Selo de Qualidade para o Cantinho da Amamentação do Centro de Saúde Norton de Matos

«[…] Ajudar as mães e promover a saúde física e emocional dos bebés. A tarefa, nobre, foi assumida com convicção e empenho num projecto com o qual o Centro de Saúde Norton de Matos, em Coimbra, pretende alargar a prática da amamentação materna junto da população que serve. O Cantinho da Amamentação, coordenado pela enfermeira Amélia Cunha, recebeu agora a Declaração de Selo de Qualidade, atribuído pela Direcção Geral de Saúde (DGS) e pela Associação Mama Mater.

[…] De acordo com Amélia Cunha, enfermeira especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, o Cantinho da Amamentação do Centro de Saúde Norton de Matos foi um dos cinco primeiros a nível nacional a obter a declaração de qualidade pela DGS em parceria com a Associação Mama Mater, o que aconteceu no IV Encontro Nacional de Conselheiros, realizado no Estoril em Maio último.
É no Cantinho da Amamentação do Centro de Saúde Norton de Matos – o primeiro a ser criado em Coimbra e a integrar a rede nacional –, que Amélia Cunha se disponibiliza [de segunda a sexta-feira, num horário flexível] a ajudar mães e bebés a ultrapassarem as dificuldades que possam surgir no aleitamento. […]»

Fonte: As Beiras, 08-07-2009

Taxas de aleitamento materno longe das recomendações da OMS

Segundo Adelaide Taborda, obstetra da Maternidade Bissaya Barreto (MBB), “nas últimas décadas as taxas de aleitamento materno desceram muito abaixo do desejado”.

«[…] Logo no primeiro mês, as dúvidas e a falta de apoio às mães fazem a taxa de aleitamento baixar, tornando importante, de acordo com Adelaide Taborda e Ana Paula Costa [enfermeira da MBB], uma continuidade de promoção nos centros de saúde. Depois, é ao quarto mês que a descida volta a acentuar-se, com o regresso das mães ao trabalho e aqui é fundamental a compreensão dos empregadores. “Uma solução é retirar o leite e congelá-lo, algumas mães já o fazem”, mas bom mesmo, para esta e para outras questões que têm a ver com a saúde do bebé, seria que a licença de maternidade efectiva fosse de seis meses, consideram. […]»

Fonte: Diário de Coimbra, 6/10/2008, “Taxas de aleitamento materno longe das recomendações da OMS”.