Saber o sexo do bebé às 9 semanas (com 90% de precisão ou 10% de incerteza)

« […] É do senso comum que é preciso esperar até às 20 semanas de gestação para que um casal saiba o sexo do bebé. Tudo está mais simplificado após a entrada no mercado do “IntelliGender”. Este simples, rápido e, aparentemente, eficaz teste, pode determinar ao fim de apenas 9 semanas se os pais terão um menino ou uma menina.

O modo de utilização do IntelliGender, é muito semelhante ao de um vulgar teste de gravidez. A primeira urina do dia, em contacto com os químicos do kit produz resultados ao fim de 10 minutos: se ficar verde ou preto é menino, se ficar laranja ou amarelo é menina.

[…] Os especialistas apontam para uma taxa de precisão na ordem dos 90%. Mas Ted Eaver, chefe do Colégio Real Australiano e Neozelandês de Obstetras e Ginecologistas, argumenta que um teste destes não pode ter o mesmo grau fiabilidade de uma ecografia ou de uma amniocentese.»

Fonte: Jornal de Notícias, 9 de Junho de 2009

Mais nascimentos na maternidade do Hospital de Aveiro em 2008

«1805 crianças nasceram no hospital de Aveiro em 2008, o segundo melhor resultado desta década, durante a qual a maternidade, em alguns anos, esteve pouco acima do número mínimo recomendado (1500) para estar aberta.

O número de nascimentos na maternidade do Hospital de Aveiro no ano passado foi o mais elevado desde 2001. Em 2008, nasceram 1805 crianças, mais 166 do que em 2007, um aumento de cerca de 10%, que os responsáveis justificam com as melhores instalações do serviço, nomeadamente do bloco de partos, inaugurado em meados de 2007.

“O aumento de senhoras que procuram a maternidade de Aveiro está directamente relacionado com a melhoria das condições logísticas, especialmente do bloco de partos”, explica, ao Jornal de Notícias, o director do serviço de Obstetrícia, Sérgio Esperança. […]»

Pode ler o resto do artigo no Jornal de Notícias de 28-02-2009

Alguns números da Maternidade de Castelo Branco

«[…] A Maternidade [de Castelo Branco] tem […] mantido um bom desempenho em todos os parâmetros, nalguns casos superior à média nacional. É o caso da taxa de mortalidade e morbidade. “Somos dos hospitais que apesar de todas as condicionantes, regista menos taxa de cesariana, que rondou no ano passado os 26,09 por cento”, completa Gil Ferreira, taxa esta, que segundo o director do Serviço [de Obstetrícia], é mesmo inferior à média da Zona Centro. “Somos também dos hospitais que menos grávidas transferiu para os hospitais centrais”, acrescenta o responsável.

[…] No ano de 2008, o HAL registou 480 partos, número que se tem mantido nos últimos anos, inferior àquele que registava há 10 anos atrás, que chegou registar mais de 700 partos por ano. “Não se pode dizer que esta diminuição se deve só ao facto de a Maternidade de Castelo Branco ser menos procurada. Temos de analisar que o número de partos se tem mantido o mesmo em quase todos os hospitais do País. As famílias optam por ter menos filhos”, analisa Gil Ferreira. […]»

Pode ler o resto da notícia na Gazeta do Interior, 25-02-2009 | Edição: 1054

A Viagem da Cegonha

A Antena 1 está a fazer uma “experiência”, acompanhando uma grávida, a Ana, e o seu marido, o Hugo, ao longo da gravidez da Leonor. A experiência da Ana e do Hugo está quase a culminar no grande dia em que a cegonha chega ao seu destino.

O relato desta gravidez tem sido feito na rádio e no blog “A Viagem da Cegonha”. Para além das mensagens escritas pela Ana, pelo Hugo e pela equipa da Antena 1, também há reportagens com médicos, obstetras, pediatras e outros especialistas, bem como comentários sagazes de ouvintes / leitores.

Uma ideia interessante que transpõe para o espaço público uma viagem única, absolutamente pessoal e, neste caso, muito bem transmitida (perdoe-se a TSFzice).

Um exemplo de uma entrada [2008-10-27 17:09:59] do blog (e um debate que ouvimos com muita frequência…):

«Ferrari ou Smart

Hoje o programa é sobre o carrinho da Leonor. Eu quero um, o Hugo quer outro. Eu quero o “citadino”, ele quer o “Ferrari” dos carrinhos de bebé. A “discussão” é hilariante. Mas acho que o vou deixar escolher

As grávidas francesas e a simpatia dos obstetras

O sistema de saúde francês costuma ser referenciado como um exemplo de boas práticas. Tal como em Portugal, tem-se assistido ao longo dos últimos anos a uma concentração dos partos nos grandes centros hospitalares franceses.

Esta centralização não parece ter influenciado os sentimentos das grávidas francesas. Segundo um inquérito recente mais de 95% das grávidas declaram-se satisfeitas com o acompanhamento da sua gravidez e parto. Mais de 95% é um valor deveras surpreendente! Seria curioso saber os dados relativos a Portugal.

Um outro dado interessante que este mesmo estudo indica é que as grávidas francesas dão mais relevo às qualidades humanas dos profissionais de saúde do que às suas prestações técnicas. Paradoxalmente gostariam de estar melhor informadas sobre os actos médicos praticados durante o parto.

Fonte: Le Monde, 01-10-2008

Porque é que muitas obstetras preferem cesarianas para os seus partos

O Guardian de hoje publica um artigo bastante interessante e controverso sobre a questão dos “partos naturais” versus partos através de cesariana.

Segundo o artigo, um novo estudo do serviço nacional de saúde inglês sobre os cuidados durante a maternidade revela divisões entre os enfermeiros de saúde materna e os obstetras. Uma das principais diferenças relaciona-se com o parto. O autor exemplifica com o seguinte paradoxo: enquanto os enfermeiros obstetras e o governo inglês promovem o parto vaginal ou parto natural, a verdade é que, segundo alguns estudos, muitas obstetras (mulheres) preferem recorrer a uma cesariana para terem os seus próprios filhos.

Será apenas uma diferença de perspectiva? Ou, como se diz no artigo, “será que elas sabem alguma coisa que desconhecemos?” Vale a pena ler o artigo “‘We know the reality of childbirth“.