Como lavar bem um biberão

• Comece por passar o biberão por água quente (o ideal seria logo após o aleitamento antes do leite estar seco).
• Esvazie e esfregue com o escovilhão e água e sabão. Se houver restos no fundo do biberão, deixe-o de molho em água quente e sabão e utilize um escovilhão com a ponta em esponja. A esponja retira os restos mais facilmente.
• Enxagúe bem os biberões e coloque-os de cabeça para baixo para secarem.
• Antes dos 3 meses, prefira a lavagem manual à máquina de lavar.

Fonte: Bébé Confort

Para preparar bem os biberões

tetee_acc_im Conselhos de compra

A forma do biberão deve permitir uma lavagem fácil com o escovilhão. Além disso, deve adaptar-se ao seu modo de esterilização (tamanho e altura), e deve ser compatível com o seu modo de aquecimento (aquece biberão, microondas…).

Conselhos de segurança

Depois de aquecer o biberão, controle sempre a sua temperatura: deite algumas gotas do conteúdo na parte interior do pulso (zona onde a pele é muito sensível contrariamente à parte de cima da mão).
O leite a ferver queima não só a boca como também a garganta e até o esófago.
egoute_bib É por isso que a utilização do microondas não é aconselhada porque o biberão pode estar morno, mas o líquido no seu interior pode estar a ferver!
É desaconselhado dar um biberão ao bebé após 45 minutos do tempo da sua preparação (risco de desenvolvimento de bactérias). Assim, para os passeios, transporte o biberão com água morna e a dose de leite necessária à parte. Fará então a sua preparação no momento desejado!

Fonte: Bébé Confort

Para passar com serenidade da amamentação ao biberão

biberon_im Comece pelo menos três semanas antes da data em que pretende deixar de dar de mamar ao seu bebé. Este processo faz-se em três etapas:
• Comece por substituir uma mamada por um biberão, de preferência ao fim da tarde quando tem menos leite. Mantenha este biberão durante 3 ou 4 dias até que o bebé se habitue.
• Substitua uma segunda mamada. Escolha de preferência uma mamada em alternância entre as mamadas e os biberões e depois no fim de 3 ou 4 dias, substitua uma terceira mamada, mantendo o princípio da alternância durante 3 ou 4 dias.
• Se desejar deixar de mamar ao seu bebé parcialmente, continue este ritmo, guardando as mamadas da manhã e da noite e depois só a mamada da manhã. Se desejar deixar de dar de mamar de vez, continue com este ritmo até a substituição de todas as mamadas.
Ainda mais conselhos…
• Quando começar a dar os primeiros biberões, nunca force o bebé! Seja paciente e tente novamente ao cabo de 10 minutos em caso de recusa. Se o bebé recusar outra vez, espere biberon ainda alguns minutos antes de dar de mamar.
• Se o bebé estiver habituado à chupeta, escolha uma tetina do mesmo material.
• Se possível, tire o seu leite e dê-lhe nos primeiros biberões. Já muda para o biberão, deixe-o habituar-se ao leite em pó!
• Não hesite em chamar o papá! Longe de si e do seu cheiro, o bebé aceitará mais facilmente o biberão.
• Não repita o mesmo ritual só durante o aleitamento: mude de cadeira e de hábitos para que o bebé não pense que lhe vai dar de mamar.
• Prefira o leite morno ao leite frio porque o bebé está habituado à temperatura do seu leite.

Fonte: Bébé Confort

A chupeta – conselhos

  •     A chupeta deve ser formada por uma peça única com tetina suave, resistente à máquina de lavar louça e à fervura em água;
  •    A distância entre a extremidade da tetina e o anel, deve ser superior a 3,8 cm, para que o bebé não consiga introduzir a totalidade da chupeta na boca;
  • Não se deve usar a tetina do biberão como chupeta;
  • O anel deve ser de plástico firme com buracos de arejamento;
  • Não pendurar a chupeta ao pescoço pelo risco de estrangulamento;
  • Inspeccionar periodicamente o estado da chupeta: se a borracha começar a ficar mole ou descorada deverá ser substituída.

Fonte: Fichas Bebé Confort

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

A chupeta

Há pais com grandes rejeições ao uso da chupeta; uns, porque se ofendem com a noção de acalmar o bebé com um objecto; outros, porque acreditam, embora incorrectamente, que a chupeta pode prejudicar.

O uso da chupeta não causa nenhum problema médico ou psicológico.

A chupeta é uma maneira de satisfazer as necessidades de sucção para além da amamentação. Não é para substituir ou atrasar as refeições.

Chupar no dedo ou usar a chupeta são padrões saudáveis de auto-controlo. O feto já chupa no polegar e o recém-nascido já tem o reflexo de mão/boca. Quando está perturbado ou a tentar sossegar, procura fazer isto como uma maneira de se controlar a si próprio. Este padrão parece ser inato e os bebés que o utilizam parecem ter uma convivência mais fácil.

No entanto, nas primeiras semanas de vida e, até que a amamentação ao peito esteja bem estabelecida, deve-se evitar dar biberão ou chupeta porque há bebés muito sensíveis à diferença da sucção pelo mamilo e pela tetina ou chupeta. Estes bebés podem simplesmente morder ou mastigar o mamilo em vez de usar a língua. Se neste período de tempo o bebé parecer necessitar de mais sucção, deve oferecer-se novamente o peito ou então auxiliá-lo a encontrar as suas próprias mãos.

Devemo-nos lembrar que a chupeta é para benefício do bebé e não para nossa conveniência; por isso devemos deixar o bebé decidir se e quando deve usá-la.

Nas crianças carentes e que estão quase sempre a sugar, a chupeta poderá prejudicar a dentição deformando a arcada dentária; o mesmo irá acontecer se chupar no dedo insistentemente depois dos 5 – 6 anos de idade.

Sabe-se no entanto que é a pressão da língua que deforma os dentes superiores, daí que a razão mais importante para a necessidade de endireitar os dentes seja, provavelmente, uma tendência genética.

Desde muito cedo as crianças começam a viver num mundo de tensões e é natural que procurem algum tipo de auto conforto como uma maneira de vencer essas tensões.

Nas viagens de avião, principalmente na subida e na aterragem, o desconforto e a dor causados no ouvido médio pelas diferenças de pressão, podem ser aliviadas pela sucção, pelo biberão ou chupeta.

Até aos 6 meses e devido à imaturidade do sistema imunológico, deve-se esterilizar com frequência as chupetas para não aumentar o risco de infecção por esta via. Depois desta idade a probabilidade de contrair infecção por este meio é muito pequena, bastando lavar a chupeta com detergente e passá-la por água corrente.

Há essencialmente dois tamanhos – um até aos 6 meses e outro a partir desta idade. Há várias formas de tetina desde a anatómica – ortodôntica até à arredondada.

Depois de escolher a forma de chupeta que o bebé prefere, deve-se comprar várias pelo risco de se sujarem e se perderem com facilidade.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

O leite materno

O leite materno pode ser extraído manualmente ou com bomba. A extracção manual pode ser rápida e eficaz mas requer aprendizagem e prática. A bomba é mais fácil de usar, devendo remover completamente o leite para não provocar retenção e, gradualmente, levar à menor produção.

Para a extracção manual deve-se, em primeiro lugar, estimular o seio, massajando-o suavemente com a palma das mãos; em seguida colocando o polegar acima da aréola e os outros dedos por baixo do seio, apertar a mão, suave mas firmemente, ao mesmo tempo que se comprime o seio contra a parede torácica. Não se deve deslizar os dedos para o mamilo porque pode provocar ulcerações.

As bombas manuais tradicionais consistem em dois cilindros sobrepostos ligados a um dispositivo rígido em forma de funil, que se adapta ao seio. Quando se move o cilindro externo forma-se uma pressão negativa na área do mamilo, fazendo sair o leite que é recolhido no recipiente. As bombas eléctricas são ainda mais eficazes embora mais dispendiosas.

O leite deve ser armazenado em recipientes preferivelmente de vidro ou plástico rígido (tipo biberão) ou em sacos de plástico especiais para este efeito.

Para um bebé saudável não é necessária a esterilização da bomba nem dos recipientes para o leite, devendo no entanto estarem escrupulosamente limpos.

Se o leite for utilizado dentro de 48 horas, deve ser guardado de imediato no frigorífico, bem fechado. Se não for usado neste período terá que ser rejeitado. O leite que esteja no frigorífico até 24 horas pode ainda ser congelado.

Se se prevê que o leite não seja usado dentro de dois dias, deverá ser congelado de imediato sendo conservado com segurança durante um mês (num bom congelador pode ser congelado por 3 a 6 meses). Devido à presença de gordura, o leite materno deverá ser utilizado logo que possível.

Os recipientes devem ter um rótulo com a data e a capacidade de 90-120 ml que é a quantidade média para uma refeição. Também se pode congelar porções mais pequenas de 30-60 ml, como complemento extra de uma refeição.

O leite congelado deve ser aquecido em banho-maria até à temperatura de 20-22º Celsius, rodando o recipiente frequentemente. Não se deve aquecer o leite no microondas porque há um sobreaquecimento no centro do recipiente, parecendo pouco quente à periferia – o que pode levar a queimaduras na boca do bebé. O aquecimento excessivo pode destruir algumas propriedades anti-infecciosas e protectoras do leite.

Se se notar no leite descongelado a gordura separada, basta agitar suavemente para homogeneizar. Este leite pode ser utilizado com segurança.

O leite descongelado deve ser usado dentro de 24 horas e nunca deve ser congelado de novo. Deve rejeitar-se o leite que sobejou da mamada.

Como nem todos os bebés reagem da mesma maneira ao biberão, este leite pode ser dado pela chávena, mesmo a prematuros.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Mamadas – quantas vezes e quanto tempo

Os bebés alimentados ao seio normalmente mamam mais vezes do que os alimentados com leite artificial. O número de mamadas pode variar de 8 a 12 em 24 horas. À medida que o bebé vai crescendo, a capacidade do estômago vai aumentando, as mães vão produzindo mais leite e alguns conseguem aumentar o tempo entre as mamadas enquanto outros continuam a preferir refeições mais pequenas e frequentes.

Não há esquemas padrão de amamentação. O bebé deverá mamar quando tiver fome. Ele mostra que tem fome quando: está alerta, põe as mãos na boca e faz movimentos de sucção, começa a choramingar e a flectir braços e pernas, tornando-se mais activo e a procurar o peito (consegue cheirar a sua localização mesmo através da roupa).

O choro é um sinal tardio de fome, devendo iniciar a mamada antes disso.

Se a mãe e a criança forem saudáveis, a alimentação ao peito é mais bem sucedida se se iniciar na primeira hora a seguir ao parto. Tanto quanto possível o bebé deverá ser mantido junto à mãe para que responda prontamente quando manifestar fome. Se a estadia no hospital demorar alguns dias e o bebé dormir no berçário, provavelmente o esquema das mamadas será determinado pelas regras da enfermaria.

Uma vez em casa, poderá levar alguns dias até surgir o horário interno. Entretanto dever-se-á tentar a aleitação cada 2 – 3 horas, mesmo que o bebé não manifeste fome. Quando os bebés dormem bastante, deverão ser acordados cada 3 – 4 horas nas primeiras semanas de vida, para que tenham um mínimo de 8 mamadas em 24 horas.

Deve-se deixar o bebé mamar no primeiro seio durante o tempo que quiser, retirando-o quando parar de mamar por um período um pouco mais prolongado.

Como o bebé mama mais eficazmente no primeiro seio, as mamadas devem ser iniciadas alternadamente.

Nas primeiras semanas o bebé mama a cada 2 horas, durante dia e noite. Cerca das seis ou sete semanas, muitos recém-nascidos fazem um período de sono de 4 a 5 horas.

Deve-se estabelecer o padrão de sono nocturno mantendo o quarto escuro, quente e tranquilo. Se estiver sujo ou molhado, a mudança da fralda deve ser rápida, sem fazer barulho e antes da mamada.

Pelos 4 meses muitos bebés, mas não todos, são capazes de dormir 6 ou mais horas no período da noite, sem acordar; contudo alguns podem continuar a acordar uma ou mais vezes, para mamar.

O bebé pode requerer mamadas mais demoradas em certas alturas do dia e ficar satisfeito mais rapidamente, noutras.

Cada bebé tem o seu estilo de mamar. Uns são muito vivos, agarram o peito e mamam energicamente em 10-20 minutos; outros, muito excitáveis, tornam-se frenéticos à vista do seio – agarram-no, perdem-no e começam a chorar. Estes bebés deverão ser acalmados várias vezes em cada mamada. A solução para este tipo de situação será alimentá-los logo que acordem, antes de manifestarem muita fome, fazendo ainda a compressão do seio para que o leite goteje e abrande o fluxo antes de iniciar a mamada.

Outros ficam aborrecidos enquanto o leite não aparece. A estes não se deve dar biberão ou mesmo água, porque podem passar a recusar o seio. Dever-se-á insistir em colocá-los ao seio regularmente, sempre que estejam acordados ou façam movimentos com a boca, segurando a cabeça do bebé e aguardando com paciência que sinta o leite e inicie a mamada.

Há ainda bebés que antes de iniciar a mamada brincam com o mamilo. Nesta situação dever-se-á ter tolerância e aguardar alguns minutos até que o bebé consiga agarrar bem o mamilo e aréola.

Há ainda aqueles que mamam alguns minutos, param alguns minutos e recomeçam a mamada. Alguns adormecem ao peito, dormem cerca de meia hora ou mais e então acordam para a “sobremesa”. A melhor solução para estes casos é arranjar tempo extra para as mamadas e manter-se tão flexível quanto possível.

Aprender o padrão da alimentação de cada bebé é o maior desafio da mãe nas primeiras semanas após o parto. Depois de compreender a maneira de ser do seu filho, será muito mais fácil perceber quando tem fome, quando está satisfeito, quantas vezes necessita de mamar e o tempo que é necessário em cada mamada.

Fonte: Fichas Bebé Confort

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Ciência da Amamentação

Joana Andrade escreveu um artigo sobre amamentação que foca dados essenciais para demonstrar os benefícios do leite materno.

Segundo a Unicef, a protecção concedida pelo leite materno é muito ampla, abrangendo, entre outras doenças, as infecções respiratórias, as gastroenterites, a asma, a leucemia infantil, as otites, a obesidade e a síndrome de morte súbita. Nunca é demais frisar que o leite materno protege a criança, prevenindo doenças e reduzindo a mortalidade. O artigo destaca estes aspectos positivos da amamentação de um modo sucinto. 

A rematar o texto está uma chamada de atenção para uma perspectiva “economicista” da questão que, não podendo ser o motivo fulcral para amamentar, não deixa de ser curiosa. Passamos a citar:

“Amamentar não custa dinheiro nenhum e, por isso, «constitui uma enorme poupança», realça ainda Luís Magão [pediatra e presidente da Comissão Nacional da Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés]. É que utilizar leite artificial tem os seus custos: conte com cerca de 100 euros de equipamento e adicione-lhes 402 euros para leite «normal» e 594 euros para bebés com perfil alérgico. Quando o bebé alcançar seis meses, você já lavou, esterilizou, preparou, aqueceu e deu cerca de 1.134 biberões…”

 

in  Saber Viver n.º 85, Julho 2007, pp. 104-105.