O terceiro país da OCDE com mais cesarianas

 

O destaque do Destak de hoje é o apelo do ministro da Saúde, na sessão de encerramento das comemorações dos 75 anos da Maternidade Alfredo da Costa, para que se reduza o número de bebés que nascem por cesariana. No seu editorial, Isabel Stilwell, refere que "somos o terceiro país da OCDE com a taxa mais alta, que se cifra já em 32% no SNS".

Vale a pena ler o editorial. Aqui fica um excerto:

"Isto quando a OMS recomenda que a taxa se situe abaixo dos 20%[*], considerando o excesso de cesarianas como um indicador de falta de qualidade dos serviços maternos. Porque, para todos os efeitos, a cesariana é uma cirurgia grande, com riscos acrescidos para a mãe e para o bebé, e que deve ser reservada apenas para os casos em que tem genuína indicação clínica. Note-se que o problema não são as cesarianas em si, uma invenção miraculosa, que permite salvar muitas mães e bebés que antigamente morriam, mas o seu uso desnecessário e até perigoso."

De facto, têm surgido vários estudos que alertam para uso generalizado das cesarianos. Um dos últimos a vir a público, de que temos conhecimento, conclui que os bebés que nascem por cesariana planeada têm uma maior probabilidade de ter problemas respiratórios, do que os bebés que nascem por parto natural ou cesariana de urgência.

[*] A OMS aconselha um valor ainda mais baixo – 15% – a meta traçada pelo governo português é que é de 20%, para 2010.

Fonte: Destak.pt

CHC medeia conflito na Maternidade Bissaya Barreto

“O Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) vai mediar o conflito entre as funcionárias do serviço de alimentação da Maternidade Bissaya Barreto e a empresa Nordigal, que resultou em dois dias de greve, revelou ontem fonte da administração.
“Foi-nos solicitada a mediação. Pedimos informação à empresa, aguardamos essa informação sobre as questões legais e, logo que a obtenhamos, agendaremos uma reunião com as duas partes”, disse à agência Lusa Rui Pato, presidente do conselho de administração do CHC.
[…] Sublinhando que o Centro Hospitalar – que tutela a Maternidade Bissaya Barreto – é “completamente alheio” aos motivos da greve, Rui Pato referiu que a situação “causa grande instabilidade” na maternidade. […] Sobre as implicações da greve, o responsável do Centro Hospitalar de Coimbra admitiu que “prejudicou” o normal funcionamento da instituição, congratulando-se, no entanto, com o cumprimento dos serviços mínimos.”

Fonte: Jornal de Notícias – Centro Hospitalar medeia conflito