O humor e a poesia das palavras das crianças

François de Rochebouët criou, no final de Abril, um site francês – Viedemome.fr – onde os jovens pais podem partilhar na internet as pérolas linguísticas dos seus filhos, ou, como as designa o Le Monde, o “humor e a poesia das palavras das crianças”.

Alguns exemplos extraídos do site Viedemome.fr:

Pai: “Quem é o chefe cá em casa?” Héloïse (7 anos): “É o papá! Mas a mamã é que decide.”

Stéfanie (4 anos) está aborrecida e diz à sua mãe grávida: “tu és má e ainda por cima comeste o bebé!”

Marion (2 anos): Regresso a casa depois de vários dias fora. O pai da Marion tinha-a prevenido que ela teria uma surpresa. A Marion recebeu-me, toda contente, e depois perguntou ao seu pai: “Papá, qual é a surpresa?” O pai respondeu, divertido, “a surpresa é a mamã!” Marion, a sorrir: “O que há lá dentro?”

Se tiver “pérolas” dos seus filhos partilhe-as connosco para que as possamos colocar aqui no blog, para que todo o mundo as “escute”.

Envie uma frase dita pelo seu filho que a tenha feito rir, que o tenha surpreendido, que vos tenha tocado, para blog@bebeconfortcoimbra.com. Indique, por favor, a idade com que o bebé/criança a disse e o contexto.

Fonte: Le Monde, 11.05.2009

Regime jurídico de protecção social na maternidade, paternidade e adopção

«Foi aprovado em Conselho de Ministros, de 12 de Fevereiro, o regime jurídico de protecção social na maternidade, paternidade e adopção. O novo esquema de protecção social na parentalidade incentiva a natalidade e a igualdade de género, através do reforço dos direitos do pai e da partilha da licença, facilitando a conciliação entre a vida profissional e familiar e melhorando os cuidados às crianças na primeira infância.

Assim, é melhorada a licença por nascimento de filho para 20 dias úteis (10 obrigatórios e 10 facultativos) integralmente subsidiados pela Segurança Social e aumenta a licença parental para seis meses subsididados a 83 por cento ou cinco meses a 100 por cento na situação de partilha de licença entre a mãe e o pai, em que este goze um período de 30 dias ou dois períodos de 15 dias em exclusividade.

Os pais passam a ter a possibilidade de prolongar a licença parental inicial por mais seis meses subsidiados pela Segurança Social, sendo o subsídio, no valor de 25 por cento da remuneração de referência, concedido, alternadamente, a ambos os cônjuges.

O trabalho a tempo parcial para acompanhamento de filho durante os 12 primeiros anos de vida é contado em dobro para efeitos de atribuições de prestações de segurança social, com o limite da remuneração correspondente ao tempo completo. Por outro lado, reforçam-se os direitos dos avós, subsidiando-lhe as faltas quando, em substituição dos pais, prestam assistência aos menores doentes. Finalmente, reforça-se a discriminação positiva nas situações de assistência a filhos com deficiência ou doentes crónicos duplicando o limite máximo deste subsídio.

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o titular das pastas do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, acrescentou que, após a publicação do diploma em Diário da República, terão direito aos benefícios da licença de parentalidade não apenas os novos casos de nascimento, mas também os casais que nesse momento já se encontrarem em período de usufruto de referida licença.»

Fonte: Portal do Cidadão, 13-02-2009

Publicada em Diário da República a Revisão do Código do Trabalho

Foi publicado em Diário da República a Lei n.º 7/2009, que aprova a Revisão do Código do Trabalho.

Uma das áreas com alterações substanciais é a da maternidade e paternidade, substituídos por um novo conceito, o de parentalidade. Trata-se de um direito que envolve os dois membros do casal.

Presume-se que, com esta nova designação e com as alterações aprovadas, se queira envolver mais os pais no acompanhamento do desenvolvimento do bebé, uma vez que, em Portugal, a maioria do período de licença de maternidade sempre foi gozado pela mãe.

Pela importância das alterações introduzidas, publicaremos no blog os artigos mais relevantes, aprovados por esta revisão, relacionados com a questão da parentalidade.

Fonte: Diário da República, 1.ª série — N.º 30 — 12 de Fevereiro de 2009

Qual é a naturalidade da criança?

“A naturalidade pode ser o lugar em que o nascimento ocorreu (por ex. a freguesia e concelho do estabelecimento hospitalar ou da maternidade), ou o lugar, em território português, da residência habitual da mãe da criança, à data do nascimento, cabendo a opção:
– aos pais;
– a qualquer pessoa por eles incumbida de prestar a declaração; ou
– a quem tenha a criança a seu cargo.

Na falta de acordo entre os pais, a naturalidade da criança será a do lugar do nascimento.

No caso de nascimento ocorrido em unidade de saúde no estrangeiro, ao abrigo de protocolo celebrado com o Estado Português, considera-se naturalidade o lugar, em território português, da residência habitual de um dos progenitores, à data do nascimento.”

Fonte: Instituto dos Registos e Notariado (Dezembro de 2008)

Saúde do Bebé e da Criança

saude_bebe_crianca Saúde do Bebé e da Criança

Jane Collins

352 páginas | capa dura | 265 x 200 mm mm

Este livro alerta-o para os cuidados preventivos de saúde, ajuda-o a reconhecer sintomas e oferece-lhe conselhos especializados sobre mais de 120 doenças infantis.

Guia Completo para cuidar de Bebés e Crianças

cuidar_bebes_criancas Guia Completo para cuidar de Bebés e Crianças

Miriam Stoppard

A “Bíblia” dos pais para educar uma criança feliz e saudável até à idade pré-escolar.

352 páginas | Capa Dura | 240 x 195 mm

As recomendações mais actualizadas para os cuidados diários e sugestões para melhorar a saúde física e emocional até à idade pré-escolar.
Estudos de casos relativos a assuntos que preocupam os pais, incluindo crianças que necessitam de cuidados especiais.
Como os rapazes e as raparigas se desenvolvem de forma diferente e como viver com essas diferenças.

Adaptação parental ao nascimento de um filho

Mariana Moura-Ramos e Maria Cristina Canavarro realizaram um estudo sobre a adaptação ao nascimento de um filho identificando as diferenças respostas de pais e mães. Para esta investigação as autoras questionaram 214 mães e 193 pais na Maternidade Dr. Daniel de Matos. Aqui fica um resumo deste estudo:

O nascimento de um filho é, habitualmente, considerado como um dos acontecimentos mais importantes e marcantes na vida dos indivíduos e da família. No entanto, e apesar de considerado um acontecimento normativo no ciclo de vida de uma família […], pode ser uma fonte de stress pelas exigências de prestação de cuidados, pela reorganização individual, conjugal, familiar e profissional que exige […]; bem como pode ser também fonte de grande satisfação, pela realização pessoal que promove, pelo novo significado que atribui à vida dos pais e pela aproximação que pode causar nos membros do casal e da família em geral […].

[…] A necessidade de reorganização da vida dos indivíduos é geralmente elevada, podendo conduzir, nas mães e nos pais, a elevados níveis de perturbação emocional. Dado que esta reorganização pode ser distinta ao longo do tempo que se segue ao parto e em função do género do progenitor, pretende-se com este estudo conhecer as diferenças na adaptação materna e paterna ao nascimento de um filho, nomeadamente em dois momentos distintos: dois a cinco dias após o parto e oito meses após o parto.

A amostra, constituída por 214 mães e 193 pais, foi recolhida na Maternidade Dr. Daniel de Matos dos Hospitais da Universidade de Coimbra. […].

De forma geral, os resultados são indicadores da existência de uma boa adaptação em mães e pais, apesar de revelarem que, principalmente no primeiro momento de avaliação, as mães, quando comparadas com os pais, apresentam uma reacção emocional mais intensa.

Os resultados sugerem que o nascimento de um filho é um importante momento da vida das famílias, tanto para as mães como para os pais, significando geralmente um momento de grande felicidade para ambos. Porém, o presente estudo sugere uma adaptação mais exigente para a mãe, provavelmente devido à maior necessidade de reorganização implicada.”

Fonte: MOURA-RAMOS, Mariana y CANAVARRO, Maria Cristina. Adaptação parental ao nascimento de um filho: comparação da reactividade emocional e psicossintomatologia entre pais e mães nos primeiros dias após o parto e oito meses após o parto. Aná. Psicológica, 2007, vol.25, no.3, p.399-413. ISSN 0870-8231.