Banco público de recolha de células de cordão umbilical

«O banco de recolha de células de cordão umbilical que irá arrancar este ano, tal como foi ontem anunciado no Parlamento pelo primeiro-ministro José Sócrates, está instalado há dois anos no Centro de Histocompatibilidade do Norte, a entidade que também faz a recolha de medula óssea a nível nacional. As máquinas necessárias para a recolha e conservação custaram meio milhão de euros. E até já se fizeram recolhas. Mas todo o sistema está desligado à espera do Governo.Helena Alves, directora do Centro de Histocompatibilidade do Norte, lembra a história atribulada deste banco público de células de cordão umbilical, que já tinha sido anunciado, em 2005, como então o PÚBLICO noticiou, para arrancar no Centro Regional do Sangue do Porto. Mas acabou por não ir para a frente. “As propostas que foram feitas estavam desfasadas do que é a cobertura sanitária do país”.[…] “A politização é sempre lesiva para os doentes. Temos o equipamento, o consentimento dos doentes, mas temos de esperar que o Governo diga que é agora”, lamenta a investigadora.»Fonte: Público, 15-01-2009 

Subsídios para a avaliação dos Subsídios de Maternidade

«Cavaco Silva pediu mais políticas de incentivo à natalidade. E Sócrates respondeu há um ano com novos apoios. No primeiro semestre de 2008 as beneficiárias do subsídio por maternidade aumentaram 12% em relação a igual período de 2007. […]

A estatística, publicada na página da internet da Segurança Social, revela também uma diminuição acentuada – e constante desde 2001 – nos pedidos de subsídio por maternidade nas mulheres até aos 29 anos. E uma incidência maior no processamento do apoio nas mulheres entre os 30 e os 49 anos. […]

“As pessoas têm filhos cada vez mais tarde. E poucos arriscam ter mais do que um filho”, assegura Octávio Cunha, director da unidade de cuidados intensivos neonatais e pediátricos do Hospital de Santo António, no Porto. “A maternidade tardia resulta de uma mudança social – a mulher já não é a fada do lar; tem a sua carreira; da terrível pressão que os empregadores exercem sobre quem engravida; do facto de as mulheres continuarem a ter salários mais baixos do que homens em funções idênticas; e da crise económica, que inibe a procriação. Ter um filho implica custos durante quase 30 anos”.

O pediatra não acredita no efeito positivo dos subsídios como incentivo à natalidade. “As famílias estão sobreendividadas e usam esse dinheiro para pagar os empréstimos da casa ou do carro”.»*

*Fonte: Jornal de Notícias, “Subsídios de maternidade aumentam 12% num ano