Concurso Mais vale perder um minuto da vida, do que a vida num minuto

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A fundação da Juventude está a promover o Concurso Nacional “ Mais vale perder um minuto da vida, do que a vida num minuto!”

Esta acção, inserida nos objectivos da Carta Europeia da Segurança Rodoviária, e que conta com os patrocínios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e do Ministério da Administração Interna, tem como objectivo principal sensibilizar os estudantes de ensino superior para a problemática da Educação e Sinistralidade Rodoviária Portuguesa.

Podem participar neste Concurso Nacional os estudantes a frequentar qualquer curso do ensino superior (Licenciatura, Mestrado e Mestrado Integrado), com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos.

Os trabalhos temáticos devem perspectivar novas abordagens e participar activamente na identificação de saídas possíveis, tendentes a diminuir o número de acidentes rodoviários.

Serão atribuídos três prémios com valores que oscilam entre os € 1.000 e os € 500, bem como um Prémio Inovação no valor de € 2.000 para a proposta com a abordagem e intervenção mais inovadora. O professor coordenador deste último prémio será também reconhecido através de um incentivo de € 250.

A entrega de trabalhos decorre até ao dia 28 de março de 2013, por correio (Rua das Flores, 69, 4050-265 Porto) ou por e-mail: schaves@fjuventude.pt.

Estamos ao dispor, na medida do possível, dos participantes que necessitarem de alguma informação na área da segurança rodoviária para crianças.

Flyer Promocional [download]
Cartaz [download]
Regulamento [download]

Impossibilidade prática de utilização de três cadeiras nos bancos da retaguarda, em automóveis ligeiros de passageiros

«Em muitos modelos de automóveis não é possível, por falta de espaço, instalar 3 SRC [Sistemas de Retenção para Crianças] nos bancos da retaguarda. Havendo necessidade de transportar 3 crianças com menos de 12 anos e menos de 150cm, e existindo de facto impossibilidade prática de colocar os SRC, pode, uma das crianças – a de maior estatura – ser transportada sem SRC, utilizando o cinto de segurança nas seguintes condições:
– Altura de pelo menos 135 cm – utilização do cinto de segurança. Por razões de maior segurança apenas deverá ser utilizado o cinto de 2 pontos de fixação se não houver cinto de 3 pontos;
– Altura inferior a 135 cm – utilização do cinto de segurança. Caso o cinto seja de 3 pontos de fixação e a precinta diagonal fique sobre o pescoço da criança, é preferível colocar essa precinta atrás das costas e nunca por debaixo do braço, utilizando-se desta forma apenas a precinta subabdominal, apesar de baixar o nível de protecção, em relação a uma situação em que se pudesse usar o cinto de três pontos de fixação.»

Fonte: “Transporte de Crianças em Automóvel”, Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária

Transporte de crianças com menos de 12 anos de idade e menos de 150 cm de altura, mas com peso superior a 36 kg.

Tentamos, tanto quanto nos é possível, informar e formar as pessoas no sentido de uma adequada escolha dos artigos de segurança automóvel e de uma correcta utilização dos mesmos. Por isso, procuramos também estar a par da legislação e contribuir para a melhoria da informação disponível.

Aquando da publicação do novo Código da Estrada, em 2005, a Bébé Confort Coimbra expressou imediatamente por escrito as suas dúvidas, à então Direcção Geral de Viação (DGV), quanto a algumas das indicações relacionadas com o transporte de crianças em automóvel.

Uma das questões então levantadas foi a seguinte:

“Devem as crianças com mais de 36kg e menos de 150cm de altura utilizar um SRC? Em caso afirmativo, qual o dispositivo que deve ser usado?

Segundo o artigo 9.º da Portaria n.º 311-A/2005, de 24 de Março, as crianças “que excedam 36kg de peso devem utilizar o cinto de segurança e dispositivo elevatório”. Ora, tal como a própria portaria indica no artigo 7.º, os sistemas de retenção para crianças são classificados em cinco grupos, sendo que o Grupo III se destina a crianças de peso compreendido entre 22kg e 36kg, não existindo, portanto, «sistemas de retenção para crianças» homologados para crianças com mais de 36kg.

Assim sendo, e como os assentos elevatórios do Grupo III são homologados para uma utilização até aos 36kgs, o que se entende por “dispositivos elevatórios”? As crianças com mais de 36kgs, ainda que não tenham 150cm de altura, deverão utilizar somente o cinto de segurança (sem qualquer dispositivo de retenção adicional)?”

Esta questão continua a ser recorrente. Ainda esta semana uma cliente nos fez esta pergunta novamente.

Por este motivo transcrevemos a nota entretanto publicada pela DGV (agora ANSR) num documento sobre transporte de crianças em automóvel:

“O n.º 1 do artigo 55.º do Código da Estrada estabelece que as crianças com menos de 12 anos de idade e menos de 150 cm de altura, transportadas em automóveis equipados com cintos de segurança, devem ser seguras por sistema de retenção homologado e adaptado ao seu tamanho e peso.

Porém, face à regulamentação internacional – Regulamento n.º 44/03 da Comissão Económica para a Europa das Nações Unidas e Directiva n.º 2003/20/CE apenas existem sistemas de retenção homologados até aos 36 kg, (sistemas do Grupo III, para crianças com peso compreendido entre 22 kg e 36 kg).

O Regulamento de Utilização de Acessórios de Segurança, aprovado pela Portaria n.º 311-A/2005, de 24 de Março, prevê no n.º 1 do artigo 9.º que as crianças com menos de 12 anos de idade e menos de 150 cm de altura que excedam 36 kg de peso devem utilizar o cinto de segurança e dispositivo elevatório que permita a utilização do cinto em condições de segurança.

Este dispositivo elevatório não é um SRC nos termos do disposto do no art.º 7.º do citado Regulamento de Utilização de Acessórios de Segurança, não existindo requisitos técnicos para sua aprovação e consequente utilização.

Assim, considerando que existe um número significativo de crianças nas condições descritas e tendo em conta informação técnica existente sobre protecção e segurança das crianças em situação de acidente, podem estas, utilizar um SRC da classe não integral do grupo III.

Nestas situações em que não é possível sentar, no mencionado sistema por este ser pequeno ou estreito, as crianças com mais de 36 kg deverão utilizar apenas o cinto de segurança nas seguintes condições:

– Altura de pelo menos 135 cm – utilização do cinto de segurança. Por razões de maior segurança apenas deverá ser utilizado o cinto de 2 pontos de fixação se não houver cinto de 3 pontos;

– Altura inferior a 135 cm – utilização do cinto de segurança. Caso o cinto seja de 3 pontos de fixação e a precinta diagonal fique sobre o pescoço da criança é preferível, apesar de baixar o nível de protecção, colocar essa precinta atrás das costas e nunca por debaixo do braço, utilizando apenas a precinta subabdominal.”

"Já para a cadeirinha" ou o hábito de não negociar o essencial

«Segundo a Direcção-Geral de Viação, uma colisão a 50km/h equivale a uma queda do terceiro andar. Mesmo assim, ainda há crianças que viajam de pé, ajoelhadas no banco, viradas para trás, e a dizer adeus aos outros condutores com a cabeça fora da janela…

Há quem diga que é difícil fazer com que as crianças se habituem a andar de cadeirinha. Mentira: só é difícil se começar a habituá-las aos 3 anos… Se sempre tiverem andado protegidas, a cadeirinha para elas é tão natural que nem ligam.

Claro que há aqueles dias em que elas fazem birra por tudo e por nada: mas ir ou não na cadeirinha não é negociável. Afinal, elas também choram para levarem as vacinas, e não é por causa disso que deixam de ser vacinadas…»

Excerto do artigo “Já para a cadeirinha!”; (bem) escrito por Catarina Fonseca e publicado na revista Activa de Julho.