Portugal e a (in)segurança infantil

«Portugal é dos piores países europeus em segurança infantil e só em 2005 registaram-se 197 mortes acidentais no nosso País. Um relatório europeu que analisou 24 países e que foi ontem divulgado coloca os portugueses no penúltimo lugar, apenas à frente dos gregos.

Os pontos mais críticos do ponto de vista da prevenção são as quedas, afogamentos e queimaduras. Ainda assim, os acidentes rodoviários continuam a ser os responsáveis pelo maior número de mortes acidentais.

O ranking foi conhecido no dia em que arrancou o primeiro Plano de Acção para a Segurança Infantil (PASI) que estava previsto desde 2007, mas que só agora recebeu apoio estatal para avançar. O Alto Comissariado da Saúde assume assim a sua coordenação oficial.

Além de apontar os pontos fracos […] a Aliança Europeia de Segurança Infantil (AESI) dá sugestões. Uma delas é a publicação imediata do “novo Regime Geral para Edificações, que já prevê na sua versão final de Janeiro de 2007, a alteração das regras de construção de forma a reduzir o risco de queda de crianças de janelas, varandas e escadas”. Outra forma de evitar as quedas que em 2006 provocaram seis mortes acidentais é estabelecer regulamentos para a construção de barreiras para as escadas. […]»

Fonte: DN, 7/05/2009