Curso de Preparação para o Nascimento e Recuperação Pós-Parto em Viseu

«O Hospital de Viseu disponibiliza, desde 11 de Fevereiro, um Curso de Preparação para o Nascimento e Recuperação Pós-Parto. A formação, segundo a enfermeira responsável, Isabel Sampaio, surge para colmatar a falta de informação. “Já há muito tempo que os enfermeiros especialistas em saúde Materna estavam a preparar esta formação, mas não havia recursos humanos disponíveis”, refere.

[…] Durante a formação, serão ministrados conhecimentos sobre práticas de respiração e relaxamento, sobre o aleitamento materno, bem como serão desenvolvidas sessões teóricas e práticas sobre o cuidar do bebé.

O curso contempla, ainda, sessões sobre atitudes posturais da gravidez nas actividades do dia-a-dia, sessões de sensibilização para prevenção da incontinência urinária e sessões sobre massagens aos recém-nascidos.

A visita à maternidade é outra das actividades realçadas por Isabel Sampaio. “Queremos tornar conhecido o desconhecido. Por isso, já realizamos uma visita aberta, todas as terças-feiras, às 11h30. A grávida procede à visita às instalações, às urgências, ao bloco de partos e às salas de internamento”, explica.

Na primeira fase do curso, podem participar as grávidas, a partir das 28 semanas de gestação, que são acompanhadas na consulta externa. Segundo Isabel Sampaio, o curso tem especial importância para as grávidas adolescentes, que são seguidas nas consultas para adolescentes. A formação decorre às segundas, terças e sextas-feiras, entre as 17 e as 18 horas, no Ginásio do Serviço de Medicina Física e Reabilitação. As inscrições são efectuadas através do preenchimento da ficha de dados, que será entregue na consulta externa.»

 

Fonte: Jornal do Centro, ed. 312, 07 de Março de 2008

Porque é que adoramos bebés?

«[…] Um grupo de pediatras, psiquiatras e neurologistas britânicos afirma ter localizado na área do cérebro conhecida como “córtex orbitofrontal medial” (localizada acima dos olhos) a região que é activada quando os adultos visionam as crianças, criando uma necessidade de as proteger e cuidar. A área cerebral em causa está ligada à região que trata do reconhecimento de rostos e é também uma peça-chave para o controlo das emoções, segundo os especialistas.

Além de contribuir para compreender os chamados instintos paternal e maternal, os investigadores afirmam que o estudo pode ser útil na identificação e tratamento da depressão pós-parto, sintoma que afecta cerca de 15 por cento das mulheres e três por cento dos homens nos países desenvolvidos.

Para medir a função que a região do cérebro em causa desenvolve nos instintos humanos, os cientistas analisaram a actividade cerebral de voluntários que, sentados diante de um monitor, tiveram de carregar num botão assim que uma imagem de uma cruz projectada mudava de cor. Entre as imagens projectadas, também foram exibidas rapidamente fotos de adultos e crianças que os voluntários não conheciam.

O mapeamento cerebral instantâneo realizado evidenciou que, enquanto não havia qualquer reacção perante as imagens dos adultos, um grande estímulo cerebral era detectado quando os voluntários viam as fotos das crianças. […]

De acordo com os investigadores britânicos, a velocidade com a qual o “córtex orbitofrontal medial” dos voluntários era activado (um sétimo de segundo) quando visionavam as crianças, indica que a reacção não pode ter uma origem consciente ou cultural.

“Acreditamos que a resposta imediata nos leva a tratar crianças de maneira especial”, considerou Morten Kringelbach, neurocientista e um dos principais autores do estudo, citado pela agência de notícias britânica Reuters. “A resposta cerebral é tão rápida que temos quase a certeza absoluta de que não há controlo consciente sobre ela”, acrescentou.»

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1321060

Um em cada três partos realizados em 2006 foi cesariana

Um em cada três partos realizados em 2006 em Portugal foi por cesariana, valor hoje considerado um “problema de saúde pública” pelo médico Vicente Pinto, que defendeu como solução “tratar como natural o que é natural”.
Numa discussão sobre riscos do aumento do número de cesarianas nos países em desenvolvimento, no âmbito do 20º Congresso Europeu de Ginecologia e Obstetrícia, o especialista português lembrou que a meta do Plano Nacional de Saúde é fixar em 24,8 por cento a taxa de cesarianas em 2010.Na Europa, o número médio de cesarianas é de 19 por cento.
“Em Portugal, as cesarianas são um problema de saúde pública que está a aumentar e é um procedimento que não beneficia a mãe nem o bebé. Em 2001, o número era de 29,7 por cento, em 2004 de 33 por cento, em 2005 de quase 35 e em 2006 de 33,5 por cento”, apontou, no congresso que termina sábado, em Lisboa.

A redução que se registou entre 2005 e 2006 foi “um bom sinal”, defendeu Vicente Pinto, mas “não foi suficiente e há mais a fazer”.

Para justificar os números ainda elevados, o antigo director da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) referiu à Lusa os pedidos da mulher – por temer complicações no parto vaginal ou consequências na vida sexual posterior – e o adiamento cada vez mais comum do momento da maternidade.

[…] No entanto, o clínico lembrou que uma cesariana é uma operação, que acarreta riscos idênticos a qualquer intervenção cirúrgica, um internamento mais prolongado e inúmeros problemas médicos.
[…] Vicente Pinto defende que o acompanhamento de uma enfermeira-parteira por parturiante, como acontece na Finlândia, “quase resolvia todos os problemas”.

“Há que fazer natural o que o é, e o parto é algo natural”, resumiu Vicente Pinto, lembrando que a Finlândia tinha em 2004 o melhor valor de cesarianas na Europa dos 15 (16,4 por cento).

Frisou ainda que depois de uma cesariana é possível fazer um parto vaginal, desmistificando a ideia que “depois de uma cesariana, segue-se outra”. […]

Fonte: Saúde: Um em cada três partos realizados em 2006 foi cesariana – RTP Notícias