O sono do bebé no primeiro mês

Neste período não se deve esperar muita atenção do bebé quando está a chorar, pois nesse momento o que necessita é de ser confortado. O mesmo barulho que o encantou quando estava feliz, agora vai irritá-lo e fazê-lo chorar ainda mais.

À medida que o sistema nervoso se torna mais desenvolvido, vai estabelecendo um padrão de choro, de sono, de comer e de brincar, conjugando-os ao seu próprio esquema diário.

Nesta altura necessita comer a cada 3 horas e, no final do 1º mês, vai estar acordado por períodos maiores durante o dia, estando mais alerta e reactivo nesses períodos.

Letargia e Sonolência

O recém-nascido passa a maior parte do tempo a dormir. Se acordar cada 2 ou 3 horas, comer bem, parecer satisfeito e estiver desperto parte do dia, será perfeitamente normal dormir durante o restante dia. Mas, se raramente estiver desperto, não acordar por si próprio para as refeições, ou parecer demasiado cansado ou desinteressado em comer, deve consultar o pediatra.

Esta letargia – especialmente se for uma mudança súbita do seu padrão habitual – pode ser um sintoma de doença grave.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Estádios de consciência do bebé

À medida que se vai conhecendo o bebé, rapidamente nos apercebemos que há momentos em que está muito alerta e activo, momentos em que está acordado, mas bastante passivo e outras vezes cansado e irritável. Estes chamados estádios de consciência vão alterar-se rapidamente durante o 1º mês de vida.

Há 6 estádios de consciência – 2 de sono e 4 de vigília – que se alternam várias vezes por dia.

Estádio 1 – sono profundo – o bebé está muito quieto, sem se mover e praticamente não responde. Um barulho repetido no ouvido, apenas o fará mexer-se um pouco.

Estádio 2 – sono mais activo – o mesmo barulho no ouvido irá provocar-lhe um sobressalto e fá-lo-á acordar. Durante este sono ligeiro, poderá ver-se movimentos rápidos dos olhos mantendo as pálpebras fechadas. Estes 2 estádios de sono alternam-se ciclicamente. Por vezes o bebé refugia-se neste estádio quando está muito estimulado ou cansado.

Estádio 3 – acontece quando o bebé acorda ou começa a adormecer. Os olhos rodam para trás enquanto as pálpebras se fecham. Pode esticar-se, bocejar ou sacudir braços e pernas.

Uma vez acordado irá para um dos 3 restantes estádios: fica acordado, feliz mas relativamente imóvel – estádio 4; fica alerta e muito activo – estádio 5; ou fica a chorar – estádio 6.

Se, nos estados 4 e 5 – quando está acordado e feliz, fizerem um barulho junto ao ouvido, ele fica quieto e vai rodar a face para a fonte do som. Esta é a altura em que o bebé está mais reactivo e atento ao que se passa à sua volta.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Padrões de sono do bebé

À medida que a criança cresce, o seu estômago aumenta de tamanho, passando a ser maiores os intervalos das refeições. Por volta dos 3 meses, cerca de 90 % dos bebés poderão dormir 6 a 8 horas, sem acordar, durante a noite. Normalmente isto acontece quando se atinge 5,5 kg – 6 kg. Assim, se o bebé for grande, poderá começar a dormir <toda a noite, mesmo antes dos 3 meses.

Um recém-nascido poderá adormecer mais facilmente se for embalado suavemente; alguns lactentes necessitam que se caminhe, embale, fale suavemente ou coloque a chupeta; outros ficarão mais relaxados com uma música suave.

Mesmo antes de nascer, os dias do bebé são divididos em períodos de sono e de vigília. Desde os 8 meses de gestação ou até mais cedo, o sono é constituído por 2 fases distintas:

Sono com movimentos rápidos dos olhos (rapid eye movement – REM) – sono REM – durante o qual se tem um sono activo. Durante estes períodos os olhos movem-se, mantendo as pálpebras fechadas, quase como se estivesse a observar o desenrolar do sonho. Parece assustar-se, contorcer a face fazendo movimentos bruscos com as mãos e pés. Todos estes sinais são normais do sono REM.

Sono Não REM

Este sono consiste em 4 fases: sonolência, sono ligeiro, sono profundo e sono muito profundo. Durante a progressão de sonolência ao sono mais profundo, o bebé torna-se progressivamente menos activo, a frequência respiratória baixa, torna-se muito tranquilo, até que no sono mais profundo, virtualmente fica sem emoções. Muito poucos sonhos, se alguns, ocorrem durante o sono Não REM.

Inicialmente o recém-nascido poderá dormir cerca de 16 horas por dia, divididas em 3 ou 4 horas de sonos leves, igualmente espaçadas entre as refeições. Cada um destes períodos de sono inclui iguais conjuntos de sonos REM e Não REM, organizados pela seguinte ordem: sonolência, sono REM, sono ligeiro, sono profundo e sono muito profundo.

Aos 2-3 meses esta ordem muda à medida que vai crescendo, alternando fases Não REM antes de entrar em sono REM. Este padrão irá manter-se e continuará pela idade adulta.

À medida que cresce, a quantidade de sono REM vai diminuindo e o sono torna-se de uma maneira geral, mais calmo.

Aos 3 anos, as crianças passam um terço ou menos do tempo total de sono, em sono REM.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Posição de dormir do bebé

Durante muito tempo recomendou-se que os lactentes, particularmente entre o nascimento e os 4 meses de idade, deveriam dormir de barriga para baixo, pensando que seria a melhor maneira de evitar a aspiração (entrada de alimentos na traqueia) em caso de vómito.

Sabe-se agora que deitado de costas é uma posição segura, principalmente porque está relacionada com o síndroma da morte súbita, responsável por mais mortes, nos Estados Unidos, do que qualquer outra causa, durante o 1º ano de vida.

Por isso a AAP (Academia Americana de Pediatria) recomenda que os lactentes saudáveis sejam deitados de costas para dormir.

A explicação correcta da morte súbita não se sabe, mas pode estar relacionada, no lactente deitado sobre o seu estômago, com uma menor oxigenação ou uma menor eliminação de dióxido de carbono, pois o bebé nesta posição, vai respirar o mesmo ar contido numa pequena bolsa da cama, formada à volta do nariz.

Embora a posição de dormir não seja a única justificação para o sindroma da morte súbita, parece no entanto estar fortemente relacionada com ele, o que justifica a recomendação. Há, no entanto, algumas excepções.

A recomendação de deitar o bebé de costas aplica-se a todos os lactentes saudáveis, durante o 1º ano de vida, sendo particularmente importante nos primeiros 6 meses, quando a incidência do sindroma da morte súbita é maior. Também se pode deitar o bebé de lado, alternando um lado com o outro.

Desde 1992, altura em que AAP começou a recomendar esta posição para dormir, a incidência anual do sindroma da morte súbita, diminuiu mais de 50 %.

É também muito importante evitar colocar almofadas, cobertores, mantas ou mesmo brinquedos de tecidos moles, pois podem bloquear a entrada de ar, se se encostarem à face do bebé.

Deve-se evitar colocar o bebé em colchões de borracha ou muito moles, ou sofás.

Uma cama segura para um lactente deverá ter um colchão firme, coberto por um lençol.

Brinquedos moles ou peludos devem estar fora da alcofa do bebé.

A temperatura do quarto deve ser confortável, não colocando o bebé perto da saída de ar quente ou janelas abertas.

Usar uma só peça de roupa para cobrir o bebé, que deve ser dobrada por baixo do colchão e não ultrapassar o peito, para evitar o risco de cobrir a face.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

O sono do bebé

No início o recém-nascido não faz a diferença entre o dia e a noite. O seu estômago vai mantê-lo relativamente satisfeito por períodos de 3 a 4 horas, independentemente da hora do dia e, assim, irá acordar como um relógio, para se alimentar, nas primeiras semanas.

No entanto, mesmo nesta idade, pode-se começar a ensinar que a noite é para dormir e o dia é para brincar. Para isso, não se deve acender a luz nem demorar na muda da fralda, durante a noite. Se no final da tarde dormir mais de 3 horas, deve-se acordar e conversar ou brincar com o bebé, para que possa reservar algum sono extra para a noite.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Marcos visuais no final do sétimo mês do bebé

Marcos visuais no final do 7º mês(AAP)

  • Desenvolvimento completo da visão das cores

  • Maturação da visão à distancia

  • Melhoria da capacidade de seguir objectos em movimento

 

O desenvolvimento da visão vai progredindo de forma gradual e constante até atingir a maturação cerca dos três / quatro anos de idade.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Marcos visuais no final do terceiro mês do bebé

Marcos visuais no final do 3º mês(AAP)

  • Observa faces intensamente

  • Segue objectos em movimento

  • Reconhece objectos familiares e pessoas à distância

  • Começa a usar mãos e olhos em coordenação

A boa visão tem um papel muito importante no desenvolvimento precoce motor e cognitivo.

Os olhos tornam-se tanto mais funcionais quanto mais a criança precisar deles.

Só nesta fase consegue distinguir tonalidades subtis de vermelho, azul e amarelo. O vermelho e o azul parecem ser as cores favoritas da maior parte dos lactentes desta idade. À medida que vão crescendo vão aumentando o gosto por padrões e formas mais complexas.

Aos quatro meses o alcance da visão aumentou para vários metros e continua a aumentar até que cerca dos sete meses a visão estará mais perto da maturação. Aprende a seguir movimentos cada vez mais rápidos com os olhos.

À medida que melhora a coordenação mão / olho o bebé será também capaz de segurar os objectos.

A melhor maneira de estimular a visão do bebé é colocar um objecto móvel pendurado no berço ou na sua frente quando sentado.

Aos cinco meses o bebé rapidamente fica rapidamente cansado e procura outros objectos para observar. Nesta idade pode puxar para si o objecto móvel, motivo por que dever-se-á retirar do berço os objectos pendurados.

Uma maneira de manter o interesse visual do bebé é passeá-lo pela casa ou sair à rua. Devemos ajudá-lo a observar novos objectos, ao mesmo tempo que lhe vamos dizendo o nome deles.

Um espelho é outra fonte de fascinação nesta idade.

O bebé deve ser observado como responde quando se lhe apresenta novas formas e cores. Se lhe parecer não estar interessado em objectos novos ou um dos olhos se desviar, dever-se-á informar o pediatra.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Marcos visuais no final do primeiro mês do bebé

Marcos visuais no final do 1º mês(AAP – Academia Americana de Pediatria)

  • Foca objectos a uma distância de 20-30 cm

  • Tem movimentos erráticos dos olhos e por vezes cruza-os

  • Prefere preto e branco e padrões contrastantes

  • Prefere a face humana a qualquer outro padrão

 

A partir do primeiro mês de idade o bebé consegue fixar, brevemente, objectos a uma distância de 90 cm. Assim, ele olha com atenção o berço, jogos de luzes, sombras na parede. Contudo a face humana é a sua imagem favorita. Quando está ao colo, a sua atenção é atraída para a face e particularmente para os olhos, o que por vezes o faz sorrir.

Gradualmente o alcance visual alarga-se podendo então olhar para toda a face, tornando-o mais reactivo às expressões faciais. Ao mesmo tempo aprende a seguir objectos em movimento. Podemos ajudá-lo a praticar esta habilidade, movendo a nossa cabeça lentamente de um lado para o outro ou movimentando um objecto grande e de cor apelativa em frente a ele (após ter captado a atenção do bebé para o objecto).

Por esta altura gosta de se olhar ao espelho, podendo ser colocado um espelho inquebrável no berço para que se entretenha sozinho.

Aos dois meses, quando os seus olhos estão mais coordenados e podem mover e focar ao mesmo tempo, consegue seguir um objecto em movimento em todo o semicírculo à sua frente.

Este aumento da coordenação visual dar-lhe-á, também, a percepção da profundidade que necessita para seguir objectos quando se movem para ele e se afastam dele.

Aos três meses adquire o controle da mão e braço necessário para tocar nos objectos quando se movem acima e em frente dele; a prática deste movimento ajudá-lo-á a desenvolver a coordenação mão / olho.

Se nesta idade mantiver estrabismo (olhos não dirigidos na mesma direcção) deverá comunicar ao pediatra.

A visão à distância é desenvolvida por esta altura e assim, ele sorri quando a mãe está a meia distância dentro do quarto.

Aos quatro meses pode fitar a televisão à distância ou olhar para fora da janela. A visão das cores desenvolve-se nesta altura.

À medida que a visão se desenvolve, o lactente, naturalmente, procurará mais coisas estimulantes para olhar.

Com um mês de idade o padrão favorito será imagens lineares simples ou axadrezadas. Com três meses estará mais interessado em padrões circulares e espirais. Esta é uma das razões porque círculos e curvas são tão apelativos.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

A visão do recém-nascido

Apesar de os recém-nascidos terem tendência a manter os olhos fechados a maior parte do tempo, eles podem ver, reagir a mudanças de iluminação e fixar pontos de contraste. Como são muito sensíveis à luz brilhante, as pupilas estão contraídas (pequenas) para limitar a quantidade de luz que entra nos seus olhos.

A acuidade visual no recém-nascido de termo é próxima de 20/150 e alcança o nível do adulto, 20/20, cerca dos três anos de idade.

Uma das respostas mais precoces a estímulos visuais é o reconhecimento da face materna, especialmente durante a amamentação.

O bebé nasce com visão periférica (capacidade de ver para os lados) e gradualmente adquire a capacidade de focar um ponto próximo, dentro do campo visual; gosta de olhar para objectos a cerca de 20 – 30 cm de distância, em frente dele.

Muitos recém-nascidos podem ter coordenação imperfeita dos movimentos oculares e do alinhamento dos olhos nos primeiros dias ou semanas, devendo a coordenação correcta ser alcançada até cerca dos 3 meses. O desvio persistente de um dos olhos requer avaliação por oftalmologia.

A íris do recém-nascido vai sofrendo mudanças progressivas na cor, com aumento da pigmentação, nos primeiros seis meses de vida.

Não há lágrimas com o choro até aos 1-3 meses.

Às duas semanas as pupilas começam a dilatar, permitindo ver uma maior quantidade de formas de luz e escuro.

Quanto maior for o contraste de um objecto maior será a captação da sua atenção. Assim, o bebé estará mais atento às figuras brancas / pretas: faixas fortemente contrastantes, padrões axadrezados e muito em especial à face da mãe.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Febre – medicação

Medicação

A febre só deverá ser tratada se a criança estiver desconfortável ou tiver história de crises convulsivas.

Há vários medicamentos que podem reduzir a temperatura corporal por bloqueio dos mecanismos que causam a febre, chamados antipiréticos, como: paracetamol, ibuprofeno e aspirina. Esta não deve ser usada apenas para baixar a temperatura.

O ibuprofeno pode ser usado em crianças a partir dos seis meses de idade, se não houver desidratação ou vómitos intensos. A dose destes medicamentos deve ser de acordo com o peso da criança e sempre com o conselho do pediatra.

 

Banho tépido

Na maior parte dos casos a medicação com paracetamol e ou ibuprofeno é o processo mais adequado para tornar mais confortável a criança febril. No entanto se a febre persistir ou tiver vómitos intensos que impeçam o tratamento oral, poder-se-á combinar com um banho tépido ou refrescar o bebé com compressas de água morna.

– Colocar a criança em banheira com água tépida – 32,5 º C. Se não tiver termómetro usar as costas da mão ou pulso – deve-se sentir a água ligeiramente quente;

– Não usar água fria que pode causar arrepios e aumentar a temperatura;

– Sentar a criança na água e deitar pequenas quantidades de água no tronco, braços e pernas. Ao evaporar a água a pele arrefece;

– Idealmente o quarto deverá estar a 23º C.

 

Sugestões para febre ligeira

  1. Manter a criança em quarto confortavelmente fresco e vestida ligeiramente;

  2. Encorajá-la a beber líquidos – água, sumo diluído de frutos ou soluções electrolíticas orais;

  3. Colocar ventoinha se o quarto estiver quente e abafado;

  4. A criança com febre pode deambular pela casa, sem correr;

Afastar a criança febril de outras crianças ou pessoas idosas se a febre for devida a doença contagiosa.
Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)