Rodi AirProtect™: Uma inovação para melhorar, ainda mais, a protecção lateral

 

Rodi Air Black Reflection Rodi Air Blue Note Rodi Air Roasted Brown Rodi Air Tango Red Rodi Air Warm Sand Protecção lateral adicional - Rodi Air Protect

O AirProtect™ em resumo:

almofada_air_protect Espuma enclausurada em plástico micro-perfurado;

Com o impacto, esta inovação actua como uma almofada de ar, absorvendo a energia com a circulação do ar;

A espuma interior evita a expansão do plástico;

Colocada no encosto de cabeça, melhora a protecção da cabeça em caso de impacto lateral;

O toque suave do AirProtect™ providencia um conforto extra para a criança;

Desenvolvido pela Dorel USA, em colaboração com a Universidade Kettering.

Não haverá Cash nos Estados Unidos em 2012

Dois investigadores publicaram recentemente um artigo em que analisaram o que leva as preferências culturais a serem abandonadas, com recurso a uma análise dos nomes próprios adoptados em França e nos Estados Unidos durante cerca de um século.

O estudo incidiu sobre os nomes próprios dados a bebés, porque a escolha de um nome está menos sujeita à influência de factores externos, como sejam a tecnologia ou o marketing. Segundo os autores, a adopção de determinado nome depende em grande medida de factores internos, como a história da sua popularidade.

A investigação foi conduzida através de dois estudos complementares.

Por um lado analisaram a velocidade de adopção de nomes dados a bebés em França, entre 1900 e 2004 e a respectiva taxa de abandono. A principal conclusão a que chegaram foi que “os nomes que experimentam aumentos de popularidade mais bruscos tendem a desaparecer mais rapidamente”. Para além disso os resultados sugerem que os nomes de meninas tendem a variar mais e que a “idade” de um nome influencia a sua persistência, ou seja, há uma certa obsolescência dos nomes.

Por outro lado, a análise de um inquérito a futuros pais revelou que estes eram menos propensos a dar aos seus filhos nomes que tivessem tido recentes aumentos súbitos de popularidade. A explicação para este comportamento parece residir na percepção, por parte dos pais, de que nomes adoptados a grande velocidade serão provavelmente apenas uma moda passageira.

Fig_1_Charlene_Kristi

Os autores, Jonah Berger e Gaël Le Mens, dão o exemplo da adopção dos nomes Charlene, Kristi e Tricia nos Estados Unidos (v. gráfico). Enquanto o nome Charlene foi sendo mais utilizado gradualmente (desde 1910 até um máximo de utilização em 1950) e também desapareceu paulatinamente, os nomes Kristi e Tricia, tal como se tornaram populares de um dia para o outro também se eclipsaram quase de imediato.

Este artigo tenta extrapolar estes resultados, obtidos a partir da análise de nomes, para outras áreas mais vastas. Os autores parecem sugerir que a velocidade de adopção de determinada preferência cultural com uma forte carga simbólica (um carro, uma roupa, um nome) influencia a sua persistência no tempo. Quanto mais rápida é a sua adopção mais depressa se abandona. Independentemente da audácia desta proposição, parece faltar a este estudo uma consideração de outros factores, como seja, por exemplo, a proximidade de alternativas para um nome em particular (poderá haver menos alternativas parecidas com Charlene do que com Kristi e Tricia).

Justin Wolfers, no popular blog Freakonomics, baseando-se nos resultados destes estudos, faz uma previsão ainda mais arrojada: “There will be no more Cash in the United States in 2012.” A explicação que avança é bastante simples: Como o nome Cash tem sido dado a cada vez mais crianças nos últimos anos (atingindo a 253.ª posição dos nomes mais populares nos EUA em 2008), caso Berger e Le Mens estejam certos, Cash irá desaparecer em breve. É caso para dizer que quanto mais depressa aparece o Cash mais fugaz ele é… (Curiosidade: Justin Wolfers também prevê o desaparecimento do Twitter em breve, vítima do seu próprio êxito sideral].

Uma coisa é certa, em Portugal não há Cash! Mas felizmente o Instituto dos Registos e Notariado aceita Milagres como segundo elemento do nome…

Em Portugal as estatísticas dos nomes atribuídos a bebés é muito mais difícil de obter. Enquanto a Segurança Social dos EUA disponibiliza estes dados online, a única coisa a que os futuros pais tem acesso em Portugal, tanto quanto é do nosso conhecimento, é à lista dos vocábulos admitidos, ou não, como nomes próprios. Não que daí venha algum mal ao mundo, mas estas análises de tendências em Portugal não são tão prosaícas.

Por isso perguntamos:

Quais são os nomes que vos parecem estar a ganhar uma grande popularidade recentemente e que poderão regressar à obscuridade em breve? Está aberta a discussão. Comentem!

Nota: na figura acima mostram-se as trajectórias de popularidade de três nomes próprios nos EUA. Estes exemplos pretendem ilustrar o facto de a maioria dos nomes próprios apresentar um período de aumento quase consistente de popularidade, seguido de um declínio que leva ao seu abandono; mas, como também se pode verificar neste gráfico, os nomes diferem quanto à rapidez com que a sua popularidade sobe ou diminui.

Fontes:

Jonah Berger e Gaël Le Mens, “How adoption speed affects the abandonment of cultural tastes”, PNAS 2009 106:8146-8150; 4 de Maio de 2009, doi:10.1073/pnas.0812647106

IRN, Vocábulos Admitidos ou Não Admitidos como Nomes Próprios

Justin Wolfers, “Forecast: There Will Be No More Cash in 2012”, Freakonomics, 19 de Maio de 2009

U. S. Social Security Online, Popular Baby Names

O peixe da discórdia

Enquanto o governo americano tenta persuadir as grávidas (e as mães a amamentar) a reduzir o consumo de peixe, alguns cientistas argumentam que esse consumo deveria ser acrescido.

A questão crucial em debate é o ponto de equilíbrio entre o perigo causado pelos potenciais níveis de mercúrio no peixe e os potenciais benefícios desta fonte de alimento.

Para saber mais:       

http://www.nytimes.com/2008/12/23/opinion/23tue3.html?partner=permalink&exprod=permalink

Porque não pode ir com o seu bebé assistir à tomada de posse de Barack Obama

Se estava a pensar ir com o seu bebé a Washington, no dia 20 de Janeiro, assistir à tomada de posse de Barack Obama, desiluda-se:

“Tudo porque entre os artigos que é rigorosamente proibido levar para o percurso do cortejo presidencial estão cadeiras de rodas, cadeirinhas de bebés, tendas ou até mochilas, termos e geleiras para os tradicionais piqueniques no Washington Mall. A indignação já chegou à blogosfera, onde muitos pais expressaram a revolta por não poder levar os filhos. Os organizadores estimam que entre 2,5 a 3 milhões de pessoas se desloquem a Washington para participar nos festejos.”

Fonte: Correio da Manhã de 21 de Dezembro.

Mortalidade Infantil em Portugal e nos E.U.A

Portugal é um dos cinco países que mais notáveis progressos fez na redução da taxa de mortalidade desde 1970. No relatório de 2008 “Cuidados de Saúde Primários – Agora mais do que sempre”, da Organização Mundial de Saúde (OMS), salienta-se que “o desempenho de Portugal para reduzir a taxa de mortalidade em várias faixas etárias é dos mais consistentes e bem sucedidos nas últimas três décadas”.

Neste relatório da OMS pode constatar-se que, entre 1970 e 1980, em Portugal a mortalidade perinatal foi reduzida em 71%, a mortalidade infantil em 86%, a de crianças em 89% e a mortalidade maternal em 96%.

A mortalidade infantil (óbitos de crianças nascidas vivas que faleceram com menos de um ano) é sem dúvida um dos indicadores por excelência da qualidade do sistema de saúde e mesmo da qualidade de vida de um país. Apesar de todas as críticas que lhe são feitas, este progresso denota que o acesso aos cuidados de saúde em Portugal tem melhorado substancialmente nas últimas décadas.

Por mais surpreendente que possa parecer, a trajectória de Portugal é exactamente oposta à dos Estados Unidos (E.U.A.), por exemplo. Enquanto em 1960 os E.U.A. ocupavam a 12.ª posição no ranking mundial da mortalidade infantil, Portugal, nesse ano, estava num sombrio 35.º lugar. Segundo dados de 2004 do Centers for Disease Control and Prevention, Portugal passou a ocupar o 10.º lugar nesse ranking e os E.U.A. o 29.º.

Este percurso inverso ainda se torna mais parodoxal quando se consideram as despesas com saúde per capita em Portugal –  1.897$ – e nos E.U.A. – 6.096$.

Segundo a OMS, o progresso registado em Portugal ficou a dever-se à aludida melhoria “no acesso às redes de saúde, que foram expandidas”, a “um compromisso político sustentável” e a “um crescimento económico que permitiu continuar a investir no sector de saúde”.

Nos E.U.A o debate sobre as causas do seu mau desempenho distribui-se por vários temas, desde a obesidade ao consumo de drogas, a falhas generalizadas no sistema de saúde e a um aumento dos partos prematuros (1), muitos dos quais por cesariana (2).

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1) De 9% de todos os partos em 2000, para 12,7% em 2005;

2) Possivelmente 92% destes partos prematuros adicionais.

Fonte: New York Times, 15/10/2008; Editorial do New York Times, 19/10/2008, Diário As Beiras, 15/10/2008.

Antroponímia – Porciana ou Nereida?

Encontrar o nome certo não é tarefa fácil. Muitas vezes procura-se um nome consensual que agrade a toda a família mas rapidamente se descobre que um tio-avô já tinha esse mesmo nome e… Tem de se recomeçar do zero, pois o outro ramo da família também quer ter voto na matéria.
Mas os nomes que se dão aos bebés vão-se alterando e se há ciclos em que se retorna a nomes clássicos e até em desuso em gerações anteriores, também é verdade que cada vez mais se dá azo à criatividade e vão surgindo novos nomes, impensáveis há alguns anos atrás.
Vem isto a propósito do artigo de hoje do “colunista conservador” do New York Times David Brooks: “Goodbye, George and John”. David Brooks elogia o blog de Laura Wattenberg – The Baby Name Wizard – e descreve algumas das curiosidades do universo da “nomerologia” (nos E.U.A.):
– Indivíduos com o nome Louis têm uma probabilidade maior de viver em St. Louis;
– Em 1880 apenas 10 nomes – William, John, Mary, George, etc. – representavam 20 por cento de todos os bebés. Actualmente esses mesmos nomes representam apenas dois por cento de todos os bebés dos E.U.A.
– Em 1880 a maioria dos nomes de rapazes acabava em E, N, D e S. Em 2006 uma larguíssima percentagem de nomes de rapazes terminava na letra N.
– No final do séc. XIX os nomes dos bebés reflectiam, por vezes, posições ou profissões de prestígio – King, Lawyer, Author e Admiral. Actualmente as crianças terão mais provavelmente nomes de profissões obsoletas, tais como: Cooper (tanoeiro), Carter (carreteiro) ou Mason (pedreiro).
– Há também um retorno a formas antigas de nomes (William em vez de Bill) e a nomes que tenham uma patine de antiguidade (Hannah, Abigail, Madeline, Caleb and Oliver).
– Cada vez mais a presença de diferentes origens culturais é mais notória e o núcleo outrora todo-poderoso de nomes de raiz anglo-saxónica tende a desvanecer-se.
Em Portugal é mais difícil avaliar as tendências, porque os registos são feitos a nível local e não há um levantamento dos nomes próprios mais escolhidos pelos portugueses. Notam-se algumas alterações induzidas pelos recentes fluxos migratórios e algumas modas associadas a fenómenos televisivos e a figuras do desporto ou do espectáculo. Contudo, a criatividade em Portugal é, em grande medida, coarctada pela existência de listas de vocábulos admitidos ou não admitidos como nomes próprios (à semelhança do que se passa na Dinamarca, França e Alemanha).
Em Portugal a filha de Frank Zappa nunca poderia ter sido registada como Moon Unit, nem a filha de Bob Geldof como Fifi Trixibelle e muito menos simplesmente Apple, como a filha de Gwyneth Paltrow.
Em Portugal o processo de atribuição de nome próprio é regulado principalmente pelo artigo 103.º do Código do Registo Civil. Entre outras condições, refira-se que “o nome completo deve compor-se, no máximo, de seis vocábulos gramaticais, simples ou compostos, dos quais só dois podem corresponder ao nome próprio e quatro a apelido”. Se estava a pensar em registar o seu bebé com um nome majestosamente quilométrico, desengane-se.
Vale a pena citar um artigo de Leonel Moura no Jornal de Negócios: “Mas que mal tem eu dar um nome qualquer ao meu filho? Quem pode sentir-se prejudicado com isso? A não ser talvez o próprio, embora isso seja do foro familiar e na verdade quantos serão aqueles que detestam o nome normalizado que lhes foi dado? Cabe na cabeça alguém chamar-se Isaltino?”
Em Portugal, anualmente, apenas chegam à Conservatória de Registos Centrais entre 30 a 40 pedidos de nomes invulgares, o que não é muito expressivo.
Segundo Ivo Castro, professor de Linguística na Universidade de Lisboa : “Nos últimos cinquenta anos (únicos de que há estatísticas), não houve mais de 4.000 reclamações contra a recusa oficial do nome que os pais queriam atribuir aos filhos. Como muitos destes nomes eram gritantemente disparatados, por vezes mesmo desrespeitadores da dignidade da criança a nomear, ficou automaticamente respondida e desautorizada a contestação que os tomou por pretexto.”
A existência destas listas leva todavia a algumas incongruências. A título de exemplo, Nereida (qualquer uma das 50 ninfas dos mares, filhas do deus grego Nereu) não é aceite mas a Direcção-Geral dos Registos e do Notariado aceita, por exemplo, como nomes próprios: Ninfa, Boanerges, Deusdedito, Engelécia, Felicíssimo, Gamaliel, Habacuque, Matusalém, Ocridalina, Parcídio, Torpécia, Ursiciana, Viveque ou Zardilaque.
Por outro lado a existência destas listas protege de facto os bebés de algumas opções mais obtusas. Devido à inexistência de listas, na Venezuela há bebés com nomes tão “bizarros” como Nixon, Estaline, ou mesmo Hitler. O Brasil também é conhecido pela liberdade no registo de nomes. Ivo Castro dá o seguinte exemplo: “ao passo que no Brasil é possível encontrar senhoras chamadas Rosemary, Rosemeire, Rosemere, Rosemery, Rosimeire, Rosimere, Rosimeri, Rozemeire, tudo variantes do mesmo nome inglês, em Portugal todas elas teriam de se chamar Rosa Maria, porque nem Rosamaria poderia ser aceite como nome português.”
Nos E.U.A. o absurdo chega ao ponto de alguns pais darem o nome de um casino aos filhos para assim ganharem algum dinheiro – foi o caso de GoldenPalaceDotCom Silverman, cujos pais ganharam $15,000.
Perante tais desvarios a existência de um técnico em onomástica, na Conservatória dos Registos Centrais, que laboriosamente emite os seus pareceres sobre a admissibilidade de Ovídio e Porciana e a inadmissibilidade de Nereida e Idalécio, parece parcialmente justificada.

Para desfazer dúvidas, as listas de nomes podem ser consultadas na página da Direcção-Geral dos Registos e do Notariado (http//www.dgrn.mj.pt).