Amamentação e Gripe Suína

A associação ILCA (International Lactation Consultant Association) insta as mães, trabalhadores da saúde e a comunidade em geral para promover, apoiar e incentivar a amamentação, que providencia aos bebés anticorpos humanos que podem ajudar a combater doenças.

A ILCA apoia as recomendações dos CDC (Centers for Disease Control and Prevention), “Interim Guidance – Pregnant Women and Swine Influenza: Considerations for Clinicians”, que aconselham as mães lactantes para continuar a amamentar enquanto estiverem a tomar medicações antivirais, quando houver essa indicação. O guia dos CDC, disponível em http://www.cdc.gov/swineflu/clinician_pregnant.htm, recomenda que as mães que amamentam, que venham a a contrair a gripe, tomem medidas para minimizar a exposição do lactente, incluindo a lavagem das mãos e eventualmente cubrindo a boca/nariz da mãe com uma máscara.

Os CDC reportam ainda que, ainda que se desconheça o risco de transmissão da gripe suína da mãe para o bebé através da amamentação, os relatos de transmissão da gripe sazonal são raros.

Fontes:

“BREASTFEEDING SHOULD CONTINUE DURING SWINE FLU OUTBREAK”, ILCA, 1/05/2009

“Recomendações da ILCA – International Lactation Consultant Association sobre Leite Materno e Humano e Gripe A”, Sociedade Portuguesa de Neonatologia

Uso da chupeta não atrapalha a amamentação, afirma novo estudo

“As mães preocupadas, temerosas de que os seus bebés usem chucha e isso reduza as hipóteses de uma amamentação de sucesso, já podem relaxar, afirma um novo estudo. Num texto publicado na revista «The Archives of Pediatric & Adolescent Medicine», investigadores afirmam não ter encontrado evidências satisfatórias estabelecendo uma relação entre o uso de chupetas e a amamentação, avança o New York Times.
«Tradicionalmente, acredita-se que a chupeta interfira na amamentação ideal», escreveram os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Virgínia. Na década de 1980, órgãos de saúde desencorajavam o seu uso. No entanto, nos últimos anos, vários estudos descobriram evidências de que os bebés que usam chucha ao dormir podem ser menos susceptíveis à síndrome infantil da morte súbita. A Academia Americana de Pediatria agora recomenda o seu uso, por essa razão.
Para os médicos, isso significa que há duas necessidades visivelmente opostas: motivar a amamentação, o que é mais saudável, mas também reduzir o risco da síndrome infantil da morte súbita.
Para o estudo – cuja principal autora é Nina R. O’Connor, no Chestnut Hill Family Practice Residency Program, na Filadélfia – os cientistas fizeram revisões de 29 pesquisas, de doze países, que abordavam o uso de chuchas e a amamentação. Os investigadores descobriram que as mulheres cujos bebés usavam chupeta aparentavam parar de mamar mais cedo. No entanto, não ficou claro se as chuchas eram a causa disso.
O autor mais experiente do estudo, Fern R. Hauck, recomendou que as chupetas sejam dadas aos bebés a partir da terceira ou quarta semana de vida.”

Para saber mais:

Pacifiers and Breastfeeding – A Systematic Review, Nina R. O’Connor, MD; Kawai O. Tanabe, MPH; Mir S. Siadaty, MD, MS; Fern R. Hauck, MD, MS, Arch Pediatr Adolesc Med. 2009;163(4):378-382.

Children: No Harm to Breast-Feeding From Pacifiers, NYT, 04/05/2009

Uso da chupeta não atrapalha a amamentação, afirma novo estudo, O Globo, 11/05/2009

O peixe da discórdia

Enquanto o governo americano tenta persuadir as grávidas (e as mães a amamentar) a reduzir o consumo de peixe, alguns cientistas argumentam que esse consumo deveria ser acrescido.

A questão crucial em debate é o ponto de equilíbrio entre o perigo causado pelos potenciais níveis de mercúrio no peixe e os potenciais benefícios desta fonte de alimento.

Para saber mais:       

http://www.nytimes.com/2008/12/23/opinion/23tue3.html?partner=permalink&exprod=permalink

Colecção Cuidados Diários – Amamentação

Amamentacao Colecção Cuidados Diários – Amamentação

Joana Moorheas

Repleta de informações práticas, conselhos úteis e experiência valiosa, a colecção Cuidados Diários da JOHNSON’S é uma referência essencial para os pais.

64 páginas | capa mole | 235 x 183 mm

Concebido para responder às principais dúvidas dos pais relativamente à amamentação. Inclui as últimas informações e orientações médicas sobre como amamentar o seu bebé. Abrange desde os recém-nascidos até ao desmame.

Amamentar gémeos ou triplos

É possível amamentar gémeos ou triplos. A chave para amamentar bebés gémeos ou triplos com sucesso é a mesma que para a mãe que amamenta um bebé: Você necessita compreender os princípios básicos da amamentação, por exemplo os fenómenos da oferta e da procura e da importância de posicionar correctamente o bebé na mama e no mamilo.

O problema mais comum com múltiplos é a quantidade insuficiente de leite. Deve aprender a alimentar ao mesmo tempo os seus bebés. Alimentando os bebés em simultâneo o tempo de amamentação é mais reduzido e eficaz. Peça ajuda e aprenda as posições diferentes que permitem a alimentação de mais do que um bebé.

Uma estrela que amamenta – uma mãe

Uma campanha de marketing social em Lancashire, no Reino Unido, pretende promover os benefícios da amamentação de um modo original. Na campanha “Be a Star” as mães jovens que amamentam são apresentadas como estrelas – supermodelos, actrizes, cantoras.

O texto que acompanha as imagens é escrito do ponto de vista de alguém que possa influenciar as vidas das jovens mães – os seus pais, os seus amigos, os seus companheiros, o seu bebé.

As imagens pretendem diferenciar-se das representações mais tradicionais da mãe a amamentar e distanciar-se de um enfoque exclusivo nas “técnicas” de amamentação. Os organizadores desta campanha identificaram barreiras que se colocam à amamentação devido a atitudes e percepções culturais. A campanha pretende induzir confiança e orgulho a quem opta por amamentar. As mamãs nas fotografias aparecem em vestidos de alta-costura e penteados elaborados, parecendo estrelas de Hollywood ou famosas cantoras de rock mas são “apenas” mães a amamentar.

Fontes: Guardian e Be a Star

Amamentar ao peito

O leite materno contém tudo o que o bebé necessita para o seu desenvolvimento: água (o prin­cipal componente do leite), pro­teína, gordura, hidratos de car­bono, minerais, vitaminas e ferro; encontra-se sempre à tempera­tura adequada, seja qual for o local onde se encontre; além do mais, é estéril e económico.

O leite materno oferece outros benefícios e por isso é superior a qualquer outra fórmula de leite; proporciona ao bebé a imuni­dade e os anticorpos que foram formados no corpo da mãe na luta contra os germes e micró­bios patogénicos. Este tipo de protecção é importante para o bebé, uma vez que o seu sistema imunológico ainda se encontra em desenvolvimento.

O primeiro leite (colostro) contém parti­cularmente muitas imunoglobu­linas, que possuem vários efeitos, inclusivamente o efeito anti -séptico.

O leite materno tem-se tornado cada vez mais importante no que diz respeito à prevenção de alergias, dado que a intolerância e alergia alimentares têm vindo a aumentar. Muitos recém-nascidos não conseguem tolerar a proteína do leite de vaca. Por isso, o aleitamento materno durante um período de seis me­ses é uma excelente prevenção contra alergias.

No caso de algum membro da família sofrer de alergia, con­tacte um especialista em aleita­mento IBCLC (Especialista em Aleitamento reconhecido pelo Comité Internacional), a sua parteira ou o pediatra, se possível durante a gravidez, para se aconselhar sobre as medidas preventivas.

É sabido que o aleitamento materno traz muitos benefícios para o bebé. São igualmente muitos os benefícios para a mãe. Quando o bebé mama é segre­gada a oxitocina, uma hormona que estimula a contracção dos músculos ajudando o útero a regressar ao seu tamanho normal. O risco de hemorragias pós-parto é igualmente reduzido.

Fonte: Medela: “Amamentar ao peito”.

A refeição do bebé

O crescimento e o desenvolvimento tão acelerados no lactente exigem um aporte energético muito maior do que em idades posteriores. No entanto, a labilidade metabólica e a imaturidade dos fermentos digestivos do lactente levam a que se inicie a alimentação diversificada nunca antes dos quatro meses e, se possível, depois dos cinco seis meses, principalmente se estiver a ser alimentado ao seio materno.

A introdução de novos alimentos deve ser gradual e suave, respeitando o comportamento do bebé e nunca o forçando a comer.

O regime deve ser equilibrado quanto ao valor calórico e aos nutrientes essenciais: água, proteínas, gorduras, hidratos de carbono, vitaminas, minerais e fibras alimentares.

Deve ter-se sempre presente a eventual capacidade alergizante de cada alimento; nunca introduzir dois ou mais alimentos simultaneamente e espaçando de três, quatro dias, cada novo alimento.

A iniciação de alimentos com sabores e consistências novas, sem o estímulo do seio ou da tetina, pode desencadear reacções de recusa, não se devendo forçar mas insistir com energia carinhosa.

Deve estabelecer-se um horário adequado com três a quatro horas de intervalo. O calendário da introdução de novos alimentos é apenas um quadro de referência, podendo haver variações apreciáveis, dependentes da realidade sociocultural do meio e dos hábitos alimentares da família.

Assim dever-se-á iniciar pela papa de cereais sem glúten aos quatro meses; papa de fruta aos cinco meses; creme de legumes que inclua cenoura, abóbora, batata, beterraba, espargos, hortaliças, de uma forma gradual, cozidas em água e um pouco de azeite aos seis meses; puré de legumes com carne branca aos sete meses; gema de ovo aos nove meses; peixe e iogurte, de preferência natural, aos dez meses; as leguminosas depois de bem demolhadas serão introduzidas depois dos onze meses assim como o arroz e a massa.

É importante que o bebé adquira o hábito da refeição: deve estar sentado tomando pequenas quantidades de alimento pela colher e esperando entre as colheradas. Esta experiência, iniciada precocemente, ajudará à criação de um bom hábito alimentar para toda a vida.

Deverá falar-se com o bebé enquanto come.

No início e, se o bebé estiver muito esfomeado, poderá iniciar-se a refeição com um pouco de leite (seio ou artificial) e só depois introduzir o alimento sólido com a colher, o que vai prevenir a frustração quando está esfomeado e associar a satisfação da amamentação com a nova experiência da alimentação com a colher.

A colher e o alimento espesso são uma das etapas da integração da criança nos hábitos alimentares da família e da sociedade.

Por volta dos oito, nove meses, quando a capacidade de o bebé usar as suas mãos melhorou podemos dar-lhe uma colher para a sua própria mão para se treinar a alimentar sozinho. Devemos deixá-lo brincar com a colher enquanto lhe vamos dando a refeição. No início a quase totalidade do alimento irá cair ao chão; devemos resistir à tentação de lhe retirar a colher.

Normalmente só por volta de um ano de idade irá conseguir levar a colher à boca com alguma eficácia.

A refeição do bebe deverá ser dada previamente e só depois poderá sentar-se à mesa com o resto da família, dando-lhe para a mão pequenas quantidades de alimento como tosta ou biscoito.

Depois de suficientemente treinado a alimentar-se sozinho, deverá começar a beber pelo copo. Inicialmente o copo deverá ser inquebrável, com duas asas para poder agarrar com as duas mãos, com tampa ajustável e com bico.

Há vantagens em beber pelo copo: melhora a coordenação do movimento mão / boca e inicia o processo do desmame.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

A chupeta

Há pais com grandes rejeições ao uso da chupeta; uns, porque se ofendem com a noção de acalmar o bebé com um objecto; outros, porque acreditam, embora incorrectamente, que a chupeta pode prejudicar.

O uso da chupeta não causa nenhum problema médico ou psicológico.

A chupeta é uma maneira de satisfazer as necessidades de sucção para além da amamentação. Não é para substituir ou atrasar as refeições.

Chupar no dedo ou usar a chupeta são padrões saudáveis de auto-controlo. O feto já chupa no polegar e o recém-nascido já tem o reflexo de mão/boca. Quando está perturbado ou a tentar sossegar, procura fazer isto como uma maneira de se controlar a si próprio. Este padrão parece ser inato e os bebés que o utilizam parecem ter uma convivência mais fácil.

No entanto, nas primeiras semanas de vida e, até que a amamentação ao peito esteja bem estabelecida, deve-se evitar dar biberão ou chupeta porque há bebés muito sensíveis à diferença da sucção pelo mamilo e pela tetina ou chupeta. Estes bebés podem simplesmente morder ou mastigar o mamilo em vez de usar a língua. Se neste período de tempo o bebé parecer necessitar de mais sucção, deve oferecer-se novamente o peito ou então auxiliá-lo a encontrar as suas próprias mãos.

Devemo-nos lembrar que a chupeta é para benefício do bebé e não para nossa conveniência; por isso devemos deixar o bebé decidir se e quando deve usá-la.

Nas crianças carentes e que estão quase sempre a sugar, a chupeta poderá prejudicar a dentição deformando a arcada dentária; o mesmo irá acontecer se chupar no dedo insistentemente depois dos 5 – 6 anos de idade.

Sabe-se no entanto que é a pressão da língua que deforma os dentes superiores, daí que a razão mais importante para a necessidade de endireitar os dentes seja, provavelmente, uma tendência genética.

Desde muito cedo as crianças começam a viver num mundo de tensões e é natural que procurem algum tipo de auto conforto como uma maneira de vencer essas tensões.

Nas viagens de avião, principalmente na subida e na aterragem, o desconforto e a dor causados no ouvido médio pelas diferenças de pressão, podem ser aliviadas pela sucção, pelo biberão ou chupeta.

Até aos 6 meses e devido à imaturidade do sistema imunológico, deve-se esterilizar com frequência as chupetas para não aumentar o risco de infecção por esta via. Depois desta idade a probabilidade de contrair infecção por este meio é muito pequena, bastando lavar a chupeta com detergente e passá-la por água corrente.

Há essencialmente dois tamanhos – um até aos 6 meses e outro a partir desta idade. Há várias formas de tetina desde a anatómica – ortodôntica até à arredondada.

Depois de escolher a forma de chupeta que o bebé prefere, deve-se comprar várias pelo risco de se sujarem e se perderem com facilidade.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Mastite

A mastite é uma infecção bacteriana do tecido mamário que causa febre, arrepios, dores de cabeça, náuseas e falta de forças. O seio fica vermelho, inchado, quente e doloroso. Quando isto acontece deverá ser observada pelo médico podendo, no entanto, continuar a amamentar o bebé.

A infecção é tratada pela remoção do leite (com bomba ou dando de mamar) com repouso, ingerindo líquidos e tomando antibióticos adequados à amamentação. Não se deve deixar de amamentar, pois o leite não está infectado e estes antibióticos não causam alterações na composição do leite. A mastite pode ser um sinal de diminuição das defesas do organismo, devendo a mãe descansar, dormir e diminuir a actividade física, o que vai ajudar à recuperação.

Se a amamentação do seio com mastite causar dor intensa, deverá iniciar a mamada no seio saudável, ao mesmo tempo que deixa sair o leite do seio doente; esta atitude faz diminuir a pressão, permitindo completar a mamada neste seio, agora com menos desconforto.

Contudo, algumas mães sentem menos dor se o leite for retirado com a bomba e posteriormente utilizado.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)