O Puerpério na MAC

A Maternidade Alfredo da Costa (MAC) produziu o vídeo "O Puerpério na MAC", no qual a Dr.ª Guida Gomes (Interna do Internato Complementar de Obstetrícia e Ginecologia da MAC), com a Interpretação em Língua Gestual Portuguesa por Andreia Vieira (Aluna Finalista da Licenciatura Língua Gestual Portuguesa), explica o que as grávidas:

  • Deverão levar nas suas malas para a MAC, para elas e para os seus bebés;

  • Quando deverão dirigir-se à Maternidade;

  • Que documentos são necessários apresentar;

  • O que acontece depois de o bebé nascer;

  • E que papel deverão desempenhar os acompanhantes e visitas.

 

Nobel da Medicina: Ministra da Saúde salienta o reconhecimento pela área da infância e pela importância do problema da infertilidade

«[…] A ministra da Saúde [Ana Jorge] considerou hoje um "bom sinal" a atribuição do Prémio Nobel da Medicina ao britânico Robert Edwards, pioneiro da fecundação in vitro, pelo reconhecimento da importância da área da infância e do problema da infertilidade.

"É um bom sinal. O Prémio Nobel ser dado a alguém para a área da infância, dos bebés, é sempre um bom sinal, de dedicação e reconhecimento da importância de resolver o problema da infertilidade de muitos casais", afirmou Ana Jorge no final de uma visita à Maternidade Alfredo da Costa no âmbito da semana mundial do aleitamento materno.

A ministra lembrou que o primeiro bebé que nasceu por fertilização in vitro "veio revolucionar e criar condições para que muitos casais pudessem ter filhos". […]»

Fonte: dn.sapo.pt

Epidural e o parto sem dor

Andreia Pereira publicou no notícias magazine do Diário de Notícias de 13 de Setembro um artigo interessante sobre o uso da analgesia epidural durante o parto. Não só traça uma evolução do seu uso em Portugal, como analisa as posturas actuais da comunidade médica sobre o tema.

Alguns excertos do referido artigo:

“Um estudo publicado no British Journal of Anaesthesia apresenta informações animadoras para quem está em vias de dar à luz: a analgesia epidural é praticamente isenta de riscos, quando aplicada correctamente. Segundo os dados revelados, apenas uma em cada oitenta mil grávidas a quem foi administrada a epidural poderá apresentar complicações durante ou após o parto. Com base nestes números, estima-se que, num total de cem mil partos que se realizam anualmente em Portugal, se todas as parturientes recebessem analgesia epidural, ocorreriam 1,2 casos/ano com alguma complicação derivada da técnica.
«A analgesia epidural deve ser estimulada, porque nenhuma mulher merece ter dores durante o trabalho de parto», defende Luís Mendes da Graça, director do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

[…] No nosso país, esta técnica foi implementada nos hospitais públicos no início da década de 1990. […] Só no Hospital de Santa Maria, oitenta por cento dos partos que se realizam anualmente «são analgesiados».

[…] Para Luís Mendes da Graça, a ideia «romântica» do parto sofrido tem de passar à história: «Estamos no século XXI e não podemos aceitar que os procedimentos médicos sejam comparáveis a países de Terceiro Mundo.»

[…] «A epidural bem feita retira a sensação dolorosa, permitindo, simultaneamente, que a mulher mantenha sensibilidade e os reflexos automáticos de expulsão», reitera Costa Martins, director do Serviço de Anestesiologia da Maternidade Alfredo da Costa (MAC).

[…] Antes de receber epidural, as mulheres são consultadas. «Nada é feito contra a vontade da parturiente», indica o obstetra [Luís Mendes da Graça]. Por se tratar de uma técnica invasiva, a aplicação da analgesia obriga que, após esclarecimento, seja assinado pela parturiente um termo de consentimento informado. Logo que haja uma autorização expressa, a epidural «é administrada a partir do momento em que a intensidade das contracções é suficientemente forte para provocar dores e desconforto».”

Leia o artigo completo em: “Dar à luz sem sofrimento”, por Andreia Pereira, Diário de Notícias, 13/09/2009

Primeiro banco de leite humano em Portugal

O primeiro banco de leite humano em Portugal deve começar a funcionar este mês na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, depois de alguns contratempos que adiaram, em vários meses, a sua entrada em funcionamento.

[…] Israel Macedo, pediatra neonatologista da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), que tem estado a acompanhar este processo, disse ao JN que, durante este mês, deverão começar a seleccionar as mães-dadoras e a recolher leite. Logo que haja algum leite pasteurizado disponível, arranca a distribuição. Nesta fase inicial, o leite destina-se a alimentar os bebés prematuros internados nas unidades de cuidados intensivos e intermédios da MAC, cujas mães não têm leite suficiente ou, por qualquer razão, não os podem amamentar.

[…] Pela experiência dos países onde já existem bancos de leite – são muito populares no Brasil e existem também nos Estados Unidos, Inglaterra e, mais recentemente, em Espanha -, o neonatologista acredita que, em pouco tempo, “os pais vão perceber e aceitar que, na impossibilidade de estes bebés serem alimentados com o leite da mãe, o leite da dadora é uma alternativa com bastantes vantagens em relação ao leite artificial”. A este propósito, disse que a MAC já foi contactada por duas mães interessadas em receber leite humano pasteurizado (por já não poderem amamentar os seus bebés) e por várias mães interessadas em doar leite.

[…] O leite é sujeito a análises bacteriológicas (se houver bactérias passíveis de produzir toxinas, é rejeitado) e só depois pasteurizado. O processo demora cerca de hora e meia e passa por expor o leite a temperaturas muito altas e depois negativas. Congelado, o leite dura cerca de três meses.

Fonte: Jornal de Notícias, 7 de Junho de 2009

Os primeiros bebés de 2009

«A nível nacional, o título de “bebé do ano” foi repartido por várias crianças que, pelas notícias da Agência Lusa, nasceram nos primeiros segundos do ano.
Com efeito, segundo informações de fontes hospitalares à Agência Lusa, pelo menos três meninas nasceram ontem às 00h00: duas na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa e outra na Maternidade Júlio Dinis, no Porto.
Em Lisboa, nasceram em simultâneo uma menina com 2.285 gramas, cuja mãe, Susana, tem 38 anos e de 2.975 gramas, e a mãe, Carla, tem 25 anos, disse uma responsável da Maternidade Alfredo da Costa.
Na Maternidade Júlio Dinis, no Porto, nasceu às 00:00 uma menina com 3.920 gramas, filha de Ana Raquel, de 21 anos.
Mais tarde, às 00:44, nascia a primeira criança deste ano no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, um rapaz com 1.920 gramas, cuja mãe, Cláudia, tem 25 anos.
À 01h08, em Almada, nascia no Hospital Garcia de Orta um rapaz com 2.630 gramas, filho de Tânia, de 33 anos.
No Hospital de São João, no Porto, o primeiro bebé a nascer em 2009 foi um rapaz com 3.912 gramas, à 01h50, filho de Cláudia, de 25 anos.»

Fonte: Jornal da Madeira

Mulheres famosas que deram à luz um filho prematuro, relatam a experiência no livro Antes do Tempo

“[…] Alberta Marques Fernandes, Carla Rocha, Cristina Cardiga, Luísa Beirão, Maria Manuel Cyrne, Paula Guerra e Solange Monteiro. O que une estas mulheres?

Todas deram à luz um filho prematuro, experiência que relatam no livro Antes do Tempo.

A Secção de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria apresenta esta obra hoje [15/12/2008], pelas 19h00, no Museu da Electricidade.

[…] é um livro que conta […] com reportagens fotográficas efectuadas nas principais maternidades do país: Maternidade Alfredo da Costa, Maternidade Bissaya Barreto e Maternidade Júlio Dinis, sob o olhar da objectiva do fotógrafo Alexandre da Silva.”

Fonte: Destak, 15 | 12 | 2008   12.19H

A Casa dos Bebés – A Vida de Uma Maternidade

«[…] O objectivo estava traçado à partida: 19 horas na Maternidade Alfredo da Costa, a acompanhar a passo o que por lá se vive. Com entrada às 14h00  e saída às 09h00, assistimos a três mudanças de turno, a 15 nascimentos  e à expulsão de um feto que não sobreviveu às 23 semanas de gestação. No maior ‘centro’ de nascimentos do País, nem só de vida se fazem os dias. Nem só as alegrias enchem os corredores. E ali, os opostos tocam-se e convivem lado a lado. Nem mesmo o cenário é estanque: num momento, o silêncio, logo a seguir o caos.»

«[…] Na memória da Domingo fica o rosto congestionado do Afonso. Nasceu às 06h00. Tinha três horas de vida quando abandonámos a MAC. Sónia Amaro, a mãe, sorria.»

Reportagem publicada na revista Domingo do Correio da Manhã de 28.09.2008.

Maternidade Alfredo da Costa fecha

Dando sequência a uma notícia veículada pela rádio TSF – que dava conta que a Maternidade Alfredo da Costa (MAC), de acordo com o seu director clínico Abílio Lacerda, “está absolutamente nos limites e não tem qualquer hipótese de vir a aumentar a sua capacidade de resposta” – o Correio da Manhã indica que a MAC poderá fechar em 2012:

«É o fim da maior maternidade do País. A Alfredo da Costa, unidade-berço da maioria dos lisboetas, vai deixar de existir, transformando-se apenas num serviço de obstetrícia do futuro Hospital de Todos-os-Santos. 2012 é o ano previsto para a mudança, com a entrada em funcionamento do novo hospital em Chelas.»*

Fonte: TSF e *Correio da Manhã