Segurança dentro de casa – Cama e Muda de Fraldas

Devemos acabar com a ideia de que os acidentes só acontecem quando viajamos de automóvel.
Os acidentes domésticos são a maior causa de hospitalização de crianças.

CAMA

As grades da cama não devem estar afastadas mais de 6cm para que a criança não consiga meter a cabeça entre elas.

Não deve haver ângulos nos cantos das cabeceiras e pés da cama, pois a criança pode colocar lá o pescoço

Os cantos não devem ter guarnições.

Todos os parafusos e ferragens devem ser aparafusados. A actividade da criança pode levar ao desprendimento e colapso da cama, sufocando-a.

Inspeccionar semanalmente as ferragens da cama. Não substituir pequenas partes em casa, mas antes consertar no fabricante.

Se a cama for antiga, por precaução, deve-se retirar a tinta e pintá-la com uma de boa qualidade.

O colchão deve ser colocado bem adaptado aos lados da cama, não devendo existir uma folga maior que um dedo.

Logo que o bebé se sente, convém baixar o colchão para um nível em que o bebé não possa cair da cama. As quedas mais frequentes ocorrem quando o bebé tenta subir e saltar para fora da cama. A cama deve ser substituída quando o bebé atinge os 90cm.

A altura das paredes da cama deve ter no mínimo 10cm acima do colchão, mesmo na posição mais alta. Assegure-se de que os lados da cama estejam bem fechados e que não possam ser abertos pela criança. Deixar sempre as grades subidas quando a criança estiver na cama.

Verificar, periodicamente, o bom estado da cama – ferragens e lascas ou rachadelas na madeira.

Forrar por dentro as grades enquanto o bébé for lactente.

Retirar as forras quando o bebé se puder levantar.

Se se colocar um brinquedo móvel sobre a cama, verificar se está bem seguro e suficientemente alto para que o bebé não possa alcançá-lo; removê-lo quando o bebé for capaz de o segurar nas mãos e joelhos ou quando tiver 5 meses.

Não colocar a cama ao lado da janela.

Muda Fraldas AmplitudeMUDA DE FRALDAS

Escolher uma mesa robusta com guardas de 5cm em todos os lados.

O tampo da mesa deve ser ligeiramente côncavo.

Nunca deixar a criança sozinha na mesa de vestir nem por um só momento.

Colocar a roupa, fraldas e artigos de toilete, ao alcance da mão, para não ter sair do lado do bebé quando o estiver a vestir.

Fonte: Fichas Bébé Confort. Com a colaboração de Laurentina Cavadas, Médica Pediatra.

Cuidados de segurança

Os acidentes são a primeira causa de morte e incapacidade em crianças entre 1 e os 15 anos de idade. Os acidentes de automóveis são, sem dúvida, os responsáveis por grande número de lesões e mortes. Mas muitas crianças morrem ou ficam feridas por equipamentos especificamente designados para o seu uso.

Como é que a criança é lesada? Cada lesão envolve 3 elementos:

1- Factores relacionados com a criança.

2- Objecto que causa a lesão.

3- Ambiente em que a lesão ocorre.

A idade da criança marca a diferença no tipo de protecção de que necessita.

Durante os primeiros 6 meses podemos resguardar a criança de uma forma segura, mas nunca deixá-la sozinha em situação perigosa. Mas, logo que começa a mover-se ela cria perigo a si própria – primeiro rolando na cama, depois arrastando-se para lugares que não devia e, finalmente, procurando activamente coisas para lhe tocar. Logo que a criança começa a deslocar-se, dizemos-lhe – NÃO – se se aproxima de algo potencialmente perigoso. No entanto ela não compreende o verdadeiro significado da nossa mensagem. Mesmo que lhe digamos 20 vezes por dia, para não se aproximar do bidé, ela volta ao quarto de banho cada vez que saímos de lá.

imageAos 9 meses a criança não tem a memória desenvolvida o suficiente para relembrar o ensinamento que lhe demos, quando se aproxima, de novo, do objecto ou situação proibida. O que parece ser uma travessura é, de facto, o teste repetido da realidade. Esta é a via normal de aprendizagem para a criança desta idade.

O 2º ano de vida é, de facto, uma fase muito arriscada para a criança, porque as suas capacidades físicas excedem a compreensão e consequências das suas acções. Apesar de o julgamento melhorar nesta idade, o seu sentido de perigo não é suficiente e o seu auto controle não está desenvolvido para fazê-la parar quando observa algo interessante. Mesmo as coisas que não vê interessam-lhe; a sua curiosidade fá-la ir ao final da prateleira do frigorífico ou à caixa dos medicamentos. Nestas idades jovens as crianças são extraordinariamente mímicas – tentam tomar medicamentos como viram a mãe fazer ou brincar com a máquina de barbear como o pai.

Gradualmente, entre os 2 e os 4 anos, a criança desenvolve um sentido mais maduro de si própria, como pessoa que faz acontecer as coisas – que actua: toca no interruptor e a luz acende. Nesta idade estão tão envolvidas, elas próprias, que apenas vêem a sua parte na acção. Os riscos são misturados com o chamado “pensamento mágico” que significa que a criança procede como se, seguindo os seus desejos, de facto, acontecem. Não podemos esperar que uma criança com 2- 4 anos compreenda que estas acções podem ter consequências perigosas para si própria e para os outros. Por estes motivos, deve-se estabelecer e reforçar regras de segurança, assim como explicar o porquê das regras: “Não deves atirar pedras porque podes magoar o teu amigo” ; “Nunca atravesses a rua sozinho, porque podes ser atropelado” .

Temos que repetir as regras sempre que a criança esteja na iminência de cometer o mesmo erro, até que ela compreenda que actos não seguros são sempre reprováveis. Para a maior parte das crianças são necessárias dezenas de repetições até serem lembradas, mesmo as regras de segurança fundamentais.

Fonte: Fichas Bébé Confort. Com a colaboração de Laurentina Cavadas, Médica Pediatra