Prevenção e tratamento do ingurgitamento e da mastite

Ingurgitamento e mastite

O Ingurgitamento é das dificuldades mais frequentes e pode surgir quando o leite não é retirado em quantidade suficiente provocando dor e dificultando a saída do leite – normalmente na subida do leite nas primeiras 48/72 horas.

Pode surgir temperatura que não ultrapassa os 38ºC.

Para prevenir o ingurgitamento a mãe deve:

dar de mamar em horário livre (sempre que o bebé quiser).
colocar a criança a mamar em posição correcta, para que esvazie toda a mama.
é importante variar a posição da mamada.

Para tratar o ingurgitamento:

retirar o leite da mama, colocando o bebé a mamar, com expressão manual ou com um extractor de leite.
quando conseguir retirar um pouco de leite a mama fica mais macia e o bebé poderá sugar mais facilmente.
se o bebé não consegue mamar o leite deve ser retirado manualmente ou com extractor, com a frequência necessária para que as mamas fiquem mais confortáveis e até o ingurgitamento desaparecer.
diminuir a ingestão de líquidos.


A Mastite surge do bloqueio de um ducto mamário. Neste caso a mama fica avermelhada, quente, inchada e dolorosa. A mulher tem febre, normalmente elevada e sente mau estar.

Para tratar a mastite:

O médico assistente indicará qual a medicação que a mãe deve seguir. Entretanto é fundamental que a mãe:

– repouse,
– retire o leite manualmente ou com extractor,
continue a amamentar do lado não afectado, se a terapêutica instituída não for prejudicial para o bebé.

Habitualmente a situação melhora em um ou dois dias.

Febre – medicação

Medicação

A febre só deverá ser tratada se a criança estiver desconfortável ou tiver história de crises convulsivas.

Há vários medicamentos que podem reduzir a temperatura corporal por bloqueio dos mecanismos que causam a febre, chamados antipiréticos, como: paracetamol, ibuprofeno e aspirina. Esta não deve ser usada apenas para baixar a temperatura.

O ibuprofeno pode ser usado em crianças a partir dos seis meses de idade, se não houver desidratação ou vómitos intensos. A dose destes medicamentos deve ser de acordo com o peso da criança e sempre com o conselho do pediatra.

 

Banho tépido

Na maior parte dos casos a medicação com paracetamol e ou ibuprofeno é o processo mais adequado para tornar mais confortável a criança febril. No entanto se a febre persistir ou tiver vómitos intensos que impeçam o tratamento oral, poder-se-á combinar com um banho tépido ou refrescar o bebé com compressas de água morna.

– Colocar a criança em banheira com água tépida – 32,5 º C. Se não tiver termómetro usar as costas da mão ou pulso – deve-se sentir a água ligeiramente quente;

– Não usar água fria que pode causar arrepios e aumentar a temperatura;

– Sentar a criança na água e deitar pequenas quantidades de água no tronco, braços e pernas. Ao evaporar a água a pele arrefece;

– Idealmente o quarto deverá estar a 23º C.

 

Sugestões para febre ligeira

  1. Manter a criança em quarto confortavelmente fresco e vestida ligeiramente;

  2. Encorajá-la a beber líquidos – água, sumo diluído de frutos ou soluções electrolíticas orais;

  3. Colocar ventoinha se o quarto estiver quente e abafado;

  4. A criança com febre pode deambular pela casa, sem correr;

Afastar a criança febril de outras crianças ou pessoas idosas se a febre for devida a doença contagiosa.
Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

A febre – quando chamar o pediatra

  1. Bebé com menos de dois meses de idade e temperatura de 38 º C ou mais;

  2. Bebé entre três e seis meses de idade com temperatura de 38,5 º C ou mais;

  3. Bebé com mais de seis meses de idade e temperatura de 39,5 º C ou mais (esta temperatura pode indicar infecção grave ou desidratação que requeira tratamento);

Nestas duas ultimas situações a decisão de chamar o pediatra deverá depender da presença de sintomas associados, como: dor de garganta, dor de ouvidos, tosse, rash cutâneo (manchas na pele), vómitos, diarreia.

  1. Criança inquieta ou mais sonolenta que o habitual – o nível da actividade da criança tende a ser um indicador mais importante do que o valor da febre;

  2. Se a criança tiver mais de um ano de idade, se comer e dormir bem, com momentos de boa disposição não será necessário ir ao médico imediatamente, a não ser que a temperatura persista por mais de 24 horas;

  3. Se a criança tiver delírios (ver objectos que não existam ou falar de maneira estranha);

  4. Golpe de calor – criança excitada e tenha estado em ambiente muito quente;

  5. Convulsão febril;

  6. Criança com doença crónica e temperatura de 38 º C.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Golpe de calor

Uma situação rara mas séria, que se pode confundir com febre é o chamado golpe de calor – que não é causado por doença mas por excesso de calor ambiente, como;

– Praia muito quente;

– Carro fechado e muito aquecido no verão;

– Bebé muito agasalhado com tempo quente e húmido.

Nestas circunstâncias a temperatura corporal pode aumentar a níveis perigosos, cerca de 40,5 º C.

Como actuar:

-Retirar a criança para lugar fresco;

-Colocá-la próximo de uma ventoinha;

-Molhar o corpo com esponja embebida em água fria;

-Depois de arrefecida a criança deve ser levada de imediato a um serviço de urgência.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Convulsão febril

Entre os seis meses e os quatro anos a febre pode desencadear convulsões febris que normalmente surgem nas primeiras horas da doença. A criança adquire um aspecto peculiar: fica tensa, contorce-se, revira os olhos, perde a consciência por alguns momentos e a pele torna-se cianosada (um pouco mais escura) durante o episódio.

Uma convulsão completa normalmente demora menos de um minuto podendo, raramente, demorar até quinze minutos; termina em alguns segundos, parecendo no entanto uma eternidade a pais assustados.

Convém saber que as convulsões febris são quase sempre inofensivas, isto é, não causam lesões cerebrais, paralisias ou atraso mental. Devem ser referenciadas, de imediato, ao serviço de urgência. Raramente acontece mais do que uma vez em 24 horas.

Como actuar:

-Colocar o doente no chão ou cama longe de objectos duros ou pontiagudos.

-Virar a cabeça de lado para a saliva ou vómito sair livremente.

-Não colocar nada na boca (a língua não cai para trás).

-Chamar a ambulância ou levar de imediato ao serviço de urgência.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

A febre

A temperatura da criança normal varia com a idade, a actividade e a hora do dia. Os lactentes tendem a ter uma temperatura mais alta do que as crianças mais velhas. É mais alta no fim do dia e mais baixa entre a meia-noite e a manhã cedo.

Considera-se normal uma temperatura rectal até 37,8 º Celsius ou oral e axilar até 37,2 º C; acima destes valores indica febre.

Por si só a febre não é doença, mas um sinal positivo de reacção do organismo contra uma infecção ou inflamação. A febre vai estimular certas defesas como a produção de leucócitos (células sanguíneas brancas) que atacam e destroem os microrganismos invasores. Contudo a febre pode tornar-se desconfortável, aumentando a frequência cardíaca e respiratória e a necessidade de líquidos. Normalmente acompanha doenças respiratórias como pneumonias, otites, gripes, amigdalites e ainda infecções intestinais, urinárias e grande parte de doenças víricas.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Mastite

A mastite é uma infecção bacteriana do tecido mamário que causa febre, arrepios, dores de cabeça, náuseas e falta de forças. O seio fica vermelho, inchado, quente e doloroso. Quando isto acontece deverá ser observada pelo médico podendo, no entanto, continuar a amamentar o bebé.

A infecção é tratada pela remoção do leite (com bomba ou dando de mamar) com repouso, ingerindo líquidos e tomando antibióticos adequados à amamentação. Não se deve deixar de amamentar, pois o leite não está infectado e estes antibióticos não causam alterações na composição do leite. A mastite pode ser um sinal de diminuição das defesas do organismo, devendo a mãe descansar, dormir e diminuir a actividade física, o que vai ajudar à recuperação.

Se a amamentação do seio com mastite causar dor intensa, deverá iniciar a mamada no seio saudável, ao mesmo tempo que deixa sair o leite do seio doente; esta atitude faz diminuir a pressão, permitindo completar a mamada neste seio, agora com menos desconforto.

Contudo, algumas mães sentem menos dor se o leite for retirado com a bomba e posteriormente utilizado.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)