaluck Bhatiasevi.»

Fonte: Diário de Notícias, 01/08/2009

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Portugal é o 11º país mais velho do mundo

27 Julho 2009 Sem notas por parte dos leitores

«A ligeira subida da taxa de natalidade não atenua o declínio da população, agravado pela falta de atractividade do país.

A taxa de natalidade em Portugal aumentou, mas não o suficiente para descansar os especialistas. No ano passado, registaram-se mais dois mil nascimentos do que em 2007. Se é certo que é a primeira subida da taxa de natalidade registada em cinco anos, também é verdade que não servirá para atenuar o declínio que se verificou até 2007. […]»

«[…] O número de portugueses com mais de 65 anos já supera os que têm até 15 anos. Quando tanto se fala do que deixamos às próximas gerações, aí está um problema – a natalidade – que deveria estar no centro do debate político.

[…] Qual a viabilidade de um país com cada vez mais velhos e cada vez menos jovens? A resposta a esta pergunta deveria constar dos programas eleitorais que vão ser colocados à discussão para as legislativas de 27 de Setembro. Porque não basta continuar a dizer que se vai exigir mais anos de trabalho. É necessária uma política activa de natalidade para inverter a tendência das últimas décadas. Para promover o aumento da competitividade e a sustentabilidade dos sistemas de saúde e segurança social. E isso não se faz, apenas, com mais apoios sociais para quem tem mais filhos.[…]»

Fonte: Diário Económico, 27/07/2009

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