O seu bebé é mais esperto do que julga.

Alison Gopnik* publicou recentemente um artigo deveras interessante sobre as capacidades de aprendizagem dos bebés e o modo como eles aprendem.

Se ao longo de muito tempo os psicólogos e filósofos consideraram que os bebés e as crianças de tenra idade eram basicamente adultos inacabados, os estudos mais recentes indicam que os bebés são mais inteligentes do que alguma vez se pensou.

Uma dessas experiências foi a formulada por Fei Xu e Vashti Garcia, na Universidade da Colômbia Britânica, destinada a provar que os bebés conseguiam compreender as probabilidades – “Mostraram a bebés de oito meses uma caixa cheia de bolas de ping pong: a maioria eram brancas mas havia também algumas vermelhas. Os bebés ficaram mais surpresos e olharam mais tempo e com mais atenção para a pessoa que realizava a experiência quando quatro bolas vermelhas e uma branca eram retiradas da caixa – um resultado possível mas improvável – do que quando quatro bolas brancas e uma vermelha eram recolhidas.

Vários pesquisas deste género têm confirmado as capacidades surpreendentes dos bebés. Mas os estudos também têm indicado que a inteligência dos bebés é bastante diferente da dos adultos.

O cérebro jovem é assaz plástico e flexível e tem mais ligações neuronais do que o cérebro de um adulto, apesar de ser muito menos eficiente. Os bebés e crianças pequenas são terríveis a planear e a concentrar-se apenas numa situação. Tal constatação levou a que, durante muito tempo, se subestimassem as suas capacidades. Como afirma Gopnik: “Computer scientists talk about the difference between exploring and exploiting — a system will learn more if it explores many possibilities, but it will be more effective if it simply acts on the most likely one. Babies explore; adults exploit.”

É por isto que, segundo Gopnik, a educação de um bebé não pode seguir os mesmos parâmetros da educação escolar. É um erro querer transformar um jardim-de-infância numa escola apostada em ensinar os bebés e as criancinhas de um modo muito planeado e focado em competências muito específicas, como se faz para crianças a partir dos 5/6 anos.

A mensagem de Alison Gopnik, autora de livros como “The Scientist in the Crib”, parece ser, sucintamente: “deixem as crianças explorar naturalmente o mundo que as rodeia”.

Gopnik conclui o seu artigo declarando que não há brinquedos prefeitos nem fórmulas mágicas. Mas uma coisa dá como certa e segura: “aquilo que as crianças observam mais atentamente, exploram mais obsessivamente e imaginam de modo mais vívido, são as pessoas à sua volta.”

*Alison Gopnik é professora de psicologia e filosofia na Universidade da Califórnia em Berkeley.

Adpatado de: “Your Baby Is Smarter Than You Think”, por Alison Gopnik, New York Times, 15/08/2009

Pode também ler aqui no blog um outro artigo sobre o trabalho de Alison Gopnik: O cérebro do bebé: o mundo a seus pés.

O cérebro do bebé: o mundo a seus pés

Como é que é ser-se um bebé? Durante séculos esta questão soaria absurda: atrás daquela adorável face estava simplesmente uma cabeça vazia. Um bebé, afinal, não tem a maioria das especificidades que definem a mente humana, tais como a linguagem e a capacidade de raciocínio. […] Pensar como um bebé é não pensar de todo.

A ciência moderna tem acompanhado genericamente esta visão, enumerando todas as coisas que os bebés não poderiam fazer porque os seus cérebros ainda não estavam suficientemente desenvolvidos.

Presentemente, contudo, os cientistas começaram a rever radicalmente a sua concepção da mente do bebé. Utilizando novas técnicas de investigação e novas ferramentas, revelaram que o cérebro de um bebé fervilha de actividade, é capaz de aprender quantidades impressionantes de informação num período relativamente curto. Ao contrário da mente de um adulto, que se restringe a uma pequena parcela da realidade, os bebés conseguem apreender um espectro muito maior de sensações – eles estão, em grande medida, mais despertos para o mundo do que nós estamos.

De acordo com Alison Gopnik, uma psicóloga da Universidade da Califórnia, Berkeley, e autora do livro no prelo “The Philosophical Baby”, “Nós tivemos esta visão muito enganadora dos bebés. O cérebro do bebé está perfeitamente desenhado para aquilo que necessita de fazer, que é aprender sobre o mundo que o rodei. Há momentos em que ter um cérebro completamente desenvolvido pode quase parecer um impedimento.”

Adaptado de: Jonah Lehrer, “Inside the baby mind”, THE BOSTON GLOBE, 26 de Abril de 2009

O porta-bebé, um aconchego inesquecível

image Durante os primeiros meses, o bebé sente naturalmente necessidade de estar em contacto com os pais. Aconchegado no seu porta-bebé, sente-se seguro com a sua presença. Com as mãos livres, pode testemunhar-lhe a sua ternura e levá-lo para todo o lado consigo. Ao ritmo do seu coração, o bebé desenvolve-se serenamente.

 

 

 

 

 

 

 

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Porta-bebés Bébe Confort: Welcome’Excel, Welcom’Extens, Welcom’Relax

Compreender a necessidade de sucção do seu bebé

Ao longo do seu desenvolvimento intra-uterino, o feto mama naturalmente. Após o seu nascimento, o bebé tem esse instinto de sucção, mesmo fora das mamadas – tão importante e inato como a respiração ou a necessidade de se alimentar.
Aos 6 meses, a sucção é um dos únicos recursos de que dispõe de forma autónoma um bebé para aliviar a tensão, para se proteger e para se reconfortar.
A sucção é necessária para o seu desenvolvimento, participando no seu bem-estar que influencia directamente o seu crescimento.

Fonte: Bébé Confort