«A maternidade como é exercida hoje não tem nada de “natural” ou “intuitiva”. Hábitos simples e corriqueiros – como o uso de termómetro, berço individual, quarto arejado, a prática de ferver chupetas e bicos e de dar banhos diários nas crianças – surgiram a partir de 1920. É a chamada maternidade científica, fruto de uma aliança entre mulheres e médicos, forjada nas páginas das revistas ilustradas que proliferavam na época.
[…] Em artigos muitas vezes assinados pelos médicos, as mães eram orientadas a deixar para trás antigas crenças e hábitos – como chazinhos, simpatias e amas de leite. “Antes, as mães sabiam que os filhos cresciam porque a roupa apertava. A febre era verificada com a mão. Tudo isso foi desqualificado e ferramentas científicas passam a ser usadas, como a balança e o termómetro.” »
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Enfermeiras da Maternidade Daniel de Matos distinguidas em congresso de enfermagem neonatal
«Célia Bernardino, Maria dos Anjos Lavrados e Conceição Baptista, enfermeiras da Maternidade Daniel de Matos, conquistaram o primeiro lugar nas comunicações orais do IV Encontro Nacional de Enfermagem Neonatal/Pediátrica, realizado a 24 de Outubro na Figueira da Foz. “Internamento nas Unidades de Cuidados Intensivos e o Neurodesenvolvimento do Recém-Nascido Pré-Termo” foi o tema da apresentação que recordou o percurso de cuidados verificado nesta área da saúde e analisou as medidas que são levadas a cabo da maternidade dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Na Unidade de Cuidados Intensivos ao Recém-Nascido (UCIRN) é promovida a presença dos pais (em especial da mãe) e os cuidados da equipa multidisciplinar vão no sentido de minimizar o impacto do mundo exterior nos bebés que nasceram prematuros. «Tentamos aproximar-nos ao máximo do ambiente do útero materno, colocando baixa iluminação na sala das incubadoras, retirando ruídos e minorando as agressões», explica ao Diário de Coimbra Maria dos Anjos Lavrador, enfermeira na unidade desde 1991.
De acordo com a enfermeira, a manipulação do recém-nascido é regrada e está sujeita a intervalos de tempo, para que o bebé repouse o maior número de horas. «Concentramos cuidados e agrupamos intervenções, temos de estar atentos a sinais de stress», sustenta, lembrando que o desenvolvimento neuro-motor saudável é o grande objectivo.
Ao longo dos anos, os procedimentos nestas unidades têm sido alterados, fruto de novos conhecimentos e a UCIRN tem-nos acompanhado. «No início não se valorizava a presença dos pais como hoje», repara Maria dos Anjos Lavrador.
O Encontro Nacional de Enfermagem Neonatal/Pediátrica, promovido pelo Laboratório Abbot, teve por base a defesa dos 50 Anos da Declaração dos Direitos da Criança e pretendeu identificar os “Percursos no Cuidar”. De entre os múltiplos trabalhos apresentados, foram seleccionados cinco para serem apresentados como comunicações orais. As enfermeiras da Maternidade Daniel de Matos foram distinguidas pela Comissão Científica do congresso com o 1º Prémio, no valor de 500 euros.
Uma parte significativa deste dinheiro será, adiantam, doada à unidade onde trabalham, para aquisição de material, no intuito de contribuir para a melhoria do conforto e do bem-estar dos bebés. Um gesto simbólico sublinhado pelo Conselho de Administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra, em nota de imprensa.»
Fonte: Diário de Coimbra, 5 de Novembro de 2009
Os pediatras e a utilização da chupeta
«[…] Grande parte dos médicos só as aconselha quando o bebé já mama bem, e sempre com moderação na hora de dormir. Entre os mais cépticos está Mário Cordeiro. A chupeta deve ser usada como “último recurso, em períodos em que o bebé tem necessidade de chuchar e apenas quando vai dormir”, diz o especialista.
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[…] O chefe de Serviço de Pediatria e responsável pela Unidade de Neonatologia do Centro Hospitalar de Cascais, Luís Pinheiro – que tem um site na Internet onde responde às dúvidas dos pais – vai logo advertindo que prefere que o bebé “mame na chupeta do que no dedo” que é um vício difícil de abandonar. Já a chucha só se transforma em vício “quando os pais a deixam usar a torto e a direito”. Defende por isso que a partir dos 18 meses o seu uso deve restringir-se à hora de dormir.
Também alguns estudos têm demonstrado que o uso de chupeta pode reduzir a incidência de síndroma da morte súbita do lactente.
[…] O ideal, defende Hercília Guimarães [directora do Serviço de Neonatologia do Hospital de S. João], é utiliza-la a partir do segundo mês de vida. Mas apenas para acalmar “o bebé que é muito exigente, que está sempre a chorar e procura mamar em tudo desde o dedo ao cobertor”. Muito importante é que a criança “nunca seja obrigada a usar chupeta”.
[…] Rosa Gouveia, da direcção da Secção de desenvolvimento da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), refere que “só deve ser oferecida ao recém-nascido depois da amamentação estar bem estabelecida, de modo a não o confundir”, mas sem, contudo, apontar períodos de adaptação. “Não havendo esta aprendizagem, a maior parte dos bebés irá chuchar no dedo”, alerta.
[…] Pelo contrário, a Alta Comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, defende que não existe qualquer incompatibilidade entre o uso da chucha e a amamentação.
Mesmo assim, a pediatra aconselha a usá-la “a partir da segunda semana para a mãe se habituar a acalmar o recém-nascido com a voz e não com a chupeta”. Mas, avisa, “sem exageros”. E com o tempo, só para adormecer.
Dos problemas que podem surgir com a chucha, dependendo do seu formato, é a deformação dentária. Segundo Mário Cordeiro, existem no mercado chupetas “ortodônticas, que são achatadas e interferem menos com a dentição, tendo também a vantagem de simular melhor o mamilo materno”.»
Pode ler o artigo completo em: Diário de Notícias, 18/10/2009 (artigo de Susana Pinheiro).
Uso da chupeta não atrapalha a amamentação, afirma novo estudo
“As mães preocupadas, temerosas de que os seus bebés usem chucha e isso reduza as hipóteses de uma amamentação de sucesso, já podem relaxar, afirma um novo estudo. Num texto publicado na revista «The Archives of Pediatric & Adolescent Medicine», investigadores afirmam não ter encontrado evidências satisfatórias estabelecendo uma relação entre o uso de chupetas e a amamentação, avança o New York Times.
«Tradicionalmente, acredita-se que a chupeta interfira na amamentação ideal», escreveram os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Virgínia. Na década de 1980, órgãos de saúde desencorajavam o seu uso. No entanto, nos últimos anos, vários estudos descobriram evidências de que os bebés que usam chucha ao dormir podem ser menos susceptíveis à síndrome infantil da morte súbita. A Academia Americana de Pediatria agora recomenda o seu uso, por essa razão.
Para os médicos, isso significa que há duas necessidades visivelmente opostas: motivar a amamentação, o que é mais saudável, mas também reduzir o risco da síndrome infantil da morte súbita.
Para o estudo – cuja principal autora é Nina R. O’Connor, no Chestnut Hill Family Practice Residency Program, na Filadélfia – os cientistas fizeram revisões de 29 pesquisas, de doze países, que abordavam o uso de chuchas e a amamentação. Os investigadores descobriram que as mulheres cujos bebés usavam chupeta aparentavam parar de mamar mais cedo. No entanto, não ficou claro se as chuchas eram a causa disso.
O autor mais experiente do estudo, Fern R. Hauck, recomendou que as chupetas sejam dadas aos bebés a partir da terceira ou quarta semana de vida.”
Para saber mais:
Pacifiers and Breastfeeding – A Systematic Review, Nina R. O’Connor, MD; Kawai O. Tanabe, MPH; Mir S. Siadaty, MD, MS; Fern R. Hauck, MD, MS, Arch Pediatr Adolesc Med. 2009;163(4):378-382.
Children: No Harm to Breast-Feeding From Pacifiers, NYT, 04/05/2009
Uso da chupeta não atrapalha a amamentação, afirma novo estudo, O Globo, 11/05/2009
Porque é que adoramos bebés?
«[…] Um grupo de pediatras, psiquiatras e neurologistas britânicos afirma ter localizado na área do cérebro conhecida como “córtex orbitofrontal medial” (localizada acima dos olhos) a região que é activada quando os adultos visionam as crianças, criando uma necessidade de as proteger e cuidar. A área cerebral em causa está ligada à região que trata do reconhecimento de rostos e é também uma peça-chave para o controlo das emoções, segundo os especialistas.
Além de contribuir para compreender os chamados instintos paternal e maternal, os investigadores afirmam que o estudo pode ser útil na identificação e tratamento da depressão pós-parto, sintoma que afecta cerca de 15 por cento das mulheres e três por cento dos homens nos países desenvolvidos.
Para medir a função que a região do cérebro em causa desenvolve nos instintos humanos, os cientistas analisaram a actividade cerebral de voluntários que, sentados diante de um monitor, tiveram de carregar num botão assim que uma imagem de uma cruz projectada mudava de cor. Entre as imagens projectadas, também foram exibidas rapidamente fotos de adultos e crianças que os voluntários não conheciam.
O mapeamento cerebral instantâneo realizado evidenciou que, enquanto não havia qualquer reacção perante as imagens dos adultos, um grande estímulo cerebral era detectado quando os voluntários viam as fotos das crianças. […]
De acordo com os investigadores britânicos, a velocidade com a qual o “córtex orbitofrontal medial” dos voluntários era activado (um sétimo de segundo) quando visionavam as crianças, indica que a reacção não pode ter uma origem consciente ou cultural.
“Acreditamos que a resposta imediata nos leva a tratar crianças de maneira especial”, considerou Morten Kringelbach, neurocientista e um dos principais autores do estudo, citado pela agência de notícias britânica Reuters. “A resposta cerebral é tão rápida que temos quase a certeza absoluta de que não há controlo consciente sobre ela”, acrescentou.»
Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1321060
A importância da literacia infantil no desenvolvimento da criança
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Perri Klass
«A coordenadora do programa “Reach Out and Read” vem a Portugal.
Há 12 anos um grupo de médicos e educadores de Boston criou o programa “Reach out and Read”(ROR). Este programa consiste em oferecer livros e inserir aconselhamento da leitura em voz alta aos pais, nas consultas de rotina e na observação das crianças, feitas por médicos e enfermeiros. Actualmente abrange 3 milhões de crianças, distribui 5 milhões de livros por ano e envolve 47 mil médicos e enfermeiros e profissionais de saúde em muitos Estados. Os resultados têm sido extremamente positivos.
No início do próximo mês de Março, Perri Klass, Presidente do Reach Out and Read National Center e coordenadora clínica do programa ROR, vai estar em Portugal para participar no 25º Encontro Nacional de Clínica Geral, em Vila Moura, onde apresentará uma conferência intitulada: A importância da literacia infantil no desenvolvimento da criança e o papel da Medicina Geral e Familiar. Dois dias antes participará num workshop, em Lisboa, com médicos de medicina familiar, pediatras, educadores e escritores.
Perri Klass é pediatra e escritora. Trabalha como Professora Associada de Pediatria na Faculdade de Medicina e no Centro Hospitalar de Boston. Tem vários artigos, ensaios e livros publicados, de âmbito científico e de ficção. A sua obra mais recente é um volume de contos que será publicado em Julho deste ano,The Mercy Rule. Escreveu outros contos, Love and Modern Medicine, duas novelas, The Mystery of Breathing e Other Women’s Children, e duas colecções de ensaios, Baby Doctor: A Pediatrician’s Training e A Not Entirely Benign Procedure: Four Years as a Medical Student, entre outros. Foi várias vezes premiada pela sua obra literária.
Através de seu trabalho no programa Reach Out and Read
(21Kb), Perri Klass consegue ligar a dedicação aos cuidados de saúde dos mais pequenos com a sua paixão pelos livros, pelas histórias, e pela palavra escrita. Num artigo sobre o programa, Perri Klass diz que: “Quando penso em crianças que crescem em casas sem livros, sinto a mesma reacção visceral que sinto quando penso em crianças que vivem sem leite ou sem comida ou sem calor: não pode acontecer, é inadmissível. Empobrece-as e priva-as sem lhes dar sequer a oportunidade que merecem.”
Posição de dormir do bebé
Durante muito tempo recomendou-se que os lactentes, particularmente entre o nascimento e os 4 meses de idade, deveriam dormir de barriga para baixo, pensando que seria a melhor maneira de evitar a aspiração (entrada de alimentos na traqueia) em caso de vómito.
Sabe-se agora que deitado de costas é uma posição segura, principalmente porque está relacionada com o síndroma da morte súbita, responsável por mais mortes, nos Estados Unidos, do que qualquer outra causa, durante o 1º ano de vida.
Por isso a AAP (Academia Americana de Pediatria) recomenda que os lactentes saudáveis sejam deitados de costas para dormir.
A explicação correcta da morte súbita não se sabe, mas pode estar relacionada, no lactente deitado sobre o seu estômago, com uma menor oxigenação ou uma menor eliminação de dióxido de carbono, pois o bebé nesta posição, vai respirar o mesmo ar contido numa pequena bolsa da cama, formada à volta do nariz.
Embora a posição de dormir não seja a única justificação para o sindroma da morte súbita, parece no entanto estar fortemente relacionada com ele, o que justifica a recomendação. Há, no entanto, algumas excepções.
A recomendação de deitar o bebé de costas aplica-se a todos os lactentes saudáveis, durante o 1º ano de vida, sendo particularmente importante nos primeiros 6 meses, quando a incidência do sindroma da morte súbita é maior. Também se pode deitar o bebé de lado, alternando um lado com o outro.
Desde 1992, altura em que AAP começou a recomendar esta posição para dormir, a incidência anual do sindroma da morte súbita, diminuiu mais de 50 %.
É também muito importante evitar colocar almofadas, cobertores, mantas ou mesmo brinquedos de tecidos moles, pois podem bloquear a entrada de ar, se se encostarem à face do bebé.
Deve-se evitar colocar o bebé em colchões de borracha ou muito moles, ou sofás.
Uma cama segura para um lactente deverá ter um colchão firme, coberto por um lençol.
Brinquedos moles ou peludos devem estar fora da alcofa do bebé.
A temperatura do quarto deve ser confortável, não colocando o bebé perto da saída de ar quente ou janelas abertas.
Usar uma só peça de roupa para cobrir o bebé, que deve ser dobrada por baixo do colchão e não ultrapassar o peito, para evitar o risco de cobrir a face.
Fonte: Fichas Bebé Confort.
Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

