«A enfermeira especializada em psiquiatria Valéria Feitosa concluiu em sua dissertação de mestrado que a gestação e o pós-parto são os períodos da vida da mulher em que ela mais sofre de depressão. Segundo informações da agência USP de Notícias, no estudo defendido em novembro na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, Valéria explica que entre os fatores de risco para as mães estão rotina alterada e falta de apoio à gravidez.
A primeira ou segunda gestação, além da gravidez indesejada, também podem contribuir para o surgimento da depressão. Já na depressão pós-parto, os fatores são: não ter religião, ter um companheiro desempregado, ter tido depressão na gestação, não receber suporte do Sistema Único de Saúde (SUS), não receber ajuda para cuidar do recém nascido e não receber ajuda do companheiro. “A rotina da mulher muda, muitas vezes ela não tem condições financeiras ou apoio da família. E ainda há as dificuldades com os hormônios”.»Fonte: Agência Estado
Estudo: Fumar na gravidez afecta tiróide de mãe e filho
“Fumar durante a gravidez pode prejudicar o funcionamento da glândula tiróide da grávida e do feto, de acordo com um estudo britânico publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.[…] Foram acompanhados os casos de dois grupos de mulheres em diferentes fases da gravidez (1428 no primeiro grupo e 927 no segundo), bem como um grupo de 618 bebés recém-nascidos.[…] «Nos dois grupos descobrimos que o tabagismo durante a gestação está associada a mudanças nos níveis da hormona tiroideia das mães», disseram os autores. «A medida dos níveis da hormona tiroideia no cordão umbilical de filhos de fumadoras indicou que as mudanças relacionadas com o fumo na função da tiróide também afectam os recém-nascidos».”Fonte: Diário Digital
Óleo de linhaça pode aumentar risco de parto prematuro
«Investigadores canadianos revelaram que os riscos de parto prematuro quadruplicam se for consumido óleo de linhaça nos dois últimos trimestres da gravidez.
[…] A primeira parte da investigação estabeleceu que cerca de 10 por cento das mulheres, entre 1998 e 2003, utilizaram produtos naturais durante a gravidez. Entre os produtos naturais mais consumidos pelas grávidas encontram-se a camomila, utilizada por 19 por cento, o chá verde, consumido por 17 por cento, a hortelã-pimenta e o óleo de linhaça, ambos tomados por 12 por cento das grávidas.
Os investigadores compararam o consumo destes produtos a partos prematuros, tendo apenas um produto apresentado uma forte correlação, o óleo de linhaça.
De acordo com a Dra. Berard [da Faculdade de Farmácia da Universidade de Montreal e do Centro de Investigação do Hospital Sainte-Justine], na população geral, a taxa média de partos prematuros é de 2 a 3 por cento. Contudo, para as mulheres grávidas que consumem óleo de linhaça nos últimos dois trimestres de gestação a taxa sobe para 12 por cento, o que é um risco enorme, acrescentou a Dra. Berard.
A correlação apenas existiu com o óleo de linhaça, contudo, as mulheres que consumiram a semente em si não foram afectadas.»
Fonte: Portal de Farmácia e do Medicamento
Não culpe o útero da sua mãe pelos seus problemas ou o útero como bola de cristal
Um artigo publicado na Slate coloca a seguinte questão: Será que os problemas de saúde futuros começam durante a gestação?
O autor, Darshak Sanghavi, refere diversos estudos e observações que têm relacionado a origem de muitos problemas de saúde com o período de gravidez:
- Um estudo indica que uma criança de três anos cuja mãe tenha aumentado exageradamente de peso durante a gravidez, terá maiores probabilidades de ter, também ela, peso a mais.
- A BBC 4 irá emitir brevemente um documentário (War in the Womb) que “investiga a teoria do conflito fetal-maternal, uma ideia que tem sido ligada à pré-eclâmpsia, bem como a outras disfunções que surgem mais tarde, como a depressão e o autismo”.
- Um grupo de cientistas de Yale, depois de analisar, através de ressonância magnética, os cérebros de mães após o parto, afirma que estes exames sugerem que a resposta do cérebro maternal ao choro do seu próprio bebé é afectado num parto por cesariana. De acordo com este estudo, a sensibilidade ao choro do bebé por parte das mães que têm o parto por cesariana é menor do que as que têm parto vaginal e poderá ter consequências futuras.
Em suma, existem hoje uma série de estudos, publicações e notícias que dão conta da importância crucial que têm os meses de gestação. Estas noções, por sua vez, dão azo e inflacionam a “moderna anxiedade paterna” – o receio por parte dos pais de que as suas acções durante este período inicial tenham consequências irreversíveis.
Darshak Sanghavi, professor de cardiologia pediátrica da Universidade do Massachusetts, considera que muitas destas conclusões são esticadas para além da sua base de suporte. Para Sanghavi, “as previsões do futuro de uma criança centradas no útero” subestimam sempre o papel do ambiente em que essa criança irá viver.
“Procurar no útero a explicação para problemas sociais e de saúde pública complexos, significa em última análise que as pessoas deixaram de tentar mudar as coisas que realmente importam. É pena. A verdade é que nada do que realmente importa neste mundo se consegue com facilidade. E como qualquer estudante aplicado que entrou para a Universidade, pessoa obesa que tenha mudado o seu estilo de vida, ou adulto que tenha ultrapassado uma depressão lhe poderá dizer, em algum momento terá de deixar de culpar o útero da sua mãe pelos seus problemas.”
Pode ler o artigo completo no site da Slate
Gravidez exige cuidados com stress, alimentação e vacinas
«[…] O ginecologista Flávio Garcia de Oliveira, autor do livro “Receitas para Grávidas”, ressalta a importância da alimentação nesse período. “Em cada fase da gestação, o que for ingerido pela grávida será fundamental para a formação do bebê. A mãe é a única fonte de nutrientes da criança nesse período”, afirma.
Para o ginecologista Eliezer Berenstein, além da alimentação balanceada, é importante distribuir as refeições durante o dia. “A gestante deve fazer várias refeições ao dia, diminuindo, assim, o aparecimento daquela incômoda azia e dos problemas digestivos tão conhecidos e indesejados dessa fase”, diz. Berenstein é um dos autores do livro “Gerar e Nascer – um canto de amor e aconchego”, ao lado do pediatra Yechiel Moises Chencinski.
Às mamães de primeira viagem, o pediatra Chencinski explica que o estresse também pode ser sentido pelo bebê. “O bebê ‘mora’ no útero de sua mamãe durante a gestação. Nesse período, portanto, ele está submetido aos mesmos fatores estressantes que podem agredir física ou psicologicamente essa gestante. As alterações físicas causadas pelo estresse, como aumento da pressão arterial, taquicardia, insônia e alterações digestivas, podem interferir de forma prejudicial no desenvolvimento do bebê”, afirma. […]»
Fonte: Globo

