O que precisam saber as mulheres que amamentam acerca do novo vírus da gripe A (H1N1)v

A Direcção-Geral de Saúde publicou um conjunto de recomendações sobre o vírus da Gripe A (H1N1)v no Portal da Saúde. Transcrevemos abaixo as recomendações da DGS para mulheres que amamentam:

Considerações:

  • As mães não doentes com o vírus da gripe A(H1N1)v, deverão ser encorajadas a iniciar precocemente a amamentação e a amamentar com frequência os seus filhos.
  • Idealmente os bebés deverão receber sobretudo leite materno. Eliminar a desnecessária substituição com fórmulas para lactentes, ajudará os bebés a adquirir um maior número de anticorpos maternos (Anticorpos são proteínas fabricadas no corpo pelo sistema imunitário que ajudam a combater a infecção).
  • Os recém-nascidos têm um elevado risco de doença grave com este novo vírus da gripe A(H1N1)v e muito pouco se sabe, ainda, sobre a prevenção da gripe A. Se viável apenas os adultos saudáveis deverão cuidar dos recém-nascidos, inclusive para os alimentar.
  • O risco de transmissão através do leite é desconhecido. No entanto, os estudos efectuados sobre a presença de vírus no leite humano na gripe sazonal, sugerem que esse risco é raro, pelo que se supõe que a passagem deste vírus no leite seja também pouco provável.
  • As mulheres doentes com a infecção pelo vírus da gripe A(H1N1)v podem extrair o leite, para recipientes próprios, e solicitar a um membro da família que esteja saudável que o dê ao bebé.

1. O que posso fazer para proteger o meu bebé deste vírus?

  • Tenha um cuidado extra em lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, durante 15 a 20 segundos, ou com uma solução alcoólica.
  • Mantenha o bebé afastado de pessoas doentes.
  • Limite a permuta de brinquedos com outras crianças sobretudo se os levam à boca.
  • Lave frequentemente com água e sabão os objectos que o bebé ponha na boca.

2. Amamentar protege os bebés desta nova gripe?

  • Os bebés não amamentados estão mais vulneráveis à infecção e à hospitalização, por doença respiratória grave, do que os amamentados.
  • Os recém-nascidos não amamentados têm menor capacidade de se defenderem da infecção pois não dispõem dos anticorpos protectores que passam no leite das mães.
  • Como se trata de um vírus novo não se conhece ainda a protecção específica para esta situação.

3. E se Eu estiver doente? Posso amamentar o meu bebé?

Sim. O aleitamento materno deve ser apoiado também perante esta doença, porque protege os bebés de infecções respiratórias.

  • A mãe doente com gripe A(H1N1)v deve ser encorajada a fazer a extracção do seu leite. Durante o período de contágio, o bebé deverá receber o leite que a mãe extraiu, dado por uma pessoa/familiar não doente.
  • A mãe doente com gripe A(H1N1)v, sem mais ninguém que possa cuidar ou alimentar o seu bebé, é importante reforçar os cuidados: 
    • Ter cautela em não tossir ou espirrar a menos de 1 metro do bebé ou para a sua face;
    • Proteger o nariz e a boca com um lenço quando tosse ou espirra;
    • Lavar as mãos depois de espirrar ou tossir;
    • Utilizar máscara quando cuida do bebé. (Substitua-a se a sentir húmida);
    • Retirar a máscara tocando apenas nos atilhos/elásticos e não na frente (se tocar na parte da frente da máscara deve lavar cuidadosamente as mãos antes de tocar no seu bebé).

4. Poderei continuar a amamentar se estiver a tomar medicamentos para prevenir ou tratar esta gripe?

Sim. O tratamento ou profilaxia com medicação antiviral não constitui contra-indicação para a amamentação.

5. Interrompo a amamentação se suspeitar que tive contacto com o vírus da gripe A(H1N1)v?

Não. As mães produzem anticorpos para combater as infecções com as quais entram em contacto e o seu leite fica adequado a debelar as mesmas infecções nos seus filhos. O aleitamento materno ajuda a desenvolver a capacidade do bebé para se defender das doenças infecciosas, deve no entanto utilizar as medidas preventivas anteriormente descritas.

6. E se o meu bebé ficar doente, posso amamentá-lo?

Sim. O melhor que pode fazer pelo seu bebé doente é manter o aleitamento. Ofereça-lhe a mama com maior frequência.

  • Os bebés que estão doentes têm maior necessidade de líquidos. O que obtêm quando mamam é superior a qualquer outro, melhor que a água, o sumo ou soluções de reposição hidroelectrolítica, porque também ajuda a proteger o sistema imunitário do bebé.
  • Se o seu filho está tão doente que não consegue mamar, pode oferecer o seu leite por copo, biberão, seringa ou conta gotas.

Fonte: “Doença pelo novo vírus da gripe A (H1N1)v – Mulheres grávidas ou a amamentar“, Direcção-Geral da Saúde (Portal da Saúde).

O que as mulheres grávidas precisam de saber acerca do novo vírus da gripe A (H1N1)v

A Direcção-Geral de Saúde publicou um conjunto de recomendações sobre o vírus da Gripe A (H1N1)v no Portal da Saúde. Transcrevemos abaixo as recomendações da DGS para mulheres grávidas:

1. E se eu estiver grávida e contrair esta nova gripe?

As mulheres grávidas têm maior probabilidade de ter complicações graves com a nova gripe A(H1N1)v tal como acontece com a gripe sazonal, mas não há evidência que tenham maior probabilidade de contrair esta infecção.
Saiba que se ficar doente pode fazer o mesmo tratamento que o resto da população.

2. O que posso eu fazer para me proteger a mim, ao meu bebé e família?

Não existe actualmente vacina para esta infecção.
As medidas preventivas são muito importantes.
Siga estes passos para prevenir a propagação de vírus e proteger a sua saúde:

  • Cubra o nariz e a boca com um lenço de papel sempre que tosse, espirra ou alguém o faz perto de si. Deite o lenço no lixo após a utilização;
  • Lave frequentemente as mãos, com água quente e sabão, durante 15 a 20 segundos; especialmente depois de um espirro ou tosse. Se utilizar um gel de lavagem de mãos à base de álcool, não adicione água e espalhe o gel nas mãos até que evapore/seque;
  • Em ambientes muito movimentados, evite tocar nos olhos, nariz e boca, antes de lavar as mãos. O vírus também se propaga deste modo;
  • Se for indicada a sua utilização, use correctamente as máscaras faciais.
  • Evite o contacto com pessoas doentes.

3. Quais os sintomas de gripe A (H1N1)v?
Os sintomas são parecidos com os da gripe sazonal habitual e incluem o seguinte:

  • Febre
  • Tosse
  • Dores de garganta
  • Dores musculares
  • Dores de cabeça
  • Erupção cutânea
  • Arrepios e fadiga
  • Por vezes diarreia e vómitos

4. O que devo fazer se ficar doente?

  • Se teve contacto próximo com alguém infectado com a gripe A, ou que esteja a ser tratado por contacto com o vírus da gripe A(H1N1)v, contacte a Linha “Saúde 24” 808 24 24 24 e esclareça se precisa de tratamento.
  • Se houver casos de gripe A(H1N1)v na sua comunidade preste atenção especial ao seu corpo e ao que está a sentir.
  • Se sentir sintomas ligeiros de gripe, permaneça em casa, limite o contacto com outras pessoas e telefone para a Linha “Saúde 24” 808 24 24 24.

5. Como é tratada esta gripe?

  • Trate a febre. Manter a temperatura dentro dos seus valores habituais é muito importante para o seu bebé. O Paracetamol é o melhor tratamento para a febre durante a gravidez e pode ser tomado 1gr de 8/8horas. Se tiver dúvidas pode ligar para a Linha “Saúde 24” 808 24 24 24.
  • Beba água ou outros líquidos, em abundância para repor os que perdeu por estar com febre.
  • Os medicamentos antivirais como o Tamiflu® (oseltamivir) ou Relenza® (zanamivir) só devem ser utilizados sob prescrição médica. Não estão descritas complicações na grávida ou no feto com a utilização destes fármacos.

Fonte: “Doença pelo novo vírus da gripe A (H1N1)v – Mulheres grávidas ou a amamentar“, Direcção-Geral da Saúde (Portal da Saúde).

Alimentação em Tempos de Gripe

Manual inclui sugestões sobre aprovisionamento alimentar

«Alimentação em Tempos de Gripe» é o primeiro livro electrónico da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) desenvolvido com o objectivo de disponibilizar à comunidade ferramentas para planear a sua alimentação de forma a fazer face a uma eventual “situação de mudança de rotinas sem alarmismos”. A obra da autoria de docentes da FCNAUP (Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto) foi lançada no dia 17 de Julho e destina-se à população em geral.

    O livro pode ser lido aqui!Algumas dicas:

  • Uma  pessoa bem nutrida estará mais apta, à partida, para aguentar melhor qualquer doença;
  • Como se trata de uma infecção, a alimentação só por si não previne o aparecimento da doença;
  • Consuma alimentos que reforcem as suas defesas: vitaminas e minerais. Ou seja, muita fruta e hortícolas.
  • Mantenha o corpo bem hidratado: água, sumos, chá, tisanas, leite e iogurtes.
  • Se adoecer com gripe e lhe faltar o apetite: coma pouco de cada vez, mas coma mais vezes ao longo do dia;
  • Cuidados a ter: As bebidas e comidas muito quentes fazem com que o doente transpire ainda mais e desidrate mais facilmente.

Fontes:

“Boa alimentação ajuda a curar gripe A”, Diário de Notícias, 01/08/2009

“«Alimentação em Tempos de Gripe”, o 1.º E-Book da FCNAUP»”, Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, 17 de Julho de 2009

Setembro será um mês fulcral para o desenvolvimento da pandemia da gripe A em Portugal

«[…] O regresso de férias dos portugueses, muitos trazendo o vírus H1N1 com eles, a abertura das escolas, o previsível arrefecimento das temperaturas – tudo em véspera de eleições legislativas e autárquicas. São estes os ingredientes que tornam Setembro um mês muito complicado e fulcral para o desenvolvimento da pandemia da gripe A em Portugal, segundo o especialista Constantino Sakellarides.

“Por enquanto, as férias, o calor e as férias escolares têm contribuído para mitigar a propagação do vírus em Portugal”, explica o director da Escola Nacional de Saúde Pública. Mas tudo isso vai mudar em Setembro. “No Reino Unido está claramente a arrancar a primeira onda pandémica, e nós temos cerca de oito semanas de atraso em relação a eles”, revela o especialista, salientando que esta é um situação que pode mudar em pouco tempo.

Destes, o regresso às aulas é o mais preocupante, porque as crianças tem mostrado ser não só um vector de propagação da doença como um grupo de risco. […]

Mas a combinação de uma pandemia com as campanhas eleitorais também é um tema sensível, reconhece o responsável pelo Centro de Análise da Resposta Social à Gripe Pandémica. […]»

Leia a notícia completa em: “Setembro será crítico no avanço da pandemia”, Diário de Notícias, 01/08/2009

Mulheres grávidas devem ter prioridade na vacina contra o H1N1.

«A Organização Mundial da Saúde (OMS)  diz que as mulheres grávidas devem integrar os grupos de risco da gripe A e receber com prioridade a vacina contra o H1N1.

Até que a vacina esteja disponível , o que deverá acontecer em Setembro ou Outubro , todas as grávidas doentes devem ser tratadas com antivirais nas primeiras 48 horas, defende a organização num comunicado divulgado no site da Internet.  De acordo com a nota, o Tamiflu e Relenza devem ser dados a estas mulheres ainda antes de serem conhecidos os resultados dos testes à doença, apesar de alguns especialistas recearem os seus efeitos na gravidez. “Vários estudos” realizados nos EUA e noutros países atingidos pela doença “indicam que as grávidas têm um risco acrescido de serem infectados pelo H1N1”, explicou a porta-voz da OMS, Aphaluck Bhatiasevi.»

Fonte: Diário de Notícias, 01/08/2009

Gripe A: avisos para grávidas dados em Inglaterra não se justificam em Portugal

«As grávidas são consideradas um grupo de risco em qualquer gripe, mas não se justificam em Portugal os avisos que as autoridades de saúde britânicas fizeram a propósito do vírus H1N1, disse o pneumologista Filipe Froes, do Hospital Pulido Valente.
O consultor da Direcção-Geral da Saúde acentuou que as recomendações das autoridades sanitárias britânicas dirigidas às grávidas, entre as quais evitarem multidões e viajarem em transportes públicos, “baseiam-se numa realidade epidemiológica muito diferente”.
[…] No entanto, o médico sublinhou que “as grávidas são consideradas um grupo de risco quer para a gripe endémica quer para a gripe sazonal”, embora a Direcção-Geral de Saúde tenha feito apenas alertas especiais para as crianças, as pessoas com mais de 65 anos e os portadores de doenças crónicas.
[…] O subdirector-geral da Saúde, José Robalo, referiu na Comissão Parlamentar de Saúde na semana passada que as grávidas e as crianças só deverão receber a vacina contra a Gripe A (H1N1) em Fevereiro de 2010. […]»

Fonte: Público, 20/07/2009