• Amamente o seu bebé o mais cedo possível após o nascimento, logo na primeira hora de preferência (o reflexo de sucção é máximo nas duas primeiras horas de vida).
• Encontre a posição que respeita o seu conforto e garante também uma boa posição para o bebé (o bebé virado para o seio materno, o corpo e a cabeça bem alinhados). Pode amamentar em posição deitada.
• Propicie um ambiente favorável à amamentação (calmo, num sofá, longe do barulho).
• Esteja convencida de que o seu leite convém perfeitamente ao seu bebé: não há leite mau. Todas as mulheres produzem um leite bom, adaptado às necessidades do bebé.
• Amamente o seu bebé sempre que quiser, consoante a sua fome. Quanto mais o bebé mamar, mais leite haverá: a secreção láctea produz-se se houver saída de leite.
• Verifique se o seu bebé agarra bem o seio, se a sucção é eficaz e se o bebé obtem o leite de que precisa.
• Para não prejudicar a lactação, evite saltar mamadas, dar a chupeta ou dar outro leite antes das quatro semanas ao seu bebé.
• Não se isole em caso de dúvida ou de dificuldade. Procure ajuda de familiares, amigos ou profissionais.
• Tome o seu tempo…amamentar um bebé é também ter o ritmo de uma vida nova. Deixe de lado as tarefas secundárias e tenha a ajuda de alguém para o essencial.
• Pense em si. Descanse e relaxe para recuperar o sono inevitavelmente perdido.
• A secagem do leite faz parte do processo de amamentação. Se for progressivo, irá correr bem (quer fisicamente quer psicologicamente).
Fonte: Bébé Confort
Partilhar esta Entrada
Temas: amamentar · Leite Materno
O leite materno contém tudo o que o bebé necessita para o seu desenvolvimento: água (o principal componente do leite), proteína, gordura, hidratos de carbono, minerais, vitaminas e ferro; encontra-se sempre à temperatura adequada, seja qual for o local onde se encontre; além do mais, é estéril e económico.
O leite materno oferece outros benefícios e por isso é superior a qualquer outra fórmula de leite; proporciona ao bebé a imunidade e os anticorpos que foram formados no corpo da mãe na luta contra os germes e micróbios patogénicos. Este tipo de protecção é importante para o bebé, uma vez que o seu sistema imunológico ainda se encontra em desenvolvimento.
O primeiro leite (colostro) contém particularmente muitas imunoglobulinas, que possuem vários efeitos, inclusivamente o efeito anti -séptico.
O leite materno tem-se tornado cada vez mais importante no que diz respeito à prevenção de alergias, dado que a intolerância e alergia alimentares têm vindo a aumentar. Muitos recém-nascidos não conseguem tolerar a proteína do leite de vaca. Por isso, o aleitamento materno durante um período de seis meses é uma excelente prevenção contra alergias.
No caso de algum membro da família sofrer de alergia, contacte um especialista em aleitamento IBCLC (Especialista em Aleitamento reconhecido pelo Comité Internacional), a sua parteira ou o pediatra, se possível durante a gravidez, para se aconselhar sobre as medidas preventivas.
É sabido que o aleitamento materno traz muitos benefícios para o bebé. São igualmente muitos os benefícios para a mãe. Quando o bebé mama é segregada a oxitocina, uma hormona que estimula a contracção dos músculos ajudando o útero a regressar ao seu tamanho normal. O risco de hemorragias pós-parto é igualmente reduzido.
Fonte: Medela: “Amamentar ao peito”.
Partilhar esta Entrada
Temas: Amamentar · gravidez · Leite Materno
O crescimento e o desenvolvimento tão acelerados no lactente exigem um aporte energético muito maior do que em idades posteriores. No entanto, a labilidade metabólica e a imaturidade dos fermentos digestivos do lactente levam a que se inicie a alimentação diversificada nunca antes dos quatro meses e, se possível, depois dos cinco seis meses, principalmente se estiver a ser alimentado ao seio materno.
A introdução de novos alimentos deve ser gradual e suave, respeitando o comportamento do bebé e nunca o forçando a comer.
O regime deve ser equilibrado quanto ao valor calórico e aos nutrientes essenciais: água, proteínas, gorduras, hidratos de
carbono, vitaminas, minerais e fibras alimentares.
Deve ter-se sempre presente a eventual capacidade alergizante de cada alimento; nunca introduzir dois ou mais alimentos simultaneamente e espaçando de três, quatro dias, cada novo alimento.
A iniciação de alimentos com sabores e consistências novas, sem o estímulo do seio ou da tetina, pode desencadear reacções de recusa, não se devendo forçar mas insistir com energia carinhosa.
Deve estabelecer-se um horário adequado com três a quatro horas de intervalo. O calendário da introdução de novos alimentos é apenas um quadro de referência, podendo haver variações apreciáveis, dependentes da realidade sociocultural do meio e dos hábitos alimentares da família.
Assim dever-se-á iniciar pela papa de cereais sem glúten aos quatro meses; papa de fruta aos cinco meses; creme de legumes que inclua cenoura, abóbora, batata, beterraba, espargos, hortaliças, de uma forma gradual, cozidas em água e um pouco de azeite aos seis meses; puré de legumes com carne branca aos sete meses; gema de ovo aos nove meses; peixe e iogurte, de preferência natural, aos dez meses; as leguminosas depois de bem demolhadas serão introduzidas
depois dos onze meses assim como o arroz e a massa.
É importante que o bebé adquira o hábito da refeição: deve estar sentado tomando pequenas quantidades de alimento pela colher e esperando entre as colheradas. Esta experiência, iniciada precocemente, ajudará à criação de um bom hábito alimentar para toda a vida.
Deverá falar-se com o bebé enquanto come.
No início e, se o bebé estiver muito esfomeado, poderá iniciar-se a refeição com um pouco de leite (seio ou artificial) e só depois introduzir o alimento sólido com a colher, o que vai prevenir a frustração quando está esfomeado e associar a satisfação da amamentação com a nova experiência da alimentação com a colher.
A colher e o alimento espesso são uma das etapas da integração da criança nos hábitos alimentares da família e da sociedade.
Por volta dos oito, nove meses, quando a capacidade de o bebé usar as suas mãos melhorou podemos dar-lhe uma colher para a sua própria mão para se treinar a alimentar sozinho. Devemos deixá-lo brincar com a colher enquanto lhe vamos dando a refeição. No início a quase totalidade do alimento irá cair ao chão; devemos resistir à tentação de lhe retirar a colher.
Normalmente só por volta de um ano de idade irá conseguir levar a colher à boca com alguma eficácia.
A refeição do bebe deverá ser dada previamente e só depois poderá sentar-se à mesa com o resto da família, dando-lhe para a mão pequenas quantidades de
alimento como tosta ou biscoito.
Depois de suficientemente treinado a alimentar-se sozinho, deverá começar a beber pelo copo. Inicialmente o copo deverá ser inquebrável, com duas asas para poder agarrar com as duas mãos, com tampa ajustável e com bico.
Há vantagens em beber pelo copo: melhora a coordenação do movimento mão / boca e inicia o processo do desmame.
Fonte: Fichas Bebé Confort.
Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)
Partilhar esta Entrada
Temas: Amamentar · Fichas Bébé Confort · Leite Materno
Os seios podem ficar severamente ingurgitados se o bebé não mamar muitas vezes ou eficazmente, nos primeiros dias. Algum ingurgitamento é esperado no início de cada mamada, mas se este for exagerado causa edema dos canais galactóforos (que conduzem o leite) e dos vasos sanguíneos da área torácica.
O melhor tratamento será colocar o bebé a mamar frequentemente e sempre nos dois seios. Deverá retirar-se o resto do leite após as mamadas, normalmente com a bomba. Usar compressas quentes nos intervalos e nas mamadas ou tomar um chuveiro quente ao mesmo tempo que faz a expressão do leite.
No entanto, se o ingurgitamento for muito intenso, o calor pode agravar a situação por aumentar o fluxo sanguíneo. Neste caso deverá usar-se compressas frias no intervalo das mamadas e tomar Ibuprofeno.
Fonte: Fichas Bebé Confort.
Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)
Partilhar esta Entrada
Temas: Fichas Bébé Confort · Leite Materno
No início a aleitação materna pode causar sensação dolorosa, especialmente durante a primeira semana, com a chamada “subida do leite”. No entanto, esta dor não deve ser sustentada nem causar desconforto ou fissuras.
Se a zona do mamilo ou outras áreas do seio forem muito dolorosas deve consultar o médico.
Durante o banho os seios devem ser lavados apenas com água. Os cremes, loções ou a fricção vigorosa podem macerar os mamilos. Também se deve modificar a posição do bebé a cada mamada.
Os mamilos devem estar secos, (se possível expô-los ao ar) e os pensos do aleitamento não devem ser plastificados. Depois da mamada deve-se deixar secar um pouco de leite em cima do mamilo, pois este leite depois de seco forma uma camada protectora que favorece a cicatrização.
Se com estas medidas não resolver o problema, deve consultar o médico porque associadamente pode haver uma infecção fúngica ou bacteriana.
Fonte: Fichas Bebé Confort.
Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Creme 100% lanolina pura (gordura natural), para tratamento e prevenção de mamilos sensíveis ou gretados.
Partilhar esta Entrada
Temas: amamentar · Fichas Bébé Confort · Leite Materno
A mastite é uma infecção bacteriana do tecido mamário que causa febre, arrepios, dores de cabeça, náuseas e falta de forças. O seio fica vermelho, inchado, quente e doloroso. Quando isto acontece deverá ser observada pelo médico podendo, no entanto, continuar a amamentar o bebé.
A infecção é tratada pela remoção do leite (com bomba ou dando de mamar) com repouso, ingerindo líquidos e tomando antibióticos adequados à amamentação. Não se deve deixar de amamentar, pois o leite não está infectado e estes antibióticos não causam alterações na composição do leite. A mastite pode ser um sinal de diminuição das defesas do organismo, devendo a mãe descansar, dormir e diminuir a actividade física, o que vai ajudar à recuperação.
Se a amamentação do seio com mastite causar dor intensa, deverá iniciar a mamada no seio saudável, ao mesmo tempo que deixa sair o leite do seio doente; esta
atitude faz diminuir a pressão, permitindo completar a mamada neste seio, agora com menos desconforto.
Contudo, algumas mães sentem menos dor se o leite for retirado com a bomba e posteriormente utilizado.
Fonte: Fichas Bebé Confort.
Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)
Partilhar esta Entrada
Temas: Amamentar · febre · Fichas Bébé Confort · Leite Materno
O leite materno pode ser extraído manualmente ou com bomba. A extracção manual pode ser rápida e eficaz mas requer aprendizagem e prática. A bomba é
mais fácil de usar, devendo remover completamente o leite para não provocar retenção e, gradualmente, levar à menor produção.
Para a extracção manual deve-se, em primeiro lugar, estimular o seio, massajando-o suavemente com a palma das mãos; em seguida colocando o polegar acima da aréola e os outros dedos por baixo do seio, apertar a mão, suave mas firmemente, ao mesmo tempo que se comprime o seio contra a parede torácica. Não se deve deslizar os dedos para o mamilo porque pode provocar ulcerações.
As bombas manuais tradicionais consistem em dois cilindros sobrepostos ligados a um dispositivo rígido em forma de funil, que se adapta ao seio. Quando se move o cilindro
externo forma-se uma pressão negativa na área do mamilo, fazendo sair o leite que é recolhido no recipiente. As bombas eléctricas são ainda mais eficazes embora mais dispendiosas.
O leite deve ser armazenado em recipientes preferivelmente de vidro ou plástico rígido (tipo biberão) ou em sacos de plástico especiais para este efeito.
Para um bebé saudável não é necessária a esterilização da bomba nem dos recipientes para o leite, devendo no entanto estarem escrupulosamente limpos.
Se o leite for utilizado dentro de 48 horas, deve ser guardado de imediato no frigorífico, bem fechado. Se não for usado neste período terá que ser rejeitado. O
leite que esteja no frigorífico até 24 horas pode ainda ser congelado.
Se se prevê que o leite não seja usado dentro de dois dias, deverá ser congelado de imediato sendo conservado com segurança durante um mês (num bom congelador pode ser congelado por 3 a 6 meses). Devido à presença de gordura, o leite materno deverá ser utilizado logo que possível.
Os recipientes devem ter um rótulo com a data e a capacidade de 90-120 ml que é a quantidade média para uma refeição. Também se pode congelar porções mais pequenas de 30-60 ml, como complemento extra de uma refeição.
O leite congelado deve ser aquecido em banho-maria até à temperatura de 20-22º Celsius, rodando o recipiente frequentemente. Não se deve aquecer o leite no microondas porque há um sobreaquecimento no centro do recipiente, parecendo pouco quente à periferia – o que pode levar a queimaduras na boca do bebé. O aquecimento excessivo pode destruir algumas propriedades anti-infecciosas e protectoras do leite.
Se se notar no leite descongelado a gordura separada, basta agitar suavemente para homogeneizar. Este leite pode ser utilizado com segurança.
O leite descongelado deve ser usado dentro de 24 horas e nunca deve ser congelado de novo. Deve rejeitar-se o leite que sobejou da mamada.
Como nem todos os bebés reagem da mesma maneira ao biberão, este leite pode ser dado pela chávena, mesmo a prematuros.
Fonte: Fichas Bebé Confort.
Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)
Partilhar esta Entrada
Temas: amamentar · biberão · Fichas Bébé Confort · Leite Materno
-
Durante o primeiro mês e após ter aumentado a produção de leite, o bebé deverá ter 6 ou mais micções e 3, 4 ou mais dejecções por dia – normalmente uma pequena dejecção após cada mamada. Mais tarde poderá ter menos dejecções, podendo mesmo haver intervalos de mais de 24 horas. Será normal se as fezes forem moles e o bebé estiver a progredir bem.
-
Ouvir o bebé a deglutir o leite após uma série de sucções.
-
Sentir o bebé satisfeito durante pelo menos 2 horas após a mamada.
-
Se nos primeiros dias de vida o bebé dormir mais de 4 horas e parecer demasiado sossegado, deverá consultar o pediatra.
-
Pesar o bebé por volta dos 10 dias de vida. Durante a primeira semana o bebé pode perder 7 a 10 % do peso ao nascer, recuperando rapidamente este peso no final da 2ª semana. A partir desta altura deverá ganhar 18 a 28 gramas por dia nos primeiros 3 meses e cerca de metade nos 3 meses seguintes.
A aleitação materna deve ser exclusiva nos primeiros 6 meses de vida e, só então, iniciar gradualmente alimentos sólidos. Poderá manter-se até ao 1º aniversário e posteriormente enquanto a mãe e o bebé o desejarem.
Fonte: Fichas Bebé Confort.
Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)
Partilhar esta Entrada
Temas: Fichas Bébé Confort · Leite Materno
Os bebés alimentados ao seio normalmente mamam mais vezes do que os alimentados com leite artificial. O número de mamadas pode variar de 8 a 12 em 24 horas. À medida que o bebé vai crescendo, a capacidade do estômago vai aumentando, as mães vão produzindo mais leite e alguns conseguem aumentar o tempo entre as mamadas enquanto outros continuam a preferir refeições mais pequenas e frequentes.
Não há esquemas padrão de amamentação. O bebé deverá mamar quando tiver fome. Ele mostra que tem fome quando: está alerta, põe as mãos na boca e faz movimentos de sucção, começa a choramingar e a flectir braços e pernas, tornando-se mais activo e a procurar o peito (consegue cheirar a sua localização mesmo através da roupa).
O choro é um sinal tardio de fome, devendo iniciar a mamada antes disso.
Se a mãe e a criança forem saudáveis, a alimentação ao peito é mais bem sucedida se se iniciar na primeira hora a seguir ao parto. Tanto quanto possível o bebé deverá ser mantido junto à mãe para que responda prontamente quando manifestar fome. Se a estadia no hospital demorar alguns dias e o bebé dormir no berçário, provavelmente o esquema das mamadas será determinado pelas regras da enfermaria.
Uma vez em casa, poderá levar alguns dias até surgir o horário interno. Entretanto dever-se-á tentar a aleitação cada 2 – 3 horas, mesmo que o bebé não manifeste fome. Quando os bebés dormem bastante, deverão ser acordados cada 3 – 4 horas nas primeiras semanas de vida, para que tenham um mínimo de 8 mamadas em 24 horas.
Deve-se deixar o bebé mamar no primeiro seio durante o tempo que quiser, retirando-o quando parar de mamar por um período um pouco mais prolongado.
Como o bebé mama mais eficazmente no primeiro seio, as mamadas devem ser iniciadas alternadamente.
Nas primeiras semanas o bebé mama a cada 2 horas, durante dia e noite. Cerca das seis ou sete semanas, muitos recém-nascidos fazem um período de sono de 4 a 5 horas.
Deve-se estabelecer o padrão de sono nocturno mantendo o quarto escuro, quente e tranquilo. Se estiver sujo ou molhado, a mudança da fralda deve ser rápida, sem fazer barulho e antes da mamada.
Pelos 4 meses muitos bebés, mas não todos, são capazes de dormir 6 ou mais horas no período da noite, sem acordar; contudo alguns podem continuar a acordar uma ou mais vezes, para mamar.
O bebé pode requerer mamadas mais demoradas em certas alturas do dia e ficar satisfeito mais rapidamente, noutras.
Cada bebé tem o seu estilo de mamar. Uns são muito vivos, agarram o peito e mamam energicamente em 10-20 minutos; outros, muito excitáveis, tornam-se frenéticos à vista do seio – agarram-no, perdem-no e começam a chorar. Estes bebés deverão ser acalmados várias vezes em cada mamada. A solução para este tipo de situação será alimentá-los logo que acordem, antes de manifestarem muita fome, fazendo ainda a compressão do seio para que o leite goteje e abrande o fluxo antes de iniciar a mamada.
Outros ficam aborrecidos enquanto o leite não aparece. A estes não se deve dar biberão ou mesmo água, porque podem passar a recusar o seio. Dever-se-á insistir em colocá-los ao seio regularmente, sempre que estejam acordados ou façam movimentos com a boca, segurando a cabeça do bebé e aguardando com paciência que sinta o leite e inicie a mamada.
Há ainda bebés que antes de iniciar a mamada brincam com o mamilo. Nesta situação dever-se-á ter tolerância e aguardar alguns minutos até que o bebé consiga agarrar bem o mamilo e aréola.
Há ainda aqueles que mamam alguns minutos, param alguns minutos e recomeçam a mamada. Alguns adormecem ao peito, dormem cerca de meia hora ou mais e então acordam para a “sobremesa”. A melhor solução para estes casos é arranjar tempo extra para as mamadas e manter-se tão flexível quanto possível.
Aprender o padrão da alimentação de cada bebé é o maior desafio da mãe nas primeiras semanas após o parto. Depois de compreender a maneira de ser do seu filho, será muito mais fácil perceber quando tem fome, quando está satisfeito, quantas vezes necessita de mamar e o tempo que é necessário em cada mamada.
Fonte: Fichas Bebé Confort
Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)
Partilhar esta Entrada
Temas: amamentar · biberão · Fichas Bébé Confort · Leite Materno
Ao nascer os seios estão prontos a produzir leite. Este processo inicia-se quando o bebé agarra a aréola e começa a sugar; faz isto instintivamente, logo que sinta o
peito junto da sua boca. Pode ser ajudado a iniciar a sucção segurando-o contra o peito e tocando com o mamilo o seu lábio inferior.
Quando o bebé agarra o peito a sua boca fecha-se à volta da aréola, a língua forma um cavado à volta do mamilo e com um movimento ondulante, comprime o reservatório do leite esvaziando os seus canalículos.
Se possível deve evitar-se dar biberão porque a sucção pelo peito é diferente da sucção pela tetina, sendo alguns bebés muito sensíveis a esta diferença.
Uma vez iniciada a sucção eficientemente, estes movimentos estimulam terminações nervosas do mamilo que por sua vez vão estimular a glândula pituitária no cérebro. Esta responde produzindo hormonas – prolactina e ocitocina. A prolactina estimula o seio a produzir mais leite e a ocitocina estimula os músculos dos canais do leite a ejectá-lo no reservatório sob a aréola. Esta hormona vai também fazer contrair os músculos do útero, de tal modo que nos primeiros dias ou semanas após o parto poderão sentir-se dores no útero quando se amamenta. Apesar de um pouco doloroso, este processo
vai ajudar o útero a voltar mais rapidamente ao tamanho normal reduzindo, a perda de sangue pós-parto.
O ibuprofeno ajuda a aliviar estas dores.
Após um breve período de sucção dá-se o início da lactação – o leite começa a fluir (descida do leite).
Os sinais de que a descida do leite está a ocorrer variam de caso a caso e com o volume de leite requerido pelo bebé. Algumas mães têm uma sensação de formigueiro, enquanto outras têm um aumento de pressão e sensação de seio completamente cheio; estas sensações são rapidamente aliviadas logo que o leite começa a fluir. Há mães que nunca têm estas sensações, apesar de também amamentaram com sucesso. O fluxo de leite varia em forma de jacto, gotejamento ou em corrente. Algumas mulheres têm a sensação de esvaziamento de leite e outras não. Estas sensações podem ser diferentes de um peito para o outro.
O período pós-parto é uma fase de grande ansiedade e insegurança, particularmente para a mãe pela primeira vez. É importante que o pediatra tire dúvidas e
preocupações às mães mais inexperientes e indecisas. Estas sessões de orientação devem incluir o pai, pois o conhecimento das personalidades e expectativas de ambos os pais é muito importante para ajudar a evitar problemas físicos e psicológicos centrados na alimentação.
Se o parto foi normal, a mãe e o bebé estiverem bem, se possível, amamentação deve ter início, se possível, na primeira hora a seguir ao parto.
A posição mais confortável será com a mãe deitada de lado e o bebé também deitado, voltado para a mãe, em frente do peito. Tocando com o mamilo o lábio inferior do bebé ele instintivamente abre a boca, agarra o seio e começa a mamar. Esta sucção teve já início dentro do útero, ao chupar nos dedos, nas mãos e até nos pés. Por vezes é necessário ajudar o bebé a iniciar a mamada – comprimindo o peito com a mão acima da aréola e introduzindo-o na boca do bebé, com o mamilo levemente dirigido para cima.
Deve-se deixar o bebé mamar o tempo que quiser no primeiro seio e só depois passar ao outro lado, se ainda estiver interessado em mamar.
No início, a descida do leite poderá demorar um a dois minutos após o início da sucção, passando a ser mais rápida após a primeira semana. A quantidade de leite também vai aumentar substancialmente após aquela data.
Quanto mais relaxada e confiante estiver a mãe, mais facilmente se dará a descida do leite.
Se mantiver uma dor sustentada no mamilo, na aréola ou no seio, deverá informar o médico ou enfermeira.
Uma vez em casa, as seguintes sugestões poderão ajudar o reflexo da descida do leite:
-
Aplicar compressas húmidas e mornas no peito alguns minutos antes da mamada
-
Sentar numa cadeira confortável com as costas e braços bem apoiados
-
Colocar o bebé bem posicionado com a face em frente do peito
-
Usar técnicas relaxantes como respirar fundo, ouvir música suave
-
Escolher um lugar tranquilo para amamentar
-
Não fumar nem tomar bebidas alcoólicas ou drogas
O primeiro leite é o chamado colostro – solução líquida e amarelada produzida nos primeiros dias após o parto. Contém mais proteínas, sais, anticorpos e outras substâncias protectoras. É menos gordo e menos calórico.
Do 3º ao 5º dia após o parto, os seios começam a produzir o chamado leite de transição. Este leite é mais cremoso e branco do que o colostro. Após o 10º / 14º dia o leite adquire mais gordura e torna-se ainda mais cremoso.
O aumento de volume dos seios pode ser muito desconfortável e doloroso. A melhor solução é amamentar o bebé sempre que esteja com fome e esvaziar os dois seios cada duas horas. Por vezes os seios estão tão cheios que o bebé não consegue agarrá-lo. Nesta situação deve-se aplicar compressas húmidas e mornas, fazer a expressão manual do seio, massajando desde a axila até ao mamilo ou retirar algum leite com a bomba antes da mamada.
O volume de leite produzido aumenta substancialmente após a primeira semana. Nos primeiros 2 dias pode produzir apenas 5 ml em cada mamada; pelo 4º ou 5º dia o volume aumenta a 30 ml e pelo final da 1ª semana, dependendo do apetite do bebé e da duração das mamadas, pode-se produzir 60 a 150 ml em cada mamada.
No final do primeiro mês o bebé deverá receber cerca de 720 ml de leite por dia.
Fonte: Fichas Bebé Confort
Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)
Partilhar esta Entrada
Temas: amamentar · colostro · compressas · Fichas Bébé Confort · leite de transição · Leite Materno · posição para amamentar