IV Centenário do Nascimento do Padre António Vieira

«Por onde começa a natureza, há de começar a graça, a qual não é segura na idade varonil, se não trouxe as disposições desde a infância. Naquela idade tenra e branda se imprime fácil e solidamente o que na robusta e dura mais fortemente se resiste, do que se recebe. Grande caso é que Adão saindo formado das mãos de Deus, recebesse tão mal um só preceito, e não bastasse a graça em que fora criado para o observar. Mas como Deus o tinha criado na idade de Varão, não foi muito que o barro seco e duro rejeitasse o que na infância, diz S. Basílio, se recebe e imprime como em cera. Por isso o segundo Adão, não por necessidade, nem por este perigo, mas para nosso exemplo, não quis aparecer no mundo Homem, senão Menino.»

 

Padre António Vieira, Sermão “São Francisco Xavier (Acordado)”

António Vieira nasceu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1608, numa sexta-feira – há exactamente quatrocentos anos.

Um recital de órgão, por Paulo Bernardino, uma leitura dramatizada da Elegia de Camões “Se quando contemplamos as secretas…” e a pregação do primeiro sermão de Quarta-feira de Cinzas do Padre António Vieira, pelo actor Paulo Mira Coelho, são as iniciativas que se realizarão, na Capela da Universidade de Coimbra, no âmbito do IV Centenário do Nascimento do Padre António Vieira.

O evento tem início às 21h15, na Capela da Universidade de Coimbra, sendo promovido pelo Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e pelo Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos da Universidade de Coimbra.

Confederação Internacional de Parteiras debate partos naturais

«A criação de uma norma de procedimentos a adoptar, na Europa do Sul, para a realização de partos naturais é o objectivo do encontro da Confederação Internacional de Parteiras, que tem lugar quinta-feira no Porto.

[…] A importância de confiar nos processos naturais, nos mecanismos do corpo feminino e nas competências das enfermeiras obstetras (vulgo parteiras) são alguns dos temas em discussão.
O direito das grávidas a estarem informadas para poderem fazer opções conscientes sobre o seu parto, as vantagens de um parto natural e espontâneo (não induzido) e de dar à luz sem intervenção cirúrgica e sem medicação são outros dos assuntos em debate.
Os partos domiciliários, o papel da água no trabalho de parto, a importância do apoio interpessoal e do aconselhamento da mulher no período pré-natal e no pós-parto também vão estar em análise no encontro da Confederação Internacional de Parteiras, que reunirá no Porto representantes de Portugal, Espanha, Itália, França, Grécia, Malta e Chipre, revelou Vítor Varela [enfermeiro obstetra no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, e representante dos países do Sul da Europa na Confederação Internacional de Parteiras]

Fonte: PUBLICO.PT

Para mais informações visite:

http://www.apeobstetras.org/

http://www.internationalmidwives.org

http://www.midwives2008.org

Sobre biscoitos e estranhos métodos para acalmar crianças

Toddler Behavior – Parenting – Communication – Kids – Tara Parker-Pope – New York Times

«If there is such a person as a “baby whisperer,” it is the pediatrician Dr. Harvey Karp, whose uncanny ability to quiet crying babies became the best-selling book “The Happiest Baby on the Block.”

…] Now Dr. Karp, assistant professor of pediatrics at the University of California, Los Angeles, has turned his attention to the toddler years, that explosive period of development when children learn language, motor skills and problem solving, among other things.

[…] Dr. Karp notes that in terms of brain development, a toddler is primitive, an emotion-driven, instinctive creature that has yet to develop the thinking skills that define modern humans. Logic and persuasion, common tools of modern parenting, “are meaningless to a Neanderthal,” Dr. Karp says.

The challenge for parents is learning how to communicate with the caveman in the crib. “All of us get more primitive when we get upset, that’s why they call it ‘going ape,’ ” Dr. Karp says. “But toddlers start out primitive, so when they get upset, they go Jurassic on you.”

[…] But Dr. Karp’s method of toddler communication is not for the self-conscious. It involves bringing yourself, both mentally and physically, down to a child’s level when he or she is upset. The goal is not to give in to a child’s demands, but to communicate in a child’s own language of “toddler-ese.”

This means using short phrases with lots of repetition, and reflecting the child’s emotions in your tone and facial expressions. And, most awkward, it means repeating the very words the child is using, over and over again.

For instance, a toddler throwing a tantrum over a cookie might wail, “I want it. I want it. I want cookie now.”

Often, a parent will adopt a soothing tone saying, “No, honey, you have to wait until after dinner for a cookie.”

Such a response will, almost certainly, make matters worse. “It’s loving, logical and reasonable,” notes Dr. Karp. “And it’s infuriating to a toddler. Now they have to say it over harder and louder to get you to understand.”

Dr. Karp adopts a soothing, childlike voice to demonstrate how to respond to the toddler’s cookie demands.

“You want. You want. You want cookie. You say, ‘Cookie, now. Cookie now.’ ”

[…] “The thing about toddlers is that they are uncivilized,” Dr. Karp says. “Our job is to civilize them, to teach them to say please and thank you, don’t spit and scratch and don’t pee anywhere you want. These are the jobs you have with a toddler.”»