Operação Cadeirinhas no dia 13 de Outubro de 2008

A PSP promove amanhã, segunda-feira dia 13/10/2008, entre as 06H30 e as 10H30, uma operação na­cional de fiscalização de trânsi­to para alertar para o uso dos sistemas de retenção e uso de cadeirinhas nos transportes particulares e colectivos de crianças, com idade não supe­rior a 12 anos.
Nos primeiros seis meses deste ano, a PSP já verificou mais infracções do que duran­te todo o ano de 2005 (333) e já se aproxima das verificadas em 2006, que foram cerca de 600. Assim, no dia 13 de Outubro, a PSP estará junto dos estabe­lecimentos de ensino a verifi­car o transporte de crianças nos veículos dos pais e nos trans­portes colectivos escolares.*

*Fonte: Diário de Coimbra

Brincar é o remédio ideal

«O Homem é um animal lúdico, o mais lúdico de todos. E brincar é uma actividade saudável e útil, quer no plano físico quer no mental. Brincar desintoxica e distrai, repousa e diverte; vale dizer, livra do que está a mais – toxinas, preocupações, dor e angústia –, repara o desgaste e recompõe o equilíbrio, acrescenta prazer e aumenta o bem-estar; isto é, dissolve o desprazer e mal-estar e conquista gozo e alegria. É o melhor antidepressivo e ansiolítico; o mais barato, natural e saboroso; o mais reconfortante e sem efeitos colaterais adversos – o remédio ideal, o tónico perfeito.»
Fonte: António Coimbra de Matos, Prefácio ao livro Vamos brincar? Na infância e ao longo de toda a vida de Francine Ferland, publicado pela Climepsi Editores.

Cuidados de segurança

Os acidentes são a primeira causa de morte e incapacidade em crianças entre 1 e os 15 anos de idade. Os acidentes de automóveis são, sem dúvida, os responsáveis por grande número de lesões e mortes. Mas muitas crianças morrem ou ficam feridas por equipamentos especificamente designados para o seu uso.

Como é que a criança é lesada? Cada lesão envolve 3 elementos:

1- Factores relacionados com a criança.

2- Objecto que causa a lesão.

3- Ambiente em que a lesão ocorre.

A idade da criança marca a diferença no tipo de protecção de que necessita.

Durante os primeiros 6 meses podemos resguardar a criança de uma forma segura, mas nunca deixá-la sozinha em situação perigosa. Mas, logo que começa a mover-se ela cria perigo a si própria – primeiro rolando na cama, depois arrastando-se para lugares que não devia e, finalmente, procurando activamente coisas para lhe tocar. Logo que a criança começa a deslocar-se, dizemos-lhe – NÃO – se se aproxima de algo potencialmente perigoso. No entanto ela não compreende o verdadeiro significado da nossa mensagem. Mesmo que lhe digamos 20 vezes por dia, para não se aproximar do bidé, ela volta ao quarto de banho cada vez que saímos de lá.

imageAos 9 meses a criança não tem a memória desenvolvida o suficiente para relembrar o ensinamento que lhe demos, quando se aproxima, de novo, do objecto ou situação proibida. O que parece ser uma travessura é, de facto, o teste repetido da realidade. Esta é a via normal de aprendizagem para a criança desta idade.

O 2º ano de vida é, de facto, uma fase muito arriscada para a criança, porque as suas capacidades físicas excedem a compreensão e consequências das suas acções. Apesar de o julgamento melhorar nesta idade, o seu sentido de perigo não é suficiente e o seu auto controle não está desenvolvido para fazê-la parar quando observa algo interessante. Mesmo as coisas que não vê interessam-lhe; a sua curiosidade fá-la ir ao final da prateleira do frigorífico ou à caixa dos medicamentos. Nestas idades jovens as crianças são extraordinariamente mímicas – tentam tomar medicamentos como viram a mãe fazer ou brincar com a máquina de barbear como o pai.

Gradualmente, entre os 2 e os 4 anos, a criança desenvolve um sentido mais maduro de si própria, como pessoa que faz acontecer as coisas – que actua: toca no interruptor e a luz acende. Nesta idade estão tão envolvidas, elas próprias, que apenas vêem a sua parte na acção. Os riscos são misturados com o chamado “pensamento mágico” que significa que a criança procede como se, seguindo os seus desejos, de facto, acontecem. Não podemos esperar que uma criança com 2- 4 anos compreenda que estas acções podem ter consequências perigosas para si própria e para os outros. Por estes motivos, deve-se estabelecer e reforçar regras de segurança, assim como explicar o porquê das regras: “Não deves atirar pedras porque podes magoar o teu amigo” ; “Nunca atravesses a rua sozinho, porque podes ser atropelado” .

Temos que repetir as regras sempre que a criança esteja na iminência de cometer o mesmo erro, até que ela compreenda que actos não seguros são sempre reprováveis. Para a maior parte das crianças são necessárias dezenas de repetições até serem lembradas, mesmo as regras de segurança fundamentais.

Fonte: Fichas Bébé Confort. Com a colaboração de Laurentina Cavadas, Médica Pediatra

Como escolher uma cadeira de segurança automóvel confortável

O ângulo do assento (nomeadamente nos grupos 0+ – destinados a crianças desde o nascimento até aos 12 meses aproximadamente):
não deve ser muito pronunciado. Quanto mais pequena for a criança, menos a sua musculatura está formada, menos poderá permanecer na posição sentada. Uma posição semi-deitada permite respeitar a morfologia da criança, participando ao mesmo tempo no seu despertar. Cuidado no entanto para não a deixar mais de 1h30 por dia nesta posição.

A inclinação proposta pelas cadeiras (nomeadamente nos grupos 1 destinados a crianças entre 9 e 18 kg):
Nesta idade, as crianças já estão mais despertas e mais aptas a permanecerem sentadas. No entanto, as fases de sono, sobretudo durante viagens longas, ainda são muitas e a cadeira deverá oferecer uma posição muito confortável.
Depois, quanto mais crescida for a criança, mais difícil se torna oferecer uma posição inclinada, pura e simplesmente por razões de segurança ligadas ao habitáculo do automóvel. É por isso que os assentos elevatórios (cadeiras do grupo 2/3 destinado a crianças a partir dos 3 anos até aos 10 aproximadamente) têm um ângulo de inclinação reduzido comparando com as cadeiras do grupo 1. De facto estão limitados à inclinação do automóvel.

O espaço reservado à criança:
Indispensável para garantir o conforto da criança.

Fonte: Bébé Confort

Aleitamento materno favorece o desenvolvimento da inteligência

«O aleitamento materno prolongado auxilia o desenvolvimento cognitivo e a inteligência das crianças, revela um estudo canadiano. A investigação foi dirigida por Michael Kramer, da Universidade McGill de Montreal, que utilizou uma amostra de 14 mil crianças na Bielorrússia. Trata-se, por isso do maior estudo alguma vez realizado numa amostra aleatória.

A equipa de Kramer, professor de pediatria, epidemiologia e bioestatística na Faculdade de Medicina daquela universidade, concluiu que o aleitamento materno produz uma subida do quociente intelectual das crianças e uma melhoria do seu rendimento escolar.

Cerca de 14 mil crianças foram seguidas durante seis anos e meio em cerca de trinta hospitais e clínicas da Bielorrússia. Metade das mães foi exposta a um programa para encorajar o aleitamento materno, enquanto as outras continuaram a receber o habitual acompanhamento pós-natal.

As conclusões do estudo foram apresentadas na segunda-feira e estão publicadas no último número da revista norte-americana “Archives of General Psychiatry”.»

Fonte: Rádio Renascença

Para saber mais: v. http://www.mcgill.ca