O que as mulheres grávidas precisam de saber acerca do novo vírus da gripe A (H1N1)v

A Direcção-Geral de Saúde publicou um conjunto de recomendações sobre o vírus da Gripe A (H1N1)v no Portal da Saúde. Transcrevemos abaixo as recomendações da DGS para mulheres grávidas:

1. E se eu estiver grávida e contrair esta nova gripe?

As mulheres grávidas têm maior probabilidade de ter complicações graves com a nova gripe A(H1N1)v tal como acontece com a gripe sazonal, mas não há evidência que tenham maior probabilidade de contrair esta infecção.
Saiba que se ficar doente pode fazer o mesmo tratamento que o resto da população.

2. O que posso eu fazer para me proteger a mim, ao meu bebé e família?

Não existe actualmente vacina para esta infecção.
As medidas preventivas são muito importantes.
Siga estes passos para prevenir a propagação de vírus e proteger a sua saúde:

  • Cubra o nariz e a boca com um lenço de papel sempre que tosse, espirra ou alguém o faz perto de si. Deite o lenço no lixo após a utilização;
  • Lave frequentemente as mãos, com água quente e sabão, durante 15 a 20 segundos; especialmente depois de um espirro ou tosse. Se utilizar um gel de lavagem de mãos à base de álcool, não adicione água e espalhe o gel nas mãos até que evapore/seque;
  • Em ambientes muito movimentados, evite tocar nos olhos, nariz e boca, antes de lavar as mãos. O vírus também se propaga deste modo;
  • Se for indicada a sua utilização, use correctamente as máscaras faciais.
  • Evite o contacto com pessoas doentes.

3. Quais os sintomas de gripe A (H1N1)v?
Os sintomas são parecidos com os da gripe sazonal habitual e incluem o seguinte:

  • Febre
  • Tosse
  • Dores de garganta
  • Dores musculares
  • Dores de cabeça
  • Erupção cutânea
  • Arrepios e fadiga
  • Por vezes diarreia e vómitos

4. O que devo fazer se ficar doente?

  • Se teve contacto próximo com alguém infectado com a gripe A, ou que esteja a ser tratado por contacto com o vírus da gripe A(H1N1)v, contacte a Linha “Saúde 24” 808 24 24 24 e esclareça se precisa de tratamento.
  • Se houver casos de gripe A(H1N1)v na sua comunidade preste atenção especial ao seu corpo e ao que está a sentir.
  • Se sentir sintomas ligeiros de gripe, permaneça em casa, limite o contacto com outras pessoas e telefone para a Linha “Saúde 24” 808 24 24 24.

5. Como é tratada esta gripe?

  • Trate a febre. Manter a temperatura dentro dos seus valores habituais é muito importante para o seu bebé. O Paracetamol é o melhor tratamento para a febre durante a gravidez e pode ser tomado 1gr de 8/8horas. Se tiver dúvidas pode ligar para a Linha “Saúde 24” 808 24 24 24.
  • Beba água ou outros líquidos, em abundância para repor os que perdeu por estar com febre.
  • Os medicamentos antivirais como o Tamiflu® (oseltamivir) ou Relenza® (zanamivir) só devem ser utilizados sob prescrição médica. Não estão descritas complicações na grávida ou no feto com a utilização destes fármacos.

Fonte: “Doença pelo novo vírus da gripe A (H1N1)v – Mulheres grávidas ou a amamentar“, Direcção-Geral da Saúde (Portal da Saúde).

Alimentação em Tempos de Gripe

Manual inclui sugestões sobre aprovisionamento alimentar

«Alimentação em Tempos de Gripe» é o primeiro livro electrónico da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) desenvolvido com o objectivo de disponibilizar à comunidade ferramentas para planear a sua alimentação de forma a fazer face a uma eventual “situação de mudança de rotinas sem alarmismos”. A obra da autoria de docentes da FCNAUP (Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto) foi lançada no dia 17 de Julho e destina-se à população em geral.

    O livro pode ser lido aqui!Algumas dicas:

  • Uma  pessoa bem nutrida estará mais apta, à partida, para aguentar melhor qualquer doença;
  • Como se trata de uma infecção, a alimentação só por si não previne o aparecimento da doença;
  • Consuma alimentos que reforcem as suas defesas: vitaminas e minerais. Ou seja, muita fruta e hortícolas.
  • Mantenha o corpo bem hidratado: água, sumos, chá, tisanas, leite e iogurtes.
  • Se adoecer com gripe e lhe faltar o apetite: coma pouco de cada vez, mas coma mais vezes ao longo do dia;
  • Cuidados a ter: As bebidas e comidas muito quentes fazem com que o doente transpire ainda mais e desidrate mais facilmente.

Fontes:

“Boa alimentação ajuda a curar gripe A”, Diário de Notícias, 01/08/2009

“«Alimentação em Tempos de Gripe”, o 1.º E-Book da FCNAUP»”, Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, 17 de Julho de 2009

Mulheres grávidas devem ter prioridade na vacina contra o H1N1.

«A Organização Mundial da Saúde (OMS)  diz que as mulheres grávidas devem integrar os grupos de risco da gripe A e receber com prioridade a vacina contra o H1N1.

Até que a vacina esteja disponível , o que deverá acontecer em Setembro ou Outubro , todas as grávidas doentes devem ser tratadas com antivirais nas primeiras 48 horas, defende a organização num comunicado divulgado no site da Internet.  De acordo com a nota, o Tamiflu e Relenza devem ser dados a estas mulheres ainda antes de serem conhecidos os resultados dos testes à doença, apesar de alguns especialistas recearem os seus efeitos na gravidez. “Vários estudos” realizados nos EUA e noutros países atingidos pela doença “indicam que as grávidas têm um risco acrescido de serem infectados pelo H1N1”, explicou a porta-voz da OMS, Aphaluck Bhatiasevi.»

Fonte: Diário de Notícias, 01/08/2009

Maridos de grávidas também ganham peso (e bebem mais cerveja)

«Uma pesquisa britânica sugere que homens ganham em média 6,3 kg quando suas parceiras ficam grávidas.

O estudo, realizado pela empresa de marketing britânica Onepoll, descobriu que os homens que ganharam peso durante a gravidez das parceiras geralmente tiveram um aumento de cerca de 5 centímetros em suas cinturas.
Cerca de 25% dos 5 mil entrevistados também afirmaram ter comprado novas roupas, devido ao ganho de peso causado pela paternidade.
Um quinto dos pais pesquisados afirmou que só percebeu que tinha ganhado peso quando suas roupas não serviram mais.

Mas 19% deles afirmaram que seus amigos alertaram que eles estavam mais gordos que antes, geralmente com piadas.

[…] Entre os lanches prediletos dos pesquisados durante a gestação das parceiras estavam pizza, chocolate, batata frita e cerveja.

A pesquisa também concluiu que 25% dos homens consomem mais comida para fazer com que as parceiras grávidas se sintam melhores a respeito do próprio ganho de peso durante a gestação.

“A mulher normal ganha quase 13 kg durante a gravidez, e não é totalmente incomum para ela ter desejos por comidas mais gordurosas. Elas precisam de lanches mais regulares”, afirmou um porta-voz da Onepoll.

“As mulheres são estimuladas a consumir 300 calorias a mais por dia, comendo lanches saudáveis, para garantir que as necessidades nutricionais do bebê sejam atendidas.”

“Então, se os armários da cozinha, de repente, estão cheios de lanches e comida, não é de se admirar que os homens fiquem tentados a comer também”, afirmou o porta-voz.

“O único problema parece ser que os homens estão escolhendo lanches como doces e bolos, e não acho que as mulheres possam ser responsabilizadas pelo fato de os maridos beberem mais cerveja.” […]»

Fonte: BBC, 22/05/2009

Fármaco para náuseas e o risco (ou ausência dele) para feto

«Um estudo israelita concluiu que o fármaco metoclopramida para as náuseas e vómitos, que é utilizado generalizadamente, mas pouco testado em relação à segurança nas mulheres grávidas, não provoca danos evidentes no feto.
Os investigadores, num estudo com milhares de utilizadoras, não descobriram qualquer aumento na morte ou malformações entre os bebés das mulheres que tomaram metoclopramida durante o primeiro trimestre da gravidez.
Este fármaco é utilizado amplamente em Israel e em alguns países da Europa, mas nos Estados Unidos e no Canadá só é administrado para contrariar os casos mais graves de enjoos matinais.
Até 80 por cento das mulheres grávidas sofrem, pelo menos, um episódio de naúseas e vómitos durante os primeiros três meses de gravidez. […]»

Fonte: Farmacia.com.pt

Consulte aqui a informação no Prontuário Terapêutico (Infarmed) sobre a metoclopramida.

Novas regras para os advogados na paternidade ou maternidade

Artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 131/2009 de 1 de Junho
Maternidade ou paternidade

Em caso de maternidade ou paternidade, os advogados gozam do direito de obter, mediante comunicação ao tribunal, o adiamento dos actos processuais em que devessem intervir, nos termos seguintes:
a) Quando a diligência devesse ter lugar durante o primeiro mês após o nascimento, o adiamento não deve ser inferior a dois meses e quando devesse ter lugar durante o segundo mês, o adiamento não deverá ser inferior a um mês;
b) Em caso de processos urgentes, os prazos previstos na alínea anterior são reduzidos a duas semanas e uma semana, respectivamente, sem prejuízo do disposto na alínea seguinte;
c) Nos casos em que existam arguidos sujeitos a qualquer das medidas de coacção previstas nos artigos 201.º e 202.º do Código de Processo Penal, não têm aplicação as disposições previstas nas alíneas anteriores.

 

[…]

Artigo 4.º Decreto-Lei n.º 131/2009 de 1 de Junho
Prova

1 — A comunicação ao tribunal deve, quando possível, ser acompanhada de documento comprovativo da gravidez ou do nascimento em caso de maternidade ou paternidade […].
2 — Quando não for possível apresentar os documentos comprovativos referidos no número anterior no momento da comunicação ao tribunal, o advogado deve fazê -lo nos 10 dias subsequentes.

Fonte: Decreto-Lei n.º 131/2009 de 1 de Junho

31 de Maio Dia Mundial sem Tabaco

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“Não fume na presença de crianças e grávidas. Todos sabemos que fumar prejudica a saúde, mas com frequência esquecemos que ao fumar em locais fechados estamos a prejudicar a saúde dos outros.”

No âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia lançou uma campanha de sensibilização que tem por objectivo alertar para os malefícios do tabaco e da exposição ao fumo passivo.

«A Dra. Ivone Pascoal, Coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) explica que “a principal mensagem desta campanha vai para o tabagismo na gravidez e para o perigo do fumo passivo, uma vez que traz graves consequências de saúde para as crianças e grávidas. Infelizmente, em Portugal as mulheres em idade fértil fumam cada vez mais, o que faz com que nasçam bebés prematuros e com baixo peso.
”A intenção não é culpabilizar a grávida mas reforçar a importância de uma gravidez sem tabaco. A mulher deve ser ajudada a parar de fumar, idealmente antes de engravidar. A cessação tabágica deveria fazer parte da preparação para a gravidez e o tabagismo do pai também não deve ser esquecido”, comenta a especialista.»

Fonte: Sociedade Portuguesa de Tabacologia