Edwina Froehlich, co-fundadora da La Leche League

Faleceu no passado Domingo Edwina Froehlich, co-fundadora da La Leche League, uma organização que se dedica a dar informação e apoio a todas as mães que queiram amamentar.

Em 1956, Edwina Froehlich e outras seis mulheres encontraram-se em Illinois (E.U.A) para compartilhar informação sobre como amamentar com êxito os seus bebés. O grupo atraiu rapidamente a atenção de outras mulheres e transformou-se na organização que hoje estende a sua acção a mais de 50 países do mundo.

Edwina Froehlich foi encorajada a fundar a La Leche League após lhe terem dito, aos 35 anos, que já era demasiado velha para produzir leite suficiente para amamentar o seu bebé.

Numa altura em que a maioria dos pediatras incentivavam leite de fórmula e em que havia poucos estudos científicos que demonstrassem os benefícios para a saúde do leite materno, a Sra. Froehlich escolheu amamentar todos os seus bebés.

A Sr.ª Froehlich é co-autora do livro “A Arte Feminina de Amamentar”, o manifesto da La Leche League que foi mais tarde publicado num livro que já vendeu mais de 2 milhões de cópias.

Fontes: La Leche League, A Liga do Leite (Brasilia-DF)

Sacos de Conservação de Leite Materno Medela


Ideais para recolher, refrigerar e conservar o leite materno.

Os materiais de fabrico foram especialmente seleccionados para proteger e manter a qualidade do leite, conservando-o de forma segura e higiénica.

Adaptam-se directamente aos extractores, sendo a extracção feita directamente para o saco.


Vendido em embalagens de 20 unidades.

Para amamentar o bebé com serenidade

• Amamente o seu bebé o mais cedo possível após o nascimento, logo na primeira hora de preferência (o reflexo de sucção é máximo nas duas primeiras horas de vida).
• Encontre a posição que respeita o seu conforto e garante também uma boa posição para o bebé (o bebé virado para o seio materno, o corpo e a cabeça bem alinhados). Pode amamentar em posição deitada.
• Propicie um ambiente favorável à amamentação (calmo, num sofá, longe do barulho).
• Esteja convencida de que o seu leite convém perfeitamente ao seu bebé: não há leite mau. Todas as mulheres produzem um leite bom, adaptado às necessidades do bebé.
• Amamente o seu bebé sempre que quiser, consoante a sua fome. Quanto mais o bebé mamar, mais leite haverá: a secreção láctea produz-se se houver saída de leite.
• Verifique se o seu bebé agarra bem o seio, se a sucção é eficaz e se o bebé obtem o leite de que precisa.
• Para não prejudicar a lactação, evite saltar mamadas, dar a chupeta ou dar outro leite antes das quatro semanas ao seu bebé.
• Não se isole em caso de dúvida ou de dificuldade. Procure ajuda de familiares, amigos ou profissionais.
• Tome o seu tempo…amamentar um bebé é também ter o ritmo de uma vida nova. Deixe de lado as tarefas secundárias e tenha a ajuda de alguém para o essencial.
• Pense em si. Descanse e relaxe para recuperar o sono inevitavelmente perdido.
• A secagem do leite faz parte do processo de amamentação. Se for progressivo, irá correr bem (quer fisicamente quer psicologicamente).

Fonte: Bébé Confort 

Amamentar ao peito

O leite materno contém tudo o que o bebé necessita para o seu desenvolvimento: água (o prin­cipal componente do leite), pro­teína, gordura, hidratos de car­bono, minerais, vitaminas e ferro; encontra-se sempre à tempera­tura adequada, seja qual for o local onde se encontre; além do mais, é estéril e económico.

O leite materno oferece outros benefícios e por isso é superior a qualquer outra fórmula de leite; proporciona ao bebé a imuni­dade e os anticorpos que foram formados no corpo da mãe na luta contra os germes e micró­bios patogénicos. Este tipo de protecção é importante para o bebé, uma vez que o seu sistema imunológico ainda se encontra em desenvolvimento.

O primeiro leite (colostro) contém parti­cularmente muitas imunoglobu­linas, que possuem vários efeitos, inclusivamente o efeito anti -séptico.

O leite materno tem-se tornado cada vez mais importante no que diz respeito à prevenção de alergias, dado que a intolerância e alergia alimentares têm vindo a aumentar. Muitos recém-nascidos não conseguem tolerar a proteína do leite de vaca. Por isso, o aleitamento materno durante um período de seis me­ses é uma excelente prevenção contra alergias.

No caso de algum membro da família sofrer de alergia, con­tacte um especialista em aleita­mento IBCLC (Especialista em Aleitamento reconhecido pelo Comité Internacional), a sua parteira ou o pediatra, se possível durante a gravidez, para se aconselhar sobre as medidas preventivas.

É sabido que o aleitamento materno traz muitos benefícios para o bebé. São igualmente muitos os benefícios para a mãe. Quando o bebé mama é segre­gada a oxitocina, uma hormona que estimula a contracção dos músculos ajudando o útero a regressar ao seu tamanho normal. O risco de hemorragias pós-parto é igualmente reduzido.

Fonte: Medela: “Amamentar ao peito”.

A refeição do bebé

O crescimento e o desenvolvimento tão acelerados no lactente exigem um aporte energético muito maior do que em idades posteriores. No entanto, a labilidade metabólica e a imaturidade dos fermentos digestivos do lactente levam a que se inicie a alimentação diversificada nunca antes dos quatro meses e, se possível, depois dos cinco seis meses, principalmente se estiver a ser alimentado ao seio materno.

A introdução de novos alimentos deve ser gradual e suave, respeitando o comportamento do bebé e nunca o forçando a comer.

O regime deve ser equilibrado quanto ao valor calórico e aos nutrientes essenciais: água, proteínas, gorduras, hidratos de carbono, vitaminas, minerais e fibras alimentares.

Deve ter-se sempre presente a eventual capacidade alergizante de cada alimento; nunca introduzir dois ou mais alimentos simultaneamente e espaçando de três, quatro dias, cada novo alimento.

A iniciação de alimentos com sabores e consistências novas, sem o estímulo do seio ou da tetina, pode desencadear reacções de recusa, não se devendo forçar mas insistir com energia carinhosa.

Deve estabelecer-se um horário adequado com três a quatro horas de intervalo. O calendário da introdução de novos alimentos é apenas um quadro de referência, podendo haver variações apreciáveis, dependentes da realidade sociocultural do meio e dos hábitos alimentares da família.

Assim dever-se-á iniciar pela papa de cereais sem glúten aos quatro meses; papa de fruta aos cinco meses; creme de legumes que inclua cenoura, abóbora, batata, beterraba, espargos, hortaliças, de uma forma gradual, cozidas em água e um pouco de azeite aos seis meses; puré de legumes com carne branca aos sete meses; gema de ovo aos nove meses; peixe e iogurte, de preferência natural, aos dez meses; as leguminosas depois de bem demolhadas serão introduzidas depois dos onze meses assim como o arroz e a massa.

É importante que o bebé adquira o hábito da refeição: deve estar sentado tomando pequenas quantidades de alimento pela colher e esperando entre as colheradas. Esta experiência, iniciada precocemente, ajudará à criação de um bom hábito alimentar para toda a vida.

Deverá falar-se com o bebé enquanto come.

No início e, se o bebé estiver muito esfomeado, poderá iniciar-se a refeição com um pouco de leite (seio ou artificial) e só depois introduzir o alimento sólido com a colher, o que vai prevenir a frustração quando está esfomeado e associar a satisfação da amamentação com a nova experiência da alimentação com a colher.

A colher e o alimento espesso são uma das etapas da integração da criança nos hábitos alimentares da família e da sociedade.

Por volta dos oito, nove meses, quando a capacidade de o bebé usar as suas mãos melhorou podemos dar-lhe uma colher para a sua própria mão para se treinar a alimentar sozinho. Devemos deixá-lo brincar com a colher enquanto lhe vamos dando a refeição. No início a quase totalidade do alimento irá cair ao chão; devemos resistir à tentação de lhe retirar a colher.

Normalmente só por volta de um ano de idade irá conseguir levar a colher à boca com alguma eficácia.

A refeição do bebe deverá ser dada previamente e só depois poderá sentar-se à mesa com o resto da família, dando-lhe para a mão pequenas quantidades de alimento como tosta ou biscoito.

Depois de suficientemente treinado a alimentar-se sozinho, deverá começar a beber pelo copo. Inicialmente o copo deverá ser inquebrável, com duas asas para poder agarrar com as duas mãos, com tampa ajustável e com bico.

Há vantagens em beber pelo copo: melhora a coordenação do movimento mão / boca e inicia o processo do desmame.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Ingurgitamento dos seios

Os seios podem ficar severamente ingurgitados se o bebé não mamar muitas vezes ou eficazmente, nos primeiros dias. Algum ingurgitamento é esperado no início de cada mamada, mas se este for exagerado causa edema dos canais galactóforos (que conduzem o leite) e dos vasos sanguíneos da área torácica.

O melhor tratamento será colocar o bebé a mamar frequentemente e sempre nos dois seios. Deverá retirar-se o resto do leite após as mamadas, normalmente com a bomba. Usar compressas quentes nos intervalos e nas mamadas ou tomar um chuveiro quente ao mesmo tempo que faz a expressão do leite.

No entanto, se o ingurgitamento for muito intenso, o calor pode agravar a situação por aumentar o fluxo sanguíneo. Neste caso deverá usar-se compressas frias no intervalo das mamadas e tomar Ibuprofeno.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Mamilos gretados

No início a aleitação materna pode causar sensação dolorosa, especialmente durante a primeira semana, com a chamada “subida do leite”. No entanto, esta dor não deve ser sustentada nem causar desconforto ou fissuras.

Se a zona do mamilo ou outras áreas do seio forem muito dolorosas deve consultar o médico.

Durante o banho os seios devem ser lavados apenas com água. Os cremes, loções ou a fricção vigorosa podem macerar os mamilos. Também se deve modificar a posição do bebé a cada mamada.

Os mamilos devem estar secos, (se possível expô-los ao ar) e os pensos do aleitamento não devem ser plastificados. Depois da mamada deve-se deixar secar um pouco de leite em cima do mamilo, pois este leite depois de seco forma uma camada protectora que favorece a cicatrização.

 

Se com estas medidas não resolver o problema, deve consultar o médico porque associadamente pode haver uma infecção fúngica ou bacteriana.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Creme 100% lanolina pura (gordura natural), para tratamento e prevenção de mamilos sensíveis ou gretados.

Mastite

A mastite é uma infecção bacteriana do tecido mamário que causa febre, arrepios, dores de cabeça, náuseas e falta de forças. O seio fica vermelho, inchado, quente e doloroso. Quando isto acontece deverá ser observada pelo médico podendo, no entanto, continuar a amamentar o bebé.

A infecção é tratada pela remoção do leite (com bomba ou dando de mamar) com repouso, ingerindo líquidos e tomando antibióticos adequados à amamentação. Não se deve deixar de amamentar, pois o leite não está infectado e estes antibióticos não causam alterações na composição do leite. A mastite pode ser um sinal de diminuição das defesas do organismo, devendo a mãe descansar, dormir e diminuir a actividade física, o que vai ajudar à recuperação.

Se a amamentação do seio com mastite causar dor intensa, deverá iniciar a mamada no seio saudável, ao mesmo tempo que deixa sair o leite do seio doente; esta atitude faz diminuir a pressão, permitindo completar a mamada neste seio, agora com menos desconforto.

Contudo, algumas mães sentem menos dor se o leite for retirado com a bomba e posteriormente utilizado.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

O leite materno

O leite materno pode ser extraído manualmente ou com bomba. A extracção manual pode ser rápida e eficaz mas requer aprendizagem e prática. A bomba é mais fácil de usar, devendo remover completamente o leite para não provocar retenção e, gradualmente, levar à menor produção.

Para a extracção manual deve-se, em primeiro lugar, estimular o seio, massajando-o suavemente com a palma das mãos; em seguida colocando o polegar acima da aréola e os outros dedos por baixo do seio, apertar a mão, suave mas firmemente, ao mesmo tempo que se comprime o seio contra a parede torácica. Não se deve deslizar os dedos para o mamilo porque pode provocar ulcerações.

As bombas manuais tradicionais consistem em dois cilindros sobrepostos ligados a um dispositivo rígido em forma de funil, que se adapta ao seio. Quando se move o cilindro externo forma-se uma pressão negativa na área do mamilo, fazendo sair o leite que é recolhido no recipiente. As bombas eléctricas são ainda mais eficazes embora mais dispendiosas.

O leite deve ser armazenado em recipientes preferivelmente de vidro ou plástico rígido (tipo biberão) ou em sacos de plástico especiais para este efeito.

Para um bebé saudável não é necessária a esterilização da bomba nem dos recipientes para o leite, devendo no entanto estarem escrupulosamente limpos.

Se o leite for utilizado dentro de 48 horas, deve ser guardado de imediato no frigorífico, bem fechado. Se não for usado neste período terá que ser rejeitado. O leite que esteja no frigorífico até 24 horas pode ainda ser congelado.

Se se prevê que o leite não seja usado dentro de dois dias, deverá ser congelado de imediato sendo conservado com segurança durante um mês (num bom congelador pode ser congelado por 3 a 6 meses). Devido à presença de gordura, o leite materno deverá ser utilizado logo que possível.

Os recipientes devem ter um rótulo com a data e a capacidade de 90-120 ml que é a quantidade média para uma refeição. Também se pode congelar porções mais pequenas de 30-60 ml, como complemento extra de uma refeição.

O leite congelado deve ser aquecido em banho-maria até à temperatura de 20-22º Celsius, rodando o recipiente frequentemente. Não se deve aquecer o leite no microondas porque há um sobreaquecimento no centro do recipiente, parecendo pouco quente à periferia – o que pode levar a queimaduras na boca do bebé. O aquecimento excessivo pode destruir algumas propriedades anti-infecciosas e protectoras do leite.

Se se notar no leite descongelado a gordura separada, basta agitar suavemente para homogeneizar. Este leite pode ser utilizado com segurança.

O leite descongelado deve ser usado dentro de 24 horas e nunca deve ser congelado de novo. Deve rejeitar-se o leite que sobejou da mamada.

Como nem todos os bebés reagem da mesma maneira ao biberão, este leite pode ser dado pela chávena, mesmo a prematuros.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Como saber se o leite é suficiente

  • Durante o primeiro mês e após ter aumentado a produção de leite, o bebé deverá ter 6 ou mais micções e 3, 4 ou mais dejecções por dia – normalmente uma pequena dejecção após cada mamada. Mais tarde poderá ter menos dejecções, podendo mesmo haver intervalos de mais de 24 horas. Será normal se as fezes forem moles e o bebé estiver a progredir bem.

  • Ouvir o bebé a deglutir o leite após uma série de sucções.

  • Sentir o bebé satisfeito durante pelo menos 2 horas após a mamada.

  • Se nos primeiros dias de vida o bebé dormir mais de 4 horas e parecer demasiado sossegado, deverá consultar o pediatra.

  • Pesar o bebé por volta dos 10 dias de vida. Durante a primeira semana o bebé pode perder 7 a 10 % do peso ao nascer, recuperando rapidamente este peso no final da 2ª semana. A partir desta altura deverá ganhar 18 a 28 gramas por dia nos primeiros 3 meses e cerca de metade nos 3 meses seguintes.

 

A aleitação materna deve ser exclusiva nos primeiros 6 meses de vida e, só então, iniciar gradualmente alimentos sólidos. Poderá manter-se até ao 1º aniversário e posteriormente enquanto a mãe e o bebé o desejarem.

Fonte: Fichas Bebé Confort.

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)