O segundo filho dentro de uma ambulância

«O quarto filho de uma mulher residente na Gala, Figueira da Foz, nasceu numa ambulância, a cinco minutos da Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra, na madrugada de ontem. “A mãe teve duas contracções muito fortes que desencadearam o parto e só tivemos tempo de segurar o bebé”, contou a bombeira Isabel Silva, dos Voluntários da Figueira da Foz.

[…] Para além da bombeira Isabel Silva, uma médica do INEM – da viatura médica de emergência e reanimação do Hospital da Figueira da Foz – seguia na ambulância, já que a grávida, que ia na 36ª semana de gravidez, tem um historial de desencadear partos rápidos e outro dos seus filhos também nasceu numa ambulância.

[…] Os 55 quilómetros entre a Gala, onde a parturiente reside, e a Maternidade de Coimbra foram percorridos pela ambulância em marcha lenta, numa última tentativa de evitar a expulsão do bebé. Mas a bombeira depressa se apercebeu de que o parto estava iminente, pois “já se via a cabecita do bebé e a dilatação estava quase feita”.

O bebé e a mãe estão bem de saúde, encontrando-se internados na Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra.»

Fonte: Correio da Manhã, 30-01-2009

A ansiedade não dificulta uma gravidez por fertilização in vitro

«Um estudo publicado hoje na revista Human Reproduction mostra que, afinal, a ansiedade e a depressão não têm nenhum efeito negativo nas probabilidades de uma mulher engravidar num processo de fertilização in vitro (FIV). Estes dois factores também não parecem influenciar as desistências nos tratamentos de fertilidade, revelam os investigadores que conduziram o projecto na Holanda.
[…] Bea Lintsen, principal autora do artigo, sublinha que os estudos até agora realizados sobre a associação da ansiedade e depressão ao sucesso nas tentativas para engravidar foram inconclusivos e que este projecto dedicado ao campo das mais vulgares técnica de Procriação Medicamente Assistida marca uma diferença. Porém, a especialista admite que esta relação é muito complexa e que é preciso investigar mais, nomeadamente integrando varáveis como o estilo de vida e o comportamento sexual.»

Fonte: Público, 29-01-2009

Os Privados e o financiamento para prematuros

«A ministra [da Saúde, Ana Jorge] anunciou […] a intenção de retirar aos privados a possibilidade de fazerem partos de prematuros. A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada já manifestou a sua ‘incredulidade e estupefacção’.

‘A ministra tem toda a razão.’ Luís Graça, presidente do Colégio de Ginecologia da Ordem dos Médicos, diz ‘não perceber’ a reacção dos privados. ‘Não se trata da qualidade de equipamentos nem dos profissionais, trata-se de falta de financiamento’, porque os seguros não cobrem a estadia de prematuros em Cuidados Intensivos e os pais dificilmente podem pagar mais mil euros cobrados por dia. Resultado: estes bebés (abaixo das 35 semanas) acabam transferidos para as 11 unidades que integram a rede pública de Neonatologia.»

Fonte: Correio da Manhã, 30-01-2009

Ministra da Saúde quer limitar aos hospitais públicos a realização de partos de bebés prematuros

« […] Em entrevista à Agência Lusa, a propósito do primeiro aniversário como ministra da Saúde, Ana Jorge foi peremptória: “Prematuros no privado, não!”.
Para a ministra, pediatra de formação e que sempre exerceu em instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS), “o prematuro é algo muito difícil que exige uma equipa muito bem preparada, com médicos e enfermeiros que saibam trabalhar com uma criança pré-termo”.
Por esta razão, defendeu, estes partos só devem realizar-se no serviço público.
“Os cuidados intensivos neonatais devem ser todos assumidos no sector público”, sustentou.
A ministra alertou ainda para a existência de “poucos neonatologistas” no país. “Para mantermos os bons resultados que nos honram e orgulham na área materno-infantil, precisamos de gente treinada para o fazer”.
Para Ana Jorge, os níveis de segurança só se alcançam em instituições com 70 a 80 partos de recém-nascidos pré-termo por ano e “uma unidade privada nunca vai ter” esses números. […]»

Fonte: Público, 29-01-2009