O sistema de saúde francês costuma ser referenciado como um exemplo de boas práticas. Tal como em Portugal, tem-se assistido ao longo dos últimos anos a uma concentração dos partos nos grandes centros hospitalares franceses.
Esta centralização não parece ter influenciado os sentimentos das grávidas francesas. Segundo um inquérito recente mais de 95% das grávidas declaram-se satisfeitas com o acompanhamento da sua gravidez e parto. Mais de 95% é um valor deveras surpreendente! Seria curioso saber os dados relativos a Portugal.
Um outro dado interessante que este mesmo estudo indica é que as grávidas francesas dão mais relevo às qualidades humanas dos profissionais de saúde do que às suas prestações técnicas. Paradoxalmente gostariam de estar melhor informadas sobre os actos médicos praticados durante o parto.
Fonte: Le Monde, 01-10-2008
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O Guardian de hoje publica um artigo bastante interessante e controverso sobre a questão dos “partos naturais” versus partos através de cesariana.
Segundo o artigo, um novo estudo do serviço nacional de saúde inglês sobre os cuidados durante a maternidade revela divisões entre os enfermeiros de saúde materna e os obstetras. Uma das principais diferenças relaciona-se com o parto. O autor exemplifica com o seguinte paradoxo: enquanto os enfermeiros obstetras e o governo inglês promovem o parto vaginal ou parto natural, a verdade é que, segundo alguns estudos, muitas obstetras (mulheres) preferem recorrer a uma cesariana para terem os seus próprios filhos.
Será apenas uma diferença de perspectiva? Ou, como se diz no artigo, “será que elas sabem alguma coisa que desconhecemos?” Vale a pena ler o artigo “‘We know the reality of childbirth“.
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