O tempo de gestação depende da estrutura da placenta que liga a mãe ao feto

«[…] Uma equipa de investigadores das universidades britânicas de Durham e Reading estudou 109 espécies de mamíferos e descobriu que, apesar de também existirem outros factores envolvidos nesta questão, como a dimensão dos indivíduos das diferentes espécies – quanto maiores são, maior é a tendência para gestações mais longas -, a chave está na estrutura da placenta que liga a mãe ao feto. Quanto mais complexa é a forma da placenta, menos tempo de gestação é necessário para o desenvolvimento dos filhos. A descoberta foi publicada [em 17/11/2010] na revista científica American Naturalist.

[…] As coisas funcionam assim: quanto mais complexa é a estrutura, e quanto mais ligações existem entre a placenta e o novo ser, mais rápido é o período de gestação. […] "Nos seres humanos, a placenta tem uma ramificação simples como se fossem dedos, e as conexões entre os tecidos da mãe e os do feto são limitadas", explica Isabella Capellini [coordenadora da investigação, da Universidade de Durham].»

Fonte: Diário de Notícias, 18/11/2010

A importância crucial do uso do cinto de Segurança durante a gravidez

Um novo estudo da Universidade do Michigan vem reforçar a importância do uso do cinto de segurança durante a gravidez.

Segundo Mark D. Pearlman, do Departmento de Obstetrícia e Ginecologia (um dos autores do estudo), dos 370 fetos que morrem anualmente nos E.U.A. em consequência de acidentes de viação, cerca de 200 seriam salvos se as as mulheres usassem sempre cinto de segurança:

“Algumas mulheres têm muito receio porque julgam que o cinto magoará o seu bebé nascituro em caso de acidente. Este estudo mostra que o oposto é verdade, que os cintos de segurança protegem claramente o feto. É muito claro, com base neste estudo, que uma mulher grávida deve colocar o cinto de segurança sempre que está dentro de um automóvel.”

Embora sejam relativos aos E.U.A. este estudo apresenta alguns factos relevantes que devem merecer muita atenção:

  • Cerca de 6 a 7% das mulheres grávidas estão envolvidas num acidente de viação durante o período de gravidez.
  • Há mais mortes de fetos por acidentes rodoviários do que mortes de crianças durante o seu primeiro ano de vida devido a acidentes de viação.
  • O uso adequado de cintos de segurança por todas as mulheres grávidas preveniria aproximadamente 84% de todas as consequências adversas para o feto devido a acidentes de automóvel.

Com base nestes dados, o medo de prejudicar o feto, o desconforto que o cinto provoca ou o puro e simples esquecimento não devem servir de desculpa para não usar o cinto de segurança durante a gravidez. Este deve ser usado do seguinte modo:

  • Use o cinto de segurança na parte inferior do abdómen;
  • Use a precinta diagonal posicionada lateralmente ao útero, entre os peitos.

Se não usava o cinto de segurança habitualmente, use-o pelo seu filho.

Fonte: Esta investigação foi publicada no American Journal of Obstetrics & Gynecology, Vol. 198, Issue 4, April 2008. “Fetal Outcome in Motor-Vehicle Crashes: Effects of Crash Characteristics and Maternal Restraint”

Nascer para – e com – a música

«O feto ouve desde muito cedo. A voz da mãe é o primeiro som a ser conhecido e pode dizer-se que é música para os seus ouvidos. […] O debate em torno do tema “Intervenção Cardíaca Fetal”, que decorreu na última sexta-feira em Coimbra, juntou especialistas nacionais e internacionais em várias áreas.

[…] Coube ao maestro Virgílio Caseiro falar sobre a música no bem-estar do coração fetal. “O mais importante, qualquer que seja o estilo, o ritmo, o volume ou o momento, é o facto de a música nos transmitir alguma coisa, disse o maestro. Assim, uma emoção, uma memória, um desejo ou até um sentimento “vale também para os bebés, incluindo os que ainda não nasceram”, acrescentou.»

Fonte: Diário As Beiras (texto de Raquel Mesquita).