Os Privados e o financiamento para prematuros

«A ministra [da Saúde, Ana Jorge] anunciou […] a intenção de retirar aos privados a possibilidade de fazerem partos de prematuros. A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada já manifestou a sua ‘incredulidade e estupefacção’.

‘A ministra tem toda a razão.’ Luís Graça, presidente do Colégio de Ginecologia da Ordem dos Médicos, diz ‘não perceber’ a reacção dos privados. ‘Não se trata da qualidade de equipamentos nem dos profissionais, trata-se de falta de financiamento’, porque os seguros não cobrem a estadia de prematuros em Cuidados Intensivos e os pais dificilmente podem pagar mais mil euros cobrados por dia. Resultado: estes bebés (abaixo das 35 semanas) acabam transferidos para as 11 unidades que integram a rede pública de Neonatologia.»

Fonte: Correio da Manhã, 30-01-2009

Ministra da Saúde quer limitar aos hospitais públicos a realização de partos de bebés prematuros

« […] Em entrevista à Agência Lusa, a propósito do primeiro aniversário como ministra da Saúde, Ana Jorge foi peremptória: “Prematuros no privado, não!”.
Para a ministra, pediatra de formação e que sempre exerceu em instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS), “o prematuro é algo muito difícil que exige uma equipa muito bem preparada, com médicos e enfermeiros que saibam trabalhar com uma criança pré-termo”.
Por esta razão, defendeu, estes partos só devem realizar-se no serviço público.
“Os cuidados intensivos neonatais devem ser todos assumidos no sector público”, sustentou.
A ministra alertou ainda para a existência de “poucos neonatologistas” no país. “Para mantermos os bons resultados que nos honram e orgulham na área materno-infantil, precisamos de gente treinada para o fazer”.
Para Ana Jorge, os níveis de segurança só se alcançam em instituições com 70 a 80 partos de recém-nascidos pré-termo por ano e “uma unidade privada nunca vai ter” esses números. […]»

Fonte: Público, 29-01-2009

Hospital do Barlavento Algarvio certificado como "Amigos dos Bebés"

O Hospital do Barlavento Algarvio, em Portimão, recebeu ontem das mãos da ministra da Saúde, Ana Jorge, o certificado de “Hospital Amigos dos Bebés”, uma distinção da UNICEF já atribuída ao Hospital Garcia d´Orta e Maternidade Bissaya Barreto.

“Já temos três hospitais ‘Amigos dos Bebés’, mas precisamos continuar este trabalho de promoção do aleitamento materno em Portugal”, afirmou a ministra da Saúde na Conferência da UNICEF/Comissão Nacional da Iniciativa dos Hospitais Amigos dos Bebés, que assinala a “Semana do Aleitamento Materno”, com o tema “Apoio às Mães no Sucesso da Amamentação”.

[…] O presidente da UNICEF Portugal, Manuel Pina, adiantou que a tarefa de certificar os hospitais Amigos dos Bebés está agora mais facilitada, porque já existe uma “carteira de avaliadores nacionais” e já não é preciso recorrer a especialistas internacionais.

“Até agora, ao segundo HAB [Maternidade Bissaya Barreto], nós tivemos de recorrer a uma técnica internacional de reconhecimento.

[…] A Comissão Nacional da Iniciativa dos Hospitais Amigos dos Bebés quer estender a iniciativa “Amigos dos Bebés” aos centros de saúde e universidades.

[…] A enfermeira Teresa Félix, da Comissão Nacional, acrescentou que faz “todo o sentido” os centros de saúde e as universidades ligadas à saúde estarem envolvidos nesta dinâmica, como acontece noutros países, para um melhor apoio e acompanhamento das mulheres grávidas.

[…] A ARS/Norte também tem apostado na promoção do aleitamento materno, tendo desde Abril de 2007 iniciado a formação de profissionais nesta área, abrangendo já cerca de 250 especialistas, entre os quais médicos e enfermeiros, segundo a médica Maria Constantina Silva.

Para promover o aleitamento materno foi lançada uma campanha global destinada a informar e incentivar ao apoio da comunidade ao aleitamento materno.

Um site na Internet (www.cantinhodaamamentacao.com ) e um fórum de discussão são alguns dos suportes disponíveis para informar e criar “uma comunidade de verdadeiros apoiantes da amamentação”.

A enfermeira Marília Pereira, especialista em Saúde Materna e Obstetrícia e consultora de aleitamento materno, disse que “para que a amamentação seja bem sucedida e duradoura é necessário que a família, os profissionais de saúde e a comunidade apoiem a mãe que amamenta, protejam e promovam o aleitamento materno”.

“O aleitamento materno é o único alimento completo e ideal para o bebé até ao sexto mês de vida”, sublinhou a enfermeira.

Fonte: Jornal do Algarve, 7/10/2008