A preparação para a amamentação

A boa saúde materna, o equilíbrio entre o repouso e o exercício, a ausência de preocupações, o tratamento precoce e adequado de qualquer doença intercorrente e uma alimentação bem balanceada são factores que induzem o sucesso da boa amamentação.

Logo desde o início da gravidez o corpo inicia a preparação para a produção de leite – a área que circunda o mamilo torna-se mais escura (aréola), os seios aumentam de tamanho, multiplicam-se as células produtoras de leite e desenvolvem-se os canais de transporte de leite para o mamilo.

Por outro lado o corpo vai armazenar gordura em determinadas áreas para providenciar energia extra, necessária para a gravidez e lactação.Cerca das 16 semanas de gestação os seios estão prontos para produzir leite logo que o bebé nasça.

Não se deve estirar, puxar ou rodar os mamilos no final da gravidez, pois algumas destas manobras podem prejudicar as delicadas glândulas da aréola, que segregam um líquido que lubrifica o mamilo como preparação para a amamentação.  O banho normal e a secagem delicada são a melhor maneira de cuidar dos seios durante a gravidez.Mamilos retraídos ou invertidos não são uma contra indicação para a amamentação. Diz-se que são retraídos quando, ao comprimir a aréola entre dois dedos, o mamilo em vez de se tornar mais saliente fica mais aplanado. Esta situação é uma variante do normal.À medida que a gravidez progride normalmente estes mamilos começam a exteriorizar-se; se no entanto se mantiverem retraídos na altura do parto, deverá colocar esta questão ao pediatra ou parteira para a colocação de ventosas.

A tonicidade dos seios será preservada pelo uso de soutien adequadamente ajustado ao tamanho do peito, sem aros nem varetas, principalmente antes do parto e durante todo o período de amamentação.

Fonte: Fichas Bebé Confort

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Amamentar – o bom exemplo de Catarina Furtado

Catarina Furtado Grávida

      Na Saber Viver de Julho de 2007, Luís Magão (pediatra e presidente da Comissão Nacional da Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés) afirmava que “é extraordinária a projecção que tem o bom exemplo das figuras mediáticas.” Esta declaração vinha a propósito da repercussão positiva que o exemplo de Catarina Furtado terá tido, ao fazer algo tão simples e tão benéfico como amamentar a sua filha.   Catarina Furtado está de novo em destaque e aparece na capa da revista Caras, grávida de sete meses, de um rapaz. E se as figuras mediáticas têm essa capacidade de influenciar, é bom que o façam positivamente, como faz Catarina Furtado ao afirmar:

   “A prioridade é a saúde do bebé, mas isso não significa que descuide a minha imagem e o meu bem-estar. É muito bom estar grávida.”

   Palavras simples que transparecem nas fotografias da revista, uma das quais tem a seguinte legenda: “Por ser essencial para o bebé, [Catarina Furtado] tenciona amamentar.” Um bom exemplo a continuar a seguir.

Para ler mais: Caras, 8 de Setembro de 2007.

Vantagens da amamentação

Pela sua composição nutricional o leite humano é o alimento ideal do recém-nascido. Está sempre disponível, à temperatura certa e não requer preparação. É mais económico.

É sempre fresco e isento de contaminação bacteriana, reduzindo assim as possibilidades de perturbações gastrointestinais.

Os principais ingredientes do leite materno são: açúcar (lactose), proteínas de fácil digestão (lactoalbumina e caseína) e gorduras (ácidos gordos de excelente digestão). Para além disso contém biofactores – substancias que promovem o desenvolvimento harmonioso dos sistemas biológicos do lactente, nomeadamente ao nível do sistema nervoso central, desenvolvimento visual e cognitivo, sistema imunológico, aparelho gastrointestinal. Assim, com a amamentação materna há uma menor incidência de alergias e intolerâncias ao leite de vaca, que inclui diarreias, cólicas intestinais, sangue oculto nas fezes e eczema atópico (reacção alérgica da pele), bem como uma menor incidência de alergias na vida adulta.

O leite materno contém anticorpos bacterianos e víricos que proporcionam imunidade gastrointestinal local contra micro organismos que entram no corpo por esta via. Isto traduz-se, pelo menos em parte, pela menor incidência de diarreia, otite média (infecção do ouvido médio), pneumonias e meningites durante o primeiro ano de vida.Certas substâncias do leite materno como enzimas e o pH mais baixo das fezes destes lactentes, contribuem para uma flora intestinal mais favorável, contendo mais bifidobactérias e lactobacilos que ajudam a proteger contra infecções.

Sabe-se também que o leite materno tem um papel importante na prevenção da obesidade e da diabetes de aparecimento quer na criança quer na idade adulta.Há também vantagens psicológicas – a mãe fica pessoalmente envolvida em criar o seu próprio filho, resultando num sentimento de bem-estar e sensação de dever cumprido, enquanto o filho é agraciado com uma íntima e confortável relação física com a sua mãe.

As mesmas hormonas que estimulam a produção e libertação do leite também promovem sensações que realçam a maternidade. Quase todas as mães que amamentam sentem que esta experiência as torna mais ligadas e protectoras para com os seus filhos e mais confiantes nas suas capacidades maternais.

Fonte: Fichas Bebé Confort

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Amamentação

As necessidades nutricionais do lactente durante o período de rápido crescimento da infância são maiores do que em qualquer outra fase da sua vida, pois aproximadamente ao ano de idade o bebé triplica o peso do nascimento.

Amamentar o seu bebé é dar-lhe muito mais do que uma correcta nutrição, porque ao mesmo tempo que o alimenta está a segurá-lo junto a si, a abraçá-lo e a olhá-lo directamente nos olhos. Estes são momentos relaxantes e agradáveis que fortalecem emocionalmente a proximidade de ambos.

Fonte: Fichas Bebé Confort

Com a colaboração de Laurentina Cavadas (Médica Pediatra)

Ciência da Amamentação

Joana Andrade escreveu um artigo sobre amamentação que foca dados essenciais para demonstrar os benefícios do leite materno.

Segundo a Unicef, a protecção concedida pelo leite materno é muito ampla, abrangendo, entre outras doenças, as infecções respiratórias, as gastroenterites, a asma, a leucemia infantil, as otites, a obesidade e a síndrome de morte súbita. Nunca é demais frisar que o leite materno protege a criança, prevenindo doenças e reduzindo a mortalidade. O artigo destaca estes aspectos positivos da amamentação de um modo sucinto. 

A rematar o texto está uma chamada de atenção para uma perspectiva “economicista” da questão que, não podendo ser o motivo fulcral para amamentar, não deixa de ser curiosa. Passamos a citar:

“Amamentar não custa dinheiro nenhum e, por isso, «constitui uma enorme poupança», realça ainda Luís Magão [pediatra e presidente da Comissão Nacional da Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés]. É que utilizar leite artificial tem os seus custos: conte com cerca de 100 euros de equipamento e adicione-lhes 402 euros para leite «normal» e 594 euros para bebés com perfil alérgico. Quando o bebé alcançar seis meses, você já lavou, esterilizou, preparou, aqueceu e deu cerca de 1.134 biberões…”

 

in  Saber Viver n.º 85, Julho 2007, pp. 104-105.

Dar de Mamar – Uma Opção Inteligente

O Diário As Beiras publica hoje um artigo sobre a importância da amamentação. O texto, da enfermeira Andreia Rocha, do Centro de Saúde de Eiras, tem o sugestivo título “Dar de mamar: uma opção inteligente”.

A enfermeira Andreia Rocha enumera as vantagens da amamentação para o bebé, para a mãe e, inclusive, para o ambiente. Pode ler o artigo no link abaixo:

Dar de Mamar - Uma Opção Inteligente