Bébé Confort e Maxi-Cosi parceiros do projecto Bebés, Crianças e Jovens em Segurança

O projecto “Bebés, Crianças e Jovens em Segurança”, um conjunto de acções de formação dirigidas a profissionais de saúde, é uma iniciativa levada a cabo pela Direcção-geral de Saúde (DGS), Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), Mapfre e DOREL (Bébé Confort e Maxi-Cosi).

“A operacionalização de um projecto desta dimensão implica trabalhar em simultâneo várias áreas, nomeadamente: formação dos profissionais de saúde, produção e/ou divulgação de informação sobre segurança rodoviária infantil, normalização de procedimentos de actuação, instalação de simuladores de banco de automóvel nas Maternidades e ACES e, cedência de SRC (sistemas de retenção para crianças)”, acrescenta a Dr.ª Gregória Von Amann, Chefe do Serviço de Saúde Pública da Divisão de Saúde no Ciclo de Vida da DGS, uma das participantes na Acção de Formação “Bebés, Crianças e Jovens em Segurança”.

Profissionais de saúde recebem formação sobre transporte de crianças (vídeo RTP)

Segundo a DGS, “o Projeto Bebés, Crianças e Jovens em Segurança, alavancado pela Década de Ação pela Segurança no Trânsito, 2011-2020 e integrado no Programa Nacional de Prevenção de Acidentes teve a sua primeira ação no dia 21 de Novembro. Estamos a começar com a formação dos profissionais de saúde dos Agrupamentos de Centros de Saúde e dos Centros Hospitalares com Maternidade de todo o país. O objetivo é capacita-los para a promoção da segurança e a prevenção dos acidentes na infância tendo em conta o potencial de intervenção do Serviço Nacional de Saúde junto da população. 

As parcerias são decisivas para a implementação do Projeto. Por isso, estamos a trabalhar com a Fundação MAPFRE que assumiu o financiamento da formação dos profissionais de saúde de todas as ARS, a produção de vários Folhetos e outro material pedagógico de apoio; com a DOREL Portugal [Bébé Confort e Maxi-Cosi] que vai instalar nos Centros Hospitalares com Maternidade e nos Agrupamentos de Centros de Saúde simuladores de banco de automóvel e cadeirinhas para ensinos aos pais e, com a APSI, que está a transmitir a sua experiencia e conhecimento nesta área.”

Cesarianas continuam a aumentar

[…] Cerca de 35% dos partos realizados no nosso país em 2007 foram cesarianas, um valor superior ao registado em 2001 (29,7%) e que coloca a taxa de nascimentos por cesariana na lista de indicadores do Plano Nacional de Saúde (PNS) 2004-2010 que ficam longe da meta (24,8%).

Uma tendência que, segundo Maria do Céu Machado, alta comissária para a Saúde, tem mais do que uma razão de ser. «A natalidade baixou, mas aumentaram as situações de risco, como a prematuridade, a gravidez em mulheres com mais de 35 anos ou resultante da procriação medicamente assistida», refere ao Destak.

A estes factos acrescenta-se a taxa de cesarianas nas maternidades privadas que, de acordo com a especialista, «é muito superior ao que existe no público».

Ao indicador dos partos juntam-se outros que, segundo o último ponto de situação feito pelo Alto Comissariado da Saúde – o qual o Destak analisou – estão longe do caminho desejado. É o que acontece com a taxa de crianças com baixo peso à nascença, que em 2007 foi 7,9, valor superior ao verificado em 2001 (7,2) e que se afasta da meta de 5,8.

[…] As taxas de mortalidade fetal, neonatal e infantil são motivos de orgulho em Portugal. De acordo com o último balanço, a meta nestes casos foi ultrapassada, assim como na redução de partos em adolescentes, que baixou de 5,9 em cada mil partos em 2001, para 4,5 no ano passado (a meta era de 5).»

Fonte: Destak, 28/10/2008 (Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt)

Pulseiras Electrónicas para Bebés Obrigatórias nos Hospitais

«A partir de 2009, bebés nascidos nas maternidades e hospitais do Serviço Nacional de Saúde terão obrigatoriamente de usar pulseiras electrónicas e essas unidades vão ter sistemas de videovigilância com gravação de imagem para aumentar a segurança dos recém-nascidos.

Os bebés do Hospital de São João, no Porto, ou de São Teotónio, em Viseu, usam pulseiras electrónicas desde 2006 e, entretanto, outros hospitais e maternidades adoptaram a medida que passará a ser obrigatória a partir do próximo ano.

O processo é simples e pretende uniformizar os procedimentos de segurança ao nível do Serviço Nacional de Saúde. A referida pulseira, que é pequena, leve, sem fios, será colocada no tornozelo do bebé ainda na sala de partos e permite detectar de forma automática durante todos os movimentos do bebé. Caso o recém-nascido se aproxime de uma zona não autorizada ou a pulseira seja danificada, o sistema produz um alarme e bloqueia de forma automática a porta de saída.

Outra medida prevista pelo Ministério da Saúde é a instalação de sistemas de videovigilância com monitorização contínua e gravação de imagem em alta definição nos acessos dos hospitais.»

Fonte: Portal do Cidadão

‘Nascer Cidadão’ disponível em Évora, Famalicão

Desde 19 de Junho, o serviço ‘Nascer Cidadão’ passou a estar disponível em mais duas unidades de saúde: o Hospital do Espírito Santo, em Évora, e o Hospital de São João de Deus, em Vila Nova de Famalicão.

«Lançado em Março de 2007, este projecto permite realizar o registo de nascimento nos hospitais e nas maternidades, evitando deslocações às Conservatórias do Registo Civil. Neste momento, o serviço ‘Nascer Cidadão’ já funciona em 32 unidades de saúde, espalhadas por Portugal Continental e pela Região Autónoma dos Açores, tendo sido registadas mais de 41 mil crianças, através dos seus balcões, até ao final de Maio de 2008.

Segundo dados do Ministério da Justiça, este número representa 36% do total de registos de nascimento. Tendo em conta o total de nascimentos nas maternidades e hospitais que dispõem deste serviço, 75% dos registos são efectuados através do ‘Nascer Cidadão’, o que demonstra uma forte adesão.»

Fonte: Portal do Cidadão