A Maternidade Bissaya Barreto e a promoção do aleitamento materno

Maternidade Bissaya Barreto incentiva o aleitamento materno

«O aleitamento materno é uma das formas mais eficazes de assegurar a saúde e sobrevivência de uma criança.

[…] Neste contexto, a Maternidade Bissaya Barreto (MBB) tem programas de apoio à amamentação que envolvem todos os profissionais da instituição, com o objectivo último de reforçar o apoio prestado à mulher na prática do aleitamento materno, indo ao encontro do que é preconizado pela Organização Mundial de Saúde. Um destes programas é a Semana do Aleitamento Materno, que [começou] dia 4 de Outubro e se prolonga até dia 9.

[…] Os profissionais da MBB preocupam-se em conhecer as expectativas da mulher/casal quanto à amamentação e estão dispostos a informar sobre as vantagens do aleitamento materno e as técnicas correctas de amamentação. Na Maternidade, os profissionais de saúde colocam o bebé “pele a pele” com a mãe após o nascimento e facilitam a mamada na primeira hora de vida, com melhorias efectivas na produção de leite e no estabelecimento do vínculo afectivo.

[…] Os profissionais da MBB reconhecem as dificuldades da amamentação sentidas pela família e, por isso, criaram o Serviço de Apoio à Amamentação, disponível 24 horas por dia, destinado às mulheres que tenham feito a vigilância pré-natal ou o parto nesta instituição. O serviço de internamento dá resposta a estas solicitações presencialmente ou por via telefónica.»

Pode ler o artigo na íntegra no site www.CienciaPT.net

Mulheres grávidas devem ter prioridade na vacina contra o H1N1.

«A Organização Mundial da Saúde (OMS)  diz que as mulheres grávidas devem integrar os grupos de risco da gripe A e receber com prioridade a vacina contra o H1N1.

Até que a vacina esteja disponível , o que deverá acontecer em Setembro ou Outubro , todas as grávidas doentes devem ser tratadas com antivirais nas primeiras 48 horas, defende a organização num comunicado divulgado no site da Internet.  De acordo com a nota, o Tamiflu e Relenza devem ser dados a estas mulheres ainda antes de serem conhecidos os resultados dos testes à doença, apesar de alguns especialistas recearem os seus efeitos na gravidez. “Vários estudos” realizados nos EUA e noutros países atingidos pela doença “indicam que as grávidas têm um risco acrescido de serem infectados pelo H1N1”, explicou a porta-voz da OMS, Aphaluck Bhatiasevi.»

Fonte: Diário de Notícias, 01/08/2009

A importância da correcção da pega no processo da amamentação

Um estudo português sobre os benefícios de corrigir a forma como um bebé «pega» na mama da mãe quando está a ser amamentado acaba de ser distinguido em Espanha como o melhor sobre a temática do aleitamento materno, refere a Lusa.

[…] O estudo conclui que a correcção da pega do bebé à mama na primeira mamada aumenta significativamente a duração do aleitamento materno, disse a principal autora, Adriana Pereira.

[…] Esse êxito «é benéfico não só para a saúde da mãe e do bebé, como para a família, a sociedade e o meio ambiente, segundo atestam todos os estudos científicos até agora realizados», sublinhou.

Nesse sentido, a autora considera muito importante que as mães conheçam e saibam identificar os sinais de pega correcta para ajudarem os próprios bebés.

[…] Adriana Pereira explicou que «o bebé deve ficar com a boca bem aberta quando está a mamar, com o lábio inferior virado para fora e com o queixo a tocar na mama».

Além disso, a aréola (parte escura da mama) «deve ver-se mais acima da boca do que abaixo, e habitualmente as bochechas ficam arredondadas e não chupadas para dentro».

[…] O estudo, feito no âmbito do doutoramento de Adriana Pereira em Ciência Biomédicas pela Universidade do Porto, em 2005, está publicado num livro intitulado «Aleitamento materno – a importância da correcção da pega no processo da amamentação – resultados de um estudo experimental”, editado pela Lusociência em 2006.

Adriana Pereira é membro fundador do Comité Nacional para o Aleitamento Materno e formadora nesta área para a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a UNICEF.

Fonte: TVI, Amamentação: estudo português premiado, 22-03-2009

Primeiro banco de leite materno em Portugal abre em breve em Lisboa

«Ainda não há data certa para arrancar – provavelmente no próximo mês -, mas já há mães interessadas em doar leite ao primeiro banco de leite humano em Portugal, que abre em breve na Maternidade Alfredo da Costa.

Os equipamentos necessários para a recolha, análise e conservação do leite estão já instalados e, ontem, arrancou a formação do pessoal médico que vai trabalhar neste projecto: nutricionistas, médicos de pediatria, enfermeiros de pediatria e do espaço amamentação. Jorge Branco, director da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, explicou que o banco de leite humano vai começar a funcionar assim que tenham a certeza de que está tudo em condições. E acredita que não vão faltar dadoras visto que, assim que o projecto começou a ser divulgado, começaram a receber telefonemas de mães interessadas em doar o seu leite.

[…] Para que uma mãe possa ser aceite num banco de leite tem de reunir várias condições. Desde logo, estar a amamentar, não ser fumadora, consumidora de bebidas alcoólicas ou de quaisquer produtos estupefacientes.»

Fonte: Jornal de Notícias

Mortalidade Infantil em Portugal e nos E.U.A

Portugal é um dos cinco países que mais notáveis progressos fez na redução da taxa de mortalidade desde 1970. No relatório de 2008 “Cuidados de Saúde Primários – Agora mais do que sempre”, da Organização Mundial de Saúde (OMS), salienta-se que “o desempenho de Portugal para reduzir a taxa de mortalidade em várias faixas etárias é dos mais consistentes e bem sucedidos nas últimas três décadas”.

Neste relatório da OMS pode constatar-se que, entre 1970 e 1980, em Portugal a mortalidade perinatal foi reduzida em 71%, a mortalidade infantil em 86%, a de crianças em 89% e a mortalidade maternal em 96%.

A mortalidade infantil (óbitos de crianças nascidas vivas que faleceram com menos de um ano) é sem dúvida um dos indicadores por excelência da qualidade do sistema de saúde e mesmo da qualidade de vida de um país. Apesar de todas as críticas que lhe são feitas, este progresso denota que o acesso aos cuidados de saúde em Portugal tem melhorado substancialmente nas últimas décadas.

Por mais surpreendente que possa parecer, a trajectória de Portugal é exactamente oposta à dos Estados Unidos (E.U.A.), por exemplo. Enquanto em 1960 os E.U.A. ocupavam a 12.ª posição no ranking mundial da mortalidade infantil, Portugal, nesse ano, estava num sombrio 35.º lugar. Segundo dados de 2004 do Centers for Disease Control and Prevention, Portugal passou a ocupar o 10.º lugar nesse ranking e os E.U.A. o 29.º.

Este percurso inverso ainda se torna mais parodoxal quando se consideram as despesas com saúde per capita em Portugal –  1.897$ – e nos E.U.A. – 6.096$.

Segundo a OMS, o progresso registado em Portugal ficou a dever-se à aludida melhoria “no acesso às redes de saúde, que foram expandidas”, a “um compromisso político sustentável” e a “um crescimento económico que permitiu continuar a investir no sector de saúde”.

Nos E.U.A o debate sobre as causas do seu mau desempenho distribui-se por vários temas, desde a obesidade ao consumo de drogas, a falhas generalizadas no sistema de saúde e a um aumento dos partos prematuros (1), muitos dos quais por cesariana (2).

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1) De 9% de todos os partos em 2000, para 12,7% em 2005;

2) Possivelmente 92% destes partos prematuros adicionais.

Fonte: New York Times, 15/10/2008; Editorial do New York Times, 19/10/2008, Diário As Beiras, 15/10/2008.

Taxas de aleitamento materno longe das recomendações da OMS

Segundo Adelaide Taborda, obstetra da Maternidade Bissaya Barreto (MBB), “nas últimas décadas as taxas de aleitamento materno desceram muito abaixo do desejado”.

«[…] Logo no primeiro mês, as dúvidas e a falta de apoio às mães fazem a taxa de aleitamento baixar, tornando importante, de acordo com Adelaide Taborda e Ana Paula Costa [enfermeira da MBB], uma continuidade de promoção nos centros de saúde. Depois, é ao quarto mês que a descida volta a acentuar-se, com o regresso das mães ao trabalho e aqui é fundamental a compreensão dos empregadores. “Uma solução é retirar o leite e congelá-lo, algumas mães já o fazem”, mas bom mesmo, para esta e para outras questões que têm a ver com a saúde do bebé, seria que a licença de maternidade efectiva fosse de seis meses, consideram. […]»

Fonte: Diário de Coimbra, 6/10/2008, “Taxas de aleitamento materno longe das recomendações da OMS”.