A Maternidade Bissaya Barreto e a promoção do aleitamento materno

Maternidade Bissaya Barreto incentiva o aleitamento materno

«O aleitamento materno é uma das formas mais eficazes de assegurar a saúde e sobrevivência de uma criança.

[…] Neste contexto, a Maternidade Bissaya Barreto (MBB) tem programas de apoio à amamentação que envolvem todos os profissionais da instituição, com o objectivo último de reforçar o apoio prestado à mulher na prática do aleitamento materno, indo ao encontro do que é preconizado pela Organização Mundial de Saúde. Um destes programas é a Semana do Aleitamento Materno, que [começou] dia 4 de Outubro e se prolonga até dia 9.

[…] Os profissionais da MBB preocupam-se em conhecer as expectativas da mulher/casal quanto à amamentação e estão dispostos a informar sobre as vantagens do aleitamento materno e as técnicas correctas de amamentação. Na Maternidade, os profissionais de saúde colocam o bebé “pele a pele” com a mãe após o nascimento e facilitam a mamada na primeira hora de vida, com melhorias efectivas na produção de leite e no estabelecimento do vínculo afectivo.

[…] Os profissionais da MBB reconhecem as dificuldades da amamentação sentidas pela família e, por isso, criaram o Serviço de Apoio à Amamentação, disponível 24 horas por dia, destinado às mulheres que tenham feito a vigilância pré-natal ou o parto nesta instituição. O serviço de internamento dá resposta a estas solicitações presencialmente ou por via telefónica.»

Pode ler o artigo na íntegra no site www.CienciaPT.net

Mais de 60% das grávidas recebe anestesia epidural

«Mais de 60% das grávidas que dão à luz nos hospitais públicos recebem anestesia epidural, revela um estudo feito em todos os serviços de anestesiologia do País, que será divulgado [em 15/10/2009]. O documento, coordenado pela médica Maria Rui Crisóstomo, do Hospital de Braga, mostra que uma média de 64 por cento das mulheres recebe epidural, o "método privilegiado" para aliviar a dor durante o parto.

Segundo Maria Rui Crisóstomo, uma vez que nem todos os hospitais têm serviços de anestesiologia a funcionar 24 horas por dia, 37 por cento a 93 por cento das mulheres podem ter acesso a eles, dependendo da hora a que estejam em trabalho de parto.

[…] "Em 2008 tivemos 104 675 nascimentos no nosso país e torna-se imperativo fazer um bom controlo da dor", declarou.»

 

Fonte: Diário de Notícias, 15/10/2009

Epidural e o parto sem dor

Andreia Pereira publicou no notícias magazine do Diário de Notícias de 13 de Setembro um artigo interessante sobre o uso da analgesia epidural durante o parto. Não só traça uma evolução do seu uso em Portugal, como analisa as posturas actuais da comunidade médica sobre o tema.

Alguns excertos do referido artigo:

“Um estudo publicado no British Journal of Anaesthesia apresenta informações animadoras para quem está em vias de dar à luz: a analgesia epidural é praticamente isenta de riscos, quando aplicada correctamente. Segundo os dados revelados, apenas uma em cada oitenta mil grávidas a quem foi administrada a epidural poderá apresentar complicações durante ou após o parto. Com base nestes números, estima-se que, num total de cem mil partos que se realizam anualmente em Portugal, se todas as parturientes recebessem analgesia epidural, ocorreriam 1,2 casos/ano com alguma complicação derivada da técnica.
«A analgesia epidural deve ser estimulada, porque nenhuma mulher merece ter dores durante o trabalho de parto», defende Luís Mendes da Graça, director do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

[…] No nosso país, esta técnica foi implementada nos hospitais públicos no início da década de 1990. […] Só no Hospital de Santa Maria, oitenta por cento dos partos que se realizam anualmente «são analgesiados».

[…] Para Luís Mendes da Graça, a ideia «romântica» do parto sofrido tem de passar à história: «Estamos no século XXI e não podemos aceitar que os procedimentos médicos sejam comparáveis a países de Terceiro Mundo.»

[…] «A epidural bem feita retira a sensação dolorosa, permitindo, simultaneamente, que a mulher mantenha sensibilidade e os reflexos automáticos de expulsão», reitera Costa Martins, director do Serviço de Anestesiologia da Maternidade Alfredo da Costa (MAC).

[…] Antes de receber epidural, as mulheres são consultadas. «Nada é feito contra a vontade da parturiente», indica o obstetra [Luís Mendes da Graça]. Por se tratar de uma técnica invasiva, a aplicação da analgesia obriga que, após esclarecimento, seja assinado pela parturiente um termo de consentimento informado. Logo que haja uma autorização expressa, a epidural «é administrada a partir do momento em que a intensidade das contracções é suficientemente forte para provocar dores e desconforto».”

Leia o artigo completo em: “Dar à luz sem sofrimento”, por Andreia Pereira, Diário de Notícias, 13/09/2009

Anestesiologia dos HUC distinguida com prémio europeu

“O Serviço de Anestesiologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) foi premiado pela Sociedade Europeia de Anestesia Regional por um trabalho de investigação relacionado com a aplicação da anestesia epidural para o trabalho de parto com o apoio da ecografia. […] A investigação foi dirigida por Edgar Semedo, especialista em anestesia loco regional dirigida por ecografia, e contou com a colaboração dos internos em anestesiologia Tiago Carreiro, Francisco Matos, Margarete Rocha e Ana Eufrásio.

A investigação premiada incidiu na aplicação da anestesia epidural e permitiu calcular a distância da pele e o local onde é colocada a punção. Adaptada a um contexto específico, a equipa de Edgar Semedo veio demonstrar que, com a ajuda da imagem, é possível acabar com os problemas em descobrir o ponto certo para aplicação do cateter, especificamente em pessoas obesas.

[…] Martins Nunes, director do Serviço de Anestesiologia, considera que o prémio da Sociedade Europeia de Anestesia Regional «representa um reconhecimento do meticuloso e exigente trabalho de investigação do nosso serviço. Aumenta a nossa responsabilidade perante a comunidade médica internacional e perante os doentes que nos procuram e que em nós confiam»”

Fonte: Diário de Coimbra (escrito por Patrícia Isabel Silva)

Artigo 36.º Conceitos em matéria de protecção da parentalidade

Artigo 36.º
Conceitos em matéria de protecção da parentalidade

1 — No âmbito do regime de protecção da parentalidade, entende -se por:

a) Trabalhadora grávida, a trabalhadora em estado de gestação que informe o empregador do seu estado, por escrito, com apresentação de atestado médico;

b) Trabalhadora puérpera, a trabalhadora parturiente e durante um período de 120 dias subsequentes ao parto que informe o empregador do seu estado, por escrito, com apresentação de atestado médico ou certidão de nascimento do filho;

c) Trabalhadora lactante, a trabalhadora que amamenta o filho e informe o empregador do seu estado, por escrito, com apresentação de atestado médico.

2 — O regime de protecção da parentalidade é ainda aplicável desde que o empregador tenha conhecimento da situação ou do facto relevante.

Fonte: Diário da República, 1.ª série — N.º 30 — 12 de Fevereiro de 2009

Nota: ênfase nosso.

Unicef: Portugal deve apostar na humanização do parto

«Conquistada uma posição cimeira na saúde materno-infantil, Portugal deve agora apostar na humanização do parto, defende Purificação Araújo, ginecologista e uma das fundadoras da Unicef portuguesa.

Portugal está classificado em dados internacionais como um dos países com menor taxa de mortalidade materna e infantil, realidade que Purificação Araújo considera muito positiva.

[…] Segundo Purificação Araújo, Portugal teve uma recuperação “fantástica” em pouco mais de 30 anos. O problema foi estudado e foram estabelecidas políticas de saúde com objectivos bem definidos.

Os valores de 1975, explicou, eram muito elevados para o nível dos países europeus e nessa altura o sistema de saúde concentrou-se numa estratégia e tomou como prioritário o programa de desenvolvimento da melhoria da saúde materno-infantil.

[…] Com a conquista desta etapa na história da saúde materno-infantil, adiantou, falta agora apostar na humanização dos serviços.

“Agora queremos mais qualidade nos serviços, maior humanização do clima técnico de um hospital que passa, por exemplo, pelo acompanhamento por um familiar”, disse.

Este é, segundo Purificação Araújo, o caminho certo e não o regresso aos partos em casa como “algumas correntes têm vindo a defender”.

“Qualquer parto tem de ser feito num local onde seja assegurado que perante qualquer complicação existe capacidade para uma intervenção cirúrgica rápida”, disse.

O perigo em obstetrícia, frisou, surge de um momento para o outro e quando surge é sempre grave.»

Fonte: Expresso, 15-01-2009 

Concepção e Gravidez Depois dos 35

concepcao_gravidez_depois_35 Concepção e Gravidez Depois dos 35

Laura Goetzl

Explicações aprofundadas sobre a fertilidade e como aumentar as suas hipóteses de engravidar dando acompanhamento ao longo de cada trimestre, com especial atenção a temas como testes pré-natais e como lidar com o parto.

160 páginas | capa Mole | 235 x 180 mm

Conselhos sobre como lidar com as necessidades emocionais, desde gerir as relações familiares até combinar a maternidade com o emprego.

Soluções para problemas decorrentes de uma gravidez tardia

[…] “[A revista] VEJA conversou com especialistas em fertilidade e listou a solução para os principais problemas enfrentados por quem adia a gravidez para depois dos 35 anos.

Reprodução
O problema – A mulher já nasce com todos os óvulos. Aos 35 anos, eles já sofreram desgaste e têm qualidade inferior. Pode haver, por isso, dificuldade para obter a fecundação e maior risco de gerar bebês com problemas genéticos.
A solução – Se decidir esperar até os 35 anos para engravidar, tente os métodos naturais por seis meses. Se não conseguir, procure a ajuda de um especialista. Ele ainda terá uma boa gama de recursos para auxiliá-la.

Imagem física
O problema – Ao contrário das mulheres de 20, as de 30 têm mais dificuldade em perder peso — um problema que é agravado com a gravidez.
A solução – Comece a gestação mais leve. Faça dieta rica em proteínas, fibras e vegetais e pobre em açúcares e carboidratos e mantenha atividade física antes, durante e depois do parto.

Choque de gerações
O problema – Grande diferença de idade (e de valores) entre pais e filhos e dificuldade em acompanhar o ritmo cheio de energia das crianças pequenas.
A solução – Cultive hábitos saudáveis, para ter boa saúde, e aposte que a idade também traz maturidade, serenidade e paciência — armas fundamentais para conciliar diferenças.

Vida social
O problema – O risco de depressão pós-parto é maior em mulheres acima dos 35 anos que já tenham apresentado propensão para o problema. Refazer a relação com amigas que têm filhos mais velhos — ou que não têm filhos — também pode ser difícil.
A solução – Informe-se sobre a depressão pós-parto e avise o médico sobre qualquer possível sintoma: esse é um problema que tem tratamento. Em relação às amigas, a dica é esforçar-se para, depois do nascimento dos filhos, continuar a dividir com elas aquilo que era prazeroso antes da chegada deles.”

Fonte: Revista Veja, 11/11/2008

Concepção, Gravidez e Parto

Concepcao_Gravidez_Parto Concepção, Gravidez e Parto

Miriam Stoppard

Segundo a conceituada autora Dr.a Miriam Stoppard, o objectivo deste livro é proporcionar um parto bem sucedido, nas circunstâncias pretendidas pelos pais, com a ajuda de pessoal médico que leva em conta as necessidades da mãe e as do bebé.

376 páginas | capa dura | 240 x 195 mm

Completo e actualizado, este guia da parturiente fornece conselhos práticos sobre cada aspecto dos cuidados pré-natais, bem como opções para o parto, e tem mais de 450 fotografias a cores, desenhos, ecografias e esquemas.

Endometriose pode aumentar risco de cólon irritável e doença inflamatória pélvica

«As mulheres com endometriose apresentam um risco mais elevado de também sofrerem de síndrome de cólon irritável ou de doença inflamatória pélvica, segundo descobertas de um grande estudo conduzido no Reino Unido.

A Dra. Karen D. Ballard, da Universidade de Surrey, em Guildford, e colegas identificaram 5.540 mulheres, com idades entre os 15 e os 55 anos, que foram diagnosticadas com endometriose. Posteriormente, compararam estas pacientes a 21. 239 mulheres sem a doença para o controlo.

[…] Segundo os investigadores concluíram na edição de Outubro da “BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology”, se houver doença inflamatória pélvica coexistente, então é necessário tratamento rigoroso para reduzir o risco ainda maior de subfertilidade.

A endometriose
A endometriose é uma doença dolorosa que afecta as mulheres durante os anos reprodutivos e que provoca o crescimento das placas de tecido endometrial que, normalmente, só se encontra no revestimento interno uterino (endométrio), fora do útero. Contudo, as causas da endometriose ainda não são conhecidas.

Em geral, a endometriose costuma afectar só o revestimento da cavidade abdominal ou a superfície dos órgãos abdominais. O tecido endometrial que cresce fora do lugar muitas vezes desenvolve-se sobre os ovários e os ligamentos que sustêm o útero.

[…] A Síndrome do Cólon Irritável
A Síndrome do Cólon Irritável, ou Cólon Irritável, é uma das doenças mais frequentes do tubo digestivo, que atinge cerca de 15 a 25 por cento da população do mundo ocidental.

Esta doença é uma situação crónica e benigna, que se caracteriza por desconforto ou dor abdominal e alteração do hábito intestinal (com obstipação, diarreia ou as duas situações em alternância).

A doença inflamatória pélvica
A doença inflamatória pélvica (salpingite) é uma inflamação das trompas de Falópio, geralmente causada por uma infecção. A inflamação das trompas de Falópio acontece sobretudo em mulheres sexualmente activas, sendo que aquelas que utilizam dispositivos intra-uterinos (DIU) estão especialmente expostas.

Normalmente, a infecção obstrui as trompas de Falópio que, em consequência, incham devido ao líquido retido no seu interior. Isto pode provocar dor crónica, hemorragia menstrual irregular e infertilidade.

A inflamação é o resultado de uma infecção bacteriana, que costuma começar na vagina e que se propaga ao útero e às trompas. Estas infecções raramente aparecem antes da primeira menstruação, depois da menopausa ou durante a gravidez.

Em geral, contraem-se durante as relações sexuais mas, por vezes, são provocadas pela chegada de bactérias às trompas durante um parto normal ou por um aborto, quer seja espontâneo, quer induzido.»

Fonte: Farmacia.com.pt, 22/10/2008