"Bebés nascem mais seguros em Coimbra"

«A utilização de pulseiras electrónicas nos bebés nascidos em maternidades e hospitais nacionais, bem como a instalação de sistemas de videovigilância com monitorização contínua e gravação de imagem em alta definição são medidas previstas num despacho da ministra da Saúde, Ana Jorge, e que serão obrigatórias já a partir de 2009. A Maternidade Bissaya Barreto (MBB) dispõe de um sistema de protecção por intermédio de pulseiras electrónicas desde Julho do ano passado e, há pouco mais de um mês, reforçou a segurança com um sistema de videovigilância.

[…] Sónia Marques desconhecia que a MBB já usava as pulseiras electrónicas há cerca de um ano. E também, confessa, nunca ficou muito amedrontada com as notícias de raptos das maternidades que surgem na comunicação social. Ainda assim, os poucos dias que ali passou foram «mais descansados».
Na altura em que falou com o Diário de Coimbra, esta mãe esperava já que a enfermeira viesse retirar a pulseira do seu pequeno António Rafael. Chegara o dia de ir para casa, na Marinha Grande. O filhote iria “emagrecer” as 20 gramas que pesa a pulseira e o respectivo dispositivo, colocados no pé do bebé minutos depois de nascer. […]

A enfermeira Eduarda Coto explica que o mecanismo colocado no pé do recém-nascido é composto por uma pulseira que tem encaixado um pequeno dispositivo electrónico. Este fornece informação sobre a localização do bebé e, à aproximação dos sensores instalados nas saídas das enfermarias, faz soar um alarme. Da mesma forma, é dado um sinal de alerta quando a pulseira é retirada do bebé. […]

Sílvia Lapa, de Cernache do Bonjardim, conhece bem as diferenças. Há quatro anos quando teve a sua primeira filha ainda não existiam estas medidas adicionais de segurança. Era sempre a medo e com pressa que ia à casa de banho, principalmente quando não tinha outras mães no quarto, conta. Com o Guilherme a usar a pulseira já toma um banho mais descansado.
Para os profissionais também existem vantagens. «Há turnos com mais trabalho, que não nos permitem estar tão atentos às movimentações e controlar as pessoas. Nas horas das visitas, a tranquilidade também é maior, sabendo que existem os alarmes das pulseiras», diz a enfermeira Cristina Pita. […]

Com os devidos procedimentos, o pequeno António Rafael lá foi “libertado” da sua pulseira electrónica. A pulseira propriamente dita foi oferecida como recordação, enquanto o dispositivo ficará, para proteger outro menino. E são muitos os que por ali passam. A Maternidade Bissaya Barreto faz cerca de 3.100 partos por ano e é, em algumas áreas de actuação, uma unidade de referência a nível nacional.
[…]

Os bebés do Hospital de São João, no Porto, ou de São Teotónio, em Viseu, usam pulseiras electrónicas desde 2006 e, entretanto, outros hospitais e maternidades, como é o caso da Maternidade Bissaya Barreto em Coimbra, adoptaram a medida que passará a ser obrigatória a partir do próximo ano.
O processo é simples e pretende uniformizar os procedimentos de segurança ao nível do SNS. A referida pulseira, que é pequena, leve, sem fios, será colocada no tornozelo do bebé ainda na sala de partos. Caso o recém-nascido se aproxime de uma zona não autorizada ou a pulseira seja danificada, o sistema produz um alarme e bloqueia de forma automática a porta de saída.
[…]
A Maternidade Daniel de Matos dispõe, há alguns anos, de sistema de videovigilância nos vários pisos e nos acessos, bem como realiza um controlo rigoroso das entradas e saídas de pessoas. Ainda não tem as pulseiras electrónicas para os recém-nascidos. Agostinho Almeida Santos, director do Departamento de Medicina Materno-Fetal Genética e Reprodução Humana dos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde se insere a maternidade, esclarece que «a instituição tem tentado obter este equipamento, mas a restrição económica a que está sujeita não o tem permitido».
Um recente despacho da ministra da Saúde, Ana Jorge, prevê que, nos próximos cinco meses, todos os hospitais e maternidades se equipem com câmaras de videovigilância e utilizem as pulseiras electrónicas nos recém-nascidos. Os custos deverão ser suportados pelas próprias unidades de saúde.
Agostinho Almeida Santos está de acordo com esta medida adicional de segurança, mas considera que «quem fez esta determinação deverá agora dotar os hospitais e maternidades de verba» para instalação destes sistemas. «Com o nosso normal orçamento não podemos cumprir essa obrigação», frisa, lembrando ser cada vez mais difícil assumir despesas além das correntes. «Estamos disponíveis para executar, assim nos dêem meios para isso», remata.»

Fonte: Diário de Coimbra

Pulseiras Electrónicas para Bebés Obrigatórias nos Hospitais

«A partir de 2009, bebés nascidos nas maternidades e hospitais do Serviço Nacional de Saúde terão obrigatoriamente de usar pulseiras electrónicas e essas unidades vão ter sistemas de videovigilância com gravação de imagem para aumentar a segurança dos recém-nascidos.

Os bebés do Hospital de São João, no Porto, ou de São Teotónio, em Viseu, usam pulseiras electrónicas desde 2006 e, entretanto, outros hospitais e maternidades adoptaram a medida que passará a ser obrigatória a partir do próximo ano.

O processo é simples e pretende uniformizar os procedimentos de segurança ao nível do Serviço Nacional de Saúde. A referida pulseira, que é pequena, leve, sem fios, será colocada no tornozelo do bebé ainda na sala de partos e permite detectar de forma automática durante todos os movimentos do bebé. Caso o recém-nascido se aproxime de uma zona não autorizada ou a pulseira seja danificada, o sistema produz um alarme e bloqueia de forma automática a porta de saída.

Outra medida prevista pelo Ministério da Saúde é a instalação de sistemas de videovigilância com monitorização contínua e gravação de imagem em alta definição nos acessos dos hospitais.»

Fonte: Portal do Cidadão

‘Nascer Cidadão’ no Hospital de Viseu

«O Hospital de S. Teotónio, em Viseu, já dispõe de um balcão para registo dos bebés nascidos naquelas instalações. Viseu junta-se assim aos hospitais de Faro, Garcia de Orta (Almada) e maternidades Júlio Dinis (Porto), Alfredo da Costa (Lisboa) e Bissaya Barreto (Coimbra).

O projecto “Nascer Cidadão” faz parte das medidas do Programa Simplex, no sentido de eliminar e simplificar actos de registo civil relacionados com os processos de nascimento permitindo o registo de nascimento nas unidades hospitalares e evitando a deslocação posterior a uma conservatória.

No Hospital de S. Teotónio, a Unidade do Registo Civil está a funcionar de segunda a sexta-feira das 11:00h às 17:00h horas e, ao sábado, entre as 13:00h e as 19:00h.»

Data: 05-06-2008

Fonte: Portal do Cidadão

Mais bebés de muito baixo peso

Nas Jornadas Nacionais de Neonatologia, que findam hoje em Viseu, foram também abordadas as estatísticas sobre os bebés prematuros de muito baixo peso, que nascem antes das 32 semanas e com um peso inferior a 1,5 quilos.

De acordo com Teresa Tomé, presidente da secção de neonatologia da Sociedade Portuguesa de Neonatologia, notou-se um aumento recente de cerca de 0,5 por cento de prematuros.

Este aumento do número de bebés de muito baixo peso poderá dever-se a vários factores, como a maternidade mais tardia e o recurso a técnicas de Procriação Medicamente Assistida que elevam a probabilidade de uma gravidez gemelar, o que, por seu lado, é um factor de risco para a prematuridade e o baixo peso.

Fonte: Agência Lusa e Diário As Beiras

Especialistas em neonatologia debatem criação de um banco de leite humano

Segundo Teresa Tomé, presidente da secção de neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria, a criação de um banco de leite humano para alimentar sobretudo bebés prematuros tem gerado “algum interesse em hospitais portugueses”.

Esta questão foi debatida no âmbito das Jornadas Nacionais de Neonatologia, que terminam hoje em Viseu.

A doação de leite para um banco colectivo já é prática corrente em países como o Brasil e Espanha. Os principais destinatários são bebés de risco, nomeadamente prematuros e os que têm problemas digestivos ou ao nível do intestino.

«O processo de recolha, que passa pelo “altruísmo das mulheres para ajudar outras crianças que não os seus filhos”, inicia-se pela selecção das doadoras.

De fora do processo ficam mulheres com certas doenças, fumadoras e com comportamentos de risco, sendo o leite recolhido rastreado para detecção de infecções.

Depois passa por um processo de congelamento, pasteurização para ser novamente congelado e finalmente armazenado.

No ano passado, o Brasil, cuja rede de leite humano envolve um total de 220 locais, registou mais de 85 mil doadoras, 114 mil receptoras e aproximadamente 113,8 mil litros de leite recolhido e 84 mil litros de leite distribuído.»*

Fonte: *Agência Lusa e Diário As Beiras

Curso de Preparação para o Nascimento e Recuperação Pós-Parto em Viseu

«O Hospital de Viseu disponibiliza, desde 11 de Fevereiro, um Curso de Preparação para o Nascimento e Recuperação Pós-Parto. A formação, segundo a enfermeira responsável, Isabel Sampaio, surge para colmatar a falta de informação. “Já há muito tempo que os enfermeiros especialistas em saúde Materna estavam a preparar esta formação, mas não havia recursos humanos disponíveis”, refere.

[…] Durante a formação, serão ministrados conhecimentos sobre práticas de respiração e relaxamento, sobre o aleitamento materno, bem como serão desenvolvidas sessões teóricas e práticas sobre o cuidar do bebé.

O curso contempla, ainda, sessões sobre atitudes posturais da gravidez nas actividades do dia-a-dia, sessões de sensibilização para prevenção da incontinência urinária e sessões sobre massagens aos recém-nascidos.

A visita à maternidade é outra das actividades realçadas por Isabel Sampaio. “Queremos tornar conhecido o desconhecido. Por isso, já realizamos uma visita aberta, todas as terças-feiras, às 11h30. A grávida procede à visita às instalações, às urgências, ao bloco de partos e às salas de internamento”, explica.

Na primeira fase do curso, podem participar as grávidas, a partir das 28 semanas de gestação, que são acompanhadas na consulta externa. Segundo Isabel Sampaio, o curso tem especial importância para as grávidas adolescentes, que são seguidas nas consultas para adolescentes. A formação decorre às segundas, terças e sextas-feiras, entre as 17 e as 18 horas, no Ginásio do Serviço de Medicina Física e Reabilitação. As inscrições são efectuadas através do preenchimento da ficha de dados, que será entregue na consulta externa.»

 

Fonte: Jornal do Centro, ed. 312, 07 de Março de 2008